RESENHA: Emery - "...In Shallow Seas We Sail"

Publicada por RenatoCavallera em 29 de Junho de 2009 às 14:05:02 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Tudo começa em 2004, com o lançamento do disco “The Weak's End”, Emery introduz novo significado a música cristã e secular, juntamente com outros grupos como: My Chemical Romance. Sem posição firme de qual seria o seu ritmo nos tempos atuais, podemos assim, com a devida licença, incluí-los entre os emocore, post-hardrock, sreamrock, ou seja, as novas e modernas roupagens do rock.

Grupo já conhecido mundialmente Emery lança em 2009 um dos mais celebres discos do grupo, “...In Shallow Seas We Sail” com a poesia característica e o peso gradativo e potencial. Trilhas duras, misturadas com as melodias encantadoras e os poemas líricos tão significativos como outrora lemos em livros. É perfeitamente compreendido da primeira faixa até a ultima, a produção é digna de um conjunto único e dedicado a oferecer a todos um trabalho sem emendas.

“Cutthroat Collapse” demonstra a fidelidade das batidas e o interesse do grupo em ser potencialmente veloz em todo o disco, com vocais sem fuga da melodia, com os gritos um acompanhamento firme e vigoroso. Outra canção merecedora de todo o destaque é a faixa “Inside Our Skin” como a primeira faixa esta é ainda mais bem produzida, é uma trilha simples, contudo, destaca-se o interesse de transmitir a mensagem aos ouvintes “lembrando os cristãos não apenas em estar felizes na vida, mas fazer a vontade do Senhor”, ainda, impondo que estes devem se afastar do erro, sem tempo – “se Deus é bom, a seguir o que somos nós? Não há nenhuma planta sem uma semente”. Seguida de “...In Shallow Seas We Sail” que intitula o álbum é um ápice instrumental, com a viril imposição das guitarras e das edições tecnológicas, sem ser enjoativa e realmente viciante.

Emery assumiu os riscos de sua musicalidade no novo disco, foram impiedosos em aprimorar sua instrumentalidade, adaptando-se as formalidades do rock atual, mas ainda sim, mantiveram o vigor de seus antigos discos, as palavras colocadas em todo o disco foram a cena evidente, com um toque único que quem ouvir jamais esquecerá, sem as repetições desvairadas que deparamos em grupos que dizem ser os precursores do ritmo.

A maioria das trilhas move-se liricamente e ainda permanece atrativas, um ato de difícil realização, mas sem ser impossível para Emery, uma outra continuação surpreendente para estes que são os melhores no que fazem.

Vieram ao Brasil em 2008, mas ainda aguardamos que distribuidoras se interessem em trazer os discos do grupo, o que sem duvidas lhes trarão de volta e ainda venderão muito, pois tem mercado.  

Avaliação:

Por Éderson dos Reis
Sugestões – ed19br@gmail.com

Compare preços de CDs de Emery

RESENHA: Grace, novo álbum do Tehilim

Publicada por RenatoCavallera em 18 de Maio de 2009 às 17:03:31 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Por: Renato Cavallera

Hoje em dia meio que já virou moda quebrar paradigmas dentro da música gospel, ainda bem, já que paradigmas são feitos para serem mesmo quebrados e dentro da música gospel significa deixar a criatividade fluir cada vez mais longe, superando o consumível pelas massas que respondem com clichês as mais variáveis frases prontas vomitadas nos palcos por artistas gospel, estes que são como pratos frios, aqueles congelados que se encontram em vários balcões no supermercado mais perto de sua casa. Qualquer um compra, põe no microondas e desfruta, é um sucesso não pela qualidade mas sim pela praticidade que atribui erroneamente a vida do comprador.

Hoje muitas pessoas pararam de olhar a música gospel a olho nu e colocaram óculos... em seus ouvidos. Quem procura música Cristã de verdade sabe onde encontrar e ali achará os mais variáveis estilos, pensamentos, expressões, certezas e incertezas e é nesta descrição que se encontra o Tehilim, que não bastando ser uma banda de música instrumental brasileira (ou seja, ignorada pelas massas) é uma banda cristã que toca rock pesado com influências de música celta. Quer mais incerteza que isso? Bom, a banda quis, e então gravou um álbum ao vivo... em estúdio.

