Entrevista com Joey Summer
Publicada por RenatoCavallera em 06 de Março de 2008 às 14:10:16 na categoria Entrevistas
Recentemente Larry Norman, o pai do Rock Cristão morreu deixando saudades e um legado. No Brasil, o nosso pioneiro foi e é Joey Summer, um dos primeiros a tocar guitarras distorcidas com letras que falavam de Deus.
Filho de uma cantora lírica e musicista, Joey começou a tocar violão aos 11 anos, hoje, ele é patrocinado pela Michael e guitarrista da banda de pop/rock Cristão Novo Som, sendo compositor de algumas músicas da mesma como por exemplo "Um Dia a Mais" que se tornou a música título de um CD da banda. Ele se prepara para lançar seu primeiro álbum solo, entitulado Nascer, que retoma o Rock, o Metal e o
Hard Rock antigo que tanto embalaram o Brasil e o mundo nos anos 80'.
Em seu álbum solo, Joey traz algumas surpresas, como por exemplo a gravação da música Rough Ride To Paradise do guitarrista da multi-platinada banda Europa. O álbum quebra paradigmas no mercado evangélico brasileiro, pois custará apenas R$5,00, produzido com tecnologia SMD, a mesma usada por Lucas Souza em seu último álbum.
Pra quem gosta de Petra, Stryper, Whitecross ou Dale Thompson, o som de Joey é uma boa pedida:
Site oficial: www.joey-summer.com
MySpace: www.myspace.com/thejoeysummerband
Purevolume: www.purevolume.com/joeysummer
Contatos para shows:
X MultiFunções: www.xmultifuncoes.com.br
Telefone: (21) 9843-9898
Joey nos concedeu está entrevista no dia 04 deste mes. Confira a entrevista completa concedida com exclusividade à Renato Cavallera do .Gospel.
Porque você quis lançar um álbum solo?
Na verdade eu acredito que pela mesma razão que a maioria dos músicos acabam fazendo. Expressar cem por cento o que se gosta de tocar e compor. Eu sempre fui um músico flertando com o rock and roll desde que começei minha carreira no final dos anos 80. Bandas como: Kansas, Queen, Deep Purple, Giant, Journey, Toto, Stryper, Petra, Winger, etc, sempre me influenciaram claramente na hora de compor, tocar e até mesmo cantar. Durante muitos anos eu sempre fiz parte das bandas que toquei, algumas delas até da formação original eu participei, mas eu nunca tinha feito um projeto totalmente solo, por minha própria conta e risco. Quando eu começei este projeto, minha ex-banda (a última antes da minha entrada pro Novo Som), o Arena, tinha acabado de encerrar as atividades e parte do material que eu tinha composto para o segundo álbum da banda (que não chegou a ser gravado) seria então o meu primeiro cd solo. Pois bem... quando eu entrei em estúdio, logo no início das gravações fui convidado pra substituir o guitarrista do NS (Novo Som) da época, o Dudu Ramos e acabei arquivando o projeto até 2006 quando o retomei voltando ao estúdio e compondo o restante do material. Músicas como: Águas, Nascer e Aonde Deus está, todas gravadas no meu cd, com excepção de Águas, gravada pelo Novo Som no álbum "Vale A Pena Sonhar", foram escritas naquela época.
Quais as principais influências do álbum Nascer?
Então... Em um somatório de tudo que já influênciou na minha vida musical, eu diria que este álbum é um trabalho de rock and roll com um traço forte do rock dos anos oitenta. Mas eu não o considero um álbum retrô, porque também tem algumas influências de algumas bandas que tenho ouvido nos últimos tempos e são mais "modernas" como: Three Days Grace, Chevelle, Nickelback, Third Grace, etc... ainda que sejam apenas "traços" destas influências mais recentes, acredito que são mais do que o bastante pra tirar a "nostalgia" dos anos 80 e deixar apenas as boas influências no lugar. Uma curiosidade: A faixa Nascer foi composta junta com outra faixa que acabei produzindo para o projeto de um cantor da cidade de Boston nos EUA, dono de uma produtora de eventos que levou o Novo Som na América do Norte em 2003. A faixa era pra ser do meu cd solo e se chamava Roads Of Gold e chamei pra gravar esta faixa o Geraldo Abdo, Mito e o baixista que toca comigo no Novo Som, Charles Martins. Nascer veio desta época e por pouco não escapa de ser uma faixa em um cd de outra pessoa, se eu não tivesse escrito Roads of Gold para o projeto do cantor ao invés de Nascer, o que me faz achar que esta faixa é ainda mais especial dentro do projeto do que pudesse imaginar na época e, por ser a primeira a ser composta e expressar bem a propósta deste meu projeto, tornou-se também o título do meu primeiro disco solo.
