Jars os Clay lança o Projeto One Vote '08
Publicada por luciana em 12 de Março de 2008 às 14:05:37 na categoria Ao Redor Do Mundo
Dan Haseltine, vocalista do Jars of Clay e fundador da Blood Water Mission, escreveu a seguinte nota para o lançamento do projeto ONE Vote '08:
"Estou nervoso comigo mesmo. Estou decepcionado. Hoje eu fiz as minhas escolhas, escolhas dadas a mim por pessoas sem escolhas. Eu moro em um país onde o que importa é que eu tenha acesso a conveniências e opções. Uma das opções que sou dado é a de conhecer a verdade sobre lutas econômicas, para ver em primeira mão, os corpos destruídos, das pessoas que carregam o fardo de alimentarem a minha conveniência e a de escolher se é importante ou não para mim, que elas tenham a oportunidade de ter saúde e prosperidade.
Passei um tempo olhando nos olhos de homens na China, que foram torturados por não produzirem lâmpadas de natal o bastante para preencherem sua quota diária. Eu ouvi sua história e vi as cicatrizes. E isto não me me impediu de comprar luzes de Natal fabricadas na China.
Eu conheço o desequilíbrio econômico geral, em torno de minha xícara de café pela manhã. Eu sei que pago 4 dólares por um copo de café, que foi produzido em uma comunidade onde os plantadores de café ganham menos de 20 centavos por dia, portanto seus filhos estão morrendo por causa do tipo de fome e de doenças que afligem as pessoas mais pobres, nas piores condições. Eu sei disto. E a cada dia, eu exercito as escolhas, ofertas de riqueza e privilégio ... A prosperidade me ofereceu a habilidade de escolher me importar ou não com a justiça, amor e humanidade.
Caminhei pelos campos inférteis da África e ouvi o lamento de mulheres desabafando suas tristezas de uma cisterna profunda, que de todas as maneiras, deveria estar vazia e ressequida, como a terra que trabalham por comida, em estações em que a água é escassa e todos os caminhos até a esperança se tornam praticamente intransitáveis.
Quantas vezes os filhos vão morrer? Quantas vezes as pessoas mal poderão sobreviver? Quanta vezes uma comunidade enterrará seus líderes e professores e mães e pais, antes que a própria esperança morra?
Quantas vezes podemos fazer estas perguntas a nós mesmos, antes que a realidade da situação afunde em nossas almas, fazendo com que a categorização e desconexão dos "problemas do mundo x nosso próprios problemas," acabe? Quando será que a videira do envolvimento vai envolver os nossos próprios corações? Quando passaremos a possuir os efeitos de nossa incontestável inclusão nas histórias de pessoas assoladas pela pobreza?
Eu faço escolhas todos os dias para perpetuar a pobreza na África, Índia e China. Eu me tornei em um parasita gigante, que se alimenta de escolhas e conveniência, enquanto sugo o direto de escolha das demais pessoas. E eu não estou sozinho nisto.
Será que poderíamos sobreviver se tivéssemos que comprar nossas roupas apenas de uma loja? Será que poderíamos sobreviver se tivéssemos que beber e comer apenas de um campo? Será que poderíamos sobreviver se não tivéssemos a escolha por remédios que curem nossos resfriados e dores e sofrimentos? Será que poderíamos sobreviver se não tivéssemos a escolha de nos protegermos ou não dos elementos do calor e frio, vento e chuva?
Se fôssemos despidos de nossa habilidade de fazer escolhas morais para nós mesmos, por termos sido forçados a nos prostituirmos, para alimentar nossos filhos, será que sobreviveríamos?
Um ativista que eu respeito demais disse que somos ricos além da medida se pelo menos pudermos decidir o que comer. Se pelo menos tivermos escolhas que não representam simplesmente viver ou morrer. Somos ricos sem medida. E ser rico sem medida, de forma perfeita, deveria ser manifesto por uma grande generosidade.
Estou falando de generosidade não apenas no que diz respeito ao financeiro, mas de tempo, vocação, meditação. É a expressão plena encarnada de gratidão, coração, mente e alma, todos investidos na experiência de conhecer, amar e agir até o fim, para que a miséria, doença e injustiça sejam erradicadas. Este deveria ser o nosso trabalho, a nossa paixão.
A maior arma da prosperidade é a escolha. Escolhemos apoiar causas, escolhemos falar em nossos locais de influência. Escolhemos viver uma vida em tenaz busca pelo controle e segurança, ou usamos a nossa prosperidade e conhecimento para entrarmos no sofrimento e caos do mundo.
Escolhemos nos unir às pessoas que falam por nós no governo. Se a luta contra a pobreza não for tecida com linhas fortes no tecido do caráter de nosso governo, é por que eles estão fazendo bem o seu trabalho. É por que eles lutarão pelo que as pessoas pensam ser digno de lutar. Se a segurança for o alvo de nossa luta, continuaremos fazendo escolhas que têm mais a ver com construir um império mais forte, isolado e indiferente. Se nos importarmos com nossos irmãos e irmãs nas nações mais pobres do mundo, nosso governo vai refletir esta prioridade.
O evangelho nunca nos chama à segurança. Ele sempre nos convida a ter relacionamentos, ainda além no caminho da injustiça e em conflito direto do reino da pobreza. Ele nos chama a nos importarmos e agirmos em nome dos pobres e rejeitados. Há algumas limitações na maneira como manifestamos este chamado. Na verdade, é inocente pensar que poderíamos um dia ir tão longe servindo, tal que alcançaríamos uma linha fronteiriça, no ato de desabafarmos nossos corações em favor dos necessitados.
Podemos mostrar com nossa voz, com a palavra escrita, arte, decisões de consumidores e nesta era em que o governo possui um papel significante na economia mundial, usando a nossa influência para que eles saibam de nossas prioridades. Temos a chance de conscientizarmos aqueles que aspiram liderar esta nação, sobre sua liderança estar enraizada no movimento positivo em direção às negociações justas, fim da pobreza, erradicação da AIDS, fim do trabalho infantil, fim da prostituição e transformação desta nação em um povo generoso, solícito e cuidadoso.
Conheça o projeto ONE Vote '08: http://www.ONEVote08.org
Em favor das melhores escolhas,
Dan Haseltine (Jars of Clay/ Blood:Water Mission)"
Fonte: BloodWaterMission
Tradução: juca-of-clay
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Só tô besta por estar tão atrasado e ainda assims er o primeiro a comentar sobre essa notícia.
Cadê o povo?!?!?!?! Ninguém leu???
A mais pura verdade, beibe. E ainda crucificam junto quem ouve a tal banda... nhumft