Registrado: Feb 26, 2007 Idade: 37 Mensagens: 3101 Localização: Sorocaba, SP. Brasil
Enviada: 06-05-2011 8:56 am
Estamos mais divididos que nunca
* Que a comunidade evangélica perdeu muito com a decisão de ontem do Supremo Tribunal Federal, disso não há a menor dúvida. Só que a maior derrota não está na legalização do casamento homossexual, mas na desunião cada vez maior entre as lideranças evangélicas, que se atacam mutuamente com ainda mais intensidade, como se em nosso meio fosse normal a briga entre o "sujo" e o "mal lavado".
* Digo isso por causa do artigo a seguir: http://noticias.gospelmais.com.br/silas-malafaia-ataca-ana-paula-valadao-aline-barros-19533.html . De um lado, o Pr. Silas Malafaia, que se diz defensor da moral e da ética cristã mas muda de opinião sobre uma doutrina ou teologia de acordo com seus próprios interesses (lembram-se do que ele falava sobre o G12?); de outro lado, cantores cristãos como Ana Paula Valadão, seu irmão André, Aline Barros e Fernanda Brum, que são acusados por Malafaia de se omitirem quando conclamados a convencerem seus seguidores no Twitter a pressionarem os ministros do STF para que não aprovassem a união homossexual, isso sem falar da aparente preocupação excessiva deles em suas respectivas carreiras gospel em detrimento da depravação geral da sociedade à volta deles.
* A Prª Ana Paula pode até ter protagonizado muitas esquisitices ao longo de seu ministério, mas é a única que teve a coragem de responder à chiadeira de seu colega Malafaia. E até que o que ela disse faz sentido:
Prª Ana Paula Valadão Bessa escreveu:
Tive a tristeza de ler alguns twitts que citam meu nome com acusações e julgamentos. É verdade, cada um dará contas de si mesmo a Deus, e de cada palavra que proferimos. Lamento por algumas partes do Corpo de Cristo que se acham no direito de acusar outros por não agirem como eles sentem que Deus os chamou para agir. Eu só posso dizer o q eu sinto q Deus quer que eu diga.
Avivamento, a volta de uma pessoa ou de uma nação para Deus e Seus princípios, a meu ver não é algo que aconteça de cima para baixo. Podem haver leis proibindo isso ou aquilo e as pessoas continuarem na prática de pecado. Creio que o avivamento vem de baixo para cima e a mudança ou estabelecimento de leis segundo os padrões de Deus serão consequência do que se passa numa sociedade em avivamento, que quer Deus mais do que querer mudança ou impedimento de legislação. De cima para baixo.
Clamo por mudança do coração das gentes, da nação, de baixo para cima. Por exemplo: se as pessoas temerem a Deus não abortarão seus bebês, ainda que haja uma lei a favor do aborto. Oro pelo o avivamento espiritual no Brasil. Se isso resultar em leis segundo Deus, amém. Se não, tudo bem, porque pessoas temerão Deus de qualquer maneira.
* Em réplica, Malafaia publicou:
Pr. Silas Malafaia escreveu:
Quando é para defender seu nome, responde rapidamente. Quando é para defender o Reino de Deus, diz que está viajando. (...) Tem gente que perde a oportunidade de ficar calada. Mais povo de Deus tem de aprender que tem horas para orar e horas para
agir. (...) Gostaria de argumentar que o avivamento só existe com atitudes do povo d Deus. (…) Avivamento não eh uma acao sobrenatural de Deus independente da nossa acao (…) O povo de Deus não pode se omitir e deixar para Deus aquilo q eh da nossa competencia. (...) (Vou) continuar amando a irmã Ana Paula Valadão. Sei que ela é serva de Deus. Mas sei que ela está terrivelmente equivocada nos seus conceitos. (...) Ana Paula Valadão, amigo é aquele que diz a verdade.
* Entrarei no Twitter agora para mandar algo para os dois. Dêem uma passadinha por lá e confiram.
