Eu sei que a China não é o Brasil, e a maioria da galera daqui era muito jovem ou nem tinha nascido na época, mas não menosprezem o poder de vestir roupa de uma determinada cor.
Em agosto de 1992, o Collor, animado por uma turma de taxistas que estavam no Palácio do Planalto pra conseguir financiamento a juros baixos, pediu pra todo mundo sair de verde-e-amarelo na rua no domingo seguinte (notícia da Folha da época clicando
aqui). Resultado: todo mundo combinou sair de preto (eu inclusive

), o povão foi às ruas e o Collor levou o
impeachment na cabeça um mês depois. No ano passado, em entrevista ao
G1, ele reconheceu que esse foi o seu grande erro estratégico:
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G1 - O senhor disse que governava com apoio da população. Mas, em 92, o senhor chamou a população para ir às ruas de verde-amarelo, mas as pessoas responderam com roupas pretas...
Collor - Foi um erro terrível. Um erro de avaliação. Naquele instante, eu estava saturado, não conseguia governar como gostaria. Falei aquilo num encontro com taxistas no Palácio do Planalto. E eu havia dito ao chefe do cerimonial que não falaria naquele dia. E assim foi feito. E fui para o elevador. E os taxistas começaram: ‘presidente Collor, vamos falar’. Eu não queria porque sabia que não conseguiria me conter. E alguns deles estavam com umas fitinhas verde-amarelas, e eu falei: nos próximo domingo, vamos sair às ruas de verde-amarelo. E aconteceu justamente o contrário: no domingo, as pessoas saíram vestidas de preto.
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