Gostaria de tecer alguns comentários sobre a música Geração de Samuel. Não quero ser exageradamente crítico, mas fico extramamente insatisfeito com o que se canta hoje sem refletir no que si diz. Parece que hoje ninguém pensa, ninguém se preocupa em raciocinar um pouco sobre o que se fala e principalmente como o que se leva para o altar do Senhor como pretexto de adoração.
Achei este texto abaixo na internet, escrito por alguém com nick de JAIRONC NOVATO:
Quanto a música Geração de Samuel, não sei exatamete o pensamento do autor mas, observando o título e letra da música, entendo que a geração de Samuel seria aquela semelhante ao profeta Samuel, que levou a mensagem de Deus à Saul de que seu reinado havia acabado (por ter se desviado dos propósitos de Deus) e que Deus escolhera um outro rei. E este mesmo Samuel foi o enviado de Deus para ungir sobre Israel a Davi, o homem segundo o coração de Deus. A chamada Geração de Samuel seriam aquelas pessoas segundo a vontade de Deus, que destronam ao "Saul" de seus corações e dão lugar a "Davi". Ou seja, sai do controle o "velho homem" ou "carnal" - soberbo, orgulhoso, desobediente, e passar a prevalecer um homem submisso, quebrantado e obediente ao Senhor.
Mas será mesmo que o homem pode fazer isso? Tirar o velho homem do controle e passar a ser obediente e submisso? Onde, na letra desta música encontramos a ação do Espírito Santo? Pois para ser este homem não deveriamos primeiramente nos arrepender, voltar a nossa face para o pó e clamar ao Senhor?
Vamos analisar a letra:
Eu faço parte de um novo tempo
Que está nascendo em minha nação
Eu sou o fruto de uma semente
Que foi plantada há muito tempo atrás
Por meus irmãos
A geração de Samuel está se levantando
Em todo lugar
Geração que depõe Saul
Geração que unge Davi
Para um tempo de louvor
Observemos que ele diz fazer parte de um novo tempo que está neascendo nesta geração. Este tempo novo não seria mais conhecido Biblicamente como o início do fim? Um tempo em que, segundo a Palavra, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará MT. 24:12. Isto demonstra de início o quão distante e despreparada está esta "nova geração" que ainda não observou o contexto social, político, econômico e ecesiástico em que vive. De forma geral, aparentemente parece se tratar de uma geração do "apagão".
A Segunda parte da estrofe fala que ele é fruto de uma semente que foi plantada há muito tempo atrás por nossos irmãos. De certa forma é uma obviedade enorme e podemos concordar mas não por completo, pois, para estarmos concomitantes com a Palavra, se formos falar em tempo, então que dessemos o crédito não ao homem, mas a Jesus, de onde partiu o evangelho e não daqueles que apenas seguiram às suas ordens. Jesus que iniciou a pregação do Evangelho do Reino. O crédito é do Senhor e não do homem. Vemos aqui então mas um trecho musical, dentre outros tantos em outras músicas tocadas hoje, onde o homem é o ponto central e não Cristo.
Agora vamos ao ponto mais polêmico, pelo menos para mim. Ele fala: " A geração de Samuel está se levantando em todo lugar, geração que depõe Saul e que unge Davi para um tempo de louvor". Vamos analisar à luz da Bíblia. A pergunta seria: Quem depôs Saul? Foi a geração de Davi ou foi o Senhor? Então este foco, para início de conversa é puramente humanista, pois tira a glória do Senhor, o seu poder e domínio e o coloca no homem. Se a ênfase é a deposição de Saul, logo a ênfase deveria ser na pessoa do Senhor, pois foi Ele quem reprovou Saul por não tê-lo obedecido e não a sociedade (geração).
Então, para uma canção como esta ser cantada em nossas igrejas, ela deveria estar exaltando ao Senhor, o que não o faz e sutilmente exalta o homem. Aparentemente é uma canção de adoração a Deus, mas apenas aparentemente. Esta canção põe o homem como o agente depositor do mal que há em seu coração, quando bem sabemos que o Espírito Santo é quem é o agente que nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Jamais podemos ser agentes da retirada do mal que há em nós. Se pudéssemos fazer isso não seria necessário a morte vicária do Senhor. Daí podemos inferir que esta canção anula toda a graça e por conseguinte toda a obra redentora de Cristo Jesus na cruz. Não é isto colocado de forma tão sutil nesta letra?
Agora para a parte final, temos na letra a frase: "Para um tempo de louvor". Se este é o tempo de louvor, então o que foram os outros tempos? Ora, Deus nos criou para sua exclusiva adoração e louvor, então todos os tempos foram tempos de louvar a Deus, assim como sempre será eternamente. Não seria esta frase um apelo exagerado à exaltação do homem? como se esta geração, contrariando as profecias Bíblicas, pudesse de alguma forma suplantar e se sobressair ante as gerações passadas?
Como músico (ainda amador), aconselho a ter cuidado com o ego e a buscar em Deus e na Sua Palavra o verdadeiro sentido da adoração, que não consta em palavras e nem em atos ou musicas, mas em obediência e mortificação da carne.
Às vezes, movidos de pura emoção, queremos fazer coisas para demonstrar o quanto podemos agradar a Deus, mas acabamos fazendo coisas que demonstram o quanto queremos agradar a nós mesmos.
Aos Srs. Ministros de louvor da Igreja, aconselho a analisar as letras das músicas à luz da Palavra de Deus, antes de sair por aí cantando canções como esta que declaram que podemos depôr Saul de nossos corações. Analise e estudem a Palavra do Senhor e tirem as suas conclusões.
Adjair J. Santos