RESENHA: A volta do Fruto Sagrado aos palcos
Publicada por RenatoCavallera em 04 de Dezembro de 2009 às 20:54:39 na categoria Reviews de CDs
Na estréia de Vanjor, Fruto Sagrado celebra seus 20 anos e a nova fase, movida pela energia do novo vocalista.
“É incrível como de tempos em tempos Deus move alguma coisa no nosso meio. Hoje, aqui em Vitória, começamos uma nova fase”. Bem mais que abrir o show do Fruto Sagrado, no último dia 21, em Vitória, a confissão do baterista Sylas Jr, soou — por que não? –, perfeita para definir o estado de espírito da banda, que completa 20 anos em 2009. Eles estão mudados? À parte a entrada de Vanjor nos vocais, nem tanto. O repertório permanece basicamente o mesmo dos últimos anos, com músicas dos dois últimos CDs, Distorção e O que na verdade somos. Sylas e Bene Maldonado estão seguros como sempre e bem acompanhados pelo tecladista Daniel Tinoco e pelo baixista Marcos Quarterolli. Renovados, talvez, seja o melhor adjetivo pra se usar. A estréia do novo frontman parece ter feito a banda voltar no tempo, e no bom sentido da expressão. Bene, mais solto, agora divide as distorções com o novo vocalista, que apesar do nervosismo de sua primeira apresentação, deu ao fruto a verve garageira que muitos perdem no meio do caminho. “Sabíamos que a entrada de um novo elemento traria uma série de desdobramentos que não poderíamos prever”, explicou Bene, para completar: “A entrada do Vanjor, até pelo fato de ele também ser guitarrista, nos possibilita fazer um rock mais cru e fluido. Eu e Sylas estamos mais livres e entrosados também”.
Mas vamos falar do show. Já passava das 21h e as cortinas do Teatro do Ifes ainda estavam fechadas quando Vanjor entoou os primeiros versos de “O que na verdade somos”. Foi a senha para que o público, formado por 400 convidados, se levantasse da cadeira e formasse um coro em uníssono. E “o que se vê quando se vê” o novo vocal é um garoto de 20 anos, com o que isso tem de melhor. O timbre de voz, ainda cru, é compensado com empolgação de sobra. Nessa toada vieram a pesada ‘Sanguessuga’, ‘Diferente dos Anjos’ e ‘Superman’. Sylas, Bene e Vanjor sabem bem que não são super-heróis, mas nem por isso abandonaram a característica que fez do Fruto uma das grandes bandas de rock do Brasil: a contestação. Depois de “Ninguém me encontrará entre os fracos”, vieram críticas aos ‘ismos’ da sociedade, com “Sangue de Abel” e uma reflexão sobre questões sociais com a ótima “Uma noite de paz”. Nas primeiras cadeiras, um público ainda de pé cantou o ‘Feliz Natal’ em coro aos quatro ventos. Vanjor não conseguia disfarçar o encantamento e deixou o refrão ser cantado somente pelo público. Depois disso ainda vieram “Não quero mais acordar assim” e “a Volta dos que não foram”. Foi o final perfeito para o pocket show, ainda que o público tenha pedido o bis, que não veio. Já fora do teatro, o grupo ainda atendeu a todos com a disposição juvenil de que parecia fazer seu primeiro show. Não deixa de ser verdade. A despeito das desconfianças motivadas pela saída de Marcão, o Fruto está de volta, vivo. Contestador como sempre e garageiro como nunca. Pronto, quem sabe, para mais 20 anos de estrada.
Texto: Luiz Alberto Rasseli
“É incrível como de tempos em tempos Deus move alguma coisa no nosso meio. Hoje, aqui em Vitória, começamos uma nova fase”. Bem mais que abrir o show do Fruto Sagrado, no último dia 21, em Vitória, a confissão do baterista Sylas Jr, soou — por que não? –, perfeita para definir o estado de espírito da banda, que completa 20 anos em 2009. Eles estão mudados? À parte a entrada de Vanjor nos vocais, nem tanto. O repertório permanece basicamente o mesmo dos últimos anos, com músicas dos dois últimos CDs, Distorção e O que na verdade somos. Sylas e Bene Maldonado estão seguros como sempre e bem acompanhados pelo tecladista Daniel Tinoco e pelo baixista Marcos Quarterolli. Renovados, talvez, seja o melhor adjetivo pra se usar. A estréia do novo frontman parece ter feito a banda voltar no tempo, e no bom sentido da expressão. Bene, mais solto, agora divide as distorções com o novo vocalista, que apesar do nervosismo de sua primeira apresentação, deu ao fruto a verve garageira que muitos perdem no meio do caminho. “Sabíamos que a entrada de um novo elemento traria uma série de desdobramentos que não poderíamos prever”, explicou Bene, para completar: “A entrada do Vanjor, até pelo fato de ele também ser guitarrista, nos possibilita fazer um rock mais cru e fluido. Eu e Sylas estamos mais livres e entrosados também”.
