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Fealings
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MensagemEnviada: 23-04-2010 3:40 pm Responder com Citação

Segundo as Escrituras, para que alguém seja um pastor, é preciso que esse alguém tenha um chamado ministerial e/ou uma vocação
Citação:
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores. Ef 4.11

O apóstolo Paulo, ao escrever sua primeira epístola a seu discípulo Timóteo, que também era um pastor, disse:
Citação:
Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja1 Tm 3.1

No entanto, o que temos visto hoje em dia é que – hiperbolicamente falando – todo mundo está querendo ser e/ou virando pastor. Muitos acabam de se converter e já estão desejando o episcopado. Em grandes partes dos casos, não há qualquer preparo e há até os que afirmam que, por ser um chamado, não é necessário que o aspirante a pastor frequente um seminário. Resultado: brotam igrejas como capim, sem nenhuma estrutura física e espiritualmente questionáveis, com doutrinas e costumes estranhos, que beiram ao bizarro e descambam para o herético.

Um outro detalhe sobre essa questão, é o que tange às finanças. Muitos indivíduos após ingressarem no ministério pastoral, abandonam seus empregos e/ou profissões e, alegando terem sido chamados para “viver pela fé” (que consiste em uma atividade ministerial em tempo integral), passam a receber salário da igreja. Há muitas igrejas, as maiores, por exemplo, cujos pastores têm até carteira assinada. Assim, há pastores que são verdadeiros "profissionais liberais da fé". Em contrapartida, há também igrejas (como a Maranata, por exemplo) onde os pastores continuam no exercício de suas profissões, exercendo o ministério no tempo em que estiver disponível.

Minhas perguntas são:
1) É necessário estudar para ser pastor?
2) Para ser pastor basta ter o chamado?
3) É certo pastores serem remunerados?
4) É certo pastor ter a carteira assinada como sendo um funcionário da igreja?

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ezequielmc
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MensagemEnviada: 23-04-2010 5:11 pm Responder com Citação

Minhas perguntas são:
1) É necessário estudar para ser pastor?
De preferência, mas depende do caso.
2) Para ser pastor basta ter o chamado?
Depende do caso.
3) É certo pastores serem remunerados?
Não sendo nenhum exagero, e for pastor de verdade, sim.
4) É certo pastor ter a carteira assinada como sendo um funcionário da igreja?
Sim. Quer que seja PJ? Razz

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Fealings
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MensagemEnviada: 23-04-2010 5:43 pm Responder com Citação

ezequielmc escreveu:
Minhas perguntas são:
1) É necessário estudar para ser pastor?
De preferência, mas depende do caso.
2) Para ser pastor basta ter o chamado?
Depende do caso.


Da pra você explicar o "depende do caso", Ezequiel? Wink

ezequielmc escreveu:
3) É certo pastores serem remunerados?
Não sendo nenhum exagero, e for pastor de verdade, sim.


O que você define ou caracteriza que seja "um exagero"? E, o que é ser um "pastor de verdade" pra você? Confused

ezequielmc escreveu:
4) É certo pastor ter a carteira assinada como sendo um funcionário da igreja?
Sim. Quer que seja PJ? Razz


O que vem a ser um "PJ"? Rolling Eyes

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MauMau
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MensagemEnviada: 23-04-2010 6:31 pm Responder com Citação

O Pastor que se dedica em tempo integral à igreja deve receber um salário, ao meu ver, pq o cara precisa pagar as contras né! Se, por algum motivo, a igreja não quiser pagar, então este vai ter um trabalho remunerado fora da igreja, oq implica em sua ausência do "gabinete" durante a semana....

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vepo
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MensagemEnviada: 23-04-2010 6:31 pm Responder com Citação

Fealings escreveu:

1) É necessário estudar para ser pastor?

Sim.Muito! Paulo ensinou e discipulou todos aqueles que ele enviou como pastor. Hoje com 2000 anos de distancia cultura, temos que aprender como era a vivencia nos tempos biblicos, estudar gramatica, hermeneutica. Aprender teologia, pra ver se uma interpretação em Atos não choca com uma em Deteuronomios, ou pra saber o que o livro de Leviticos fala sobre justiça, etc...
Fealings escreveu:

2) Para ser pastor basta ter o chamado?

