Resenha: Aeroilis - Nada Mais Além

Publicada por RenatoCavallera em 30 de Maio de 2010 às 19:16:23 na categoria Reviews de CDs

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Por: Ederson Reis 

Eu me lembro da primeira vez que ouvi Aerolis. Foi uma coisa tão impactante que comecei a mostrar e compartilhar minha nova "descoberta" com todo mundo que conhecia. Juntamente com Aerolis, diversas bandas estavam "pipocando", trazendo uma proposta alternativa àquela, de certa forma, imposta pelo mundo gospel. Bandas independentes que faziam arte ao invés de comércio. Bandas como Acesso, Fábio Sampaio, Golgotha, Arterial e etc...

Aeroilis ja apresentava uma sonoridade de muita qualidade, tanto nas gravações quanto nos arranjos e composições, coisa difícil de se ver no mundo cristão sem o apoio de uma gravadora. Era a internet e a tecnologia nos ajudando a produzir e distribuir este tipo de material num valor muito mais baixo, permitindo a independência dos talentos brasileiros, nos libertando das gravadoras e seus portfólios limitados.

Aliás, a internet sempre teve um papel muito importante na carreira da banda Aeroilis. Se não fosse pela proliferação de suas músicas pela rede, dificilmente a banda teria chegado a assinar um contrato com a gravadora Bom Pastor para a prensagem de seu primeiro disco, lançado anteriormente de forma independente. Dificilmente a banda teria feito shows pelo Brasil ou feito o show de abertura para o cantor Michael W. Smith no estádio Serra Dourada para cerca de 15 mil pessoas, quebrando barreiras e chegando onde nenhuma banda independente havia chegado antes.

Talvez por isso eles tenham escolhido lançar seu mais novo trabalho, "Nada Mais Além", de graça na internet para download. Basta acessar o site da banda e baixar o disco!

Foram cerca de 3 anos na produção deste novo trabalho, e como todo segundo disco, gerou muito espectativa. Lançar o segundo disco é sempre um desafio, ainda mais depois de ter lançado um primeiro trabalho tão elogiado. Mas todo o tempo de espera valeu a pena. "Nada mais além" é um disco cheio de belíssimas melodias e garante o lugar de destaque da banda Aeroilis na minha biblioteca de discos.

Na primeira vez que ouvi o disco, confesso que fiquei desapontado. Sentia falta de alguma coisa e embora o primeiro disco não seja recheado de guitarras, achei que este novo disco poderia ter mais guitarras. Mas foi só ouvir mais uma vez, mais outra e aos poucos absorvi toda a beleza das melodias e arranjos. Cada faixa traz características peculiares e arranjos belíssimos.

Em geral, são baladas, assim como no primeiro disco, mas agora podemos enxergar uma identidade da banda ao longo de todas as faixas, algo característico da banda Aeroilis que se coloca de forma ímpar, dispensando comparações. Destaque para os arranjos vocais que estão muito bonitos.

O fato é que não temos como escolher 2 ou 3 faixas como destaque. Cada faixa poderia ser facilmente um single e são todas ótimas, mas para comentar algumas delas gostaria de destacar "Não Importa Mais", que pra mim é a faixa mais bela do disco, uma letra sensacional e uma lindíssima melodia.

"Seguirei" é outra faixa muito legal, com uma levada mais "up-beat". "Pax Inflamo" e "Tão Perto" são musicas com um ar transcendental, muito belas e animadoras.

A música que da título ao disco é a última. Uma faixa animada e perfeita para fechar o trabalho com chave de ouro. Os conteúdos das músicas você vai poder conferir sem maiores problemas, é só baixar o disco. Mas a banda Aeroilis consegue criar lindas poesias com uma mensagem positiva, relevante, fruto de corações que conhecem a verdadeira paz de Deus.

Baixe o disco Nada Mais Além do Aeroilis na integra e de graça aqui.

Por: Ederson Reis 

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Resenha: Show do P.O.D. no Rio de Janeiro

Publicada por moreiraum em 17 de Abril de 2010 às 09:39:45 na categoria Reviews de CDs

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Em sua primeira apresentação no Rio de Janeiro, Sony Sandoval e companhia agradaram (e muito) os ouvidos cariocas, até mesmo porque o local do show fez reunir os que são realmente fãs da banda, já que o local do evento foi no clube Mauá em São Gonçalo (cidade da região Metropolitana do Rio de Janeiro - é a terra do AS). Uma observação interessante é que este mesmo clube recebeu a última visita do Bride em terras fluminenses, que foi em 2004.

A noite começou com um atraso de 2 horas, e quando o portão foi aberto, os músicos das bandas da abertura ainda estavam arrumando o som, e mesmo assim em muitos momentos deixou a desejar.

Quem abriu a noite foi a banda "Judas, o Outro" (http://portaljudasooutro.blogspot.com), cujo o baterista Walter Lopes é conhecido por ter tocado nos primórdios do Oficina G3. Eles tocaram as músicas do CD (com o mesmo nome da banda), com destaque para "Fobia" (que agitou bem a platéia, já que não conhecia bem a a banda). Antes de passarem o microfone, tocaram “God Gave Rock N’Roll To You” (do Kiss) junto com o vocalista Shuck, do Skin Culture.

Depois da troca dos músicos, entra em ação, então, Skin Culture (www.myspace.com/skinculturetribal), com uma pegada mais "tipo" Sepultura, e fizeram o pessoal pular muito. Também pouco conhecida dos cariocas, ganharam a simpatia da plateia com o contato direto com as pessoas (antes e após a apresentação, seus integrantes circulavam e tiravam fotos entre a multidão), e não perderam o ritmo mesmo depois de um apagão que aconteceu no clube que, felizmente, durou poucos momentos.

Com ansiedade à flor-da-pele da galera, P.O.D. finalmente entra em cena com "Boom" (a entrada quase foi um fiasco por causa da última falha do microfone) e faz "geral" sair do chão. O show segue com vários clássicos e Sony de tão perto da plateia, "perdeu" o boné para um fã descontrolado. Ele seguiu o show, mas pediu de volta o boné, e recebeu uma "chuva" de bonés vindos da plateia. Sempre chamando-a de "família", arranhando o português agradecendo a presença, jogando água e garrafas, Sony deixou uma ótima impressão sobre seu caráter cristão. 

Logo depois de cantar "Lights Out" ele pegou uma bandeira do Brasil e sempre a usava, como se estivesse orando pelo país; também fez um alvoroço quando aceitou uma camisa do Flamengo.

Cantando "Without Jah Nothin’" ele levou todos à loucura: "I want see you crazy!!". Como de costume em shows, a banda no final se retirou do palco e daí todos cantarolaram o refrão de "Alive"; então a banda retornou ao som de Celestial conduzido pelo guitarrista Marcos, foi quando o Sony fez um momento de oração e finalizou com "Sattelite" e "Freedom".

Segue o set list: Set It Off, Addicted, Lights Out, Lie Down, Southtown, Hollywood, Kaliforn-eye-a, I’ll Be Ready, Youth of the Nation, Without Jah Nothin’, Image, Shine With Me, Alive, Celestial, Sattelite e Freedom .

 

Por Moreiraum Risadinha. 

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RESENHA: Thousand Foot Krutch - Welcome To The Masquerade

Publicada por RenatoCavallera em 23 de Dezembro de 2009 às 16:58:42 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Thousand Foot Krutch se consagra como um dos grandes nomes da musica cristã dos últimos anos. Canadenses que conquistaram admiração americana com estilo próprio, Hardrock/NuMetal com identidade, e sem manias que ultimamente estão afundando com o estilo.

Falando de sua história, todos os álbuns lançados são reflexos de trabalhos árduos e concisos de produção, assim, desde 2003 (quando seu trabalho passou a ser reconhecido) o grupo tem um compromisso em ser o que realmente querem ser, conseqüentemente, The Art of Breaking (2005) e The Flame in All of Us (2007) são considerados marcos de aprimoramento musical e artístico do grupo.

Welcome To The Masquerade é o sexto trabalho, lançado em setembro de 2009, era um dos discos mais aguardados do ano, tendo em vista a repercussão positiva de seus antecessores. Assim, de certa forma no disco não houve exageros, ou seja, colocaram faixas capazes de animar e empolgar seus fans e fortificar ainda mais o nome do grupo, afastando o momento “enjoativo” do cenário musical que estão inseridos.

Percebe-se riff’s característicos da guitarra, vocais agressivos para acompanhá-los e momentos líricos empolgantes e de fácil aceitação. A faixa “Fire It Up” prova realmente ser uma das melhores trilhas executadas no disco, rápida, um momento único de um grupo quase completo, consolidando material único.

As trilhas dão um sentimento de já esperado ou presumidas batidas, contudo, o conjunto foi capaz de impor respeito e tornar-se completo, por isso, “Bring Me To Life” teve um desempenho completo na produção, não foge a regra de outras canções do grupo, mas agrada.

Se buscar entender o que o disco trouxe de relevante e de novidade não achará nada, contudo, o mercado não tem oferecido nada melhor. Nisto colocamos Welcome To The Masquerade como uma compilação que valerá a pena adquirir como diversão.

Por Ederson dos Reis

Sugestões: ed19br@gmail.com

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RESENHA: A volta do Fruto Sagrado aos palcos

Publicada por RenatoCavallera em 04 de Dezembro de 2009 às 20:54:39 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Na estréia de Vanjor, Fruto Sagrado celebra seus 20 anos e a nova fase, movida pela energia do novo vocalista.

“É incrível como de tempos em tempos Deus move alguma coisa no nosso meio. Hoje, aqui em Vitória, começamos uma nova fase”. Bem mais que abrir o show do Fruto Sagrado, no último dia 21, em Vitória, a confissão do baterista Sylas Jr, soou — por que não? –, perfeita para definir o estado de espírito da banda, que completa 20 anos em 2009. Eles estão mudados? À parte a entrada de Vanjor nos vocais, nem tanto. O repertório permanece basicamente o mesmo dos últimos anos, com músicas dos dois últimos CDs, Distorção e O que na verdade somos. Sylas e Bene Maldonado estão seguros como sempre e bem acompanhados pelo tecladista Daniel Tinoco e pelo baixista Marcos Quarterolli. Renovados, talvez, seja o melhor adjetivo pra se usar. A estréia do novo frontman parece ter feito a banda voltar no tempo, e no bom sentido da expressão. Bene, mais solto, agora divide as distorções com o novo vocalista, que apesar do nervosismo de sua primeira apresentação, deu ao fruto a verve garageira que muitos perdem no meio do caminho. “Sabíamos que a entrada de um novo elemento traria uma série de desdobramentos que não poderíamos prever”, explicou Bene, para completar: “A entrada do Vanjor, até pelo fato de ele também ser guitarrista, nos possibilita fazer um rock mais cru e fluido. Eu e Sylas estamos mais livres e entrosados também”.

Mas vamos falar do show. Já passava das 21h e as cortinas do Teatro do Ifes ainda estavam fechadas quando Vanjor entoou os primeiros versos de “O que na verdade somos”. Foi a senha para que o público, formado por 400 convidados, se levantasse da cadeira e formasse um coro em uníssono. E “o que se vê quando se vê” o novo vocal é um garoto de 20 anos, com o que isso tem de melhor. O timbre de voz, ainda cru, é compensado com empolgação de sobra. Nessa toada vieram a pesada ‘Sanguessuga’, ‘Diferente dos Anjos’ e ‘Superman’. Sylas, Bene e Vanjor sabem bem que não são super-heróis, mas nem por isso abandonaram a característica que fez do Fruto uma das grandes bandas de rock do Brasil: a contestação. Depois de “Ninguém me encontrará entre os fracos”, vieram críticas aos ‘ismos’ da sociedade, com “Sangue de Abel” e uma reflexão sobre questões sociais com a ótima “Uma noite de paz”. Nas primeiras cadeiras, um público ainda de pé cantou o ‘Feliz Natal’ em coro aos quatro ventos. Vanjor não conseguia disfarçar o encantamento e deixou o refrão ser cantado somente pelo público. Depois disso ainda vieram “Não quero mais acordar assim” e “a Volta dos que não foram”. Foi o final perfeito para o pocket show, ainda que o público tenha pedido o bis, que não veio. Já fora do teatro, o grupo ainda atendeu a todos com a disposição juvenil de que parecia fazer seu primeiro show. Não deixa de ser verdade. A despeito das desconfianças motivadas pela saída de Marcão, o Fruto está de volta, vivo. Contestador como sempre e garageiro como nunca. Pronto, quem sabe, para mais 20 anos de estrada.


Texto: Luiz Alberto Rasseli

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RESENHA: Leeland - Love Is On The Move

Publicada por RenatoCavallera em 13 de Novembro de 2009 às 17:02:40 na categoria Reviews de CDs

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Leeland se lançou em 2004 e imediatamente se destacou por sua influência do rock progressivo britânico, a qual foi muito comparada com Coldplay e Keane, já tem dois álbuns lançados, indicações ao Grammy e ao Dove Awards e uma reputação de um rock de adoração emocionante, retorna ao mainstream com seu terceiro álbum trazendo paixão, convicção, honestidade e muito crescimento.