Tehilim é a banda cristã mais diferenciada que já vi na vida, a idéia de exprimir o amor a Deus de uma forma instrumental quase nunca é bem feita no Brasil, onde a música instrumental se resume a playback de artistas da MK Music. Ricky (guitarra e violão) e Jackie (flautas) sabem muito bem como se expressar musicalmente, sabendo ir muito além de uma música sem vocal, o som do Tehilim é algo envolvente, realmente criativo e artístico, quando Ricky começa a cantar, você após se assustar, questiona: “precisa?”.

O fato de Grace ter sido gravado ao vivo reforça a vontade de fazer uma adoração realmente pura a Deus e não de fazer um arranjo que agrade a Deus e ao público, o que dificulta ainda mais o trabalho, pois Deus não é humano e sim Deus, ou seja, perfeito. Como fazer para agradar alguém que com certeza faria algo melhor que você? O Tehilim soube bem como contornar essa “adversidade” inserindo em suas músicas uma generosa porção de sinceridade e recheando abundantemente com amor, coisa que os industrializados alimentos enlatados não possuem, esses na verdade não creio que realmente alimentam quem irá “consumi-los”.

A graça deste novo álbum do Tehilim é que ele não me agrada por completo, pois a variedade de estilos inseridos neste trabalho vão muito além do primeiro álbum que se resumiu apenas ao rock, folk e celta, temos em Grace muito hard rock, temos country, temos indie, temos criatividade, um Tehilim mais direto ao ponto, mais verdadeiro, mais sincero! Talvez seja por isso que não se tenha uma percussão neste trabalho, caso não fosse bem executada poderia se tornar uma macumbada sem sentido. As guitarras não solam e sim se expressam verdadeiramente, sem os limites decretados por um produtor ou pelo público, Ricky apenas dá o seu melhor e ponto, criando um destaque bem maior para as cordas, um prato cheio para qualquer músico. As flautas, diferente do primeiro álbum, deixaram de ser o elemento surpresa, o que poderia tirar um pouco da diferenciação da banda, mas Jackie conseguiu superar isso ao tornar os elementos celtas um “algo a mais” e não apenas parte da banda, criando a beleza e fúria nos lugares certos e até nos inusitados também, e com a guitarra claramente influenciada pela música oitentista, criou uma atmosfera no mínimo diferente inserindo o ouvinte desde uma viagem só para uma floresta linda, a uma visita a uma garagem americana com cinco adolescentes no ano de 1987. Diferente, não? Eu chamaria de criativo.

O álbum em si tem um som diferente, a idéia de ser simples se apresenta antes da primeira nota da guitarra, ela está na capa que representa muito bem a Graça que este disco fala: uma cruz num campo verde. A simplicidade também é vista na falta de efeitos diferentes nas guitarras, no áudio da bateria que aparece bem separado dos demais instrumentos, no teclado executado da forma mais simplista possível e até mesmo na produção que escolheu encerrar algumas músicas de uma forma inusitada. É por isso que Grace não se compara com o primeiro álbum do Tehilim, são duas propostas bem diferentes, tanto no lado espiritual, quanto no lado técnico. Um exemplo disso é que no primeiro álbum era possível encontrar pelo menos 3 guitarras por música, neste por ser ao vivo só é possível encontrar uma e nem por isso as músicas perderam a qualidade, pois apenas frisou ainda mais a simplicidade que o álbum busca e a sinceridade que o álbum fala.

A simplicidade também está a vista quando você chega ao final do álbum e fecha os olhos, imaginando-se naquele campo verde, olhando a cruz e pensando no que ela representa: a coisa mais simples já feita, afinal foi criada com amor e sinceridade. A Graça de Deus é simples, é perfeita.

Por: Renato Cavallera

--

No MySpace do Tehilim é possível conferir a nova música de trabalho: http://myspace.com/tehilimcelticrock
O site oficial é: www.Tehilim.com.br
Em breve o novo álbum já estará a disposição na CD Gospel Store, fique de olho.

Compare preços de CDs de Tehilim

RESENHA - Jars of Clay: The Long Fall Back To The Earth

Publicada por RenatoCavallera em 24 de Abril de 2009 às 12:02:07 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Por Thiago Bomfim na Livraria do Thiago 

A crise não poupa nenhum dos que por esta terra passa. Para alguns, viver no meio de uma significa anular-se como pessoa e apenas se deitar num leito de angústia e dor. Noutra minoria os efeitos da crise são muito úteis no sentido de produzir exemplares excepcionais daquilo que chamamos arte.