_________________ "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gálatas 6:14).
Registrado: Feb 26, 2007 Idade: 37 Mensagens: 3101 Localização: Sorocaba, SP. Brasil
Enviada: 06-05-2011 8:58 am
Já "tuitei"
@paulomob escreveu:
@PastorMalafaia @anapaulavaladao Divididos seremos presas fáceis do Maligno. É hora do povo de Deus unir-se, pregando e vivendo a Palavra.
_________________ "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gálatas 6:14).
O que as pessoas não entendem ou não querem entender é que não vivemos numa teocracia. Na Constituição está escrito sobre a igualdade de direitos, independente de cor, sexo, credo. O que o STF fez foi legalizar uma situação que já existia.
O Silas se coloca como paladino da "moral e dos bons costumes", mas acho interessante que pra picaretagem q muitas igrejas praticam, inclusive a q ele é dono ou algo q o valha, ele não tem essa postura. Não defendo o homossexualismo como uma prática correta, mas defendo a liberdade de expressão. E outra coisa. A bíblia é para quem crê. Não adianta largar versículos ao montes para um gay ou para qualquer outra pessoa não convertida, se ela não crê nisso.
_________________ "Que cosa extraña és el hombre. Nacer no pide, vivir no sabe y morir no quiere".
Editado pela última vez por Hebreu em 06-05-2011 9:51 am, num total de 1 vez
Registrado: Feb 12, 2004 Mensagens: 6043 Localização: Narnia/Terra Média
Enviada: 06-05-2011 9:50 am
fico me perguntando, o que isso vai me afetar?
sinceramente, um casal gay vai chegar na igreja e vai obrigar o pastor a fazer seu casamento?
que satisfação ou vantagem isso traria pra esse casal?
Registrado: Feb 26, 2007 Idade: 37 Mensagens: 3101 Localização: Sorocaba, SP. Brasil
Enviada: 06-05-2011 10:01 am
Vingança
andynho escreveu:
fico me perguntando, o que isso vai me afetar?
sinceramente, um casal gay vai chegar na igreja e vai obrigar o pastor a fazer seu casamento?
que satisfação ou vantagem isso traria pra esse casal?
* Aqueles que fizerem questão disso certamente o farão por pura vingança, afronta ou rixa pessoal, pois procurarão motivos para que as autoridades imponham algum tipo de punição aos pastores que se recusarem a celebrar seus respectivos "casamentos". Talvez muitos dos integrantes da comunidade GLS/GLBT, por pura birra ou raiva dos evangélicos, sintam prazer em ver muitos de nós indo para a cadeia.
_________________ "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gálatas 6:14).
fico me perguntando, o que isso vai me afetar?
sinceramente, um casal gay vai chegar na igreja e vai obrigar o pastor a fazer seu casamento?
que satisfação ou vantagem isso traria pra esse casal?
* Aqueles que fizerem questão disso certamente o farão por pura vingança, afronta ou rixa pessoal, pois procurarão motivos para que as autoridades imponham algum tipo de punição aos pastores que se recusarem a celebrar seus respectivos "casamentos". Talvez muitos dos integrantes da comunidade GLS/GLBT, por pura birra ou raiva dos evangélicos, sintam prazer em ver muitos de nós indo para a cadeia.
o que estava em questão eram os direitos civis relativos à união estável, daí a achar que os gays procurão igrejas para casamentos religiosos e/ou acionarão a justiça para obter tal "direito" é uma enorme distância.
o que estava em questão eram os direitos civis relativos à união estável, daí a achar que os gays procurão igrejas para casamentos religiosos e/ou acionarão a justiça para obter tal "direito" é uma enorme distância.
Isso não faz sentido algum. Eles podem reivindicar direitos civis, pois são cidadão dignos e pagadores de impostos como quaisquer outros cidadãos. Mas ninguém tem o direito de obrigar religião A ou B a mudar os seus preceitos de fé. É pra isso que existe liberdade religiosa, para que você não seja obrigado a seguir preceitos religiosos os quais não concorda.
o que estava em questão eram os direitos civis relativos à união estável, daí a achar que os gays procurão igrejas para casamentos religiosos e/ou acionarão a justiça para obter tal "direito" é uma enorme distância.