Desde o Sound of Melodies (2006), espero por um som realmente cativante e encantador dos caras. Nada contra o Opposite Way (2008), pelo contrário. Pode-se dizer que a banda se moveu para a direção do rock com esse álbum. Eles “cimentaram o seu som” com seu segundo lançamento, tendo o mesmo som “energético e melódico” que o primeiro álbum. Mas ainda assim eu preferia o Sound Of Melodies.

Quando finalmente ouvi o Love Is On The Move, terceiro álbum de estúdio da banda, me encantei. É impressionante como, a cada álbum, eles conseguem fazer um projeto incrível. E o mais incrível ainda é a voz do Leeland Mooring (pra quem ainda não sabe, a banda tem o nome do vocalista). O cara tem apenas 21 anos e mostra toda a sua competência musical nesse brilhante trabalho, mostrando que idade não é documento.

“The Door” abre o álbum e nos dá um refrão cativante. Com uma bela letra que mostra o que significa andar com Jesus, afinal Ele “é o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” [João 14:6]. A faixa empolga e deixa aquela sensação de “o que virá a seguir?”

A resposta está na segunda faixa, “Follow You”, que conta com a participação de Brandon Heath. A música mescla o lado rock do Leeland com o acústico do Brandon, deixando a música uma balada perfeita que faria muito sucesso em rádios. A canção apresenta uma mensagem interessantíssima sobre seguir a Cristo às casas dos necessitados, segui-Lo pelo mundo. E eles ainda dizem: “use as minhas mãos, use os meus pés para fazer com que venha o Teu reino para os cantos da terra, até que o Seu trabalho seja feito.”

“Via Dolorosa” é a aquela canção que retrata o sacrifício de Jesus. Ali, na Via Dolorosa, nossos pecados foram levados. É impressionante como Leeland (o vocalista) consegue colocar tanta paixão e gratidão em uma música. A faixa tem marcação constante de teclado que combinou perfeitamente com os demais instrumentos. Seguindo a mesma liguagem, a quarta faixa “Pure Bride” é apresentada. A canção retrata a vinda de Cristo por Sua noiva. Ela ainda nos exorta sobre o que fazemos quando ninguém está nos vendo. O backing vocal combinou maravilhosamente com a canção.

Agitando um pouco o álbum, a quinta faixa, “Carry Me On Your Back” mostra mais uma vez que ainda que tudo passe, a promessa do Senhor nunca falhará. Ela atesta para os momentos em que os heróis caem, as montanhas não duram, o mar está agitado e o fogo está queimando. Nesses momentos, podemos levantar a voz para o céu e dizer: “Jesus, me carregue em suas costas” e vemos o céu guerreando por nós. Leeland nos mostra o quanto é maravilhoso acordar nos braços de amor do Senhor.

Em “New Creation” nota-se bem a influência da música britânica no som do Leeland. É uma canção de celebração por podermos começar tudo novo a partir do momento que temos um relacionamento com Cristo, onde deixamos todas as coisas velhas e tudo se faz novo. “Lift Your Eyes Up”, a sétima faixa, fala que independente de onde você procurar, você jamais encontrará o tesouro que tem nos olhos do nosso Salvador. “Weak Man” traz novamente o agito da quinta faixa, mas com uma mensagem ainda mais profunda. A canção nos fala sobre sermos fracos enquanto Deus é forte.

Chegando à faixa-título do álbum, “Love Is On The Move”, temos uma música completamente suave que a princípio me desanimou, já que eu esperava algo mais da canção que dá nome ao álbum. Mas ouvindo pela segunda vez, percebi que sim, ela é impactante, e nos mostra o que a gente não pode imaginar o quanto Deus nos ama. E quando passamos a entender esse amor, ele muda as nossas vidas, muda o mundo. E independente de quanta raiva, ódio, violência e pecado nos rodeia, o amor de Deus liberta. Musicalmente, é bela e o vocal muito bem arranjado com os instrumentos.

“Learn To Love” é, talvez, a música mais pesada do álbum, e conta com presença forte da guitarra e bateria. Atenção para o backing vocal, que faz uma harmoniosa combinação com o vocal de Leeland, deixando a música envolvente. A canção nos exorta a aprender a amar, pois somos filhos de Deus.

A penúltima faixa do álbum, “Holy Spirit Have Your Way” é uma completa adoração ao Espírito de Deus. O ponto alto da canção não está apenas na belíssima letra, mas nos arranjos de voz e violino que a canção traz. A presença do instrumento clássico mesclado no coral, deixou a canção extremamente linda. Pena que é a faixa mais curta do álbum.

Finalizando o álbum, temos “My Jesus”, uma faixa-bonus. A canção faz uma comparação do que a mesma importância que água representa em nosso corpo, Jesus representa em nosso lado espiritual. A canção termina com uma adoração espontânea belíssima. A instrumentação é linda.

Love Is On The Move é um excelente álbum do Leeland. A banda é incrível e o álbum foi brilhantemente produzido com uma inacreditável intimidade e paixão nas músicas que mostra apenas o quanto eles tem amadurecido musicalmente como um grupo, na criatividade como compositores e espiritualmente como banda.

E mais uma vez, eu ressalto: apesar da pouca idade do vocalista (no primeiro álbum ele tinha apenas 17 anos), ele mostra que tem muita competência para o que faz, já que além de vocalista, é o principal compositor da banda. A impressionante como a voz dele fica melhor a cada álbum. Vale muito a pena conferir mais esse incrível projeto dessa banda que tem tudo pra continuar crescendo. É uma pena que não haja mais bandas como Leeland no cenário da música cristã e nem tantos que cantem com a mesma paixão de Leeland Mooring.

Por: It Sound Like 

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Análise: Memento Mori, o novo do Flyleaf

Publicada por RenatoCavallera em 22 de Outubro de 2009 às 19:37:07 na categoria Reviews de CDs

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A banda americana Flyleaf, que estava longe dos estúdios desde 2005, retorna à cena musical com Memento Mori. O primeiro single, “Again”, foi lançado em 25 de agosto. Para gravar esse novo álbum, o quinteto contou com ninguém menos que Howard Benson, que trabalhou com a banda no primeiro álbum, e também é conhecido por seu trabalho com Papa Roach, My Chemical Romance e The All-American Rejects (bandas não-cristãs).

Uma mistura abençoada de poderosas guitarras e altas melodias, Memento Mori é realçado pela agitação, pela melódica “Arise”, a trovoada de riffs em “Beautiful Bride”, a bem-sucedida “Missing” e a dinâmica e urgente “Set Apart This Dream”. Embora as canções tenham contado com a contribuição de todos os integrantes do grupo, Memento Mori apresenta um tema lírico que começa com uma espécie de mensagem pessoal urgente e esperançosa da vocalista Lacey Mosley para sua irmã adolescente. “Eu sinto que as novas canções começaram com uma espécie de carta aberta para minha irmã mais nova dizendo: ‘Por favor, não cometa os mesmos erros que eu’”, explica a pensativa e reflexiva Lacey. “Quando eu estou no palco e olho para a multidão, vejo minha irmã em muitos rostos. Com o título MEMENTO MORI, nós tomamos a sensação de dar um passo adiante que agora engloba muitos significados para o resto da banda; essencialmente aproveitar ao máximo todo o tempo que nos foi dado. Memento Mori é universal.”

O nome do álbum é uma expressão em latim que significa “lembra-te homem que morrerás um dia”. O propósito é lembrar as pessoas de sua própria mortalidade. De acordo com textos antigos, Memento Mori foi historicamente como uma espécie de ritual na Roma antiga quando um general vitorioso foi recebido de volta à cidade com um desfile: “atrás do general vitorioso estava um servo e ele tinha a tarefa de lembrar o general que, embora ele estivesse no auge hoje, amanhã era outro dia”. O servo fez isso dizendo ao general que ele deveria lembrar que ele era mortal, isto é, “Memento Mori”.

Confira abaixo o video do single “Again”:

 

This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.

 

Faixas:

1. Beautiful Bride
2. Again
3. Chasm
4. Missing
5. This Close
6. The Kind
7. In The Dark
8. Set Apart This Dream
9. Swept Away
10. Tiny Heart
11. Melting (interlude)
12. Treasure
13. Circle
14. Arise

Selo/Gravadora: Octone Records / A&M / Universal

Por: Its Sounds Like

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RESENHA: Skillet - Awake

Publicada por RenatoCavallera em 31 de Agosto de 2009 às 23:46:19 na categoria Reviews de CDs

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Skillet retorna ao cenário musical lançando em agosto de 2009 seu álbum de inéditas intitulado Awake, sendo um dos discos mais aguardados do ano. Assim, o grupo dispensa apresentações, diferentemente de muitas que apresentamos com resenhas. A única novidade é que houve uma mudança na bateria da banda, sai uma girl e entra outra. Sem diferenciação nas batidas, mas deixamos claro a preferência pela antecedente. 

Conseqüentemente, vem em nossas mentes a pergunta: E por que um disco tão aguardado não poderia corresponder ao esperado? A resposta seria óbvia, um grupo que se pautou em fazer discos bem produzidos e agressivos com canções coesas durante anos não poderia ser diferente, mas com o aguardado disco poderia ser melhor. Todavia, é apenas pensamento. 

Assim, a estória se repete. Uma banda que conquista espaço rapidamente (bem que poderíamos dizer que não, mas de conhecimento expressivo são apenas dois discos – Comatose e Collide) escorrega na nova empreitada, perde o foco e não consegue o destaque que os anteriores discos trouxeram. 

O peso no rock característico do disco Collide ficou abafado na vontade de ser mais aceitável (ou rudimentar) no cenário cristão, ou não? Canções melódicas, impróprias para um grupo compacto em hardrock, ou seja, demasia em ser agradável. 

As faixas “One Day Too Late”, “Its Not Me Its You”, “Forgiven”, apesar da participação das mulheres no vocal são absolutamente incompreensivas, com batidas fracas e sem intuito nenhum de ser degustadas. 

O disco inicia com “Hero” seguida pela faixa “Monster” – “…me sinto como um monstro..” - o que dá a impressão que seríamos arrebatados aos sons pesados do grupo ou até aproximar-se a isso, mas a gratidão não passou destas. Todo trabalho é mal produzido, sem “liga” não houve um empenho em fazer nada para ser apreciado por todos, é sem brio no melhor dos casos e sem interesse. A disposição das faixas é tão fragmentada que algumas canções desgastam a imaturidade da produção. 

Pensávamos que seríamos acordados, mas estamos em um sono profundo, Skillet foi incapaz de acordar nem um urso em hibernação (já que falamos de rock and roll que nunca dorme ou deixa alguém dormir). Entretanto, não afasta a possibilidade de adquirir os discos anteriores, e de serem lançados com sucesso no Brasil. 

Por Éderson dos Reis

Sugestões: ed19br@gmai.com

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RESENHA: Stryper - Murder by Pride

Publicada por RenatoCavallera em 17 de Julho de 2009 às 12:18:14 na categoria Reviews de CDs

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Por: Nícholas Fonseca

Play! Primeira faixa: “Eclipse of the Son”. Mas… que guitarra é essa?! Ramones? Green Day? Dogwood? Ufa... entrou a voz do Michael Sweet. E... esses acordes!? Onde estão os riffs e solos tradicionais do Stryper? Enfim, assim começa o novo e décimo primeiro disco de uma das mais importantes bandas do White Metal de grande sucesso nos anos 80 com seu estilo Hard Rock Poser, que conquistou paradas nas mais variadas rádios pelo mundo, canais de TV como a MTV e um público além do cristão.

No começo dos 90, a banda encerrou os trabalhos, mas, graças ao Bom louvado pelo Stryper, a banda voltou à estrada em 2000, para alegria dos fans. A (re)reunião gerou uma coletânea de greatest hits (2003) , um live (2004) e, em 2005, o primeiro de estúdio após o pause de uma década: o Reborn, que mostra a nova fase de Hard Rock “moderno” à lá Stryper. Ah, e em 2007 rolou o relançamento de uma demo gravada lá no princípio da carreia, quando a banda ainda se chamava Roxx Regime, no início dos 80.

A expectativa para um novo disco passou por nuances: a banda comemorou 25 anos de carreira; Michael Sweet saiu em turnê com a banda Boston, o que despertou mais a ânsia e curiosidade de lançamento para o álbum do Stryper; a esposa dele perdeu a luta contra o câncer de ovário; entre outros pontos negativos e positivos da carreira da banda e seus membros, o novo álbum, “Murder by Pride” ganha capa produzida por um brasileiro.



Voltando a faixa 1... é tem um solo e um momento com mais cara de Oz Fox -  guitarrista - lá pelos dois minutos de música.