Porque gravar Hard Rock?
Pois é...esta questão do "rótulo" é bem discutível. Nos anos 80 servia pra classificar e dividir bandas de rock que tocavam de forma diferente a mesma música (risos) e precisavam de públicos diferenciados. Mas no fundo tudo era rock partindo do blues! Eu nem sei o que dizer quando me falam que o meu cd é hard rock. Eu o considero até leve para ser um CD de hard rock (vide Winger, Danm Yankees, etc...) e pesado demais para ser um CD pop. Sendo assim eu gosto de pensar nele como um álbum de rock com influências de metal (ainda que eu acabe o rotulando assim mesmo) ainda que variado dentro desta proposta. Veja por exemplo o Bon Jovi, que apesar de ter riffs de guitarra pesada com claras tendências de hard, consegue soar pop se comparado a outras bandas de som pesado, mas ainda sim é pesado se compararmos ao Tears For Fears que também usa de clara "pegada" rockeira e são infinitamente mais pops e voltados ao soul e ao blues.
Como você conseguiu poder gravar a música "Rough Ride To Paradise" do guitarrista da multi-platinada banda Europe?
Eu sou amigo (virtualmente falando) de Roger Ostman, editor de Kee (ex-guitarrista da banda Europa) pela Gem Publishing da Suécia. Somos amigos a pelo menos uns 2 anos e eu não sabia que ele era editor das músicas de Kee. Um dia por curiosidade eu perguntei a ele se o álbum "Shine On" do Kee Marcello ainda estava em catálogo e ele me respondeu que não e me enviou todas as faixas em mp3. Eu achei um cd fantástico e muito gostoso de ouvir. Roger, logo em seguida me perguntou se eu gostaria de gravar algo deste álbum. Eu prontamente optei por Rough Ride To Paradise, uma das que mais gostei no trabalho dele e foi desta forma. Algumas coisas acontecem simplesmente sem que ao menos tivéssemos imaginado que aconteceriam. Eu não alterei quase nada da forma original da canção. Apenas adicionei mais vocais (backings) em trechos que não os tinham e incluí um solo de sax no arranjo do final da música, gravado pelo meu amigo Marcos Bonfim (o grande Bonfá) que o executou de forma brilhante como sempre.
Hoje, com a volta de famosas bandas dos anos 70' e 80' você vê a chance de uma revitalização do Hard Rock?
Olha, não só do hard rock, mas da música (boa música) como um todo, em geral. Não se pode negar que ainda existam muitas bandas e artistas bons e criativos nos anos 2000 fazendo coisa boa de verdade, porém, triste é ver a esmagadora gama de coisas realmente ruins e sem "histórico" entupindo as rádios graças a poderosos "jabás" de gravadoras que só priorizam o dinheiro. Sempre foi assim em todos os tempos, mas acredito que de uns anos para cá piorou bastante. Agora, eu aposto muito na questão da "indústria virtual" que vêm obrigando aos músicos a compor melhor e ter mais "acuidade" com seus trabalhos, afinal se a música for ruim, o usuário (consumidor) irá optar por não baixa-la e sim a do outro artista que ele se identifica mais. Estas questões ainda estão em discussão, mas temos de ver o lado bom das coisas e tentar nos adaptar a elas. As facilidades de se gravar que temos hoje são uma faca de dois gumes, tanto se pode produzir boas coisas com custos muito mais baixos e retornos mais certos como se pode também por na rua coisas de baixa qualidade de uma forma geral e alcançar a mídia virtual de maneira quase que sem custos. Temos realmente que "filtrar" o que ouvimos. Mas eu espero que o hard rock, o pop rock, a dance music e outros estilos que foram tão bem representados nos anos 80 por artistas variados e de altíssima qualidade, retornem com o fôlego da nova geração pra mudar esta "pobreza" musical que a mídia nos empurra garganta a baixo todos os dias.