O que é chamado? Muitos interpretam o tal chamado como uma coisa sobrenatural, mas seria o mesmo que a afinidade que um matematico tem com numeros. Pastorear é cuidar de vidas, quem tem o chamado é aquele que mesmo não sendo pastores cuidam de vidas, inclusive da sua proprio (por isso Paulo falou que tem que ter os filhos disciplinados)
Fealings escreveu:

3) É certo pastores serem remunerados?

Aqueles que são integralmente dedicados ao ensino sim. Mas todos somos devemos ser pastores, devemos cuidar da vida daqueles que nos rodeiam. Isso tá na biblia em algum lugar...
Fealings escreveu:

4) É certo pastor ter a carteira assinada como sendo um funcionário da igreja?

Se ele recebe pela igreja, é ilegal ele não ter a carteira assinada.


Ultima observação, pastor é um cristão comum, suscetível aos mesmos erros e acertos que qualquer um, ao contrario do que é comum se dizer por aí...

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gisella
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MensagemEnviada: 24-04-2010 1:20 am Responder com Citação

ezequielmc escreveu:
Minhas perguntas são:
1) É necessário estudar para ser pastor?
De preferência, mas depende do caso.
2) Para ser pastor basta ter o chamado?
Depende do caso.
3) É certo pastores serem remunerados?
Não sendo nenhum exagero, e for pastor de verdade, sim.
4) É certo pastor ter a carteira assinada como sendo um funcionário da igreja?
Sim. Quer que seja PJ? Razz


1º. SIM. certamente evitaria-se 60% de heresias no meio protestante, conhecimento de história acompanhado de teologia seria um bom começo para começar ensinar acerca das escrituras...
2º. acredito que sim, em todas as profissões é importante que o profissional no mínimo ame aquilo que pretende fazer, caso contrario será um mera ganha pão (como no caso de pastores como o MALA e o Feliciano que enchem os bolsos em nome de DEus)
3º sim. como alimentarão suas famílias ? um pastor que tem um emprego fora da igreja, sofre dificuldades em fazer visitas quando necessárias, devemos imaginar que ainda existam pastores dedicados verdadeiramente.
4º. por que não ? de certa forma é uma segurança para a velhice...

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Sorokbano
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MensagemEnviada: 24-04-2010 9:02 am Responder com Citação

Vocação

"Para ser pastor, tem que ser chamado." (Rev. Paulo de Góes)

* Fui ovelha do pastor acima por quase vinte anos e, ao testemunhar muitos seminaristas desviando-se da fé cristã ou vivendo um evangelho de fachada, como se o ministério pastoral fosse nada mais que um ganha-pão ou mesmo uma ajudinha no orçamento familiar, percebi que a frase dita por ele faz muito sentido. De fato, as heresias se multiplicam exponencialmente porque a maioria tem uma concepção errada do pastorado. Um rapaz chegou ao extremo de entrar para o Seminário somente para conquistar a moça que ele namorava (o rapaz não agüentou nem um semestre), já que o pai dela exigia que suas filhas namorassem apenas pastores ou seminaristas; como resultado disso, a vida espiritual do ex-seminarista se dissolveu e hoje a própria filha mais velha daquele pastor está afastada da igreja e com propensão para o lesbianismo.
* Existem leis trabalhistas a serem seguidas em nosso país e, para se adaptarem a elas, os pastores tiveram que submeter seus respectivos ministérios a vários procedimentos que lhes garantissem o mínimo para sua subsistência quando se aposentassem (ou jubilassem, no caso dos presbiterianos). A profissão de pastor, portanto, precisou ser regulamentada até para que as igrejas evangélicas tivessem o mínimo de amparo por parte do Estado.

Fealings escreveu:
1) É necessário estudar para ser pastor?


* O estudo é imprescindível. Pastor sem formação em Seminário ou Faculdade Teológica, na minha sincera opinião, não é pastor. Pessoas assim, por mais que aleguem que tenham recebido "revelações especiais" (na maioria das vezes, visões e devaneios da própria carne, quando não ilusões demoníacas), não deveriam sequer abrir a boca em cima dum púlpito. Somente pastores devidamente formados em instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação podem, por exemplo, fazer casamentos religiosos com efeito civil.