Segunda faixa começa, com peso e um riff de guitarra um pouco mais elaborado, mas ainda instigando o ouvinte a querer mais da música “4 Leaf Clover”. O solo de guitarra, aos 2min e 20seg, agrada os ouvidos roqueiros e é seguido pelo refrão, tendo como base uma linha de baixo interessante de Tracy Ferrie e a batera de Kenny Aronoff – substituindo, no estúdio, o titular Robert Sweet. E o vocal, impecável como de costume. Com o apoio do backvocal característico de Fox, no refrão cantam “...No luck in a 4 Leaf Clover. There’s no life unless it’s Born And no death when it’s over.”

O primeiro single do disco vem na terceira faixa, a já conhecida cover da banda Boston “Peace of Mind”, com a participação de Tom Scholz, vocalista da banda. Nas cordas e baquetas dos Stryper, a música nos remete ao Hard Rock enérgico e para cima, umas das marcas dos anos 80. Algo que lembra Bon Jovi daquela época, mas com vocais totalmente “stryperianos”. A mensagem da música: “People livin' in competition, all I want is to have my peace of mind.”

Uma das baladas do disco vem na faixa 4, com a música “Alive”. Segue a fórmula clássica da banda: início com piano e voz nas primeiras estrofes; e no pré-refrão ou refrão, entra os demais instrumentos como a batera, baixo e a guitarra. Um belo violino ajuda a embalar o segundo momento da música. Michael Sweet sempre soube como compor bonitas – talvez pegajosas também – baladas, com estratégias na emoção colocada em cada acorde, estrofe, refrão, solo... Vide “Honestly” do disco “To Hell With the Devil” e “I Belive in You” do “In God We Trust”.

O bacana da faixa seguinte, “The Plan”, é a mensagem: “I want to be the man, the one I know You see. I want to live the plan, the one with You and me.” A música, bem… lembra a faixa 1.

A música título do álbum, “Murder by Pride” vem para saciar os que esperavam um pouco de “To Hell With the Devil” no álbum. Os primeiros acordes e riffs da faixa 6, nos levam para o ano de 1986 de Stryper. A essência que consagrou a banda é mesclada com o novo Hard Rock. “Gotta fight, gotta stop living a lie. Gotta fall, gotta lay down and die. Gotta stand and run to the other side. Gotta live or it’s Murder By Pride”, canta Sweet e Fox na potência de uma das melhores músicas do álbum.

As três faixas seguintes mostram outras características da banda para compor músicas (um pouco) menos distorcidas. “I Belive”, na faixa 7, é uma canção que o violão se apresenta e, a guitarra - um pouco distorcida -  acompanha no refrão e solo. Sem virtuosidades, é uma bela canção “moderna” do Stryper. Na faixa 8, a música “Run in You”, nos traz algo da banda ainda não ouvido. Totalmente fora do estilo Hard Rock, a música lembra algo de pop/rock alternativo dos anos 90 (ou não). Mesmo assim, vale a pena conferir uma das mais diferentes canções do disco. Seguindo nas músicas com um toque incomum, a “Love is Why” se apresenta na faixa 9, nos falando que “Love is why I live, Love is why I die. It’s what I give, and yet what I deny. It’s what I need, it’s how I will survive. Love Is Why. Love is patient, Love is Kind, Love - it has no pride, Love will wait forever, Love won’t hide.” – sem dúvidas, inspirado em I Coríntios, cap. 13 e verso 4.

O álbum encerra com três faixas do moderno rock que banda apresenta em “Reborn” e “Murder by Pride”. Faixa 10, “Mercy of Blame” e 11, “Everything”, são exemplos de como ser uma banda dos anos 80 que está de volta – mas repaginada – ao mercado do rock no século XXI. O disco fecha com a faixa “My Love (I’ll always show)”, que não passa a sensação de estarmos ouvindo a finaleira de um álbum do Stryper. Com guitarras características e um refrão... Hhmmm... um tanto peculiar ou incomum, digamos assim, o novo trabalho tem seu ‘the end’.

Podemos encontrar as raízes da banda, que se consagrou uma das pioneiras do “White Metal”, nas canções ouvidas neste novo trabalho e esperado por muitos, assim como, encontramos um Stryper diferente do costume. Há vocais agudos, rasgados, cristalinos, enfim, como Michael sabe fazer; guitarras vibrantes indo do metal para o rock um pouco mais sujo; linhas de baixo que caracterizam o novo membro da banda; e uma batera de pegada que logo se percebe, ou Robert Sweet mudou o estilo ou não é ele.

Por trazer uma miscelânea, ou seja, mesclas dos anos 80 com a nova visão de rock da banda e, como qualquer novo álbum de uma banda que fez –  e continua a fazer – história na música contemporânea, “Murder by Pride” vai agradar a muitos e, muito provavelmente, ser odiado por outros. Mas, é sempre valido conferir um novo trabalho de uma banda de peso como o STRYPER Isaiah 53:5.

Por: Nícholas Fonseca

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Primeiras impressões: MuteMath - Armistice

Publicada por RenatoCavallera em 09 de Julho de 2009 às 12:20:53 na categoria Reviews de CDs

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Tive a oportunidade de dar uma boa “orelhada” em mais duas faixas do tão aguardado novo cd do MuteMath, são elas “Valium” e a faixa título “Armistice”, dessas juntei com as já divulgadas “Spotlight”, “The Nerve” e “Clockwork”.

Ainda não ouvi todo o álbum apenas essas 5 músicas, mas já está bem explícito que o MuteMath está bem diferente do que foi conhecido no debut da banda. As músicas parecem ser uma mistura de Typical e Chaos, as mais famosas músicas do primeiro cd. A banda finalmente deixou de simplesmente ser um apanhado de referências de outras bandas e está criando uma identidade própria, o que até demorou para acontecer. O ápice disso com certeza é a faixa título, Armistice, que utiliza até da participação de uma banda de desfile (como essas de 7 de Setembro no Brasil) para fazer algo diferente, pena que não deu certo, já que a faixa é muito difícil de tragar.

O grande problema é que por ser uma mistura de Typical e Chaos o álbum parece não ter muita graça, são as mesmas batidas, mesmas estruturas, mesmas idéias... a banda mostra um lado que pouca gente achava que ela tinha: a falta de criatividade.

O MuteMath é famoso por seus clipes, seus shows e idéias, o que me leva a pensar que: será mesmo que é a criatividade deles nesse momento? Não seria um produtor, um diretor, uma agência de marketing ou algo parecido para dar aquele show de criatividade e – para alguns – “presepadas” na frente dos holofotes? Afinal, onde eles deveriam mostrar que realmente são criativos, que é na música, eles falharam estrondosamente. Vide o EP Spotlight classificado para alguns como “triste” e “decepcionante”.

O primeiro álbum já foi apenas cópia fiel de outras bandas antigas, agora o MuteMath apresenta uma seqüência de marketing, disco, eventos e novas “presepadas” antes de lançar o álbum, porque esse rodeio todo? Sendo que realmente do álbum novo só saiu aquele videocast mensal que eu classifiquei como inútil, aquele EP chato e essas músicas novas sem criatividade. Sim, o clipe de Spotlight ficou bem legal, assim como o clipe de Typical, mas e ai? Será que o clipe de The Nerve será tão igual ao de Spotlight como essa música é igual a outra?

Como disse no começo não ouvi o álbum todo, mas se as primeiras músicas divulgadas, aquelas para gerar um buzz para o trabalho, já demonstram a total falta de criatividade e força de Armistice, o que posso esperar das outras músicas, aquelas que são feitas apenas para completar o álbum?

Por: Renato Cavallera

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RESENHA: Emery - "...In Shallow Seas We Sail"

Publicada por RenatoCavallera em 29 de Junho de 2009 às 14:05:02 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Tudo começa em 2004, com o lançamento do disco “The Weak's End”, Emery introduz novo significado a música cristã e secular, juntamente com outros grupos como: My Chemical Romance. Sem posição firme de qual seria o seu ritmo nos tempos atuais, podemos assim, com a devida licença, incluí-los entre os emocore, post-hardrock, sreamrock, ou seja, as novas e modernas roupagens do rock.

Grupo já conhecido mundialmente Emery lança em 2009 um dos mais celebres discos do grupo, “...In Shallow Seas We Sail” com a poesia característica e o peso gradativo e potencial. Trilhas duras, misturadas com as melodias encantadoras e os poemas líricos tão significativos como outrora lemos em livros. É perfeitamente compreendido da primeira faixa até a ultima, a produção é digna de um conjunto único e dedicado a oferecer a todos um trabalho sem emendas.

“Cutthroat Collapse” demonstra a fidelidade das batidas e o interesse do grupo em ser potencialmente veloz em todo o disco, com vocais sem fuga da melodia, com os gritos um acompanhamento firme e vigoroso. Outra canção merecedora de todo o destaque é a faixa “Inside Our Skin” como a primeira faixa esta é ainda mais bem produzida, é uma trilha simples, contudo, destaca-se o interesse de transmitir a mensagem aos ouvintes “lembrando os cristãos não apenas em estar felizes na vida, mas fazer a vontade do Senhor”, ainda, impondo que estes devem se afastar do erro, sem tempo – “se Deus é bom, a seguir o que somos nós? Não há nenhuma planta sem uma semente”. Seguida de “...In Shallow Seas We Sail” que intitula o álbum é um ápice instrumental, com a viril imposição das guitarras e das edições tecnológicas, sem ser enjoativa e realmente viciante.

Emery assumiu os riscos de sua musicalidade no novo disco, foram impiedosos em aprimorar sua instrumentalidade, adaptando-se as formalidades do rock atual, mas ainda sim, mantiveram o vigor de seus antigos discos, as palavras colocadas em todo o disco foram a cena evidente, com um toque único que quem ouvir jamais esquecerá, sem as repetições desvairadas que deparamos em grupos que dizem ser os precursores do ritmo.

A maioria das trilhas move-se liricamente e ainda permanece atrativas, um ato de difícil realização, mas sem ser impossível para Emery, uma outra continuação surpreendente para estes que são os melhores no que fazem.

Vieram ao Brasil em 2008, mas ainda aguardamos que distribuidoras se interessem em trazer os discos do grupo, o que sem duvidas lhes trarão de volta e ainda venderão muito, pois tem mercado.  

Avaliação:

Por Éderson dos Reis
Sugestões – ed19br@gmail.com

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RESENHA: Grace, novo álbum do Tehilim

Publicada por RenatoCavallera em 18 de Maio de 2009 às 17:03:31 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Por: Renato Cavallera

Hoje em dia meio que já virou moda quebrar paradigmas dentro da música gospel, ainda bem, já que paradigmas são feitos para serem mesmo quebrados e dentro da música gospel significa deixar a criatividade fluir cada vez mais longe, superando o consumível pelas massas que respondem com clichês as mais variáveis frases prontas vomitadas nos palcos por artistas gospel, estes que são como pratos frios, aqueles congelados que se encontram em vários balcões no supermercado mais perto de sua casa. Qualquer um compra, põe no microondas e desfruta, é um sucesso não pela qualidade mas sim pela praticidade que atribui erroneamente a vida do comprador.

Hoje muitas pessoas pararam de olhar a música gospel a olho nu e colocaram óculos... em seus ouvidos. Quem procura música Cristã de verdade sabe onde encontrar e ali achará os mais variáveis estilos, pensamentos, expressões, certezas e incertezas e é nesta descrição que se encontra o Tehilim, que não bastando ser uma banda de música instrumental brasileira (ou seja, ignorada pelas massas) é uma banda cristã que toca rock pesado com influências de música celta. Quer mais incerteza que isso? Bom, a banda quis, e então gravou um álbum ao vivo... em estúdio.

Tehilim é a banda cristã mais diferenciada que já vi na vida, a idéia de exprimir o amor a Deus de uma forma instrumental quase nunca é bem feita no Brasil, onde a música instrumental se resume a playback de artistas da MK Music. Ricky (guitarra e violão) e Jackie (flautas) sabem muito bem como se expressar musicalmente, sabendo ir muito além de uma música sem vocal, o som do Tehilim é algo envolvente, realmente criativo e artístico, quando Ricky começa a cantar, você após se assustar, questiona: “precisa?”.

O fato de Grace ter sido gravado ao vivo reforça a vontade de fazer uma adoração realmente pura a Deus e não de fazer um arranjo que agrade a Deus e ao público, o que dificulta ainda mais o trabalho, pois Deus não é humano e sim Deus, ou seja, perfeito. Como fazer para agradar alguém que com certeza faria algo melhor que você? O Tehilim soube bem como contornar essa “adversidade” inserindo em suas músicas uma generosa porção de sinceridade e recheando abundantemente com amor, coisa que os industrializados alimentos enlatados não possuem, esses na verdade não creio que realmente alimentam quem irá “consumi-los”.

