Empresário do Radiohead pretende criar uma nova revolução no mercado fonográfico

Publicada por RenatoCavallera em 10 de Julho de 2009 às 09:29:55 na categoria Ao Redor Do Mundo

Apesar de não ser devidamente reconhecido por isso, Brian Message foi o homem que esteve por detrás da experiência dos Radiohead de dar aos fãs a possibilidade de escolherem o preço que pretendiam pagar pela versão digital de In Rainbows, o mais recente álbum da banda.

Mais recentemente, o empresário da banda aceitou testemunhar contra a RIAA no julgamento do caso de Joel Tenenbaum, tendo mesmo chegado a afirmar que a partilha de ficheiros via peer-to-peer deve ser legalizada. Segundo ele, a partilha de música sem fins comerciais constitui um benefício tanto para a cultura como para a música.

Esta semana, através da sua empresa ATC, ele uniu-se à londrina MAMA Group e à canadiana Nettwerk Music Group (de Vancouver) de Terry McBride (distribuidora de artistas como Jamiroquai, Jars of Clay e Sixpence None The Richer) para lançar uma nova editora discográfica chamada Polyphonic que pretende apostar num modelo equitativo de produção de música.

Só o fato deste projeto combinar duas das pessoas mais interessantes no negócio da música nos dias de hoje já seria motivo de interesse mais do que suficiente. Com efeito, McBride tem sido responsável por várias iniciativas pioneiras no domínio do marketing da música na Internet que não dependem dos direitos de autor.

Mas não se enganem: a Polyphonic não será uma companhia discográfica como outra qualquer. Segundo o Telegraph, a nova discográfica pretende renunciar aos direitos de autor sobre as músicas em favor dos artistas. Para além disso, os novos artistas irão receber 50 por cento de todos os lucros. Os que tiverem uma carreira já estabelecida terão até direito a mais do que isso.

Para o primeiro ano de actividade a Polyphonic terá à sua disposição um orçamento de 20 milhões de libras. Apesar de não existirem ainda muitos detalhes, tudo indica que a companhia pretenda apostar na distribuição digital de música e em planos semelhante ao modelo “pague o que quiser” do In Rainbows dos Radiohead. Resta saber quais serão os primeiros nomes a ser lançados sob este novo selo.

Adaptado de: Remixtures
Via: Link / Livraria do Thiago

Mais informações de Sixpence None The Richer, Jars of Clay


Comentários Comente

  • RenatoCavallera 10/07/2009 às 08:41:50
    Aqui "Jars" definitivamente as gravadoras.
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    • Sacred Warrior 10/07/2009 às 20:20:09
      jazz as gravadoras
      jazz as distruidoras
      jazz as lojas de cds
      jazz as empresas de prensagens
      jazz os aparelhos de som atuais
      jazz milhares de empregos em gravadoras, distribuidoras, lojas, fábricas de eletroeletrônicos, etc...


      e o pior é que o download ilegal de músicas continuará(na verdade se tornará legal para tudo que essa nova gravadora lançar)...
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  • O futuro chegou!
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  • Será que as lojas de cds vão ir todas pro saco?
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  • Distarnish_Priest 10/07/2009 às 13:10:27
    Será que isso dá certo? =/
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  • suzana_rebeca 10/07/2009 às 14:35:37
    Medo.
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  • Sacred Warrior 10/07/2009 às 20:13:22
    - quanto a idéia, ótimo para as bandas consgradas, péssimo para os novos talentos, pois nunca conseguirão visibilidade. A Polyphonic conta com um orçamento muito alto, mas e as outras que surgirão em um futuro próximo?será que vão contar com um orçamento desse tamanho?
    será que no Brasil as gravadoras vão ter ao menos um orçamento razoável???

    - Sistema pague quanto quer: é muito fácil pra um fã do radiohead pagar uma quantia em dinheiro pelo álbum da banda, mas será que essa mesma pessoa pagaria por um álbum de um artista desconhecido???

    - "Segundo Brian Message, a partilha de música sem fins comerciais constitui um benefício tanto para a cultura como para a música."

    engraçado que ele é a única pessoa ligada ao mercado fonográfico que diz isso.
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    • Sacred Warrior 10/07/2009 às 20:29:35
      pensando comigo mesmo:
      um investimento de 20 milhões de libras, sendo que o retorno irá variar de pessoa para pessoa, mas em geral, será um valor baixo, pois a intenção é que o público pague bem menos do que pagaria em um cd, e considerando que, os grandes artistas(como o próprio radiohead, por exemplo), NÃO PRECISAM desse tipo de gravadora, fica difícil imaginar que a polyphonic vai conseguir um lucro ao menos razoável...

      estou curioso pra saber quanto tempo isso vai durar.
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      • RenatoCavallera 11/07/2009 às 10:52:51
        Eu acho que tu não entendeu, cara. A idéia não é a Polyphonic ter dinheiro, pelo contrário, a idéia dela é valorizar os artistas pois eles realmente NÃO vivem do que as gravadoras dão a eles e em contra partida vivem de shows.