Isso não faz sentido algum. Eles podem reivindicar direitos civis, pois são cidadão dignos e pagadores de impostos como quaisquer outros cidadãos. Mas ninguém tem o direito de obrigar religião A ou B a mudar os seus preceitos de fé. É pra isso que existe liberdade religiosa, para que você não seja obrigado a seguir preceitos religiosos os quais não concorda.
Registrado: Sep 29, 2003 Mensagens: 2289 Localização: Santa Cruz do Sul/RS
Enviada: 06-05-2011 1:42 pm
oq o STF fez foi legalizar algo que era feito através da justiça...
mtas duplas (casal pra mim é um de cada sexo) já ganhavam o direito na justiça, até já podiam fazer certidões de união estável em alguns Estados...
a forma como os cristãos (na maioria) tratam gays e lésbicas é errada.
tenho conhecidos gays e lésbicas, eles sabem muito bem da minha opinião sobre oq fazem/gostam, mas eu RESPEITO a decisão deles. não fico largando versículo pra cima deles pq isso não vai fazer diferença pra eles, são ateus.
_________________
"Un sot trouve toujours un plus sot qui l'admire"
Registrado: Feb 12, 2004 Mensagens: 6043 Localização: Narnia/Terra Média
Enviada: 06-05-2011 2:55 pm
marlos_bass escreveu:
Sorokbano escreveu:
Vingança
andynho escreveu:
fico me perguntando, o que isso vai me afetar?
sinceramente, um casal gay vai chegar na igreja e vai obrigar o pastor a fazer seu casamento?
que satisfação ou vantagem isso traria pra esse casal?
* Aqueles que fizerem questão disso certamente o farão por pura vingança, afronta ou rixa pessoal, pois procurarão motivos para que as autoridades imponham algum tipo de punição aos pastores que se recusarem a celebrar seus respectivos "casamentos". Talvez muitos dos integrantes da comunidade GLS/GLBT, por pura birra ou raiva dos evangélicos, sintam prazer em ver muitos de nós indo para a cadeia.
o que estava em questão eram os direitos civis relativos à união estável, daí a achar que os gays procurão igrejas para casamentos religiosos e/ou acionarão a justiça para obter tal "direito" é uma enorme distância.
sim sim, é nisso que fico pensando, concordo com isso, por isso estou dizendo... existe um enorme alarme por parte dos evangélicos sobre a decisão, mas, o que estou questionando é se realmente existe um motivo para tamanho alarme.
achar que integrantes da comunidade GLS vão perseguir lideres evangélicos por pura birra é fanatismo.
e achar que gays procurão igrejas para casamentos religiosos por pra birra também é meio improvável, uma vez que, para permanecer em uma determinada fé é preciso concordar com algum tipo de estatuto que vai reger aquela comunidade.
Registrado: Oct 23, 2009 Mensagens: 151 Localização: -
Enviada: 06-05-2011 3:29 pm
Isso mostra que Jesus esta mais perto de voltar, e até demais.
eu pensei ontem sobre esse lance e concerteza as perseguições a cristãos nao vao demorar a acontecer, denovo teremos uma "nova arena" pra enfrentar as feras.
Código:
vá! sem nenhum medo
tente! transborde fé na arena
vá! enfrente os leões por mim
sangre! derrame sua vida se for preciso
estando lá novamente, da mesma maneira
as feras e a dor,... medos e lágrimas..
ecos dos gritos, eles vieram até mim
os anjos no coliseu deram um espetáculo de fé
somos pedras? somos nuvens?
nós não temos rastros...
você tem algo?...
nós não temos lágrimas
vá! destrua todo medo
chore! lágrimas que inumdem o teu ser
vá! mesmo se sentindo sozinho
cante! vença os leões e os homens
Registrado: Feb 15, 2011 Mensagens: 100 Localização: Junto de DEUS... sempre!!
Enviada: 14-05-2011 11:34 am
andynho escreveu:
marlos_bass escreveu:
Sorokbano escreveu:
Vingança
andynho escreveu:
fico me perguntando, o que isso vai me afetar?
sinceramente, um casal gay vai chegar na igreja e vai obrigar o pastor a fazer seu casamento?
que satisfação ou vantagem isso traria pra esse casal?