A graça deste novo álbum do Tehilim é que ele não me agrada por completo, pois a variedade de estilos inseridos neste trabalho vão muito além do primeiro álbum que se resumiu apenas ao rock, folk e celta, temos em Grace muito hard rock, temos country, temos indie, temos criatividade, um Tehilim mais direto ao ponto, mais verdadeiro, mais sincero! Talvez seja por isso que não se tenha uma percussão neste trabalho, caso não fosse bem executada poderia se tornar uma macumbada sem sentido. As guitarras não solam e sim se expressam verdadeiramente, sem os limites decretados por um produtor ou pelo público, Ricky apenas dá o seu melhor e ponto, criando um destaque bem maior para as cordas, um prato cheio para qualquer músico. As flautas, diferente do primeiro álbum, deixaram de ser o elemento surpresa, o que poderia tirar um pouco da diferenciação da banda, mas Jackie conseguiu superar isso ao tornar os elementos celtas um “algo a mais” e não apenas parte da banda, criando a beleza e fúria nos lugares certos e até nos inusitados também, e com a guitarra claramente influenciada pela música oitentista, criou uma atmosfera no mínimo diferente inserindo o ouvinte desde uma viagem só para uma floresta linda, a uma visita a uma garagem americana com cinco adolescentes no ano de 1987. Diferente, não? Eu chamaria de criativo.

O álbum em si tem um som diferente, a idéia de ser simples se apresenta antes da primeira nota da guitarra, ela está na capa que representa muito bem a Graça que este disco fala: uma cruz num campo verde. A simplicidade também é vista na falta de efeitos diferentes nas guitarras, no áudio da bateria que aparece bem separado dos demais instrumentos, no teclado executado da forma mais simplista possível e até mesmo na produção que escolheu encerrar algumas músicas de uma forma inusitada. É por isso que Grace não se compara com o primeiro álbum do Tehilim, são duas propostas bem diferentes, tanto no lado espiritual, quanto no lado técnico. Um exemplo disso é que no primeiro álbum era possível encontrar pelo menos 3 guitarras por música, neste por ser ao vivo só é possível encontrar uma e nem por isso as músicas perderam a qualidade, pois apenas frisou ainda mais a simplicidade que o álbum busca e a sinceridade que o álbum fala.

A simplicidade também está a vista quando você chega ao final do álbum e fecha os olhos, imaginando-se naquele campo verde, olhando a cruz e pensando no que ela representa: a coisa mais simples já feita, afinal foi criada com amor e sinceridade. A Graça de Deus é simples, é perfeita.

Por: Renato Cavallera

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No MySpace do Tehilim é possível conferir a nova música de trabalho: http://myspace.com/tehilimcelticrock
O site oficial é: www.Tehilim.com.br
Em breve o novo álbum já estará a disposição na CD Gospel Store, fique de olho.

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RESENHA - Jars of Clay: The Long Fall Back To The Earth

Publicada por RenatoCavallera em 24 de Abril de 2009 às 12:02:07 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Por Thiago Bomfim na Livraria do Thiago 

A crise não poupa nenhum dos que por esta terra passa. Para alguns, viver no meio de uma significa anular-se como pessoa e apenas se deitar num leito de angústia e dor. Noutra minoria os efeitos da crise são muito úteis no sentido de produzir exemplares excepcionais daquilo que chamamos arte.

Jars of Clay é uma banda que transita pela crise, fato que é transparente na sua produção. No turbilhão dos anos 90, década na qual Michael W. Smith tocava nos palcos perdendo pouco para as “másculas” performances de George Michael, os garotos de Illinois chegaram discretamente com o clássico Flood, contemporâneos a outras grandes promessas como Sixpence None the Richer e DC Talk.

Uma espécie de mensagem epicurista, divulgada principalmente pela doce voz de Leigh Nash do Sixpence, marca essa geração. Apregoa-se um viver alienado do que está a volta, uma música ideologicamente pobre, com pouco valor para as futuras discussões que Jars of Clay já iniciara discretamente nas suas canções. Diferenciar a mensagem de sua poesia, acredito, foi o que fez JOC durar até hoje, num processo evolutivo-qualitativo inquestionável. Diferente do Jars, as outras bandas fecharam as suas portas, com algumas tentativas de carreiras solo de sucesso duvidoso, salvo a exceção Toby Mac. Destaco que houve tentativas de volta do Sixpence na qual não vimos muito sucesso até agora.

É evidente que a banda de Dan Haseltine também compartilhou desse espírito carpe diem de sua geração. O maior expoente desse positivismo está no disco Who We Are Instead (2003).

Mas a crise sempre surge dos meios estáveis para inserir na calmaria o caos. E é exatamente isso o que acontece em momentos como Worlds Apart, incluída em um disco que, à primeira vista soa simples e político – Jars of Clay de 1995 - , mas que tem a sua harmonia quebrada por esta poesia que chega a lançar questões como “Did you really have to die for me?”, corajosamente questionando a outrora inquestionável crucificação.

Who We Are Instead é um marco do momento da carreira no qual a banda se desvencilha do pejorativo rótulo pop e expande seus domínios. Entretanto, mesmo sendo uma obra prima, esse disco se distanciou da identidade inquieta e perturbada que escapulira diversas vezes em composições que são evidentes expressões da crise existencial e, por que não, de fé.

Se ouvirmos The Eleventh Hour (2002) e em seguida Good Monsters (2007) poderemos em seguida concluir que acabamos de ouvir duas bandas diferentes, não fosse a inconfundível, amada e odiada voz de Haseltine. No disco de 2007 a banda trouxe a tona uma série de sucessivos desabafos que pareciam entalados na garganta, graças a todos os anos de bons rapazes. Criticam a igreja institucional, criticam a hipocrisia, questionam Deus pelos problemas do mundo em Oh MyGod e declaram sua impotência diante deles. É um disco intenso. Não inova, mas não decepciona, pois consolida, mais do que nunca, a visão do Jars of Clay como ativistas e profetas no sentido de que são denunciadores de questões ignoradas.

Em 2009, The Long Fall Back To The Earth mantém a identidade engajada e ativista do Jars of Clay. O pessimismo dá lugar a esperança novamente, só que dessa vez a esperança não atua ao descrever o lado bom das coisas. Trabalha denunciando as necessidades aguardando que se faça alguma coisa. O positivismo está na vontade de se despertar, por meio da arte, a ação para causas emergentes.

A banda continua provocando, como em Good Monsters. É só ler o título do disco, que faz referência a queda de Lúcifer, assunto quase intocável para uma parcela de cristãos. Mais incomoda o fato de que a metáfora é dirigida aos homens, aos americanos, aos cristãos! Qual não deve ser o sabor de uma descrição onde o homem é o próprio diabo?!

“Uma longa queda de volta para a Terra”, pode também significar um chamado para a realidade, para se ver as coisas como estão à nossa volta. A própria banda banda evidencia que esse segundo cair não foi de anjos, mas de homens que, perdidos no egoísmo, devem ser agora despertados para que vejam as necessidades que lhes gritam: na capa, com as roupas sujas e rasgadas, os integrantes são ícones de todos nós, homens caídos.

A primeira faixa The Long Fall é uma introdução, que começa com o belo piano elétrico escrito pelo próprio Dan Haseltine. A música evolui com um agregado de instrumentos, que se juntam um após o outro: sintetizadores, guitarra (sem distorção), baixo e bateria. Ao final a voz do vocalista Dan Haseltine apenas repete a frase The Long Fall/The Long Fall/ To Earth (A longa queda para a Terra). A faixa descreve uma demorada queda livre, que com a aproximação da Terra vai aumentando a intensidade (os instrumentos se juntando), até atingir o solo - a bateria destaca-se ao final, fazendo a junção com a próxima faixa. Segundo o vocalista, o instrumental descreve a euforia ao início de um relacionamento e o despertar para a realidade do viver acompanhado dia após dia.

Com um susto que demarca o final da queda (primeira faixa) Weapons muda o clima de introdução como se avisasse “caímos, acordem!”. Definitivamente não é uma faixa que classifique o disco do Jars of Clay como um disco com influências da década de 80, ao modo que muitos rotulam, mas também não o tira desse caminho. O sintetizador e o coro artificial ao final marcam bem esse estilão meio sujo de se lançar sons e mais sons ao mesmo tempo, e aí está o ranço oitentista. Mas a letra os colocam em paradoxo com as ideologias da década de outrora, uma vez que passa longe da alienação, longe da festa, pelo contrário é um chamado para uma mudança, para ver o homem como homem. No refrão alertam “Abaixem suas armas, Não há inimigos a sua frente” - “Lay your weapons down, There are no enemies in front of you” . Um duplo sentido demarca esse dizer: Jars of Clay alerta-nos para que vejamos a humanidade como humanidade, que abaixemos as nossas armas da desconfiança e da suposta prevenção que não passa de estresse. Outro sentido mais evidente está no apelo anti-guerra, assunto em voga nos Estados Unidos, e no resto do mundo. Segundo o tecladista, Charlie Lowell, essa letra é também um convite para que nos desarmemos de preconceitos, ao ouvir o disco.

Two Hands é mais uma daquelas crises características de várias músicas do Jars. O maniqueísmo já está evidente no título “Duas mãos” e no restante da letra. Esse formato de análise de discos incomoda pela síntese em que tem de se apresentar: essa é uma da músicas que merecem um comentário a cada verso. A raízes dos anos 80 mostram-se discretas nessa faixa, especialmente pelos vocais e pelo onipresente sintetizador com vozes que imitam as humanas. Toda a composição se constrói por meio do famoso paradoxo, recurso mais que conhecido dos poetas: “Uso uma mão para te por perto, e outra para te afastar para longe” , “Preciso sentir as cicatrizes e ver a prova”. Embora lembre o clima de Good Monsters, Two Hands é mais inocente ao analisar nossa dualidade, como explica Matt Odmark (violão).

Não sei que círculos cristãos o Jars of Clay anda frequentando, mas a música deles denunciam que tipo de teologia andam a pesquisar. Heaven é uma grande provocação a nossa ideia de paraíso que se resume basicamente em “Jesus, volte logo. E  ***** os outros não-cristãos”. Nessa faixa declaram que “o Paraíso não está longe, mas cresce dentro de nós, onde estivermos”. Um convite a uma vida de paz nesses nossos dias pela Terra. Em Heaven convenço-me da inspiração de Jars of Clay nas ondas dos 80’s, que estão mais para tsunami no nosso final de década, e quem ouvir o disco Perfect Symmetry do Keane saberá do que eu estou falando: teclados, guitarra que mais parece com sintetizador e aqueles vocais sincronizados e sem espaço para mais nada no meio da verborragia cantada.

Closer pecaria pelo pop “chicletento” e pelos efeitozinhos pega moça da voz de Dan Haseltine, mas nada que uma boa letra e um belo conjunto não compense. Essa música foi-nos apresentada ano passado no EP de mesmo título. Em The Long Fall Back ela traz novos detalhes na mixagem. Para quem não notou, até trompetes e um acordeom se escondem nesses arranjos, junto com a bateria seca que nem vou citar de qual década saiu. O detalhe principal e qualificador é a letra lotada de trocadilhos e de poesia da melhor qualidade. Dan Haseltine explica o seu processo de composição: escrevemos um primeiro refrão (”If you want my love, well you’ve gotta get closer to me…”) e depois escrevemos um outro bem melhor (”I don’t understand why we can’t get close enough…”).

Outra faixa do EP reaparece no novo disco: Safe to Land. Efeitos eletrônicos, acompanhados de guitarra e um violão preguiçoso, vão levando essa música até o final. Vozes bem elaboradas e um clima sombrio compõe todo o clima dessa canção. É a que deixa a metáfora do afastamento do paraíso mais clara. No verso “Not much grace left on a broken wing” aquela característica questionadora do JOC reaparece como em Oh MyGod e Worlds Apart: basicamente Safe To Land reclama do fato de estar longe de casa e pede uma segunda chance, acompanhada da promessa de que não haverá mais decepções (“I need your runway lights to burn for me/And if you say that I can come around/I’ll love you right, yea I won’t let you down, I won’t let you down”).

Desde a faixa anterior o disco foi preparando uma atmosfera mais reflexiva e o ápice dela está em Headphones. Como em todos os recentes discos da banda, temos a participação de uma doce voz feminina: dessa vez é Katie Herzig quem meio se mistura aos coros artificias do teclado (Baixe o cd da moça gratuitamente no Noisetrade). Uma canção que te deixa em êxtase, tamanha a qualidade. Fala da apatia, dos fones que estão ao ouvido bloqueando nossos sentidos para a verdadeira bagunça que está o mundo: conectados e desligados da realidade ao mesmo tempo.

Don’t Stop recupera o clima oitentista do disco, graças ao indispensável sintetizador fazendo o  seu digno trabalho. Os vocais, a voz duplicada de Dan Haseltine: tudo colabora para uma música que, sem vergonha, dá vontade de dançar mesmo, e dançar bem de perto sem pensar nos “dias e noites, que deixamos para trás”. Katie Herzig deixa sua breve participação nessa faixa também.

Boys (Lesson One) lembra outras músicas como Something Beautiful. Um belo arranjo de cordas, com um dueto que se completa perfeitamente. Lesson One é um conselho para quem anda com vontade de ser adulto rápido.

