Culto no Bar - É bem isso mesmo: um culto em um bar
Publicada por RenatoCavallera em 02 de Dezembro de 2010 às 21:42:34 na categoria Ministérios
Já faz cerca de seis meses que alguns irmãos de Porto Alegre e região começaram a se reunir para conversar sobre uma forma de intervir de maneira contundente na sociedade com o Evangelho, atingindo, sobretudo as tribos emergentes urbanas.
A partir das primeiras reuniões, surgiu a nomenclatura MUC – Movimento Underground Cristão – que previa a realização de eventos em que bandas cristãs pudessem interagir com bandas seculares, visando criar uma aproximação da galera pelo gosto comum, a música.
Os primeiros eventos foram realizados e atingiram seus objetivos, ou seja, um vínculo de amizade foi criado entre o MUC e o BIL – Bandas Independentes Locais – um movimento consolidado e que visa fortalecer o cenário das bandas independentes do Rio Grande do Sul, realizando diversos shows, e lançando 3 CDs de coletâneas em seus 5 anos de existência.
Num dos shows, realizado no Entrebar, casa conhecidíssima por abrigar e dar palco para bandas independentes sem custo, um dos participantes do movimento sentiu que deveria iniciar uma reunião ali, em que houvesse objetivamente a pregação do Evangelho, em um momento devocional e de oração, no qual as pessoas pudessem ter contato com nosso Jesus.
Na mesma noite, agendou com os donos da casa e na semana seguinte, deu-se início ao Culto no Bar, com a presença de vários irmãos e muitos convidados, inclusive os próprios donos do Entrebar, que têm participado sempre que têm tempo para isso, visto que estão no ambiente de trabalho deles.
Inicialmente, as reuniões não tinham data fixa e com o tempo, vimos a necessidade de estabelecer um dia de cada semana para estar compartilhando com as pessoas, pois ali estava se tornando o ponto de encontro de muitos com Jesus, os quais não participavam de nenhuma igreja. O bar onde elas já iam para se divertir, para buscar conforto com seus amigos, tomar sua cerveja e ouvir sua música, agora, está se tornando um lugar de encontro com uma nova vida, numa nova espiritualidade, envolvendo um relacionamento direto com a pessoa de Jesus, sem escalas.
“Com a experiência do Entrebar, temos sentido o desejo do coração de Jesus em relacionar-se diretamente com as pessoas e, além disso, nos tem sido revelado que as muitas instâncias criadas pela religião, têm roubado essa acessibilidade ao Senhor. Todos os dogmas e sacramentos humanamente estabelecidos acabaram se tornando grandes empecilhos para que um indivíduo pudesse participar da comunhão com o Corpo de Cristo” – diz Pastor Rafael, que faz parte do movimento.
“No bar, a última coisa que as pessoas pensam em encontrar é algo que as religue a Deus. Contudo, o bar é a religião de uma infinidade de pessoas que encontram sentido para sua vida numa bebida, num baseado, numa música de sua banda favorita, num companheiro casual para o sexo ou num simples bate papo entre amigos. Indo até lá, mudamos o conceito teológico enganoso que condena como profano o ambiente. Assim, o santificamos, introduzindo a mensagem e a vida de Cristo em um lugar que aquelas pessoas já gostam de frequentar” – conclui.
Talvez a principal marca do Culto no Bar seja o total desprendimento que o movimento tem com o desejo de estabelecer um trilho regulador para a vida das pessoas que tem participado e se agregado à reunião. O simples fato de estar juntos e tirar um tempo para que Jesus participe daquele momento é a total diferença nessa experiência. Não existe ali a ambição de se fundar uma nova igreja, pelo contrário, a própria reunião é uma manifestação natural da Igreja. Parece vanguardista, mas é simplesmente uma face diferente de algo que tem se repetido em cada geração desde 2000 anos até agora.
Não é a captura de pessoas para a adesão ao movimento, é a própria Igreja em movimento no rumo das vidas onde elas estão vivendo.
Fonte: Gospel+
mas, pode tomar a cervejinha durante o culto tb? se sim, to indo!
Mas esquece de que a Bíblia relata muita gente bebendo e cair no chão, esquece que Paulo, em uma de suas cartas, recomenda a Timóteo a beber e em outra recomenda a todos, menos os líderes, a beberem mas de forma moderada, por ficar bebendo traria escândalo para os cristãos.
Beber não me fará mais pecador, menos amado por Deus ou menos Cristão, mas a ignorância sim.
De fato a bíblia não veta o consumo de álcool, por que não uma "ervinha" então? Esta pergunta você tem de responder para si mesmo...
Cara, com o propósito de evangelização vale culto até no prostíbulo, prisão, boteco mas me parece (não é proibido pensar e opinar) mais uma modinha "gospel cult" que desqualifica o ambiente físico e espiritual da igreja corroborando com os crescentes escândalos envolvendo as mega-igrejas, mas que ao mesmo tempo esta muito longe da ousadia de Lutero, e mais perto da moda das igrejas naturistas - já disponível no Brasil, é claro...