        O que a Polyphonic quer fazer é ter estrutura para para distribuir apenas, o lucro mínimo não alimenta eles e sim as bandas.

        Um exemplo, com os direitos autorais liberados, as músicas dos Jars of Clay por exemplo poderam ser tocadas em qualquer evento, por qualquer pessoa, poderam ser tocadas em comerciais de tv e regravadas por outros artistas, isso tudo de graça! Isso gera dinheiro? Não! Isso gera divulgação grátis da banda que consequentemente gera shows e dinheiro a ela. Como nenhuma outra gravadora vai topar fazer isso também, só os artistas da Polyphonic vão ter essa divulgação grátis, e consequentemente gerará um monopólio lucrativo para a Polyphonic, simples uma jogada perfeita e inteligente.

        As gravadoras morrem ai por causa do monopólio, hoje ninguém mais quer estar ligado a uma, tanto que muitos artistas simplesmente saem das gravadoras e lançam independentes por inúmeros fatores. Artitas novos hoje em dia não são mais descobertos ou feitos por gravadoras, e sim a internet revela isso, eles não vivem da venda de seus cds, mas sim dos shows que conseguem através dos fãs na internet, vide um zilhão de bandas por ai. Em resumo, as gravadoras estão cada vez mais se tornando obsoletas, não tem porque pagar para ter uma coisa que com pouco mais de trabalho gera muito mais lucro. Isso se chama evolução e foi o que aconteceu com o disco de vinil.

        O Brasil lógicamente esta muito atrás em relação a isso, falamos aqui em nível de primeiro mundo, e o Brasil tá longe disso musicalmente, mas quem fizer isso no Brasil primeiro vai se dar bem.

        O MySpace vai/ia lançar lá fora a sua gravadora, totalmente focada na internet, mas uma prova de que o futuro não inclui o disco de plástico de 80 minutos.

        Aparelhos de sons atuais são tocadores de MP3 e todos tem isso hoje em dia, eles não vão acabar exatamente por isso porque sabem que hoje em dia é o MP3 quem manda, assim como um dia já foi a fita cassete.

        Tanto as lojas de discos, tanto as distribuidoras, tanto as prensagens e seus trabalhadores não perdem seus empregos, hoje a venda de DVDs contiua alta devido ao fato de ser muito pesado baixa-lo e não vir com os extras. Além do mais existem milhões de outros itens a serem feitos e vendidos como camisas, bottons, munhequeiras, sapatos e coisas relativas a música, o CD hoje já é passado, o Blue-Ray também tá ai já pra suceder o DVD, cada um com uma qualidade melhor que a outra. Uma das melhores coisas disse é a diversividade de produtos que uma pessoa pode consumir.

        Hoje cada vez mais as gravadoras tem que ser vendidas ou fundidas com outras, essas são as práticas de um mercado morimbundo. A evolução chegou, os tempos mudam e o futuro é implacavel, tudo que é superado é imediatamente descartado, não tem porque alguém querer ficar com algo ruim para si se pode ter uma melhor. As gravadoras são isso, um passado que aterrorizou e controlou os ouvidos e mãos dos artistas e consumidores, hoje é a vez dos consumidores dizerem o que querem ouvir. Assim como já vi grandes empresas e mercados morrerem por terem sido superados, as gravadoras estão ai, prontas para serem extintas, a nova gravadora é a liberdade, é a internet, é a portabilidade, é a facilidade, é a escolha. Enquanto os grandes donos de gravadoras pensarem só no dinheiro, a única coisa que vão conseguir é vê-lo ir embora junto com seus artistas, música agora é uma propriedade de todos, queiram isso ou não.
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  • Prova de que dá certo: In Rainbows .
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  • aff...
    todo mundo morrendo de medo...
    o cd não vai acabar, assim como o vinil ainda não acabou e é lançado em edições limitadas para colecionadores e fãs fiéis.
    remar contra maré é que não dá: download digital é uma realidade, se adequar a ele é uma consequencia, queiramos ou não.
    acho legal, inovador.
    a trama do brasil tem um projeto semelhante, download patrocinado acho, alguma coisa assim...
    e funciona, o cansei de ser sexy é um dos artistas do casting da gravadora.
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