Você poderia estar ouvindo qualquer banda: DC Talk, Third Day ou Mercy Me, menos o Jars of Clay na faixa Hero. Não consigo relacionar essa música com nada que a banda tenha feito antes. Não estou dizendo que ela é ruim, pelo contrário é muito boa de se ouvir. A letra avisa da necessidade de “um herói para nos  salvar de nós mesmos”. No aspecto da novidade, em relação a já conhecida sonoridade do grupo, é que ela surpreende: mostra o quanto o Jars é capaz de inovar, mesmo depois de 17 anos tocando juntos.

Parece bem a letra de uma música do Derek Webb, sinceridade não falta! Bateria ritmicamente contagiante e o teclado com os efeitozinhos característicos do disco, estou falando de Scenic Route. Há teorias de trechos em que essa música é cantada ao contrário: quem se atreverá a rodar o disco noutro sentido?

There Might Be A Light é um tipo de música no qual banda começa a deixar saudades, declarando seu amor pela vida, do modo mais inocente de que é capaz.  Jars of Clay é das bandas que nasceram com muitos adultos de hoje, que de uma hora para outra descobrem que estão velhos, e que nesse envelhecer contaram com a trilha sonora maravilhosa desses rapazes do colégio de Greenville. A faixa conta com trompetes/trombones e uma bela guitarra, sem distorção, meio chorosa ao fundo.

O pop, bem elaborado, é o que conduz Forgive me. Uma música em que se vive a angustiosa tentativa de se pedir perdão com palavras bem elaboradas, que podem vir depois de um ano, quando já será tarde, uma vez que já se perdeu a pessoa amada.

Heart finaliza The Long Fall Back to The Earth com um sensação de que você está ouvindo outro disco. Uma música sobre a incompreensão de um  amor, nada romântico, no qual não há necessidade de “se escalar montanhas ou de se assinar papéis”. Amor de Deus, já oferecido a toda humanidade, sem qualquer iniciativa pessoal, apenas a de Jesus. Um sentimento de amor tão profundo, que sente-se não correspondido uma vez que que pede o coração de alguém que já possui o Seu amor: “Give me your heart, You already have mine”. Belíssima finalização para uma banda que coloca a mensagem de Cristo e do amor no centro de toda a sua ideologia.

O álbum foi produzido por Ron Aniello, conhecido por trabalhar com Leigh Nash do Sixpence None The Richer e com a banda Lifehouse. Nesse disco a banda volta para a Essential Records, gravadora antiga, da qual se separou por dois anos, com um álbum que marca mais que tudo a preocupação do Jars of Clay no viver bem nossos dias dessa terra, olhand0 para o próximo e para as suas necessidades.

Ouvindo The Long Fall Back To The Earth fica-nos uma boa sensação de perceber que Jars of Clay já toca por 17 anos juntos, sem qualquer sinal de estruturas prestes a ruir e nem qualquer tentativa de trabalhos solo. Uma banda que acompanhou a vida de algumas pessoas que leem isso aqui, não é?

É doloroso para um fã, mas terei que dar uma nota para o disco, tentando passar longe da minha parcialidade de admirador. Vou listar antes as notas de alguns trabalhos anteriores, para que fique claro o meu sofrer ao avaliar esse álbum:

  • Redemption Songs – 7,5
  • Who We Are Instead – 9
  • Good Monsters – 10
  • The Long Fall Back To The Earth – 9

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RESENHA - Lucas Souza Banda: Cidade do Amor

Publicada por RenatoCavallera em 18 de Março de 2009 às 15:02:52 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Hoje é muito difícil escrever uma resenha de um álbum gospel, isso acontece devido a dificuldade para achar algo nele diferente de qualquer outro álbum dentro do segmento, independentemente se ele foi lançado antes ou depois do mesmo, o mercado estatizou-se em um único estilo e esse estilo se auto saturou.

Devido a essa certa "banalização" do meio gospel é raro achar algo diferente e que valha um comentário, é muita "chuva", é muito "paizinho", é muito "me abençoa" e pouco conteúdo, por isso que creio que quando se grava algo bom de verdade, esse deve ser comemorado e consequentemente elogiado para que continue fazendo um som bom de verdade, uma adoração em verdade e um louvor com verdade. Esse é o caso de "Cidade do Amor", o novo álbum de Lucas Souza Banda.

Iniciada em 2002, Lucas Souza Banda lança seu quarto álbum sobre muita expectativa, a clara evolução de som, letras e arranjos desde o primeiro álbum ("Capturado", lançado em 2004) impressiona a qualquer um. Em 2006 Lucas Souza foi considerado como a "salvação da música gospel" com seu álbum “Caminho de Revolução”, lançado um ano antes e que até hoje é considerado um passo a frente na música gospel brasileira, devido aos arranjos e letras com grande influência de famosos grupos de louvor internacionais, como Hillsong United e Delirious? (este último teve duas músicas regravadas com versões em português no álbum). Em 2007 a Lucas Souza Banda decidiu dar uma pausa nos trabalhos inéditos e fazer um pequeno álbum de apenas sete músicas, sendo uma inédita e seis regravações de clássicos a música cristã mundial, nascia do álbum "Doxologia". Este EP, gravado ao vivo, foi vendido por apenas R$5 e fabricado em SMD, destaque para Vós Criaturas de Deus Pai e Adoração (Doxologia) que foram os singles do álbum.

"Cidade do Amor", ao meu ver, conseguiu fazer algo que eu mesmo não acreditava que a Lucas Souza Banda faria: amadurecer ainda mais seu som em relação a seu último álbum de inéditas, "Caminho de Revolução". São letras cada vez mais poéticas e profundas, arranjos muito mais coesos e um experimentalismo com elementos eletrônicos que deu um tom totalmente diferente a qualquer outro trabalho gospel que se tenha visto no Brasil. Comparo este trabalho a  "World Service" do Delirious? onde não se tinha esperanças que a banda evolui-se mais, foi então que ela lançou este que é considerado por muito como o melhor álbum da carreira do Delirious?.

As quatro primeiras músicas do álbum já mostram para o que ele veio. Cidade Acesa (disponível no MySpace) é o mais puro Rock Adoração de Lucas Souza Banda, a marca que deu a banda o status que tem, é então que começa a faixa 2, O Mundo Viu a Sua Luz, que marca o novo momento da banda: o amadurecimento. Os experimentalismo com elementos eletrônicos fazem o começo da música lembrar Andy Hunter, famoso Dj cristão inglês, porém, o decorrer da música mostra outra coisa: o mesmo Rock Adoração somado a esses elementos eletrônicos formando uma música magnífica, começando muito bem o álbum. A terceira música, Eu Só Penso em Você (disponível para download gratuito) será o primeiro single, ela é linda, mas é apenas uma “introdução” para o que eu chamaria de “carta na manga” do álbum, que é a faixa título Cidade do Amor, faixa 4, e provavelmente a melhor música do álbum não pelo Rock, não pela Adoração, mas pelo conjunto desta obra de arte que me lembra a marca que With or Without You deixou em "Joshua Tree", mais famoso, vendido e elogiado álbum do U2.

A faixa 5, O Amor Dobra os meus Joelhos, acalma os ânimos com um brit-rock rápido e direto preparando o clima para O Lar, a faixa 6 de "Cidade do Amor". Está música é um achado, toda ela gera um clima magnífico e diferente que realmente nos faz querer ir para O Lar, provavelmente não será um dos singles do álbum, mas com certeza será uma das mais lembradas. Quebra e Refaz realmente não é uma das melhores, mesmo porque a idéia dela não é ser mesmo uma das melhores, e sim ser uma das mais profundas, destas de se ouvir no carro em uma viagem, no quarto antes de dormir ou até mesmo durante ou depois de uma oração, ela precede a nova versão de Eu Quero Ir, principal sucesso de "Caminho de Revolução", que agora recebe uma nova roupagem e conceito, toda ela segue um estilo, um novo tom e uma nova linha, não há mais aquela grande explosão na bateria e guitarra que deu o diferencial para a música, mas há sim toda uma calmaria e sintonia que transforma a faixa em um voo pelo céu... linda, linda. Nesse ponto não dá para perceber, mas o álbum já está acabando.

Teus Olhos, Meus Horizontes e Universo a sua Volta tem como principal marca a alta utilização de teclados e elementos eletrônicos como destaque, apesar de serem totalmente diferentes entre si (uma é bem lenta e outra é mais rock, respectivamente) as duas criam um belo clima devido a beleza de suas letras, poéticas e sem exageros, o que é imprescindível para uma boa obra.

A faixa 11, Incomparável Tanto Amor, é literalmente um grito de afirmação de algo que todos sabemos, mas que geralmente não lembramos, o nosso dia, a nossas vidas e nós mesmos, uma letra boa, marcante e feita para se pensar, lindamente regada a um rock muito bem feito, eu me arrisco a dizer gracioso, se é que isso é possível no Rock, mas se for eu devo dizer que Lucas Souza Banda conseguiu fazer. Enfim chegamos ao fim do cd, com uma música de nome no mínimo curioso para uma música gospel, “Perdido no Espaço?” é uma surpresa, ou duas? Está faixa só é explicável sendo ouvida.

Lucas Souza Banda conseguiu juntar o seu Rock Adoração a música de Louvor inteligentes e bem feitas, até agora o melhor álbum lançado no ano, superando até mesmo o novo do U2, "No Line on the Horizon". A produção de "Cidade do Amor" e masterização (feita em Londres no estúdio Abbey Road que já masterizou entre outros, até Beatles) com certeza fizeram a diferença, ótima intercalação entre louvor e rock, guitarras sem exageros, bateria magnífica, letras e vocais impecáveis e o principal e maior destaque do álbum: o teclado e os elementos eletrônicos. Lúcio Souza, irmão de Lucas, tecladista e produtor do álbum, se superou mais uma vez, com certeza irá fazer falta na banda, já que após terminar o álbum foi morar em Dublin. Este trabalho com certeza fechou com chave de diamante toda a carreira de Lúcio junto com a Lucas Souza Banda, uma obra de arte, um conjunto de sons e arte inacreditáveis, um momento único e oportuno, uma beleza vista raras vezes na vida, uma cidade, um objetivo: o Amor, uma "Cidade do Amor". Depois de ouvir esse CD eu posso reafirmar com toda a certeza que Lucas Souza Banda é definitivamente o futuro da música gospel nacional.

Links:
Site Oficial
Baixar a música Eu Só Penso em Você
MySpace
Comprar o CD do "Cidade Amor"

Ps.: O álbum Cidade do Amor ainda não está a venda. Será lançado apenas no dia 4 de Abril, esta resenha é antecipada e exclusiva do dotGospel.

Renato Cavallera (renato(at)dotgospel.com)

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RESENHA - Fiction Family

Publicada por RenatoCavallera em 30 de Janeiro de 2009 às 10:24:18 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs No último ano Jon Foreman foi um dos artistas mais comentados no meio cristão, álbuns lançamentos que solidificaram a carreira de um cantor e escritor determinado a fazer músicas de qualidades. Assim, já que ele ainda não explicou como arruma tempo para se dedicar ao Switchfoot e sua carreira solo, ele resolveu ainda formar nova parceria e lançar novo disco com o guitarrista Nickel Creek's, pouco conhecido, mas com grande desenvoltura no seu trabalho.

Seu companheiro também não deixa a desejar, um cara que o completou e foi capaz de se destacar. Consequentemente, Fiction Family formada não às pressas, mas desenvolvida e desejada nos sonhos de seus integrantes lança um disco homônimo concentrado em batidas conhecidas e letras poéticas.

Centralizado em toques de violão todas as trilhas são desenvolvidas harmoniosamente, assim, Fiction Family foi capaz de se diferenciar e não ser repetitivo. Fans de Jack Johnson, Coldplay e Jason Mraz, perceberão que se seus artistas preferidos continuarem repetir formulas e não aperfeiçoar o que fazem os deixaram em um patamar abaixo de Fiction Family.

Havia duvidas se o grupo seria capaz de acrescentar algo a música cristã, apesar de suas letras não serem diretas, contudo, sua mensagem foi transmitida e focada a evangelizar. Neste sentido, Fiction Family abre o ano de 2009 com um disco que será lembrado por muitos anos, pela genialidade de um artista e compositor acompanhado por pessoas capacitadas e focadas em produzir bons trabalhos.

Enfim, sempre orando para que CDs como este chegue ao Brasil. Mas até que chegue as lojas brasileiras, oremos para que a economia mundial proporcione facilidades de importação. Dinheiro que será bem investido.
 

Por Éderson dos Reis

Sugestões e contato: ed19br@gmail.com 

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RESENHA: Depois da Guerra - Oficina G3

Publicada por TiagoT83 em 22 de Dezembro de 2008 às 08:45:28 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Há muito tempo que o cenário gospel nacional caiu numa mesmice sem precedentes. Todos os grandes lançamentos são direcionados a um estilo congregacional, e esse público por sua vez acabou se fechando no mundo particular de adoração. Esse ciclo vicioso produziu novas mutações, "setores" no meio dos cristãos brasileiros, gerando uma guerra fria entre o povo de Deus.