Fealings escreveu:
2) Para ser pastor basta ter o chamado?


* O chamado é essencial, mas a remuneração é necessária para que o pastor se dedique integralmente ao ministério, tendo tempo de sobra para atender a suas ovelhas.

Fealings escreveu:
3) É certo pastores serem remunerados?


* Idem acima.

Fealings escreveu:
4) É certo pastor ter a carteira assinada como sendo um funcionário da igreja?


* É necessário por causa das leis trabalhistas vigentes em nosso país.

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marlos_bass
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MensagemEnviada: 24-04-2010 11:42 am Responder com Citação

Fealings escreveu:


Minhas perguntas são:
1) É necessário estudar para ser pastor?
2) Para ser pastor basta ter o chamado?
3) É certo pastores serem remunerados?
4) É certo pastor ter a carteira assinada como sendo um funcionário da igreja?[/color]


Primeiramente, acredito que é possível existir o pastorado sem dedicação em tempo integral. Não quero dizer que sou contra o pastor viver integralmente da igreja, receber salário e tal, quero dizer somente que conheço casos de pastores que tem empregos normais, e que pastoreiam (muito bem por sinal) as suas igrejas. Devido as estes casos que conheci, às vezes chego a pensar que esta é a situação ideal, já que o pastor dedica seu tempo por amor, sem contrapartida financeira. Esta é uma percepção que tenho, não é uma posição definitiva minha, teria que aprofundar melhor o raciocínio para teorizar melhor sobre isso. Respeito os pastores (os sérios, pelo menos) que se dedicam integralmente e recebem por isso.

Quanto às perguntas, vamos lá:

1 - Sim. Caso contrário corre-se este risco:


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2 - Sim. Porém acredito que esse "chamado" não precisa ser algo sobrenatural, com anjos aparecendo com trombetas reluzentes e Deus usando os "profetas" para dizer: Eis que te chamo, servo meu... (tirando o exagero dos anjos, já vi, e já passei por isso várias vezes). Acredito sim que a pessoa nasce com caracteristicas como capacidade de ensino, preocupação com o próximo, oratória etc.

3 - Em casos de dedicação integral, acho que sim. mas acho que remunerados é uma coisa, enriquecidos é outra...

4 - É o correto. Garante aposentadoria, entre outros benefícios.
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marlos_bass
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MensagemEnviada: 24-04-2010 1:56 pm Responder com Citação

Fealings escreveu:

O que vem a ser um "PJ"? Rolling Eyes


Só esclarecendo, enquanto o Ezequiel não aparece...

PJ é Pessoa Jurídica. Uma pessoa que trabalha em regime PJ em vez de ter sua carteira assinada, tem que abrir uma empresa, obter um número de CNPJ e, no caso, emitir nota fiscal de prestação de serviços para que a igreja contabilize o gasto com o pagamento do salário do pastor.
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lazaromaxuel
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MensagemEnviada: 24-04-2010 2:40 pm Responder com Citação

Bem, quanto ao fato de ser pastor é preciso sim ter vocação.

Quanto a todo mundo querer ser pastor o resultado tá ai... acho que nem preciso postar matérias aqui...rsrsrs

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Fealings
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MensagemEnviada: 25-04-2010 10:22 am Responder com Citação

marlos_bass escreveu:
Fealings escreveu:

O que vem a ser um "PJ"? Rolling Eyes


Só esclarecendo, enquanto o Ezequiel não aparece...

PJ é Pessoa Jurídica. Uma pessoa que trabalha em regime PJ em vez de ter sua carteira assinada, tem que abrir uma empresa, obter um número de CNPJ e, no caso, emitir nota fiscal de prestação de serviços para que a igreja contabilize o gasto com o pagamento do salário do pastor.


Obrigado! ("Nossa senhora dos gospels"! Viagei geral. Juro que pensei que fosse alguma zoação. Laughing )

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marlos_bass
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MensagemEnviada: 26-04-2010 12:34 am Responder com Citação

Texto interessante, acabei de ler no site Cristianismo Criativo.