O álbum Nascer custará apenas R$5,00 por ser feito com SMD. Esta iniciativa começou no Brasil pelos Cristãos. Você crê que este pode ser o começo de uma inciativa para baratear todos os álbuns lançados no Brasil?
Sim. Eu estou pondo fé no SMD como uma maneira de tentar "frear" o processo cancerígeno da pirataria. É triste ver algo que você lutou tanto para produzir chegar às ruas de todo o país exposto de maneira desqualificada e dando lucros apenas a quem nada fêz no processo de produção. Ainda não acho que seja um método satisfatório para o artista que banca sua própria produção executiva, afinal, por apenas 5 reais você dificilmente consegue retomar todo o seu investimento dispensado no projeto. Mas eu olho da seguinte forma: o SMD é o seu "portifólio" para que outros produtores, público em geral, gravadoras, etc... venham a tomar conhecimento do seu trabalho musical e com isto, você consiga sobreviver dos shows, que é o que realmente sustenta o músico nos dias de hoje. Já faz muitos anos que a indústria fonográfica não põe comida no prato da família de um músico, mesmo os que estão encabeçando a mídia. Devido a muitas variantes, entre elas a própria pirataria, o artista/banda tem de fazer muitos shows para continuar tendo preservada sua qualidade de vida e sustendo.
Há muita diferença para você tocar o som do seu trabalho solo e o som do Novo Som?
Sim, com certeza. Quando eu fui convidado para assumir as guitarras da banda, eu sabia que muito mais do que tocar o repertório da banda eu teria que me adaptar a toda uma "estrutura musical" completamente diferente da que eu estava acostumado em outros projetos. Apesar de ter me adaptado facilmente à parte mais "rockeira" do repertório (óbviamente), eu tive que reaprender toda uma linguagem musical que nunca foi o meu forte e nem nunca me "seduziu" musicalmente a tocar, como o charme, o melody, funk, etc. Alguns destes estilos, considero muito legal de se ouvir, mas para um guitarrista são muito chatos de tocar...(risos) Muitas coisas eu já ouvia antes como Earth, Wind and Fire, kool and the Gang, etc e me serviram como referencial, mas nunca fui fã de todo o repertório destas bandas me limitando a tocar (em bandas de clubes em que já toquei) o repertório mais "comercial" destes grupos e que confesso, até curti muito na minha adolescência. Sempre fui muito admirador e fã do Novo Som, antes mesmo de conhecê-los pessoalmente mas confesso que nem de todo o repertório da banda eu gostava. Sempre me identifiquei com as baladas na onda do Chicago, Journey, Toto, etc... E foi o que realmente me atraiu quando fui convidado por Geraldo Abdo e Mito para acompanhá-los nos shows. Já no meu projeto solo, cem por cento do que eu estarei tocando é sem dúvida o que eu gostaria de passar o resto da minha vida tocando (risos...) e fora a liberdade de se estar no meu próprio projeto e poder tomar as decisões que melhor me convir tomar. Parte da banda que vai estar nos palcos junto comigo, é parte da minha história musical também e isto conta demais. O Markcell, baixista por exemplo, tocou comigo em quase toda a minha caminhada musical e o tecladista Daniel Lamas a mais de dez anos é meu parceiro musical nas composições e produções desde que começamos o Arena em 1997. O estilo é rock and roll total e é o que sempre eu toquei e fiz durante minha trajetória, ou seja, sim eu estou em casa na JSB.
Além de tocar guitarra você é fotógrafo, a fotografia é mais que um hobby para você?
Durante uma época da minha vida eu até pensei em seguir como fotógrafo profissional, fazer cursos e tal, tive até um pequeno laboratório de revelação em PB dentro da minha casa. Mas com o tempo acabei sendo mais e mais absorvido pelo meu ideal musical e a fotografia tornou-se um hobby sim. Hoje eu nem tiro tantas fotografias assim e com a facilidade da manipulação digital, posso hoje partir pra outros lados usando inclusive o bom e velho PS (Photoshop). Mas quase tudo que já fiz acabou me sendo útil na minha vida profissional. Tudo foi e é valido. Detesto pensar que na vida só possamos ser ou fazer uma única e determinada coisa. Podemos sempre ser e ousar mais!