* Aqueles que fizerem questão disso certamente o farão por pura vingança, afronta ou rixa pessoal, pois procurarão motivos para que as autoridades imponham algum tipo de punição aos pastores que se recusarem a celebrar seus respectivos "casamentos". Talvez muitos dos integrantes da comunidade GLS/GLBT, por pura birra ou raiva dos evangélicos, sintam prazer em ver muitos de nós indo para a cadeia.
o que estava em questão eram os direitos civis relativos à união estável, daí a achar que os gays procurão igrejas para casamentos religiosos e/ou acionarão a justiça para obter tal "direito" é uma enorme distância.
sim sim, é nisso que fico pensando, concordo com isso, por isso estou dizendo... existe um enorme alarme por parte dos evangélicos sobre a decisão, mas, o que estou questionando é se realmente existe um motivo para tamanho alarme.
achar que integrantes da comunidade GLS vão perseguir lideres evangélicos por pura birra é fanatismo.
e achar que gays procurão igrejas para casamentos religiosos por pra birra também é meio improvável, uma vez que, para permanecer em uma determinada fé é preciso concordar com algum tipo de estatuto que vai reger aquela comunidade.
mas a "arena" não será assim como nós estamos pensando, com atos e afrontas públicas... não , não...
Na verdade chamo a atenção dos senhores para algo maior que está acontecendo , senão vejamos:
1 - temos a cartilha do ministério da educação contendo farto material de conteúdo homossexual, onde concito-lhes a acessar o youtube e pesquisar sobre o "kit gay" das escolas.
2 - há uma estratégia para a aprovação da lei anti homofobia, que acrescentará parágrafos na lei de racismo (como se homossexual fosse raça) , contendo pena de prisão de até 5 anos para qualquer ato discriminatório inclusive vedando a opinião de qualquer pessoa que seja contrária ao fato. Pastor Silas Malafaia tem falado muito sobre isso.
3 - o termo "homofobia" nunca esteve tão em voga, para rotular todos que são contrários à idéia de uma "ditadura homossexual"..
Observem como a estratégia das entidades gays é a mesma utilizada por organizações fascistas e ditaduras islãmicas: o homossexualismo será "blindado", não se poderá falar nada sobre o tema que ocorrerá verdadeira caça ao hétero.
O projeto de lei em questão , inclusive, é inconstitucional pois vai de encontro ao preceito da liberdade de expressão, na qual podemos discordar das práticas homoafetivas e similares. A idéia da Marta Suplicy, que está encampando a idéia é de confundir, misturando o conceito de homofobia (que remota á violência, agressão física e verbal, privação de acesso a serviços e locais) ao conceito da simples discordância, de expressão. Isso significa a criação de um estado de exceção dentro do estado democrático de direito.
A estratégia do inimigo vai além do que se pode ver ou sentir, busca influenciar o indivíduo ainda em formação, lá na escola, incutindo em sua mente valores homoafetivos.....
Em suma galera.. F#4%ü... se essa lei passar!!!!
São tantos factóides montados pra ofuscar nossa visão que somente pedindo a Deus sabedoria nesse momento.
OBS: O video só e uma trilha sonora, porém lembra a era hippie, onde quase tudo era liberado... ou quer dizer tudo... será o inicio de uma nova era aquarius ???? kkkkkkkkkkk !!!!
Ironic off:
Só quero ver onde é que vamos chegar... eu tô fora !!!!!!!!!!!
_________________ --------------------------------------------------------
"Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus - I Ts 1:4"
fico me perguntando, o que isso vai me afetar?
sinceramente, um casal gay vai chegar na igreja e vai obrigar o pastor a fazer seu casamento?
que satisfação ou vantagem isso traria pra esse casal?
* Aqueles que fizerem questão disso certamente o farão por pura vingança, afronta ou rixa pessoal, pois procurarão motivos para que as autoridades imponham algum tipo de punição aos pastores que se recusarem a celebrar seus respectivos "casamentos". Talvez muitos dos integrantes da comunidade GLS/GLBT, por pura birra ou raiva dos evangélicos, sintam prazer em ver muitos de nós indo para a cadeia.