Citação:
Demitiram o meu Pastor... e agora?

O pastor da minha igreja é alguém de quem eu gosto muito. Certo dia, fui surpreendido com a notícia de que ele fora demitido das suas funções, o que me levou a perguntar: Mas, por quê? Foi quando um amigo, que é da liderança, passou a me contar com detalhes...

“Na realidade, nem sabemos bem como explicar todo esse processo. Ao mesmo tempo em que nos sentimos frustrados com o desenrolar dos acontecimentos, por ser ele uma pessoa que aparenta não ter sequer um defeito, temos a sensação do dever cumprido por observarmos que ele nunca iria preencher o perfil exigido para a função de pastor da nossa igreja. Se nos relacionamentos ele é uma pessoa nota “mais que mil”, em muitas outras áreas ele deixa a desejar. E o pior é que observamos não se tratar de incompetência, mas de opção.

Acredito que a decisão de demiti-lo foi acertada no sentido de preservar a nossa igreja, afinal, somos seus guardiões, e, assim, tínhamos a responsabilidade de tomá-la o quanto antes.

Seu ministério conosco teve início de uma forma surpreendente. Estávamos sem pastor e a simples convivência com ele nos cativou de maneira tal que o seu reconhecimento à função tornou-se irresistível para nós. Foi quando descobrimos a nossa primeira divergência: enquanto achávamos de fundamental importância a sua confirmação nas funções eclesiásticas, de acordo com os nossos normativos, ele afirmava não ser necessário e até agia com certo desprezo. Mesmo assim, o seu pastoreio parecia ser indiscutível e unânime no seio da comunidade, o que entendemos como direcionamento de Deus. Terminamos abrindo mão – Que equívoco! Depois disso as coisas só pioraram. Há muito ele já vinha “pisando na bola” em várias situações, inclusive com a inversão de vários valores.

Ao invés do púlpito, ele preferia estar à mesa. Desejávamos ter um grande pregador para os nossos cultos públicos, e ele o era - na realidade - imbatível. No entanto, por várias vezes delegou a sua atribuição a outros, preferindo estar nas casas dos irmãos ou nos bares e restaurantes da vida, comendo e bebendo em meio a uma boa conversa. Segundo ele próprio, esse era o seu principal ministério: “a oportunidade de ensinar, aconselhar, encorajar, ouvir, chorar com os que choram,...” Quando perguntávamos por ele no meio da liderança, já havia até a resposta irônica: "deve estar por aí, de casa em casa, de mesa em mesa, de bar em bar".

Aliás, nessa coisa de viver comendo e bebendo com as pessoas, chegou a sentar-se com muita gente que não devia. O pior é que várias dessas pessoas se converteram e não vieram para a nossa igreja. Ele só pregava o arrependimento e não uma adesão comprometida conosco e com a nossa visão. É verdade que, desses, todos mudaram radicalmente seus comportamentos, alguns abriram trabalhos sociais, passaram a promover reuniões caseiras ou, em seus ambientes de trabalho, tornaram-se intensos evangelistas. Muitos se reconciliaram com pessoas a quem tinham ofendido, pediram perdão, pagaram dívidas; mas só isso, apenas isso.

Aos invés de solenidades, ele preferia o informal. Facilmente abria mão de reuniões, cultos e até rituais fundamentais, como por exemplo, o batismo. Nunca batizou ninguém. Enquanto achávamos ser sua responsabilidade tal ordenança, ele delegava sempre aos outros, ensinando que todos, como sacerdotes, podiam fazê-lo em nome do Pai, do Filho e do Espírito. O mesmo acontecia com muitas outras atividades que julgamos pertencerem apenas àqueles investidos da autoridade pastoral. Na ministração da ceia, nunca se opôs à participação das crianças, nem exigiu o pré-requisito de ser membro da nossa igreja. Na verdade, nunca estabeleceu critérios tanto para a participação quanto para a ministração. Apenas encorajava uma busca por comunhão entre os irmãos e reconciliação com Deus, mediante o arrependimento, e o conseqüente comer do pão e beber do cálice. Há quem diga que ele instruía a celebração da ceia, independente do dia e do local, e não apenas no templo.