Jars of Clay é uma banda que transita pela crise, fato que é transparente na sua produção. No turbilhão dos anos 90, década na qual Michael W. Smith tocava nos palcos perdendo pouco para as “másculas” performances de George Michael, os garotos de Illinois chegaram discretamente com o clássico Flood, contemporâneos a outras grandes promessas como Sixpence None the Richer e DC Talk.

Uma espécie de mensagem epicurista, divulgada principalmente pela doce voz de Leigh Nash do Sixpence, marca essa geração. Apregoa-se um viver alienado do que está a volta, uma música ideologicamente pobre, com pouco valor para as futuras discussões que Jars of Clay já iniciara discretamente nas suas canções. Diferenciar a mensagem de sua poesia, acredito, foi o que fez JOC durar até hoje, num processo evolutivo-qualitativo inquestionável. Diferente do Jars, as outras bandas fecharam as suas portas, com algumas tentativas de carreiras solo de sucesso duvidoso, salvo a exceção Toby Mac. Destaco que houve tentativas de volta do Sixpence na qual não vimos muito sucesso até agora.

É evidente que a banda de Dan Haseltine também compartilhou desse espírito carpe diem de sua geração. O maior expoente desse positivismo está no disco Who We Are Instead (2003).

Mas a crise sempre surge dos meios estáveis para inserir na calmaria o caos. E é exatamente isso o que acontece em momentos como Worlds Apart, incluída em um disco que, à primeira vista soa simples e político – Jars of Clay de 1995 - , mas que tem a sua harmonia quebrada por esta poesia que chega a lançar questões como “Did you really have to die for me?”, corajosamente questionando a outrora inquestionável crucificação.

Who We Are Instead é um marco do momento da carreira no qual a banda se desvencilha do pejorativo rótulo pop e expande seus domínios. Entretanto, mesmo sendo uma obra prima, esse disco se distanciou da identidade inquieta e perturbada que escapulira diversas vezes em composições que são evidentes expressões da crise existencial e, por que não, de fé.

Se ouvirmos The Eleventh Hour (2002) e em seguida Good Monsters (2007) poderemos em seguida concluir que acabamos de ouvir duas bandas diferentes, não fosse a inconfundível, amada e odiada voz de Haseltine. No disco de 2007 a banda trouxe a tona uma série de sucessivos desabafos que pareciam entalados na garganta, graças a todos os anos de bons rapazes. Criticam a igreja institucional, criticam a hipocrisia, questionam Deus pelos problemas do mundo em Oh MyGod e declaram sua impotência diante deles. É um disco intenso. Não inova, mas não decepciona, pois consolida, mais do que nunca, a visão do Jars of Clay como ativistas e profetas no sentido de que são denunciadores de questões ignoradas.

Em 2009, The Long Fall Back To The Earth mantém a identidade engajada e ativista do Jars of Clay. O pessimismo dá lugar a esperança novamente, só que dessa vez a esperança não atua ao descrever o lado bom das coisas. Trabalha denunciando as necessidades aguardando que se faça alguma coisa. O positivismo está na vontade de se despertar, por meio da arte, a ação para causas emergentes.

A banda continua provocando, como em Good Monsters. É só ler o título do disco, que faz referência a queda de Lúcifer, assunto quase intocável para uma parcela de cristãos. Mais incomoda o fato de que a metáfora é dirigida aos homens, aos americanos, aos cristãos! Qual não deve ser o sabor de uma descrição onde o homem é o próprio diabo?!

“Uma longa queda de volta para a Terra”, pode também significar um chamado para a realidade, para se ver as coisas como estão à nossa volta. A própria banda banda evidencia que esse segundo cair não foi de anjos, mas de homens que, perdidos no egoísmo, devem ser agora despertados para que vejam as necessidades que lhes gritam: na capa, com as roupas sujas e rasgadas, os integrantes são ícones de todos nós, homens caídos.

A primeira faixa The Long Fall é uma introdução, que começa com o belo piano elétrico escrito pelo próprio Dan Haseltine. A música evolui com um agregado de instrumentos, que se juntam um após o outro: sintetizadores, guitarra (sem distorção), baixo e bateria. Ao final a voz do vocalista Dan Haseltine apenas repete a frase The Long Fall/The Long Fall/ To Earth (A longa queda para a Terra). A faixa descreve uma demorada queda livre, que com a aproximação da Terra vai aumentando a intensidade (os instrumentos se juntando), até atingir o solo - a bateria destaca-se ao final, fazendo a junção com a próxima faixa. Segundo o vocalista, o instrumental descreve a euforia ao início de um relacionamento e o despertar para a realidade do viver acompanhado dia após dia.

