Rap, você tá trocando as idéias. A resposta ao Advinhe foi sobre a ótica ortodoxa (coisa q não sou).
Switchfoot, vou listar algumas "regras" as quais por uma ótica judaica poderia explicar a deidade de JC. O q está escrito abaixo, foi baseado num estudo feito pelo Rabi Josef Baruch Shulam:
1. A primeira regra que trago é a seguinte: “O emissário é igual ao que o envia”. O significado geral desta regra está em um princípio no sentido literal desta frase. Quando uma pessoa ou Elohim enviam outra pessoa em seu nome, com sua autoridade e sua aprovação, o enviado chega a ser igual pelo menos de forma judicial, ou legal, em sua parte de responsabilidade com quem o envia. Um homem, inclusive segundo o judaísmo e a Torá, pode se casar com uma mulher através de um emissário, ele (o emissário) não se casará com a noiva, mas o noivo é quem contrairá matrimônio com ela, apesar dele não estar presente no lugar onde se realiza o casamento. Uma pessoa pode se ser culpada por um assassinato, apesar de ter somente contratado um assassino para fazer o serviço em seu lugar. Um profeta pode dizer: “Por isso vivo eu, palavra do Senhor, certamente por ter profanado meu Santuário com todas tuas abominações, te quebrantarei eu também; meu olho não perdoará nem terei misericórdia” (Ezequiel 5:11), o profeta fala como se ele mesmo é Elohim. E isto é pela regra do “emissário é igual ao que o envia”.
2. A segunda regra que nos facilita explicar e entender a especial relação que existe entre o Messias e seu Pai que está nos céus, é o fato que na Torá também Moisés é chamado “Elohim”, vejamos em Êxodo 4:15-16 e 7:1. O significado destas coisas, e também dos versículos dos Salmos onde neles há frases como: “vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo” (Sal. 82.6), é que apesar de tudo, na Tanach há a possibilidade de chamar o homem de “elohim”, sem ter que anular ou violar a Unidade de Elohim e Sua particularidade. Nós podemos dizer que o Messias é Elohim, no mesmo sentido que se vê na Torá, nos Profetas e nos Escritos. Mas ainda assim, nós devemos tomar cuidado ao dizer algo que dê alguma abertura à idolatria e a crença em vários deuses. O Segundo Pacto, é sem dúvida alguma muito claro, temos um só Pai nos céus, e inclusive Yeshua diz e reconhece: “Ouvistes que eu vos disse: “vou, e venho para vós”. Se me amasséis, certamente exultaríeis por ter dito: Vou para o Pai; porque o Pai é maior do que eu”(João 14:2

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3. A terceira regra é: a igualdade entre o Pai e Seu filho. Temos um número de versículos no Segundo Pacto e também nas Midrashim (Parábolas) que nos falam da igualdade entre Elohim e o Messias, o Primeiro Homem” (Adam Hakadmón). Vejamos na midrash como são parecidos o Santo, Bendito seja Ele, e o primeiro homem. “Disse o Rabino Hoshea: Na hora que o Santo, Bendito seja Ele, criou o primeiro homem, se confundiram os anjos adoradores e disseram em sua Presença “Santo”, isto é parecido ao rei e um ministro que estavam na carroça e as multidões disseram ao rei “Dominu” (Senhor em latim) e eles não sabiam quem dos dois era o rei. Que fez o rei? Empurraram e tiraram o ministro fora da carroça e entenderam que ele era o ministro. Assim também foi a hora que o Santo, Bendito seja Ele, criou o primeiro homem , os anjos do Serviço se enganaram e disseram em sua presença “Santo”(Kadosh). O que fez o Santo, Bendito seja Ele? Fez cair sobre ele um profundo sono, e compreenderam tudo, que este era o homem, como está escrito: “Deixai-vos pois do homem cujo fôlego está no seu nariz; porque em que se deve ele estimar? (Isaias 2:22 ). No Novo Pacto a igualdade entre Yeshua o Messias e seu Pai é muito clara (João5:19-29; 14:6-11).
“Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim(...)” (João 14.11), aqui Yeshua faz uma comparação entre ele e seu Pai que está nos céus. É muito claro que aqui há uma situação na qual Yeshua descreve sua autoridade nisto: que Ele esta no Pai e o Pai nele. Não há possibilidade de uma discrição mais dinâmica da igualdade, a qual descreve que eles estão um dentro do outro, a meu parecer é a descrição mais alta da união entre o filho e o Pai.
4. A quarta regra, que precisamos e podemos utilizar nas fontes de nossa tradição e explica a comparação até onde for possível nas palavras e idéias judáicas e não com conceitos cristãos, os quais são quase impossíveis de serem traduzidos ao hebraico sem que soem ridículos. Por exemplo, nos livros de oração ortodoxos se encontram o poema “Shir Hakavod”(Cântico de Honra). Este poema é recitado na oração de musaf nos dias de Shabat e de festividades. Eu desejo citar várias linhas deste poema e demonstrar como se depara o judaísmo com comparações e com as diferentes faces que tem Elohim nas Escrituras:
Te alegorizam, mas não segundo Tua realidade,
e eles te imaginam segundo Tuas proezas.
Te simbolizam em muitas visões, mas Tú es Único,
contendo todas as alegorias.
Vêm em Ti a antigüidade e o poderio, e o
cabelo de Tua cabeça grisalho e negro ao mesmo tempo.
Antigüidade no dia do julgamento e poderio no dia da batalha,
como homem de guerra que tem muito poder.
O elmo da salvação Ele colocou em Sua cabeça,
A salvação para Ele, é Sua destra e Seu braço sagrado.
Com gotas de orvalho luminoso Sua cabeça é coberta,
Seus cachos são as chuvas da noite.
O que este cântico quer nos dizer, nos ajuda a introduzir o Messias no mundo do pensamento do judaísmo e as Escrituras, sem ter que se basear no mundo do pensamento dos pais da Igreja e o recente Cristianismo. Este poema foi escrito por Abarbanel. Ele foi um dos rabinos mais sagazes da polêmica entre os judeus e os cristãos da Espanha, e apesar disso, quando vemos todo o poema, não se pode deixar de conceber a idéia de que ele escreveu sobre o Messias. Vejam quantas semelhanças há, inclusive neste pequeno pedaço as alusões sobre a figura do Messias são muitas.
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"Que cosa extraña és el hombre. Nacer no pide, vivir no sabe y morir no quiere".