Quando resolvemos votar uma remuneração pelos seus serviços prestados, outra vez nos decepcionamos. Esperávamos negociar um valor, enquanto para ele qualquer oferta valia. Desejávamos ter um bom administrador, mas parece que ele não sabia sequer administrar os seus próprios bens. Bastava encontrar alguém necessitando de alguma coisa para, de imediato, fazer uma doação. Internamente lutamos muito com isso, pois sempre procuramos lhe pagar bem, um bom salário, digno de um executivo de alto nível, o top da nossa sociedade. Mesmo assim ele nunca comprou sequer um carro. Já pensou? Andando sempre de carona? Isso não fica bem para um pastor. Queira ou não ele é nosso representante, atuando em nome da nossa institutição perante a sociedade. Mas parece que ele não liga muito pra isso. Além de não ter um carro digno de um homem de Deus, nunca quis morar num dos bairros mais chiques da cidade e nem vestir as roupas de algumas das principais lojas como lhe aconselhamos. Você sabe que isso é fundamental para se penetrar na sociedade!

Pessoalmente eu fiquei muito triste, pois no seu aniversário, eu mesmo lhe dei uma camisa de grife e logo depois a vi sendo usada por aquele “João ninguém desempregado” no dia do casamento da sua filha. Até reconheço que ele abençoou o irmão numa ocasião tão significante, mas ele não podia ter feito isso. Eu lhe dei aquela camisa e esperava vê-lo pregando com ela no dia do aniversário da igreja.

Foi exatamente aí a gota d´água. Justamente no dia da celebração do aniversário da igreja ele pediu licença para ausentar-se, a fim de estar com a família do seu amigo Lazaroni, que havia morrido. Questionado, chegou a sugerir que não houvesse a reunião e que todos fossem com ele. Foi uma total decepção para nós da liderança. Quase não acreditamos. Estava tudo planejado para ele pregar naquela noite com vistas à presidência da nossa denominação e da Associação de pastores da cidade. Tudo indicava que ele nem pensava nesse tipo de influência. Mesmo nas poucas reuniões administrativas que participou praticamente obrigado, nunca sequer opinou sobre as nossas estruturas, metas e ações do planejamento estratégico e nem mesmo quanto as questões litúrgicas. Ao sair, ainda lembrou-se do que sempre ensinava: melhor é freqüentar funerais do que festas.

Aqui para nós, ele sempre perdeu muito tempo com as pessoas, ao invés de priorizar as atividades pertinentes as suas funções, tão necessárias à vida da igreja.

Depois dessa tamanha decepção, começamos a enxergar a sua inadequação por não preencher alguns dos principais requisitos do perfil que sempre traçamos para os candidatos a pastores da nossa amada igreja: ele é solteiro, com menos de cinco anos de exercício no ministério, e não possui formação teológica. Só assim conseguimos convencer a maior parte da igreja a nos apoiar nessa decisão. Acertadamente o substituímos por um doutor em divindade, além de mestre em espiritualidade no antigo e novo testamentos, e também bacharel pelo nosso seminário.

Depois que ele saiu, confesso que fiquei inicialmente um pouco preocupado com o seu sustento, mas logo lembrei que ele possui outra profissão: é marceneiro. Certamente se dará bem. Quanto aos irmãos, na realidade, muitos estão pensando como eu. Quando necessitarmos de um amigo verdadeiro é só convidá-lo para um bom bate-papo regado a um bom vinho em torno de uma saborosa refeição.

Ao final de toda essa explicação, descobri algo maravilhoso e libertador: definitivamente essa não é a minha igreja e Ele continua sendo o meu pastor.

(Qualquer semelhança desta ficção com a vida eclesial dita "normal" não é mera coincidência. Desejo promover uma reflexão sobre o que Jesus possivelmente abominaria em nosso meio).