No álbum Depois da Guerra, o Oficina G3 traz vida a um movimento antes encampado pelos cariocas do Fruto Sagrado. A cisão no protestantismo brasileiro é preocupante, e com certeza o maior perdedor será o evangelho, caso não se deixem as vaidades de lado. E é justamente para o público que se fechou nas igrejas a maior mensagem deste álbum.

Na estréia de Mauro Henrique nos vocais, o Oficina G3 salva toda uma década de péssimos trabalhos no cenário rock. Riff's antes ignorados pela banda em seus trabalhos, agora presentes em boa quantidade no álbum trazem uma nova característica à banda que caminhava para a mesmice anterior.

Um grande problema de álbuns nacionais é a dificuldade em realizar com qualidade trabalhos em outro idioma. Neste cd o Oficina G3 com seu novo vocalista consegue alcançar um padrão bom de pronúncia para as músicas em inglês. Nas tentativas anteriores da banda (Juninho na música Your Eyes - Indiferença e PG em Don't Give Up - Humanos) eles alcançaram algo não muito bom. Desta vez é diferente, Mauro Henrique tem boa pronúncia, dicção e voz pro idioma, e esse é  mais um ponto positivo do cd.

Musicalmente, a banda exteriora suas influências de DreamTheather em grande parte das músicas. Há quem enxergue nos solos de guitarra influência de Michael Sweet (CarlitosFanatikos no tópico Oficina G3 do dotFórum tem convicção disso) e quem como eu sinta um pouco de Dave Grohl nos riffs. Jean Carllos nesse álbum alcançou o ápice de suas frases no teclado, com linhas muito bem escolhidas, bons timbres e ótimos backing vocals, trazendo uma agressividade que faltou à banda nos tempos que Juninho Afram assumira os vocais. Duca Tambasco como sempre traz sua competente contribuição, dessa vez um pouco mais discreta. Diria até que um pouco menos brilhante que a do freelancer Aposan na batera. Esse sim é um detalhe curioso do álbum: em sua participação no Elektracústica a linha de batera não trazia uma identificação com o trabalho da banda. Neste álbum, fica a impressão de que o competente baterista sempre trabalhou com rock. O que muitos ignoram é que antes de ingressar no Oficina G3, Aposan era figura fácil no cenário black em São Paulo, trabalhando com gente como Paulo César Baruk e outros.

Déio Tambasco aparece no álbum de uma forma totalmente nova. Sua composição "Meus Próprios Meios" em nada se parece com suas contribuições anteriores para a banda (vide "O fim é só o começo" - "Além do que os olhos podem ver"), numa faixa que tem características bem distintas de todos os seus trabalhos anteriores, inclusive os solos.

A banda com certeza deve muito dessa guinada aos novos produtores, Marcelo Pompeu e Heros Trench (Khorzus), que segundo Duca, ampliou a visão musical da banda em 360 graus.

A regravação da canção I tried to change (FullRange, antiga banda de Mauro Henrique), agora rebatizada de Unconditional, acompanhada de People get Ready e Better mostra bem os caminhos que a banda pretende trilhar no exterior. Aliás People Get Ready ganhou uma versão digna de sua história. Com certeza Curtis Mayfield ficaria orgulhoso ao ouvir essa versão!

A verdadeira missão deste álbum será fazer que sua mensagem seja ouvida,  e que por consequência, vejamos menores ou caídos os muros erguidos entre nós. Mas já é grande a contribuição deste trabalho em termos musicais. É diferente, novo e animador. Diria que é a salvação da lavoura nesta década!

Por: TiagoT83

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RESENHA: Os melhores do ano segundo a equipe do dotGospel

Publicada por RenatoCavallera em 05 de Dezembro de 2008 às 19:41:17 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs O ano de 2008 será destacado na história da humanidade pela profunda crise financeira que o mundo passa, todavia, representará, também, que o mercado fonográfico cristão se consolidou, com as vendas bem consideravelmente boas e álbuns constantemente na lista de mais vendidos e, ainda, recebendo destaque da mídia geral.

Nesse sentido, como todos os anos anteriores o dotGospel.com seleciona os melhores lançamentos, sejam: visual (DVD) ou áudio (CDs).

Igualmente, assim como todas as listas, a que seguirá poderá ser injusta ao deixar discos com excelentes produções e grande destaque na mídia critica de fora. Contudo, esta lista representará fielmente o que o público brasileiro decidiu por serem os melhores. Nesse caso, a visão de todos os colaboradores e administradores do site.

Antes, já que falamos do site sobre música cristã mais democrático do mundo, e sabendo do senso crítico que cada leitor terá, gostaria a meu risco incluir discos seculares, mas sabendo que nenhum representou blasfêmia, discordância aos fundamentos cristãos ou qualquer outro tipo de influência negativa a palavra de Deus, entretanto, se assim em seus pilares demonstraram o contrário, quero aproveitá-los como uma obra de arte, tão somente.

1º. Third Day - Revelation

Os anos de estrada tem influenciado a banda, deixando-a mais pura e simples, como se estivessem tocando seus instrumentos sempre em público. Um disco primoroso, com a produção cuidadosa em fazer trilhas sem estrondos. Destacando pela profundidade das letras quando falam de Deus, e ainda, com a participação especial de um vocal feminino moldaram um disco que ficará para a história.

2º. Starflyer 59 - Dial M

Grupo pouco conhecido pelos brasileiros, mas que tem demonstrado lá fora que a música pode ser feita sem muitos moldes comerciais, com a crueza das batidas e a força dos vocais. Cristãos que conquistam espaço na mídia com suas letras impiedosas e instrumentalidade bem dirigida. Conquista o 2º lugar pela competência no trabalho e pela história evolutiva. Grandes discos até esse, mas que espera-se não ser considerado o melhor, mas um dos melhores do grupo.

3º. Kings Of Leon - Only By The Night

Jovens criados dentro da igreja, com pais pastores, são hoje considerados uma das principais bandas que revolucionaram juntamente com Strokes o novo Rock-and-Roll. Com vocal inconfundível e guitarras bagunçadas o disco é destaque de vendas e críticas, um disco que a produção e a visão do grupo deixou de ser em focar somente o comerciável, ou seja, hoje o que se destaca é o brilhantismo e a simplicidade de fazer música. Genial.

4º. Delirious? - Kingdom Of Comfort

Álbum de inéditas que encerra a carreira de uma das bandas mais dedicadas em louvar a Deus. Com características únicas, o que poucos grupos conseguem deixar, Delirious? Hoje é referência, nada que se fale de louvor, adoração com rock-and-roll pode deixar de ter como fundamento: comportamento, letras e testemunho de Delirious?. Adeus! Mas com eterna saudade.  

5º. Underoath - Lost In the Sound Of Separation

Sem o exagero com agressividade e a acertada produção, fazem das trilhas uma compilação detalhada e contundente do esforço que esses jovens estão apresentando. Hoje o reconhecimento é mundial, representam a nova roupagem do hardrock do inicio desse século. Cristãos dedicados a levarem a palavra de Deus. Disco que não pode faltar em qualquer coleção.

6º. Jon Foreman - Fall, Winter, Spring, Summer

Poucos são os lideres de bandas que conseguem fazer de suas empreitadas solo um sucesso, seja, de vendas ou produção. Jon, contudo, foi capaz de fazer discos fortes, destacando cada estação do ano com batidas de violão e melocidades de seus vocais. Faixas primorosas e canções inspiradas, ou seja, características evidentes em profissionais de alto gabarito e pessoas que gostam de fazer música, não para simplesmente vender. Aguardamos os próximos.

7º. Showbread – Anorexia, Nervosa

Antes que busquem justificativas para entender a indicação desse disco, peço que escutem todas as faixas. Um dos trabalhos mais desafiadores que ouvimos nesses últimos anos, canções divididas em dois discos. O primeiro percebe-se o caráter experimental, fortes nas letras e tranqüilo nas batidas. Já o segundo as faixas são fortes e características do grupo, veloz e vocais pesados. A forma que foi distribuído e produzido demonstra o respeito que a banda tem com os fans, pois foram desafiadores em experimentar e conservadores em respeitar seus admiradores.  

8º. Brian Head - Save Me From Myself

Um dos mais aguardados discos do ano. Ex integrante da secular Korn que se converteu ao cristianismo, Brian, resolveu seguir com a carreira que sempre desejou, todavia, agora para engrandecer o nome de Deus. Faixas limpas, cruas, sem muitas indumentárias instrumentais, forte nos arranjos e desafiador nas letras. Testemunho de um homem que agora renasce para louvar a Deus, mas com muito peso e rock.  

9º. Skillet - Comatose Comes ALIVE (DVD)

Tão aguardado quanto os discos anteriormente citados. Registro ao vivo de uma das mais respeitadas bandas de rock cristão. Ainda, sem a devida produção que merecia, o local não foi característico do som proposto e o público sem a empolgação destinada ao esforço da banda, contudo, é o DVD que melhor se destacou neste ano, com as faixas que fizeram e fazem sucesso dos fans e críticos.  

10º. Children 18:3 - Children 18:3

Um som aguardado por muitos, pois, ouvimos somente; guitarra, baixo e bateria. Grupo revelação da nova geração do punk/rock. Gritos femininos dão a produção um ar de novidade e simplicidade. Canções com batidas rápidas e características dos anos de ouro do punk, onde reinava Ramones. Sem exageros, mas se continuarem nesse caminho, que é de levar a palavra de Deus e fazer bom som rápido estarão nas paradas musicais do mundo. Merecida atenção!
 

Claro, muitos discos de qualidade não entraram nesta lista, mas merecem todo nosso carinho e atenção: Anberlin – New Surrender, The Classic Crime - The Silver Cord, Bon Voyage - Lies.

Destaque maior ficará para música cristã, isto é, tem se fortificado no mercado mundial, pois, novas portas se abrem e mais bandas surgem com qualidade e dedicação a palavra de Deus.

Enfim, encerro, ainda que um pouco contraditório, com um ar de tristeza, ou seja, o rock cristão brasileiro ainda não se desenvolveu como deveria, temos grupos com qualidade, mas sem o devido respeito, o que fazem delas meros boatos. Mas ainda acreditamos que o rock cristão no Brasil terá seu espaço. Todavia, temos grandes guerreiros como Skin Culture, PontoCom, Oficina G3 (que passa por uma remodelagem) e Tanlan, esperamos que não desistam pois sabemos que a caminhada é árdua mas Deus estará com vocês.

2009 PROMETE!!!!!!

Por Ederson dos Reis 
Criticas e sugestões – ed19br@gmail.com

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RESENHA: Show do Jars of Clay nos EUA

Publicada por RenatoCavallera em 28 de Outubro de 2008 às 15:43:31 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Esta resenha é sobre meu primeiro show do JoC. Durante anos tenho lido várias resenhas, tentando absorver um pouco da experiência de ver o Jars of Clay ao vivo, quanto mais eu lia, mais eles fomentavam minha vontade de ir a um show da banda. Sei que isso acontece com a maioria dos fãs no Brasil.

Kansas City, 11 de Outubro >> O show do Jars of Clay estava marcado para começar às 6 da tarde em ponto, assim foi com todos os shows da turnê Music Builds Tour. 30mins antes do show eu cheguei ao Teatro Starlight Theater, dentro do Swope Park, procurei o stand do Jars, mas não havia nenhum. Havia um stand do fan club do Switchfoot e do Third Day, para que as pessoas se cadastrassem e pudessem encontrar com os caras das bandas, antes ou depois dos shows. Havia materiais do Jars à venda em outro stand, com vários itens do Switchfoot e do Third Day.

Fui para meu lugar, em frente ao palco, um pouco para a esquerda e esperei ansioso, esticando o pescoço para ver se eles estavam do lado do palco, esperando para entrar. Matt estava lá, logo vi Charlie e Dan, depois os outros também, todos em roupas brancas, que era o figurino que estavam usando nesta turnê, tentei tirar foto, mas estavam longe e escondidos ainda. Antes que eu me preparasse, os 6 entraram e ocuparam suas posições e um som estrondoso dos instrumentos tomou conta do lugar, junto com os aplausos da galera (ainda não estava muito cheio naquele momento). Sendo a primeira vez que eu os via, fiquei observando admirado, quase não acreditando que aquilo realmente estava acontecendo.

