Bullying (difamação, zoação...)
* Para entenderem o porquê deste tópico, imaginem ser real a situação hipotética a seguir.
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* Miguel é um rapaz evangélico que está prestes a completar quinze anos de idade. Menino exemplar, recebeu uma educação excelente de seu pai, um operário duma metalúrgica, e de sua mãe, uma funcionária pública municipal. Toca violino na camerata da igreja à qual pertence e Johann Sebastian Bach é seu compositor preferido. O moço está começando a estudar agora no Ensino Médio. A escola estadual onde acaba de ingressar fica num bairro de classe média alta que reúne muitos filhinhos de papai das mais variadas tribos urbanas, principalmente metaleiros, emos e
clubbers, além de ser um famoso reduto da comunidade GLS. Ah, alguns traficantes também passam por ali de vez em quando para venderem pó, erva, balinhas e pedrinhas (traduzindo: cocaína, maconha,
ecstasy e
crack) e a Polícia faz vista grossa, pois os bacanas enchem a mão dos "gambés" de dinheiro para eles fingirem não ter visto nada de errado.
* Logo de cara, a turma do fundão não foi com a cara de Miguel, pois ele se sentou na primeira carteira e demonstrava muito interesse em cada matéria, fazendo perguntas aos professores de vez em quando. Enquanto a maioria de seus colegas fazia a maior algazarra, Miguel tentava fazer amizade com os mais retraídos, tentando tirar-lhes dum possível isolamento social e ajudando-os quando tinham alguma dificuldade com as matérias.
* Chega o horário do intervalo. Munido de seu violino, Miguel aproveitou para ensaiar um pouco do que teria que tocar no culto do domingo seguinte. De repente, chega uma gangue que começa a tirar sarro do coitado:
- Ah, o boiolinha vai tocar!
- Que bonitinho!
- Você sabia que a orquestra não ensaia aqui, mano?
* Miguel finge que não é com ele e continua tocando. Porém, o líder da patota arranca o violino de sua mão e grita:
- Ei, seu CDF, estou falando com você!!!
* Profundamente constrangido, Miguel continua em silêncio. Vagarosamente, ele começa a recolher seu material de ensaio. Quando, porém, ele se abaixa para desmontar o cavalete, o brutamontes lhe dá um chute na cara e as partituras voam longe. Miguel agora está caído, com a boca sangrando. À sua volta, os demais estudantes começam a bradar:
- Briga! Briga! Briga! Briga! Briga!...
* Em seguida, aquele jagunço agarra Miguel pelos cabelos e começa uma espécie de tribunal inquisidor:
- Ninguém faz nada neste pátio sem minha permissão! E eu não permito que toquem essa música de boiola neste pátio! Está me entendendo?
- Eu não sabia que esta escola tinha mudado de diretor... - retrucou Miguel, sem imaginar o que lhe aconteceria a seguir.
* O troglodita, então, começa a espancar Miguel sem piedade, ajudado por sua gangue. O linchamento só acaba quando o diretor da escola, escoltado por alguns bedéis e pelo único guarda municipal que trabalha ali

, intervém e exige que aqueles covardes parem de espancar o menino. Sarcástico, o chefe da gangue, filho dum delegado, adverte o diretor:
- Foi só um aviso, seu Marcos. Ele não fará isso de novo.
- Você sabia que eu ainda posso colocá-lo na cadeia? - ameaçou o diretor.
* Caindo na gargalhada, o rapaz deu o troco:
- E o senhor sabia que basta um telefonema meu para que o senhor seja removido desta escola?
* Enquanto a gangue se ausentava do pátio, chegava o Resgate. Miguel estava com o rosto desfigurado, várias fraturas e ferimentos pelo corpo, algumas hemorragias internas. Seu estado era gravíssimo. Havia suspeita até de traumatismo craniano, pois um dos moleques havia pulado em cima da cabeça dele. Cerca de duas horas depois, enquanto seus pais caíam em prantos na sala de espera do hospital, o médico responsável dava a notícia fatal:
- Fizemos tudo o que era possível. Sinto muito.
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* Existem milhares de Miguéis espalhados por este mundo afora. Ora sofrendo agressões físicas em maior ou menor proporção, ora sendo humilhados pelos colegas de escola. Alguns não se contentam em xingá-los, difamá-los ou ridicularizá-los nas dependências da instituição de ensino e chegam ao **mulo de fazerem isso fora também, inclusive criando comunidades,
blogs e outras páginas na Internet para colocar na lama a reputação de suas vítimas.
* Isso não é novo, mas atualmente vem sendo estudado e combatido por muitos educadores, intelectuais, políticos e outras autoridades. Hoje em dia chamam essa atrocidade de
bullying. Segundo a página
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying , são "atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (
bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender".
* Este tópico foi criado para alertar os demais dotianos para essa ameaça, denunciar o quão abominável ela é à luz da Palavra de Deus, receber depoimentos, apontar responsabilidades - por exemplo, procurar saber se os pais do praticante de
bullying devem ser punidos de alguma forma - e buscar soluções para que essa covardia seja combatida de maneira mais eficaz onde quer que ela se manifeste.
"Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te" (II Timóteo 3:2-5);
"Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores" (Tiago 2:9).
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"Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gálatas 6:14).