Quais são os outros projetos em que você está envolvido?
Bom, ultimamente tenho me dedicado a compor material para outros cantores. Recentemente fiz uma música para o novo cd da Pamela que ela deverá estar gravando em breve. Também compus algum material para o próximo cd do Novo Som, que deverá ser lançado ainda no primeiro semestre de 2008 pela MK Publicitá. O material ainda não foi definido pela banda que terá uma audição para a escolha do repertório em breve. Estou praticamente dividindo meus últimos dias nestes projetos e nos preparativos de finalização do meu cd. Acho que nunca me dediquei tanto a um projeto e tenho realmente acreditado que Deus tem bênçãos muito especiais a proporcionar as pessoas através deste cd solo, algo que nem mesmo eu ainda entendo perfeitamente, mas está mais do que traçado por Deus.
Você gostaria de deixar um recado para os leitores dessa entrevista?
Gostaria de dizer que Deus sempre nos mostra aquilo que não queremos ver. A vontade Dele sempre é a melhor, mas nem sempre a nossa vontade é a Dele. Por isto temos de nos moldar a vontade do Pai, aceitando o que nos vem seja por provação ou puramente por conseqüência da vida que enfrentamos. Estejam sempre ligados na fonte da vida que é Jesus cristo e não tenham medo de serem diferentes aos olhos do mundo, porque viemos mesmo para "desagradar" a maioria, pois o céu nunca foi para todos, mas sim para os que realmente se colocam na direção retilínea da vontade de Deus. Eu agradeço muito o carinho e receptividade do Dotgospel.com e por abrir este espaço virtual para falar deste projeto que vêm sendo tão especial na minha vida. Agradeço também todo o carinho que tenho recebido dos fãs ao longo deste sete anos que estou no Novo Som. Fico muito lisonjeado por receber esta atenção e carinho e tento retribuir na medida que me é possível, inclusive através do meu Blog Oficial localizado no meu site oficial (www.joey-summer.com), onde eu estou sempre atualizando com novidades e respondendo aos comentários dos fãs e amigos.
Obrigado e bênçãos para todos os internautas ligados no Dotgospel!
O DotGospel agradece a sua participação, estamos orando pelo seu trabalho e projetos e desejamos que Deus lhe dê força para seguir cada vez mais longe nesse caminho.
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O cara matou pela inteligência e experiência, ele realmente é muito "pé no chão".
Dispensa elogios por si só.
Parabéns!
Cara, parabéns!!!
mais comparar o pioneirismo de larry normal a joey summer foi um sacrilegio..
a banda nao tem nada de pioneira e nem eele dentro deste cenario brasileiro evangelico. pessoas bem mais atras e bem mais pioneiras foram pioneiras.
por favor..nao cometam..esse sacrilegio.
o roupa nova evangelico é uma otima banda nao resta duvida.mais pioneirismo
nemhum, nem musical e nem intrumental.
Cara, sabe quem era o guitarrista da primeira banda Cristã de metal independete que entrou no meio independente secular ainda sendo Cristã?
Putz cara, tem muito mais, eu estudei pacas o cara pra saber o que perguntar na hora da entrevista e o cara fez muito nos anos 80' e até mesmo antes d'eu nascer.
Jamais pode-se comparar Larry Normam à Joey Summer e creio que assim como o próprio Joey deva saber disso, eu também sei, tanto que na breve introdução que escrevi eu exemplifiquei Larry Normam, não comparei, veja lá. Os dois são pioneiros isso também é obvio, mas Larry Norman é o Pai do Rock Cristão e isso, como deixei bem claro no texto é bem mais do que ser pioneiro.
O nome da banda era essa mesmo, e foi sobre ela que eu falei no comment anterior, os caras sendo Cristãos ingressaram no Rock secular underground nacional muito antes de Oficina G3, Katsbarnea, Resgate, Fruto Sagrado serem formados. E detalhe, Whitness veio muito depois dele começar no Rock nacional.