Acredito q você exagerou um pouco! Normalmente uma das "regras" para casar-se em uma igreja evangélica é ser membro da mesma! Para ser membro de uma igreja existe "inúmeras outras regras". Não tem com um casal homossexual entrar em uma igreja qualquer e falar "queremos marcar a data de nosso casamento" pq nem pra casal heterossexual funciona assim!
Eu imagino um gay lendo isso e pensando: vingança de quê? Afronta a quem?
Agora, vou usar uma palavra q você gosta heheheh: Certamente a maioria esmagadora dos gays só quer viver a vida deles. Bem diferente dos crentes q semprem tendem a cuidar da vida dos outros sob a bandeira de "pregar o evangélho"!
Registrado: Aug 01, 2007 Idade: 23 Mensagens: 1071 Localização: Sodoma
Enviada: 17-05-2011 8:41 pm
andynho escreveu:
marlos_bass escreveu:
Sorokbano escreveu:
Vingança
andynho escreveu:
fico me perguntando, o que isso vai me afetar?
sinceramente, um casal gay vai chegar na igreja e vai obrigar o pastor a fazer seu casamento?
que satisfação ou vantagem isso traria pra esse casal?
* Aqueles que fizerem questão disso certamente o farão por pura vingança, afronta ou rixa pessoal, pois procurarão motivos para que as autoridades imponham algum tipo de punição aos pastores que se recusarem a celebrar seus respectivos "casamentos". Talvez muitos dos integrantes da comunidade GLS/GLBT, por pura birra ou raiva dos evangélicos, sintam prazer em ver muitos de nós indo para a cadeia.
o que estava em questão eram os direitos civis relativos à união estável, daí a achar que os gays procurão igrejas para casamentos religiosos e/ou acionarão a justiça para obter tal "direito" é uma enorme distância.
sim sim, é nisso que fico pensando, concordo com isso, por isso estou dizendo... existe um enorme alarme por parte dos evangélicos sobre a decisão, mas, o que estou questionando é se realmente existe um motivo para tamanho alarme.
achar que integrantes da comunidade GLS vão perseguir lideres evangélicos por pura birra é fanatismo.
e achar que gays procurão igrejas para casamentos religiosos por pra birra também é meio improvável, uma vez que, para permanecer em uma determinada fé é preciso concordar com algum tipo de estatuto que vai reger aquela comunidade.
Acho que o Debate "Sério" deveria seguir essa linha.
Dois surdos: os religiosos e o movimento gay
A decisão do STF, de ser comemorada e criticada, é apenas mais um round na luta irracional que se desenvolve entre religiosos e o movimento gay. O STF acertou na decisão, mas errou em sua abordagem. Ao invés de interpretar a Constituição, ousou reescrevê-la sem legitimidade para tanto. Mas, que razões levaram a Corte Suprema a isso? A imperdoável incapacidade dos contendores de agir de forma tolerante, democrática e respeitosa. A terrível intenção, de ambos os lados, de forçar o outro a seguir seus postulados, em atentado contra a liberdade de escolha, opinião e crença. Quem ler os relatos contidos em anais da constituinte verá que incluir o casamento gay na Constituição foi assunto derrotado nas votações. O STF mudar esse conceito e ignorar a decisão do constituinte originário é ativismo judicial da pior espécie, mas o STF tem suas razões: os religiosos, ao invés de negociar uma solução, se negam a mexer na Constituição.
O erro da intolerância, o movimento gay também comete ao tentar impor um novo conceito de casamento ao invés da aceitação da união civil estável homoafetiva, e mais ainda, ao defender um projeto de lei contra homofobia que desrespeita a liberdade de opinião e religiosa (PLC 122). Isso para não falar do "kit gay", uma apologia ofensiva e inaceitável para grande parcela da população. Não há santos aqui, só pecadores. Em ambos os lados.