O som que vinha do palco, unido aos aplausos do público, foi quebrado pelo coro de Flood, desferido perfeitamente na nova versão “but if I can't swim after 40 days and my mind ...”!!! Começo perfeito para o primeiro show! O setlist foi o seguinte:

  1. Flood
  2. Love is the protest
  3. Closer
  4. Love song for a savior
  5. I need you
  6. Heaven
  7. Dead man
  8. Work
  9. Encore
  10. I’ll fly away (com Third Day e Robert Randolph)
  11. When love comes to town (todos juntos)

Durante todo o show, tirei muitas fotos, curtindo cada verso de cada música, pulando e dançando e andando de um lado para o outro, para pegar melhores ângulos de cada um. “Love is the protest” praticamente me fez perder o medo e a timidez por ser aparentemente o único estrangeiro naquele lugar. A maioria das pessoas ainda estavam assentadas e eu estava em pé o tempo todo, dançando ainda timidamente para não atrapalhar ninguém. Dan falou sobre a faixa “Closer”, explicando que recentemente lançaram o novo EP, portanto a próxima música seria a faixa-título do EP... as pessoas riram, pois ele falou de maneira engraçada, desajeitado, tentando explicar o fato do Ep ter o mesmo nome da proxima música. Ele pediu a todos que se levantassem e todos se levantaram. Antes de tocarem “Love song for a Savior”, ele informou que duas faixas antigas estavam no EP, sendo Flood a primeira que haviam tocado e agora tocariam Love Song. Ele pediu que todos cantassem com ele e a galera cantou junto. Gabe estava maravilhoso com o tambor que usou nesta música, nem precisa comentar sobre a habilidade deles com cada um dos instrumentos. Dan estava super centrado na voz, às vezes parecia que estava decepcionado com o público, ao ponto de fazer simplesmente o MELHOR que ele sabe (e sabe muito), para quem estava lá e se importava com o show, sendo que eu estava entre os que estavam amando o show. Back vocals perfeitos. Eu caminhava de um lugar para o outro, para tirar fotos, acenar para eles, algumas vezes parecia que o Charlie estava olhando. Steve tocava com muita intimidade ... muito concentrado, Dan se movia de um lado pro outro o tempo todo, quase impossível saber onde ele estaria no próximo minuto, Matt permanecia quieto, muita paz emanava de seu rosto, até então ele estava o mais longe de minha cadeira, mas rapidamente mudei para o lado que ele estava no palco. Havia algumas cadeiras vazias ali na frente, portanto eu podia me movimentar para diferentes cadeiras sem problema, mas os seguranças ja estavam ficando irritados comigo, quando comecei a ocupar um pedacinho do corredor para ficar pulando.

 

Dan agradeceu a todos e antes de cantar “I need you”, o Steve perguntou quantos de nós estavam lá, na última vez que eles tocaram naquele teatro, ele ficou com a mão levantada, mas pareceu muito decepcionado quando, pelo que percebi, ninguém havia levantado a mão . Algumas pessoas fizeram um som de surpresa e lamento, como se dissessem “ninguém estava aqui ... foi mal”. A expressão no rosto do Steve mudou para uma expressão de decepção e ele não continuou com o que ele ia dizer... Dan seguiu com o show e cantaram “I need you”. Tenho certeza que no Brasil, o povo jamais ficaria quieto como eles ficam aqui, pelo que conheço de público no Brasil, além de ficarmos em pé, as pessoas se divertem muito, pulam, empurram, gritam, cantam todas as músicas etc, mesmo sem saber a letra ... fiquei irritado que o povo estava calmo demais, mesmo sabendo que este não era um show normal do Jars, pois eles foram convidados pela organização do Music Builds Tour, para viajar com as outras bandas e eles não estavam relacionados na maioria dos anúncios, portanto a maioria das pessoas que foram lá, eram fãs do Third Day, Switchfoot ou Robert Randolph. De toda maneira, eu não fiquei parado, estava com minha camisa azul, que amo, não só por que é muito bonita, mas por que tem as cores da bandeira brasileira. Vocês concordam comigo que um brasileiro no meio de americanos é facilmente notado, principalmente se for a única pessoa que estava usando uma blusa azul chamativa que atraiu a atenção deles.

Dan anunciou que eles irão lançar um novo cd em Março do ano que vem e que a próxima música chamada “Heaven”, seria para este novo cd. Heaven foi diversão pura, Dan faz performances ótimas em Heaven e em Dead Man, que foi a próxima música, que ao vivo é DEMAIS. Eu nem estava me sentindo mais intimidado, dançava e pulava e seguia os movimentos que o Dan fazia. A última faixa foi Work. Eu sabia que se eu quisesse ser um dos primeiros a pegar autógrafo, teria que sair antes de terminar a última música, mas Work é uma de minhas preferidas. Dan parecia marchar durante esta música, foi uma das melhores, os 6 se reuniram na frente do palco, agradeceram e o Matt caminhou para o lado que eu estava e jogou sua palheta para mim, abaixei para pegar e sai correndo para a mesa de autógrafos. Eu sabia que eles iam sair por lá, fiquei esperando na porta, antes que eu pudesse pensar no que dizer, a porta se abriu e o Dan foi o primeiro a sair, ele me viu, sorriu pra mim e eu disse “Hey”, ele respondeu “Hey cara, que legal te ver aqui” e se aproximou para me cumprimentar e parecia procurar a mesa onde dariam autógrafos, Aaron, o gerente, estava ajudando. Eu perguntei “Vocês terão tempo para dar autógrafos etc” ele confirmou que fariam isso a qualquer momento, era só uma questão de organizar tudo para começar, pois ja havia muitos fãs em volta naquele momento. Fiquei perto o tempo todo, quando ele voltou a falar comigo, eu disse “Eu sou do Brasil” e ele respondeu como se quisesse dizer “claro que eu sei quem é você”, mas na verdade ele respondeu “Eu SE-E-E-E-I … você é o Juca da internet, muito legal te ver aqui” e eu, surpreso por ele se lembrar, confirmei com um mega sorrisão. Naquele momento eu estava ocupado dizendo oi para o Charlie também, que veio logo após Dan e sorriu para mim também e perguntou se eu era o carinha do Brasil, ele havia me falado antes, que eles tocariam às 6 em ponto e que dariam autógrafos na mesa ao lado do palco. Ele perguntou meu nome, para ter certeza que era mesmo eu. Fiquei sem graça e não sabia o que comentar, apenas respondi “Sim, Sim, sou eu mesmo” e disse a ele meu nome (Juca of Clay duh). Ele ficou repetindo o tempo todo que estava muito feliz em me ver la ... Matt estava bem atrás dele, Gabe também, Jeremy não apareceu, pois pelo que eles comentaram, ele estava passando mal a semana toda.

Apesar de querer abraçar a todos, somente quando o Matt veio dizendo um tanto de coisa como ter gostado de me ver lá, perguntar como eu estava etc, foi que eu me lembrei que eu queria dar um abraço neles e automaticamente eu o abracei, dizendo que estava bem, que não acreditava que estava lá e ele me abraçou de volta. Steve estava distraído, Matt o chamou, depois de eu te-lo chamado e ele não ter ouvido. Ele olhou para trás e me viu com aqueles olhos grandes azuis e berrou “HEY!” Com a vontade de rir na hora e o desespero sem saber o que dizer, eu só consegui berrar de volta “HEY”, nos cumprimentamos e logo o Aaron começou a falar com a galera para entrar na fila.

Os Jars estavam tentando ir para o outro lado da mesa, mas havia umas plantas ao lado, pequenas árvores, quando perceberam que teriam que atravessá-las, para chegar do outro lado da mesa. Dan e Steve batizaram as árvores na hora de “as árvores secretas”, eu ri demais! Um a um ele atravessaram as árvores secretas, mas um minuto depois tiveram que voltar, pois o cara havia decidido que era melhor ir para outra mesa, longe do merchandising. Eles caminharam até a outra mesa, a galera foi toda atrás, organizadamente, eu fui caminhando ao lado deles, sem saber o que falar, pois eles continuavam falando que estavam felizes que eu apareci. Eles se organizaram para os autógrafos, eu tinha que tirar todos os encartes que eu tinha levado na minha mochila, papéis, o livro do Dan etc, quando estava pronto, Matt era o primeiro na fila, eu disse a ele que tinha um tanto de coisas para assinar, mas não ia pedir a eles para assinarem tudo, pois sabia que eles não tinham muito tempo, mas ele disse que não tinha problema, que eu podia passar tudo pra ele, que ele passava pra frente e a galera assinava. Então entreguei a ele dois Greatest Hits e um Closer EP e a pasta que eu levei com os cds, ele assinou esses, mas eu não quiz tirar mais coisas da mochila, ou ia acabar perdendo. Eu disse a ele que o livro que estava na mão, era o livro do Dan, para que ele assinasse para mim. Ao lado do Matt estava o Charlie, que continuava dizendo que estava muito feliz em me ver, (oO e eu muito burro, não sabia o que responder), ele também assinou os cds e a pasta e Steve assinou, repetindo as palavras do Charlie.

Nesta hora eles continuaram falando e disseram que já tentaram ir ao Brasil, que eles querem muito ir, vão continuar tentando, eu confirmei que eles têm muitos fãs no Brasil e que todos estão ansiosos pela ida deles e um pouco bravos, por não terem ido este ano. Repeti a história toda e eles lamentaram o que houve, que os impediu de ir. Eu disse que esperava estar no Brasil, quando fizessem um show lá. Eles perguntaram se eu me mudei para cá, eu disse que volto ao Brasil em Dezembro, mas voltava para cá pouco tempo depois, eles zoaram "huh vai ficar indo e vindo neh...". então, o Gabe, super simpático, falava sem parar e assinou os cds também, Dan foi o último, entreguei a ele o livro e pedi para assinar, ele sorriu quando viu, pegou com cuidado e assinou “You are Magnificent - DH”, perguntei a ele “Dan, vocês terão tempo para uma foto de todos juntos comigo”, ele disse que na verdade, só ele teria que voltar para o backstage em breve, mas se eu conseguisse alguém para tirar a foto, eles parariam de assinar e tirariam a foto comigo, tentei fazer isso, mas não deu certo, pedi ao cara que estava vendendo os Eps, ele disse que não poderia parar, mas me perguntou de onde eu era, respondi e ele disse que só por que eu era brasileiro, faria aquilo por mim. Ele é de São Paulo e trabalha com o Third Day. Porém, ele tirou a foto numa pressa, que mal pegou o Dan e o Matt. Steve estava olhando para outro lado, somente o Gabe olhou para o cara na hora da foto. Urhhhggg!!!! Voltei ao Matt e pedi a ele para assinar meus 2 Live Monsters Eps, todos assinaram. Dan tirou várias fotos com várias crianças e adultos, aproveitei e tirei a minha também.

Voltei para a fila, pedi ao Matt para assinar mais um Closer EP (Capa, disco e Poster/encarte) e disse a ele que seria para arrecadar fundos para a B:WM e para um concurso na comunidade Earthen Vessels que eu tenho no Orkut. Disse a ele “oi, eu de novo, desculpe-me por te dar tanto trabalho...” e ele disse “que nada... você merece...” e Charlie perguntou a ele o que estava acontecendo, ele disse e Charlie completou “Nada disso... você veio de muito longe ... merece” e mais uma vez virou pra mim e disse que estavam felizes que eu estava lá ... Gabe confirmou e assinou também, Steve e Dan assinaram também. Todos o tempo todo muito amigáveis, muito simpáticos, humildes, sempre tentando falar mais coisas, mas eu estava muito empolgado para acrescentar algo interessante. Nisso, veio um cara e levou o Dan para o backstage ... perguntei ao Gabe se a Disappointed By Candy estava vendendo os cds lá, ele disse que infelizmente não, mas que eu poderia comprar pela net. Fiquei lá os últimos 10 minutos, vendo-os assinando papéis, braços, mãos, camisas, ingressos, tirando fotos e já estava escuro no teatro, acho que neste momento, Robert Randolph já estava no palco. Era hora de eles irem, então me lembrei que eu estava com a palheta do Matt ... pedi a ele para assinar, ele assinou. Eles se foram, segui o grupo até a porta (pensando comigo mesmo, sobre como o Charlie é baixinho), aproveitei para ver como faria pra voltar para o hotel e comer algo.

A fila para comprar materiais estava enorme, Switchfoot foi anunciado, queria ver o show deles também, assisti o show inteiro, eles foram incríveis. Jon estava muito legal, cantou várias de minhas músicas preferidas, mas o momento mais especial foi quando tocaram “This is home”, quando bilhões de luzinhas azuis, brancas, rosas, roxas etc se acenderam no fundo do palco inteiro ... luzes vindas do alto criavam texturas na fumaça ... enquanto isso, solo de piano rolava no fundo ... qualquer pessoa na hora se apaixonaria pela banda, com sua paixão pela música e chamado, ele narrou sobre como escreveu a música, que não escreveu especificamente por que era para o filme, ele escreveu sobre o Lewis. Entre as músicas ele trazia mensagens ligadas aos temas, mas o povo pirou mesmo, quando ele desceu do palco e foi andando no meio da galera, foi até o fundo do teatro, entrou no meio dos bancos, e terminou “Fire” ali mesmo ... o show todo foi muito perfeito.