O problema é que as pessoas pensam que só quem é pioneira é quem é famoso, mas pioneiro vem de primeiro, Joey foi um dos primeiros a fazer isso, ou eu faria uma entrevista com ele pra que? O cara merece respeito e quem não conhece, ou não consegue entender não opine, ao menos tente enteder, leia a entrevista não comente só pela introdução, é melhor do que falar besteira, afff, polemizar é besteira....
Tirei até o nome do Novo Som do título da entrevista pra ver se cai a ficha...
Gente o meu objetivo foi deixar claro que houve um certo exagero nessa tao "pioneirismo citado" estou nesse mercado da musica vivendo e tambem pesquisando ha mais de 20 anos.
antes de tudo devemos lembrar de bandas como martiria,calvario,justa advertencia essas sim e outras vem a bem mais tempo.
a geraçao q pegou bandas como oficina g3 e outras...ah faz favor..gente..sao bandas de quem começou a ouvir musica gospel como dizem. ha 10 ou 15 anos..
estou nesse meio ha pelo menos 25 anos..e nao to aqui comentando algo de alegre.
achei louvavel e inclusive reconheci com um otimo trabalho jornalistico,releia.
apenas citei..q juntar estes dois nomes..foi exagero.nada alem.
Valeu! Conhecimento é tudo, música é vida.
Bom, deixa eu, que não pesquisei, não soube ou li sobre o assunto debatido: eu VIVI, então posso falar com "autoridade" no assunto, pois é um contexto beeeeemmm diferente as a vivência do saber, nesse assunto.
Depois de ter tocado em várias bandas com o Joey (Decreto Ley, Anjo Noturno, Still, Karma e Witness), pergunto eu: qual banda ou indivíduo, lá pelo meio dos anos 80, tocava em shows por aqui de bandas de heavy, punk, pop, etc, ao mesmo tempo em que levava, por exemplo, Queen, Peter Frampton, Whitesnake, e no mesmo show cantava "...não dá mais para ignorar a Deus..", só como um pequeno exemplo?? Que em meio de shows de som pesado, até desligaram a energia em meio a execução de uma música, aos gritos de "igreja!! amém!!" da platéia?
Como disse o Rogério, é muito fácil chegar e ir tocar num meio propíscio e dizer "eu fiz!"... quero ver ter feito o que "fizemos", nas condições e momentos que aconteceram, sem o "boom" em moda que virou a palavra "gospel"!
Bom, se souberem de alguém com algum feito assim, gostaria muito de conhecer para felicitá-lo(s), pois sei como foi passar por isso num palco com o Joey!
Cavallera, vc foi bem claro na entrevista: "um dos primeiros", e não o "primeiro e único", e mesmo podendo não ser a nível nacional, posso assinar em baixo que, dentro de toda a situação que postei (e muito mais outras), acho que Joey é sim ou o primeiro ou mesmo até o único nesse pontapé inicial.
Desculpe escrever tanto, mas sinti uma certa "obrigação" em postar, já que vivi isso tudo com o Joey, que tenho como um irmão e conheço a vida e a batalha dele ao pé da letra.
Obrigado pelo espaço.
Deus esteja com todos nós.
Abraços.
e se pegar essa onda de cd's a 5 reais pode ser q acabe a pirataria rsrs
Renato, parabéns pela entrevista, e tomara que tenhamos mais coisas desse calibre por aqui.
Rmukama, para mim o que vc disse aí não tem novidade nenhuma. Vamos lá:
- Década de 70? Que eu saiba, os trabalhos do Rebanhão começaram nos anos 80, até com seu primeiro LP tendo saído em 81.
-Guitarras distorcidas é sinônimo de rock? Desconheço tmb isso. Posso te dar uma tonelada de exemplos dela em MPB, Jazz, Xaxado, Rumba, Axé, etc. Acho o Rebanhão sim o primeiro grupo a ser conhecido por todos pela miscelânia de ritmos e até mais ainda pelo estilo meio que "mamonas assassinas" (irreverente, quero dizer) dentro das músicas de cunho cristão, onde na época, várias igrejas caíram de pau em cima, até "proibindo" as pessoas ouvirem e irem nas apresentações da banda. Daí, chamar eles de "rock" acho meio bola fora. Totalmente fora do contexto a comparação deles (e tudo q fizeram e para quem fizeram) na época com um trabaho Hard Rock (ao pé da letra mesmo), como foi tocado e para quem foi tocado na época tmb, e no meio em que era tocado. É só prestar um pouquinho mais de atenção na entrevista e ver a diferença de onde, quando e para quem os trabalhos do Joey foram executados.