Erram os religiosos ao querer impedir a união civil homossexual, calcando-se em suas crenças, as quais, evidentemente, não podem ser impostas à força. Mas erra também o movimento gay em querer enfiar goela abaixo da sociedade seus postulados particulares. Vivemos uma era de homofobia e teofobia, uma época de grupos discutindo não a liberdade, mas quem terá o privilégio de exercer a tirania. Negar o direito dos gays é tirania dos religiosos. De modo idêntico, impor sua opinião aos religiosos, ou calá-los, ou segregá-los nas igrejas como se fossem guetos é tirania do movimento gay. Nesse diálogo de surdos, o STF foi forçado a decidir em face da incompetência do Congresso, dos religiosos e do movimento gay, pela incapacidade de se respeitar o direito alheio.
Anotemos os fatos. O STF existe para interpretar a Constituição, não para reescrevê-la. Onze pessoas, mesmo as mais sábias, não têm legitimidade para decidir em lugar dos representantes de 195 milhões de brasileiros. Os conceitos "redefinidos" pelo STF são uma violência contra a maioria da população. Nesse passo, basta ler o artigo Ulisses e o canto das sereias: sobre ativismos judiciais e os perigos da instauração de um terceiro turno da constituinte, de Lênio Luiz Streck, Vicente de Paulo Barreto e Rafael Tomaz de Oliveira, disponível em meu blog. O resumo: apenas Emenda à Constituição pode mudar esse tipo de entendimento. O problema: a maioria se recusa a discutir uma solução contemporizadora que respeite e englobe a todos.
O Supremo agiu bem em alertar sobre a incapacidade das partes de resolverem seus problemas no Congresso, mas errou em, ao invés de se limitar a assegurar direitos de casais discriminados, invadir o texto da Constituição para mudá-lo manu militari.
O STF não se limitou a garantir a extensão de direitos, mas quis reescrever a Constituição e modificar conceitos, invadindo atribuições do Poder Legislativo. Conceder aos casais homossexuais direitos análogos aos decorrentes da união estável é uma coisa, mas outra coisa é mudar conceito de termos consolidados, bem como inserir palavras na Constituição, o que pode parecer um detalhe aos olhos destreinados, mas é extremamente grave e sério em face do respeito à nossa Carta Magna."Casamento" e "união civil" não são mera questão de semântica, mas de princípios, Nem por boas razões o STF pode ignorar os princípios da maioria da população e inovar sem respaldo constitucional.
Enfrentar discriminações é louvável, mas agir com virulência contra os conceitos tradicionais, e, portanto, contra o Congresso e a maioria da população, diminui a segurança jurídica diante da legislação. A tradição existe por algum motivo e não deve ser mudada pelo voto de um pequeno grupo, mas pela consulta ao grande público ou através de seus representantes, eleitos para isso.
O art. 1.726 do Código Civil diz que uma união estável pode ser convertida em casamento mediante requerimento ao juiz. Ora, pelo que o STF decidiu, foi imposto, judicialmente, o casamento gay. Até os ativistas gays, os moderados, claro, consignam o cuidado de não se chamar de casamento a união civil. Os ativistas não moderados, por sua vez, queriam exatamente isso: enfiar goela abaixo da maioria uma redefinição do conceito de casamento. Não se pode, nem se deve, impedir que um casal homossexual viva junto e tenha os direitos que um casal heterossexual tem, mas também não se pode impor um novo conceito que a maioria recusa. Abriu-se, em uma decisão com intenção meritória, o precedente de o STF poder substituir totalmente o Congresso. Salvo expressa determinação da Constituição para que o faça, quando o Congresso não legisla sobre um tema, isso significa que ele não quer fazê-lo, pois se quisesse o teria feito. Há um período de negociação, existem trâmites, existem protocolos. O STF não pode simplesmente legislar em seu lugar, tomar as rédeas do processo legislativo. Mas, que o Congresso e as maiorias façam sua mea culpa em não levar adiante a solução para esse assunto.
O STF deve proteger as minorias, mas não tem legitimidade para ir além da Constituição e profanar a vontade da maioria conforme cristalizada na Constituição. O que houve está muito perto de criar, pelas mãos do STF, uma ditadura das minorias, ou uma ditadura de juízes. O STF é o último intérprete da Constituição, e não o último a maculá-la. Ou talvez o primeiro, se não abdicar de ignorar que algumas coisas só os representantes eleitos podem fazer. Precisamos caminhar contra a homofobia e o preconceito. E também precisamos lembrar que cresce em nosso meio uma nova modalidade de preconceito e discriminação: a teofobia, a crençafobia e a fobia contra a opinião diferente – o que já vimos historicamente que não leva a bons resultados.