Creio que o proposito uma iniciativa com tanta personalidade devesse ser maior do que um devocional em um lugar incomum com a honrosa presença dos engradados Brahma e Skoll, pois ainda que não sejamos lideres (ou não sejamos lideres ainda), temos a responsabilidade de não causar escândalos em suas mais variadas formas...
Bom, então seguindo seu raciocínio vou parar de amar porque posso acabar caindo em adultério. Ou melhor, vou parar de tocar bateria, vai que eu viro black metal?
Hum, já sei, vou parar também de crer em Deus, vai que eu acabo crendo em Bu(n)da, Alah, Zeus... sei lá.
Heytor, uma coisa não leva a outra, se uma pessoa bebe e acaba usando drogas, a culpa não é da bebida, mas sim da mente fraca da pessoa. Se uns "legalistas", como você fala, conseguem amar as pessoas, o que eles estão fazendo de errado? Pecando? Quem não peca?
Eles estão vivendo a vida que Deus lhes deu, e usufruindo das coisas que o próprio Pai criou. Nos privar de algo não nos faz mais santos, mas sim menos cheios das coisas de Deus.
Não digo aqui para fazer de tudo, e o que quiser. Cada um sabe seus limites e sua conta a pagar com Deus, mas Jesus já sofreu se privando de sua vida por nós, querer sofrer e se privar também é anular/diminuir o sacrifício Dele.
Se eu bebo uma cervejinha no mês, o que me impede de pregar a palavra, amar alguém ou servir a Deus? É Ele quem vai me julgar e não as regras impostas por um Pastor, afinal, como você mesmo testificou, a Bíblia autoriza sim a beber.
=)
qual é mesmo a diferença entre beber e fumar erva?
Em minha jornada nem tão curta, nem tão longa no Ecangelho, conheci líderes em igrejas grandes, engravatados, lindos por fora (como manda o padrão) que não conseguiam fazer amor com sua esposas sem a presença da malfadada erva.
Olhar pras caras daqueles loucos no vídeo do culto, ver engradados de cerveja e correlacionar um bando de bêbados e drogados é um papelão preconceituoso.
Aliás, esse comentário é um vexame humano, pois demonstra fundamentalismo sem qualquer compaixão e discriminação sem qualquer conhecimento do que acontece no bar.
Algumas pessoas bebem no bar sim, mas isso deveria ser óbvio, pois é um bar.
Proíba os seus discípulos de beber dentro da igreja onde você é dono, mas ali, não somos donos de ninguém, somos testemunhas de Jesus.
Invadimos o ambiente deles e estamos jogando o jogo no campo deles, tratando-os como seres humanos, respeitando-os em suas escolhas e até em seus vícios, enfim, estamos amando.
Quanto ao lance de ser uma modinha cult gospel, você acertou! Pra alguns que frequentam a reunião, não passa disso, contudo, pros que estão se convertendo, é o poder de Deus para sua salvação.
É isso que importa, não o modelo, nem a crítica feita ao projeto, mas as pessoas, pelas quais Jesus pagou com a vida.
Sempre apreciei o movimento underground, mesmo que não concordemos com alguns estilos de vida precisamos nos aproximar de todos para propagar a mensagem do evangelho, isso é amar o próximo.
"Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros" (Jo 13,35)
Jesus está sentado à mesa com seus amigos. É a última ceia antes de partir deste mundo, o momento mais solene para transmitir sua última vontade, um verdadeiro testamento: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”. Pelos séculos afora, será esta a característica que permitirá identificar os discípulos de Jesus, é nisto que todos os reconhecerão.
Foi assim desde o início. A primeira comunidade dos fiéis, em Jerusalém, gozava da estima e da simpatia de todo o povo justamente pela sua unidade, a ponto de atrair, cada dia, novas pessoas que a ela se uniam.
Na unidade que nasce do amor mútuo entre os discípulos de Jesus de certo modo reflete-se e torna-se visível aquele Deus que Ele revelou como Amor: a Igreja é ícone da Trindade.
Hoje, mais do que nunca, é esse o caminho para anunciar o Evangelho. Uma sociedade freqüentemente atordoada por um excesso de palavras, mais do que mestres, procura testemunhas, mais do que palavras, quer modelos. Ela tende mais facilmente a participar quando encontra um Evangelho feito vida, capaz de criar relacionamentos novos, marcados pela fraternidade e pelo amor.
Acho que descobri a fonte da juventude da espiritualidade cristã: gente nova se convertendo, almas chegando perto de Jesus. O ministério da reconciliação produz um prazer e um vigor espetaculares nas vidas destes velhos e cascudos crentes desapontados e desesperançosos. É assim que me sinto agora, falo por mim...