-Se for seguir seu pensamento, posso dizer que os Embaixadores de Sião e Cantores de Cristo são os pioneiros tmb, já quem foram REALMENTE
Sem contar que não fala do inicio do Rock Cristão pesado, o que se fala é extremamente superficial e sem dado embasado.
Cara, não citou o lançamento do primeiro álbum do Oficina G3!!! Um álbum todo Rock! Cara, não falar do Ao Vivo no Dama Xoc é quase um "sacrilégio" na história do Rock Cristão nacional.
E por fim, os álbuns de Rock dos anos 2000 estão com vários erros grosseiros. O segundo álbum do Rodox não se chamou "Volume II" não chegou a ser autorizado esse nome para o álbum, assim a banda decidiu não por nome do álbum, chamando-o assim apenas de Rodox.
Bom, no mais me parece que o gosto do escrito se restringe ao pop-rock, não a como ter embasamento no texto.
E tem que atualizar, tem muita coisa ali que já tá velha.
E o lance do G3 que eu coloquei acima, é que por mais que eles não tenham sido pioneiros nem nada, bem ou mal eles são a maior expressão do Rock nacional até hoje. Provavelmente sem eles o Rock não teria desenvolvido tanto na cena Cristã quanto está agora, por mais que seja pouco o crescimento, ainda é um passo a frente. O primeiro álbum da carreira da anda deveria sim ser citado e não esquecido. A banda se limitou a apenas citações no meio do texto...
A galera tá pegando um assunto "extra" e esquecendo sim que a entrevista foi para falar de uma carreita solo e seu CD. Mas... como adoram uma polêmica, taí.
Abraços
Da minha parte apenas retruquei pq é como disse (e muito sensato) o Rogério, se o próprio povo que se diz irmão é o primeiro a jogar pedra num trabalho que, independente de gosto musical, é um trabalho para levar uma msg positiva e cristã, esperar mais o quê?
Quem sabe estar tocando umas músicas de baixarias (como é a moda) talvez fosse mais bem visto, né?
Mas, é aquilo: pq irei eu querer falar de medicina, se não sou médico? Deixo para quem entende. E a carapuça tmb.
Paz para todos.
Abraços.
Por exemplo
"No Brasil, o nosso pioneiro foi e é Joey Summer, um dos primeiros a tocar guitarras distorcidas com letras que falavam de Deus."
O "pioneiro" é um pouco demais mesmo, depois me repreenderam dizendo que as guitarras distorcidas não eram rock, só as deles é que eram?.
"O álbum quebra paradigmas no mercado evangélico brasileiro, pois custará apenas R$5,00"
-Grande paradigma. Paradigma se ele gravasse um cd que vale 5 reais e vendesse por 1.
O Joey falou isso:
"...porém, triste é ver a esmagadora gama de coisas realmente ruins e sem "histórico" entupindo as rádios graças a poderosos "jabás" de gravadoras que só priorizam o dinheiro."
AlÔOO, digam para o ilustre pioneiro guitarrista qual gravadora ele está. Como diz João Alexandre, tem gravadora pagando para tocar o seu cast e para não tocar as outras.
Realmente, li e reli a entrevista, descobri que ele tem um amigo famoso, gravará seu primeiro cdzinho agora, vi que ele tocou em algumas bandas totalmente conhecidas (só) no circuito underground. Realmente tô até agora tentando entender o lead da matéria.