Mas vamos falar do show. Já passava das 21h e as cortinas do Teatro do Ifes ainda estavam fechadas quando Vanjor entoou os primeiros versos de “O que na verdade somos”. Foi a senha para que o público, formado por 400 convidados, se levantasse da cadeira e formasse um coro em uníssono. E “o que se vê quando se vê” o novo vocal é um garoto de 20 anos, com o que isso tem de melhor. O timbre de voz, ainda cru, é compensado com empolgação de sobra. Nessa toada vieram a pesada ‘Sanguessuga’, ‘Diferente dos Anjos’ e ‘Superman’. Sylas, Bene e Vanjor sabem bem que não são super-heróis, mas nem por isso abandonaram a característica que fez do Fruto uma das grandes bandas de rock do Brasil: a contestação. Depois de “Ninguém me encontrará entre os fracos”, vieram críticas aos ‘ismos’ da sociedade, com “Sangue de Abel” e uma reflexão sobre questões sociais com a ótima “Uma noite de paz”. Nas primeiras cadeiras, um público ainda de pé cantou o ‘Feliz Natal’ em coro aos quatro ventos. Vanjor não conseguia disfarçar o encantamento e deixou o refrão ser cantado somente pelo público. Depois disso ainda vieram “Não quero mais acordar assim” e “a Volta dos que não foram”. Foi o final perfeito para o pocket show, ainda que o público tenha pedido o bis, que não veio. Já fora do teatro, o grupo ainda atendeu a todos com a disposição juvenil de que parecia fazer seu primeiro show. Não deixa de ser verdade. A despeito das desconfianças motivadas pela saída de Marcão, o Fruto está de volta, vivo. Contestador como sempre e garageiro como nunca. Pronto, quem sabe, para mais 20 anos de estrada.
Texto: Luiz Alberto Rasseli
Mais informações de Fruto Sagrado
O kra não canta nada!
http://www.youtube.com/watch?v=kRtLa0Ewgis
Já ouvi o cd novo e está MUITO BOM. Também está diferente do que esperava, mas assim como todos os cds que vem fazendo, o Fruto vem sempre se reinventando, e foi o que fez nesse cd.
Em breve vou ver se escrevo uma resenha e publico aqui para o pessoal. O CD mesmo só chega em umas duas semanas.
que letra babaca...
""o que na verdade somos""
até baixei umas músicas do fruto, pois não tenho coragem de comprar cds deles não, mas vou falar hein, muita letra e melodia cruel, ainda não ouvi o novo vocalista, mas pelos comentarios aí, não faço nem questão, agora para chegar perto de depois da guerra o fruto tem que mostrar trabalho e muito!!!!
O vocal do G3 é show
Vc acha a letra de "o que na verdade somos" babaca? Fico me perguntando aqui que tipo de letra vc gosta... daria pra explicar o que exatamente é babaca na letra? Sem onda, fiquei curioso pra entender o que vc pensa a respeito.
Bejometwitta!
PS: Aqui eu ouvi o suficiente, não sei o cd que vc ouviu, porém, me faz pensar que deram uma bela trabalhada no vocal em estúdio, autotune nele!
Me perdoe brother, sei que não devo pressionar, você sabe o certo e errado não me deve explicação... é a vontade de ter vc denovo aqui, de ouvir o velhor violão, sorrir, chorar, não importa o que vc fez, ou que fizeram a vc, o importante é o q DEUS quer fazer!
POW, a banda escreve e canta uma letra dessas, e escurraça o Marcão assim, deveriam pelo menos dar uma segunda chance pro KRA....
Indignado, com a situação!
Marcão que pediu para sair do Fruto Sagrado, veio. Alias, pediu não, saiu. Um dos motivos do CD novo ainda demorar a sair foi porque ele ficou de voltar e cantar as músicas... nada...
A muita coisa de baixo do céu que você ainda não sabe.
Não, Renato. Com todo respeito à sua opinião, pois eu não o conheço, mas o Marco não abandonou as gravações. Você conhece a verão do Sylas e do Bene para essas coisas, e deveria sonhecer os outros lados também para não divulgar algo parcial.
