RESENHA: Stryper - Murder by Pride
Publicada por RenatoCavallera em 17 de Julho de 2009 às 12:18:14 na categoria Reviews de CDs
Por: Nícholas Fonseca
Play! Primeira faixa: “Eclipse of the Son”. Mas… que guitarra é essa?! Ramones? Green Day? Dogwood? Ufa... entrou a voz do Michael Sweet. E... esses acordes!? Onde estão os riffs e solos tradicionais do Stryper? Enfim, assim começa o novo e décimo primeiro disco de uma das mais importantes bandas do White Metal de grande sucesso nos anos 80 com seu estilo Hard Rock Poser, que conquistou paradas nas mais variadas rádios pelo mundo, canais de TV como a MTV e um público além do cristão.
No começo dos 90, a banda encerrou os trabalhos, mas, graças ao Bom louvado pelo Stryper, a banda voltou à estrada em 2000, para alegria dos fans. A (re)reunião gerou uma coletânea de greatest hits (2003) , um live (2004) e, em 2005, o primeiro de estúdio após o pause de uma década: o Reborn, que mostra a nova fase de Hard Rock “moderno” à lá Stryper. Ah, e em 2007 rolou o relançamento de uma demo gravada lá no princípio da carreia, quando a banda ainda se chamava Roxx Regime, no início dos 80.
A expectativa para um novo disco passou por nuances: a banda comemorou 25 anos de carreira; Michael Sweet saiu em turnê com a banda Boston, o que despertou mais a ânsia e curiosidade de lançamento para o álbum do Stryper; a esposa dele perdeu a luta contra o câncer de ovário; entre outros pontos negativos e positivos da carreira da banda e seus membros, o novo álbum, “Murder by Pride” ganha capa produzida por um brasileiro.
Voltando a faixa 1... é tem um solo e um momento com mais cara de Oz Fox - guitarrista - lá pelos dois minutos de música.
Segunda faixa começa, com peso e um riff de guitarra um pouco mais elaborado, mas ainda instigando o ouvinte a querer mais da música “4 Leaf Clover”. O solo de guitarra, aos 2min e 20seg, agrada os ouvidos roqueiros e é seguido pelo refrão, tendo como base uma linha de baixo interessante de Tracy Ferrie e a batera de Kenny Aronoff – substituindo, no estúdio, o titular Robert Sweet. E o vocal, impecável como de costume. Com o apoio do backvocal característico de Fox, no refrão cantam “...No luck in a 4 Leaf Clover. There’s no life unless it’s Born And no death when it’s over.”
O primeiro single do disco vem na terceira faixa, a já conhecida cover da banda Boston “Peace of Mind”, com a participação de Tom Scholz, vocalista da banda. Nas cordas e baquetas dos Stryper, a música nos remete ao Hard Rock enérgico e para cima, umas das marcas dos anos 80. Algo que lembra Bon Jovi daquela época, mas com vocais totalmente “stryperianos”. A mensagem da música: “People livin' in competition, all I want is to have my peace of mind.”
Uma das baladas do disco vem na faixa 4, com a música “Alive”. Segue a fórmula clássica da banda: início com piano e voz nas primeiras estrofes; e no pré-refrão ou refrão, entra os demais instrumentos como a batera, baixo e a guitarra. Um belo violino ajuda a embalar o segundo momento da música. Michael Sweet sempre soube como compor bonitas – talvez pegajosas também – baladas, com estratégias na emoção colocada em cada acorde, estrofe, refrão, solo... Vide “Honestly” do disco “To Hell With the Devil” e “I Belive in You” do “In God We Trust”.
O bacana da faixa seguinte, “The Plan”, é a mensagem: “I want to be the man, the one I know You see. I want to live the plan, the one with You and me.” A música, bem… lembra a faixa 1.
A música título do álbum, “Murder by Pride” vem para saciar os que esperavam um pouco de “To Hell With the Devil” no álbum. Os primeiros acordes e riffs da faixa 6, nos levam para o ano de 1986 de Stryper. A essência que consagrou a banda é mesclada com o novo Hard Rock. “Gotta fight, gotta stop living a lie. Gotta fall, gotta lay down and die. Gotta stand and run to the other side. Gotta live or it’s Murder By Pride”, canta Sweet e Fox na potência de uma das melhores músicas do álbum.