Brother, estou vendo que você "leu, releu" e vai continuar lendo s/ entender nada e postando besteiras, sendo assim acho que isto não levará a nada mesmo. Sua opnião, graças a Deus, não mudará o mundo, a não ser que você faça algo realmente em prol disto e em prol de apoiar a quem faz algo no reino de Deus com ousadia e dificuldade. Só pra finalizar; você falou sobre a "quebra de paradigma", e realmente continua sendo bro, porque o padrão do mercado fonográfico ainda não é o do formato SMD (a 5 reais)e continua custando bem mais que o valor dos smd's, sendo assim este valor reduzido já é um "paradigma", não marcado pelo lançamento do cd de Joey mas sim pela empresa que chutou essa bola super dentro no Brasil. Ele poderia muito bem vender seus cd's da forma convencional, acho que não seria problema algum visto que pra ele seria até conviniente usar da posição em que ele se encontra hoje para "ganhar um troquinho a mais" com seus cd's, visto que o smd pelo seu próprio valor de custo já não trará tanto retorno assim. Outro detalhe; você disse: "AlÔOO, digam para o ilustre pioneiro guitarrista qual gravadora ele está. Como diz João Alexandre, tem gravadora pagando para tocar o seu cast e para não tocar as outras." Se você não sabe meu bro, o Summer está independente, sabe o que isto significa né? Caso não saiba significa que a mesma "problemática" dos jabás (que o Joey citou apropriadamente na entrevista) se aplica a ele, por isto que ele está figurando a cena underground mais uma vêz, pois ele não está em gravadora nenhuma, ou você ja arranjou um pra ele?
Cara eu acho que teu problema com a matéria chega soar meio "pessoal", derrepente você não curte o cara, poh isso me ficou meio "aos olhos" quando você se referiu ao trabalho dele como "cdzinho..." e a ele próprio irônicamente como "ilustre pioneiro", visto que você não o vê por este prisma, imagino então que seja um comentário irônico e movido por alguma razão pessoal em relação a ele ou ao idealizador da matéria. Poh cara somos todos irmãos, mesmo que com nossas diferenças, temos que nos apoiar e não jogar pedra e desvalorizar o ministério das pessoas que nem conhecemos pessoalmente, faz isso não bro, lute pela obra e não contra ela. Ao seu tempo Deus separará o jôio do trigo mas até lá devemos nos apoiar e não subdividir o reino de Deus. (e olha que nem oficialmente evangélico eu sou...). Como ja´foi citado antes, ng falou aqui que ele mereça algum tipo de reconhencimento por têr tocado em grandes e famosas bandas e sim por ter feito "anônimamente" no underground carióca bem amis que outros que podem fazer com toda mídia nas mãos mas preferem ficar no conforto das aresentações "de crente pra crente" e deixam de evangelizar onde realmente há carência da palavra.
Abraço bro!
Deixa pra lá. Não vou ficar dando aula de graça ... hehehe...
não vou trocar toda a minha experiência de vida no assunto por buscas no Google. Deixo para quem não entende.
Paz.
Abraço para todos.
A indireta de "levar para o pessoal" tmb não rola da minha parte, que fiquei apenas no assunto "música".
Opinião eu acho importante sim, de qualquer um, mas com embasamento e conhecimento no assunto de sua opinião, se não vira um "jogar palavras ao vento".
E, ao contrário do que vc falou aí, eu disse que NÃO ia dar aula, e não que eu QUERIA dar. E me saio muito bem, sem precisar de recorrer ao Google, pois tenho em mim isso. Quando vc soltou a pérola do "tem guitarra com distorção é rock", caramba, vi como é vc tá mais por fora que tudo no assunto mesmo.
Ahhh... e não vá pelo estereótipo de alguns rockeiro bitolados que existem por aí não, que ouvem uma banda e só sabem daquilo: posso falar com conhecimento das músicas de Ozéias de Paula a Iron Maiden; de Feliciano Amaral a Pink Floyd; de conjuntos Sonoros, Embaixadores de Sião, Cantores de Cristo a Pat Metheny, Mike Western, Jaco Pastorius. Quer mais ou tá bom?
Só para vc ver que o seu "new rockers" tá bem fora da minha realidade.
Bom, como vc mesmo disse, uma pessoa que quer falar de um assunto e nem mesmo lê o texto do que quer rebater ("Rapá eu nem tinha lido a entrevista quando fiz meu primeiro comment"), sem argumento concreto, o que é pior... esperar o quê de uma troca de idéias? Não pode dar certo.
Ahh... antes que vc pense errado: tudo que postei aqui foi sem tom de briga, ok? É como dizem uns amigos virtuais: pense numa roda de amigos num bar conversando (apesar de eu nem beber).
Acho que já deu esse assunto tmb.
O mundo não vai mudar por causa disso ou daquilo mesmo, então chega pra mim.
Abraço.