O texto não é pra servir de ofensa pra você nem pra nenhum dos bem-intencionados que seguram a máscara de oxigênio na cara-de-pau do Sylas e do Bene.
Segundo o próprio Marco me disse, ele já estava fora da banda desde 2007, e estava participando de algumas gravações apenas como convidado.
O Sylas e o Bene que (estrategicamente, como sempre), mantinham o nome do Marco na formação da banda, até que o Marco oficialmente pediu que eles retirassem no nome dele de onde estivesse sendo anunciado isso, que assumissem a verdade. Ele pediu isso mandando cópia do e-mail para mim.
Foi aí que o Sylas e o Bene tentaram ressuscitar a banda (que nesse caso eu nunca chamaria de Fruto Sagrado. Isso é uma tacada comercial para vender o tal cd forçado de 20 anos que não aconteceram. O Fruto Sagrado não existe mais e eles sabem disso).
Um Fruto a ser mais espremido, talvez sim, com ótimos músicos profissionais e espertos o suficiente para continuar explorando uma marca que não lhes pertence. E covardes o suficiente para não começarem com outro nome, outras composições, outra história até melhor que a do Fruto, sem a malandragem de colher (e nesse caso, financeiramente) a safra plantada por outros em 15 anos de ministério (aí sim, ministério mesmo).
Fruto, sim. Mas daí a chamar o que estão fazendo de "sagrado", fica difícil engolir.
Como diz um sábio compositor cristão,
"O que a gente faz fala muito mais do que só falar". Pergunto ao Sylas e ao Bene: será que eles ainda não enxergaram isso? Me impressiona a cara-de-pau deles. Serão os últimos e ficarão para apagar a luz do que já está escuro? Farão isso depois de se capitalizarem às custas do nome? Aí é só inventar alguma outra história dessas e os seguidores da banda engolirão fácil, né? Afinal, a maioria só quer saber da qualidade técnica das músicas. Igual ao meio secular... o que importa é o produto final, e não a forma como é feita. Como um restaurante que, para muitos, só tem que ter os pratos deliciosos, já que você não vai lá na cozinha ver os ratos mexendo na comida durante a noite... os cozinheiros mal pagos cuspindo nos pratos e misturando... é nojento mesmo, tanto um como outro.
Na minha opinião, o Marco entendeu isso a tempo, se conscientizou do que o pastor de nossa igreja disse, de o Fruto estar podre fazia tempo, e voltou a usar seus talentos que não são poucos para o Reino de Deus. Ele está certo.
Ele não é como o Bene e o Sylas que precisam continuar explorando esse nome morto para ganhar o pão diário deles.
Se não precisassem, já teriam tido a criatividade que nunca lhes faltou para criar uma nova banda, excelente sem dúvida, sem explorar o nome e algumas músicas que não lhes pertencem.
Por curiosidade, depois ter visitado o DotGospel como faço regularmente e ter me reparado com essa notícia aqui, resolvi visitar ontem a comunidade da banda no orkut.
Parabéns a vocês 2 pela excelente estratégia de manter tanta gente (fiquei impressionado! Mais de 40mil!) enganada, como se o Fruto ainda existisse. Vocês são geniais, como sempre achei.
Realmente muito bem escondidos os fatos reais. Ótima maquilagem que mostra a outra realidade que ninguém conhece.
Aí sim, Renato, concordo com você:
Há muita coisa debaixo do céu que você ainda não sabe [2].
E provavelmente não saberão até que a última gota de suco seja extraída desse fruto.
O Fruto não é para dar dinheiro? Estou enganado? É ministério? "O justo viverá pela fé" (Gálatas 3.11)! Porque vocês não liberam então esse album novo em mp3 para todos serem atingidos pelas músicas (que aliás já foram bem exploradas, mas sempre tem algo mais a se sugar, né?)
Pois é, "a sangue-suga tem 2 filhos".
Sejam profissionais, como sempre exigiram de nós que éramos da banda, mas não sejam tão gananciosos. Liberem as músicas que foram escritas para abençoar as pessoas. Para isso o ministério do Fruto Sagrado foi criado. Deus nos empresta os talentos e espera que os devolvamos mais do que recebemos (ler Mateus, 25:14 a 30). E vocês 2 estão multiplicando sim, mas ficando com o investimento todo.
Um dia Jesus usará seu chicote novamente pra botar ordem na frente do templo. É uma questão de tempo, já que as condições atuais são bem semelhantes ao passado narrado na Bíblia.
Feliz 2010 a todos, e especialmente para o Sylas e para o Bene, me vem à mente aquela música própria da ocasião:
"muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender". É a gravadora Fruto Sagrado que vai vender também?