Augusto Guedes reside em Fortaleza-CE, onde tem procurado exercer ministério na vida comum, trabalhando no mercado imobiliário, freqüentando uma comunidade de discípulos, atuando no Instituto Ser Adorador e vivendo com sua esposa, filhas, amigos e irmãos
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Fealings
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MensagemEnviada: 26-04-2010 2:57 pm Responder com Citação

É, meu caro Marlos. Certamente Jesus não se enquadra no perfil ideal para pastores determinado por algumas denominações Brasil afora. O que não falta hoje no seguimento eclesiástico cristão são "Laodicéias", ocultas nos mais criativos e, alguma vezes, pomposos nomes. Rolling Eyes

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MensagemEnviada: 26-04-2010 5:08 pm Responder com Citação

Fealings escreveu:
ezequielmc escreveu:
Minhas perguntas são:
1) É necessário estudar para ser pastor?
De preferência, mas depende do caso.
2) Para ser pastor basta ter o chamado?
Depende do caso.


Da pra você explicar o "depende do caso", Ezequiel? Wink

Tem caso que o Pastor é alguém que tem real conhecimento da Bíblia e um relacionamento muito intimo com Deus.
Na minha opiniao, seria bom o cara ter no mínimo um segundo grau (nao pela questao do estudo, mas questao de saber pensar)
Tem caso q não tem como o pastor ter algo além do chamado.

Fealings escreveu:

ezequielmc escreveu:
3) É certo pastores serem remunerados?
Não sendo nenhum exagero, e for pastor de verdade, sim.


O que você define ou caracteriza que seja "um exagero"? E, o que é ser um "pastor de verdade" pra você? Confused

O salário tem q ser algo q o cara possa viver bem. nada de mto luxo, nada de necessidades, e q possa se dedicar exclusivamente (de preferencia) a "carreira" de pastor.

Pastor de verdade pra mim é aquele cara que se dedica a igreja, sempre q possivel está disponível para ajudar os membros... que seja um líder e nao apenas um pregador de domingo... (ah e q nao tenha outro emprego, se tiver outro emprego, q tenha apenas uma ajuda de custos relacionados a igreja)

Fealings escreveu:

ezequielmc escreveu:
4) É certo pastor ter a carteira assinada como sendo um funcionário da igreja?
Sim. Quer que seja PJ? Razz


O que vem a ser um "PJ"? Rolling Eyes


o marlos ja respondeu Very Happy


resumindo: não creio que possa existir a carreira profissional de pastor.
mas o Pastor q se dedicar exclusivamente a igreja tem q ser funcionario da mesma.

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MensagemEnviada: 08-08-2010 1:29 pm Responder com Citação

Tem horas que seria bom ter um perfil fake pra postar certas coisas, mas enfim...

Tenho um amigo muito querido que é um grande músico, grande guitarrista, grande tecladista, compositor talentoso e que até pouco tempo atrás liderava o ministério de Louvor de uma das principais igrejas de Curitiba. Esse cara sempre se mostrava muito empolgado com esse Ministério, sempre topava qualquer desafio, foi um dos condutores na gravação de um dos CDs deste Ministério. Enfim, o cara acreditava muito naquilo tudo, inclusive esse cara é um dos que mais tem me dado força neste período em que estou “desigrejado”.

Acontece que mesmo com um talento muito grande para a música, profissionalmente esse cara sempre teve dificuldades, nunca se firmou muito bem em nenhum ramo, e como casou recentemente, esse lado começou a pesar um pouco mais.

Recentemente recebi um e-mail desse amigo dizendo que estava de mudança para uma cidade do interior do PR, estranhei um pouco o fato e como eu viajo bastante aconteceu de eu ir justamente para a cidade onde ele está agora e resolvi fazer-lhe uma visita.

Conversei bastante com esse cara, e embora algumas coisas tenham ficado apenas nas entrelinhas, saí da casa dele com a nítida impressão de que ele está buscando o pastorado como saída profissional. O pai dele é pastor há muitos anos, e ele está estudando Teologia para assumir o cargo de pastor auxiliar e trabalhar junto com o pai seu pai.

Toda a vivacidade que sempre vi nele, toda a busca por desafios se perdeu um pouco, percebi um cara conformado e buscando uma forma de se estabilizar.