As três faixas seguintes mostram outras características da banda para compor músicas (um pouco) menos distorcidas. “I Belive”, na faixa 7, é uma canção que o violão se apresenta e, a guitarra - um pouco distorcida - acompanha no refrão e solo. Sem virtuosidades, é uma bela canção “moderna” do Stryper. Na faixa 8, a música “Run in You”, nos traz algo da banda ainda não ouvido. Totalmente fora do estilo Hard Rock, a música lembra algo de pop/rock alternativo dos anos 90 (ou não). Mesmo assim, vale a pena conferir uma das mais diferentes canções do disco. Seguindo nas músicas com um toque incomum, a “Love is Why” se apresenta na faixa 9, nos falando que “Love is why I live, Love is why I die. It’s what I give, and yet what I deny. It’s what I need, it’s how I will survive. Love Is Why. Love is patient, Love is Kind, Love - it has no pride, Love will wait forever, Love won’t hide.” – sem dúvidas, inspirado em I Coríntios, cap. 13 e verso 4.
O álbum encerra com três faixas do moderno rock que banda apresenta em “Reborn” e “Murder by Pride”. Faixa 10, “Mercy of Blame” e 11, “Everything”, são exemplos de como ser uma banda dos anos 80 que está de volta – mas repaginada – ao mercado do rock no século XXI. O disco fecha com a faixa “My Love (I’ll always show)”, que não passa a sensação de estarmos ouvindo a finaleira de um álbum do Stryper. Com guitarras características e um refrão... Hhmmm... um tanto peculiar ou incomum, digamos assim, o novo trabalho tem seu ‘the end’.
Podemos encontrar as raízes da banda, que se consagrou uma das pioneiras do “White Metal”, nas canções ouvidas neste novo trabalho e esperado por muitos, assim como, encontramos um Stryper diferente do costume. Há vocais agudos, rasgados, cristalinos, enfim, como Michael sabe fazer; guitarras vibrantes indo do metal para o rock um pouco mais sujo; linhas de baixo que caracterizam o novo membro da banda; e uma batera de pegada que logo se percebe, ou Robert Sweet mudou o estilo ou não é ele.
Por trazer uma miscelânea, ou seja, mesclas dos anos 80 com a nova visão de rock da banda e, como qualquer novo álbum de uma banda que fez – e continua a fazer – história na música contemporânea, “Murder by Pride” vai agradar a muitos e, muito provavelmente, ser odiado por outros. Mas, é sempre valido conferir um novo trabalho de uma banda de peso como o STRYPER Isaiah 53:5.
Por: Nícholas Fonseca
Mais informações de Stryper
Escute que vale a pena!
Mas Stryper continua sendo uma das melhoras bandas de todos os tempos! Sem dúvida!!
acho que o stryper deveria ter apostado em um som mais pesado...um eavy metal mesmo...eles melhoraram a questão dos solos e dos gritos, mas deixaram muito a desejar em termos de "peso"...
mas é bom que uma boa banda como o stryper esteja em atividade ainda...
tem muito hard rock.
as incursões nas sonoridades novas foram bem sucedidas, na minha opinião. e quando quiseram voltar ao stryper dos anos 80, também foram muito bem.
não há como não lembrar de to hell with the devil ao ouvir a música tema do cd.
que bom que o Stryper está mais vivo do que nunca!
Mas gostei muito do cd muito mesmo, acredito ate que voltem fazer o sucesso de antigamente, tbm axo que cd poderiar ta mais pesado, mas ele tem muitas musicas boas.
Agora vamos espera e ver como cd vai ser recebido pelos fans.
Gostei demais do cd!
Pra mim tá melhor q Reborn..
Gostei da resenha, do cd as minhs favoritas são 4leaf clover e Murder By Pride a regravação mais pesada de My love I´ll always show também ficou legal
ótima resenha, parabéns Nícholas!
Valeu pelo coment sobre a resenha!
Valeu tche!
Saudades dos amigos da TANLAN!Abraços!
You are the guy
Só uma correção, o Tom Scholtz é o guitarrista do Boston, o vocalista era Brian Delp, que se suicidou ano passado, sendo substituido por Michael Sweet.
Desculpe as críticas, mas foram as conclusões que tirei depois de ler a resenha (e comparando com outras que já li neste site). Eu não faria melhor que você, só diferente, e certamente também não agradaria a todos (talvez agradasse muito menos que você!).
Pra mim o álbum está realmente muito, muito bom. O classifico como o melhor desde In God We Trust, de 1988. Alguns podem achar exagero, mas é o que eu acho, como um cara que tem o Stryper como a banda que mais gosta.
Não paro de ouvir o álbum e imagino como uma experiência única esse álbum ao vivo (digo estar no show mesmo, rsrs!)...
[]'s
Bom, não estou "olhando de fora" pois ouço Stryper há bons...sei lá... 14 ou 15 anos...
Escrevi caracteristicas tendando descrever e não elogiar o álbum. Particularmente, também gosto do disco (não em um todo, mas gosto)...
Então, meu dever não era elogiar ou rebaixar, e sim descrever impressões das músicas. É complicado falar muito de cada música e mais da história da banda sendo que seria um livro praticamente e impraticável se tratando de uma mídia virtual.
Valeu a participação.