O PLC 122, em sua mais nova emenda, quer deixar ao movimento gay o direito de usar a mídia para defender seus postulados, mas nega igual direito aos religiosos. Ou seja, hoje, já se defende abertamente o desrespeito ao direito de opinião, de expressão e de liberdade religiosa. Isso é uma ditadura da minoria! Isso é, simplesmente, inverter a mão do preconceito, é querer criar guetos para os religiosos católicos, protestantes, judeus e muçulmanos (e quase todas as outras religiões que ocupam o planeta) que consideram a homossexualidade um pecado. Sendo ou não pecado, as pessoas têm o direito de seguir suas religiões e expressar suas opiniões a respeito de suas crenças.
E se o STF entender que o direito de opinião e expressão não é bem assim? Isso já é preocupante, porque o precedente acaba de ser aberto. E se o STF quiser, assim como adentrou em atribuições do Congresso, adentrar naquilo que cada religião deve ou não professar?
O fato é que as melhores decisões podem carregar consigo o vírus das maiores truculências. Boa em reconhecer a necessidade de retirar do limbo os casais homossexuais, a decisão errou na medida. Quanto ao mérito da questão, os religiosos e ativistas moderados deveriam retomar o comando a fim de que a sociedade brasileira possa conviver em harmonia dentro de nossa diversidade.
Por: William Douglas[/u]
_________________ Doe sangue: O que está dentro de você é o que importa!
Registrado: May 06, 2011 Mensagens: 150 Localização: limeira- sp
Enviada: 19-05-2011 5:15 pm
Parte de um artigo exposto aqui no tópico
O STF deve proteger as minorias, mas não tem legitimidade para ir além da Constituição e profanar a vontade da maioria conforme cristalizada na Constituição. O que houve está muito perto de criar, pelas mãos do STF, uma ditadura das minorias, ou uma ditadura de juízes. O STF é o último intérprete da Constituição, e não o último a maculá-la. Ou talvez o primeiro, se não abdicar de ignorar que algumas coisas só os representantes eleitos podem fazer. Precisamos caminhar contra a homofobia e o preconceito. E também precisamos lembrar que cresce em nosso meio uma nova modalidade de preconceito e discriminação: a teofobia, a crençafobia e a fobia contra a opinião diferente – o que já vimos historicamente que não leva a bons resultados.
Ernesto diz:
Meus caros colegas debatedores, permita-me que eu dê a minha singela contribuição no tão discutido tema.
A liberdade de expressão e de agir deve ser respeitada, o perigo é quando o meu direito quer suplantar o direito alheio, é o que está acontecendo com essa determinação judicial. Eles não defendem somente a liberdade e o direito dos gays, vão além; Restringe os direitos de privacidade dos cristãos,
Segundo essa norma; a igreja não tem o direito de negar a participação deles, e pior ainda; deverá ser concedido a eles o direito de subirem nos púlpitos para pregar, é só eles fazerem um cursinho de Teologia por correspondência, e estarão aptos para pregar. E ninguém pode proibi-los. Quanto ao sexo, estão livres e ninguém pode discriminá-los por isso. Mesmo que se beijem dentro da igreja, os irmãos só tem o dever de fechar os olhos e fazer de contas que não viram nada. É a lei da mordaça que a justiça chama de lei da liberdade.
Já faz algum tempo que as igrejas não podem mais excluir membros faltosos do seu rol de membros; Adultério e outras coisas mais, não podem ser considerado pecado, o assassino só pode ser julgado pelas leis civis, mas não pela igreja. Acontece que até hoje eu não vi essa lei ser aplicada, porque ninguém procurou a justiça para impor os seus direitos. Mas os Gays se servirão dessa dádiva judicial.
Não se assustem meus irmãos, estas coisas são o principio das dores vai piorar. Contanto que nós não compartilhemos com essas barbaridades.
Abraços Ernesto
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