Não gostaria de fazer nenhum julgamento nem acusação. Não posso dizer que não é certo buscar no pastorado uma saída profissional, também não posso dizer que ele não tenha o “chamado” para ser pastor, e de repente despertou para este chamado.

Posso dizer apenas que fiquei meio triste com esta situação. Decepcionado, de certa forma.
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MensagemEnviada: 08-08-2010 5:37 pm Responder com Citação

Mas você acha que ele tinha o dom de cuidar de pessoas? Pastoreado é um dom, aquele que se importa com os outros, gosta de ensinar, gosta de visitar e conversar tem o dom pra ser pastor!

Eu já estou com a história contraria do seu amigo, me dou muito bem profissionalmente e tem alguns insistindo pra eu começar a pastorear (apesar de já ter um pequeno grupo há quase 3 anos)... Mas acredito que Deus me quer no mercado de trabalho por uns tempos...

Estudar teologia e ler muito também são duas coisas importantes!
marlos_bass escreveu:
Tem horas que seria bom ter um perfil fake pra postar certas coisas, mas enfim...

Tenho um amigo muito querido que é um grande músico, grande guitarrista, grande tecladista, compositor talentoso e que até pouco tempo atrás liderava o ministério de Louvor de uma das principais igrejas de Curitiba. Esse cara sempre se mostrava muito empolgado com esse Ministério, sempre topava qualquer desafio, foi um dos condutores na gravação de um dos CDs deste Ministério. Enfim, o cara acreditava muito naquilo tudo, inclusive esse cara é um dos que mais tem me dado força neste período em que estou “desigrejado”.

Acontece que mesmo com um talento muito grande para a música, profissionalmente esse cara sempre teve dificuldades, nunca se firmou muito bem em nenhum ramo, e como casou recentemente, esse lado começou a pesar um pouco mais.

Recentemente recebi um e-mail desse amigo dizendo que estava de mudança para uma cidade do interior do PR, estranhei um pouco o fato e como eu viajo bastante aconteceu de eu ir justamente para a cidade onde ele está agora e resolvi fazer-lhe uma visita.

Conversei bastante com esse cara, e embora algumas coisas tenham ficado apenas nas entrelinhas, saí da casa dele com a nítida impressão de que ele está buscando o pastorado como saída profissional. O pai dele é pastor há muitos anos, e ele está estudando Teologia para assumir o cargo de pastor auxiliar e trabalhar junto com o pai seu pai.

Toda a vivacidade que sempre vi nele, toda a busca por desafios se perdeu um pouco, percebi um cara conformado e buscando uma forma de se estabilizar.

Não gostaria de fazer nenhum julgamento nem acusação. Não posso dizer que não é certo buscar no pastorado uma saída profissional, também não posso dizer que ele não tenha o “chamado” para ser pastor, e de repente despertou para este chamado.

Posso dizer apenas que fiquei meio triste com esta situação. Decepcionado, de certa forma.

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marlos_bass
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MensagemEnviada: 09-08-2010 12:47 am Responder com Citação

vepo escreveu:
Mas você acha que ele tinha o dom de cuidar de pessoas? Pastoreado é um dom, aquele que se importa com os outros, gosta de ensinar, gosta de visitar e conversar tem o dom pra ser pastor!

Eu já estou com a história contraria do seu amigo, me dou muito bem profissionalmente e tem alguns insistindo pra eu começar a pastorear (apesar de já ter um pequeno grupo há quase 3 anos)... Mas acredito que Deus me quer no mercado de trabalho por uns tempos...

Estudar teologia e ler muito também são duas coisas importantes!


Na verdade ele faz mais o tipo músico introspectivo, aquele que fica horas tirando um som sozinho... embora ele tenha melhorado nesse aspecto nos últimos anos, não perdeu totalmente essa característica.
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BragaJ2
Assíduo
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MensagemEnviada: 20-08-2010 12:35 am Responder com Citação

Pra ser pastor é inprescindível ter vocação.
A formação é essencial para um bom ministério.
A profissionalização é um complemento necessário para uma boa atuação no ministério.

_________________
Com fé se transpõe montanhas.
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Meu Dot


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