Voltei ao stand e consegui comprar minha camisa do Jars, mais tarde o Third Day veio e fez um show marcante também. No começo eu não havia prestado muita atenção, então quando cantaram “God of wonders”, decidi voltar pra frente e ficar em meu lugar, para curtir o show. Antes de voltar, eu estava isolado, de onde eu ainda poderia ver o palco, pensando em todos os momentos legais que havia tido com o Jars, depois de tanta espera e de ter passado por tanta coisa para chegar no teatro, neste momento, percebi que eu não havia sido bom o bastante, não tive a oportunidade de falar com eles tudo que eu queria falar e o quanto os amo, pelo que são. Então fiquei pensando, por que não chorei quando os vi? Muitas perguntas, muitos pensamentos vinham à minha cabeca, mas eles mudam completamente todo conceito que você tem sobre eles, o que já era ótimo, muda totalmente. Não se conhece estes caras de verdade, até o momento em que você consegue falar com eles. Então comecei a entender que eles são tão humanos, tão amigáveis e legais, pessoas tão humildes, eles conseguem fazer com que você se sinta especial e amado, que tudo que você fizer por eles, vale “muitas penas”. Ao mesmo tempo, você entende que eles são tão espontâneos e percebe o quanto é legal da parte deles, sairem e darem autógrafos, falar com as pessoas, senhoras, pais de família, jovens, crianças, todos elogiando a música, o trabalho e eles andando no meio de todo mundo, como qualquer outra pessoa, sorrindo numa humildade tão grande ... e os seguranças os tratando como se fossem o Barak Obama.

Mac powell estava super legal também, sorria o tempo todo e disse que o show de Kansas City era muito especial, pois era o penúltimo show da turnê, que para eles, era algo bom e ao mesmo tempo, ruim. Ele tocou em temas como família, que para eles, retornar para suas casas seria algo bom, mas que o tempo que passou na turnê, com as pessoas, com as outras bandas, fazia com que não quisessem que acabasse. Este show foi o último show da turnê num Sábado, por isso consideraram um dos melhores shows. Foi legal quando ele resolveu mudar o setlist e chamou uma fã para cantar no palco com ele. Ela cantava super bem, mas ele confirmou que eles nunca se viram antes. Foi fabuloso quando ele falou sobre seu amor por Jesus ao longo da carreira da banda e seu compromisso em falar sobre o que cantam e vivem. Comentou que já havia ouvido pessoas comentarem que nossa fé em Jesus não passa de muletas, por não sermos fortes o bastante para prosseguirmos em nossas vidas, ele disse que inicialmente ele pensou: “muletas?”, mas depois percebeu que estas pessoas estavam certas e que não somente precisamos de muletas, mas de um hospital inteiro, quando se trata de fé e viver para Cristo. Então ele orou pelas pessoas ali. O Grand Finale estava chegando, os caras do Jars já estavam esperando pela hora que o Mac os chamaria ao palco de novo, primeiro Robert Randolph foi convidado para tocar mais uma música, depois o Mac chamou o Jars, as pessoas vibraram, Mac perguntou se a gente não havia entendido direito e tornou dizer “Jarssss of Claaaaaaaaaayyy”, a galerou enlouqueceu, os caras do Jars voltaram com roupas comuns desta vez. Dan tomou conta e estava super comunicativo, o público interagiu cantando como um coro, junto com as duas bandas e Robert Randolph no piano, Dan e Mac revezavam na letra de “I’ll Fly Away”. Para a última música, Mac chamou os caras do Switchfoot, que entraram no palco enlouquecidos, com patinetes, pulando nas caixas, na bateria, zoando tudo ... Mac disse que a última música era um cover do U2 “When love comes to town”. Foi sem explicação. Momento maravilhoso vendo todos juntos. Eles agradeceram e deixaram o palco. Switchfoot e o Third Day tiveram encontros com os membros dos fan clubs apenas, não saíram para dar autógrafos.


Enviado por: Juca

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Resenha: Underoath Vs. Brian Head

Publicada por RenatoCavallera em 06 de Outubro de 2008 às 21:05:59 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Acho que o ano de 2008 não poderia ser melhor, algumas bandas retornaram ao seu melhor, em performance e produção, ou continuaram se aperfeiçoando através dos últimos anos. Infelizmente muitos trabalhos não chegarão ao marcado brasileiro, porém uma pequena parcela tem permanecido fiel nas prateleiras das lojas.

Deste modo, citamos os discos dos quais dificilmente estarão disponíveis para compra por aqui: Underoath (apesar do último disco chegar ao Brasil e quebrar paradigmas) e Brian "Head" Welch (ex-Korn).

Farei o paralelo entre os discos, tendo em vista tratarem de músicos renomados e discos com idêntica perfeição musical.

Underoath grupo formado por jovens, mas já rodados, tem se destacado no mundo pela agressividade musical e pela sonoridade atrativa dos jovens. Milhões de discos e reconhecimento pela mídia cristã e secular.

Brian "Head" Welch, ex-integrante e fundador do grupo secular Korn, converteu se ao cristianismo há dois anos. Durante esse período estudou a bíblia, deu testemunho de sua nova vida por todo o Estados Unidos e produziu um disco, seu primeiro solo.

Lost in the Sound of Separation

É quinto disco do grupo.

Produção: seguindo mesma receita do álbum anterior, forte e agressivo.

Trilhas: faixas agressivas. Gritos estrondeantes e instrumentos colocados com simplicidade, sem muitos arranjos, tornando um disco veloz.

Letras: Não tão profundas e diretas quando se fala de Deus, mas a mensagem foi transmitida, o amor a cristo é pilar forte de sustentação da banda.

 Com dedicação incomparável o trabalho demonstra que os integrantes passaram doloroso momento de inspiração. A produção, como nos discos anteriores foi o diferencial, moldou um álbum capaz de fazer história, tanto para os fans do grupo como para os amantes do estilo. Apesar de ótimo disco, a venda nos USA não foram boas.

 

Save Me From Myself

Produção: experimental, ainda nos arranjos e principalmente nos vocais. Cru, mas com nítido esforço.

Trilhas: sem dúvidas todas distribuídas com perfeição, durante a execução você não se depara com batidas repetitivas e enjoativas.

Letras: ainda engatinhando, mas faixas direcionadas a nova vida que Brian escolheu. A canção “Adonai” é um exemplo.

É ainda o primeiro disco, Brian que dificilmente cantava foi agressivo e esforçado. Garantindo que nos próximos trabalhos, apesar desse ser ótimo, teremos compilações melhores e realmente dignas de um dos maiores ícones do novo rock.




Se pudesse dizer qual é o melhor, realmente diria. Pois, de um lado garotos com um grande potencial musical, já formado há quase 10 anos, sofreu com algumas mudanças, mas que acredito que poderá surpreender nos próximos discos. Por outro lado, um músico que deixou as drogas e uma banda de grande renome mundial e agora serve a Deus, potencial e talento de sobra, por isso, tenho certeza que esse disco foi como dizem: um pequeno aperitivo do que ele poderá oferecer nos próximos anos.

Enfim, se conseguisse listar os melhores do ano de 2008, tenho certeza estes discos estariam entre os dez primeiros. Underoath em 5º e Brian em 6º, calma, digo entre todos os álbuns lançados no mundo seja cristão ou secular. Agora melhorou?

Se estarão disponíveis para compra no Brasil? Isso é uma questão complicada, pois, o mercado no país ainda é seletivo, mas torcemos para que isso não represente nunca e estejamos engajados a uma mudança. Mas por enquanto, Viva aos Importados!


Brian "Head"

  1. L.O.V.E
  2. Flush
  3. Loyalty
  4. Re-bel
  5. Home
  6. Save Me From Myself
  7. Die Religion Die
  8. Adonai
  9. Money
  10. Shake
  11. Washed by Blood


Underoath

  1. Breathing In A New Mentality
  2. Anyone Can Dig A Hole But It Takes A Real Man To Call It Home
  3. A Fault Line, A Fault Of Mine
  4. Emergency Broadcast: The End Is Near
  5. The Only Survivor Was Miraculously Unharmed
  6. We Are The Involuntary
  7. The Created Void
  8. Coming Down Is Calming Down
  9. Desperate Times, Desperate Measures
  10. Too Bright To See, Too Loud To Hear
  11. Desolate Earth: The End Is Here


Por: Éderson dos Reis (Ed19br@gmail.com).

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RESENHA: Delirious? - Kingdom Of Comfort

Publicada por luciana em 18 de Agosto de 2008 às 16:53:28 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Tentei não ser tomado pela tristeza, mas fui grandemente tocado por esse sentimento. Sabe, fazia muito tempo que não era tão abalado por uma noticia sobre musica, mas fui.

Então, falamos de uma das mais brilhantes banda cristãs dos últimos anos, Delirious?. Formada há mais de 12 anos, treze álbuns, milhões de discos vendidos pelo mundo e o excelente exemplo de adoração a Deus.

Seguindo o estilo de rock britânico conquistou a América e o mundo, moldou o novo estilo de Louvor, colocando nova roupagem musical, consequentemente, fomentou e conquistou novos seguidores; Hillsong, Leeland e outros (com influência até em M.W Smith). Todavia, o ciclo de vida do grupo acabou.

Anunciaram que em 2009 encerram as atividades, novos planos e desafios para todos os integrantes. Mas o que falar? Acho que somente agradecer a uma das melhores bandas que já vi tocar. Entretanto, para não ficar somente em lágrimas, tentemos recuperar nossa forças escutando ao último trabalho inédito do grupo intitulado “Kingdom Of  Comfort”.

Seguindo a produção do disco anterior, e que será marcado como o melhor já lançado por eles, “The Mission Bell”, a nova compilação não supera o antecedente, porém não desafina ou decepciona, chega ao patamar de ótimo (depois do perfeito!).

Destacamos as canções “God Is Smiling”, “Break The Silence” e a que intitula o álbum “Kingdom Of Comfort”, todas as faixas são frutos de um trabalho primoroso de produção, a musicalidade é ainda o diferencial, sempre mantendo o ritmo, e sem provocar repetições melancólicas. Um som tipicamente britânico e influenciado pelo Whorship moderno.

Muito se ouve que tentaram repetir a dose dos discos antecedentes, mas percebe-se que não há motivo para tal, pois, assim como as bandas: Jars of Clay, Third Day, M.W Smith, sempre mantiveram a mesma essência que os consagraram, contudo, em cada novo disco inserem algo arrojado e desafiador, Delirious? Segue a mesma essência.

O álbum tornou-se necessário a todos os admiradores e adoradores do moderno ritmo de Adoração.

Enfim, é com muita tristeza que dizemos Adeus! Tenho certeza que quando velhos ainda teremos como referência de qualidade musical a banda Delirious?. Recebe assim a homenagem de um país chamado Brasil.

O atual trabalho acaba de ser lançado no país pelo Ministério Joyce Meyer, aproveitem.


Por: Ederson dos Reis
Sugestões: ed19br@gmail.com

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RESENHA: Third Day - Revelation

Publicada por RenatoCavallera em 31 de Julho de 2008 às 21:22:33 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Third Day - RevelationChega às lojas um dos trabalhos mais aguardados do ano, “Revelation”, da banda norte americana Third Day. Já se fazia três anos desde o último disco com inéditas (sem referência ao Christmas em 2006), demonstrando assim a importância deste novo álbum, para os fãs e admiradores.

A carreira do grupo já está consolidada, o que percebemos a grande influência que a música Cristã sofre com cada lançamento do grupo. Assim, destacamos a reportagem da revista americana Billboard, a qual reservou a capa de seu editorial no mês de junho, enfatizando a primeira banda Cristã a figurar no manto da revista mundialmente conhecida e referenciada quando se fala de música secular. Testemunho de fé e respeito ao trabalho.

Ocorre que, diante todo o alarde gerado pela mídia pensei que o disco não representaria o que realmente o grupo precisava, um disco com qualidade igual ao dos anteriores “Wire” e “Wherever You Are”, contudo, fui surpreendido.

Com lançamento previsto para 29 de Julho, quase um mês depois da aparição da banda na capa da revista Billboard, o disco fomentou minha curiosidade e ao escutá-lo percebi que realmente não foi em vão todo destaque que deram ao trabalho.

Um álbum sem exageros, simples e de melodias fáceis. Treze faixas que farão do disco um destaque de vendas e de boas criticas. Trilhas com peso do álbum “Wire” e outras com instrumentalidade dos trabalhos “Offerings”. Trabalho de louvor e adoração com rock de excelente qualidade e produção.

Destaques para as faixas “Run to You” e “Born Again” que traz como participação especial da vocalista da multi-platinada banda Flyleaf, Lacey Mosley. Canções adoráveis e fortes.

Um disco sem defeitos, seguindo um ritmo cativante e sistemático de produção, o qual sem dúvidas tornará uma referência quando falarmos em bons discos. O vocal não falhou, forte e calibrado. Enfim, “Revelation” é sem dúvida um momento de louvor a Deus.

Aguardamos o lançamento desse disco no Brasil, como também oramos para que um dia recebamos a vista da banda para alguns shows.
 

Por Ederson dos Reis
ed19br@gmail.com

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