RESENHA: Emery - "...In Shallow Seas We Sail"
Publicada por RenatoCavallera em 29 de Junho de 2009 às 14:05:02 na categoria Reviews de CDs
Tudo começa em 2004, com o lançamento do disco “The Weak's End”, Emery introduz novo significado a música cristã e secular, juntamente com outros grupos como: My Chemical Romance. Sem posição firme de qual seria o seu ritmo nos tempos atuais, podemos assim, com a devida licença, incluí-los entre os emocore, post-hardrock, sreamrock, ou seja, as novas e modernas roupagens do rock.
Grupo já conhecido mundialmente Emery lança em 2009 um dos mais celebres discos do grupo, “...In Shallow Seas We Sail” com a poesia característica e o peso gradativo e potencial. Trilhas duras, misturadas com as melodias encantadoras e os poemas líricos tão significativos como outrora lemos em livros. É perfeitamente compreendido da primeira faixa até a ultima, a produção é digna de um conjunto único e dedicado a oferecer a todos um trabalho sem emendas.
“Cutthroat Collapse” demonstra a fidelidade das batidas e o interesse do grupo em ser potencialmente veloz em todo o disco, com vocais sem fuga da melodia, com os gritos um acompanhamento firme e vigoroso. Outra canção merecedora de todo o destaque é a faixa “Inside Our Skin” como a primeira faixa esta é ainda mais bem produzida, é uma trilha simples, contudo, destaca-se o interesse de transmitir a mensagem aos ouvintes “lembrando os cristãos não apenas em estar felizes na vida, mas fazer a vontade do Senhor”, ainda, impondo que estes devem se afastar do erro, sem tempo – “se Deus é bom, a seguir o que somos nós? Não há nenhuma planta sem uma semente”. Seguida de “...In Shallow Seas We Sail” que intitula o álbum é um ápice instrumental, com a viril imposição das guitarras e das edições tecnológicas, sem ser enjoativa e realmente viciante.
Emery assumiu os riscos de sua musicalidade no novo disco, foram impiedosos em aprimorar sua instrumentalidade, adaptando-se as formalidades do rock atual, mas ainda sim, mantiveram o vigor de seus antigos discos, as palavras colocadas em todo o disco foram a cena evidente, com um toque único que quem ouvir jamais esquecerá, sem as repetições desvairadas que deparamos em grupos que dizem ser os precursores do ritmo.
A maioria das trilhas move-se liricamente e ainda permanece atrativas, um ato de difícil realização, mas sem ser impossível para Emery, uma outra continuação surpreendente para estes que são os melhores no que fazem.
Vieram ao Brasil em 2008, mas ainda aguardamos que distribuidoras se interessem em trazer os discos do grupo, o que sem duvidas lhes trarão de volta e ainda venderão muito, pois tem mercado.
Avaliação:
Por Éderson dos Reis
Sugestões – ed19br@gmail.com
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