Com um susto que demarca o final da queda (primeira faixa) Weapons muda o clima de introdução como se avisasse “caímos, acordem!”. Definitivamente não é uma faixa que classifique o disco do Jars of Clay como um disco com influências da década de 80, ao modo que muitos rotulam, mas também não o tira desse caminho. O sintetizador e o coro artificial ao final marcam bem esse estilão meio sujo de se lançar sons e mais sons ao mesmo tempo, e aí está o ranço oitentista. Mas a letra os colocam em paradoxo com as ideologias da década de outrora, uma vez que passa longe da alienação, longe da festa, pelo contrário é um chamado para uma mudança, para ver o homem como homem. No refrão alertam “Abaixem suas armas, Não há inimigos a sua frente” - “Lay your weapons down, There are no enemies in front of you” . Um duplo sentido demarca esse dizer: Jars of Clay alerta-nos para que vejamos a humanidade como humanidade, que abaixemos as nossas armas da desconfiança e da suposta prevenção que não passa de estresse. Outro sentido mais evidente está no apelo anti-guerra, assunto em voga nos Estados Unidos, e no resto do mundo. Segundo o tecladista, Charlie Lowell, essa letra é também um convite para que nos desarmemos de preconceitos, ao ouvir o disco.

Two Hands é mais uma daquelas crises características de várias músicas do Jars. O maniqueísmo já está evidente no título “Duas mãos” e no restante da letra. Esse formato de análise de discos incomoda pela síntese em que tem de se apresentar: essa é uma da músicas que merecem um comentário a cada verso. A raízes dos anos 80 mostram-se discretas nessa faixa, especialmente pelos vocais e pelo onipresente sintetizador com vozes que imitam as humanas. Toda a composição se constrói por meio do famoso paradoxo, recurso mais que conhecido dos poetas: “Uso uma mão para te por perto, e outra para te afastar para longe” , “Preciso sentir as cicatrizes e ver a prova”. Embora lembre o clima de Good Monsters, Two Hands é mais inocente ao analisar nossa dualidade, como explica Matt Odmark (violão).

Não sei que círculos cristãos o Jars of Clay anda frequentando, mas a música deles denunciam que tipo de teologia andam a pesquisar. Heaven é uma grande provocação a nossa ideia de paraíso que se resume basicamente em “Jesus, volte logo. E  ***** os outros não-cristãos”. Nessa faixa declaram que “o Paraíso não está longe, mas cresce dentro de nós, onde estivermos”. Um convite a uma vida de paz nesses nossos dias pela Terra. Em Heaven convenço-me da inspiração de Jars of Clay nas ondas dos 80’s, que estão mais para tsunami no nosso final de década, e quem ouvir o disco Perfect Symmetry do Keane saberá do que eu estou falando: teclados, guitarra que mais parece com sintetizador e aqueles vocais sincronizados e sem espaço para mais nada no meio da verborragia cantada.

Closer pecaria pelo pop “chicletento” e pelos efeitozinhos pega moça da voz de Dan Haseltine, mas nada que uma boa letra e um belo conjunto não compense. Essa música foi-nos apresentada ano passado no EP de mesmo título. Em The Long Fall Back ela traz novos detalhes na mixagem. Para quem não notou, até trompetes e um acordeom se escondem nesses arranjos, junto com a bateria seca que nem vou citar de qual década saiu. O detalhe principal e qualificador é a letra lotada de trocadilhos e de poesia da melhor qualidade. Dan Haseltine explica o seu processo de composição: escrevemos um primeiro refrão (”If you want my love, well you’ve gotta get closer to me…”) e depois escrevemos um outro bem melhor (”I don’t understand why we can’t get close enough…”).

Outra faixa do EP reaparece no novo disco: Safe to Land. Efeitos eletrônicos, acompanhados de guitarra e um violão preguiçoso, vão levando essa música até o final. Vozes bem elaboradas e um clima sombrio compõe todo o clima dessa canção. É a que deixa a metáfora do afastamento do paraíso mais clara. No verso “Not much grace left on a broken wing” aquela característica questionadora do JOC reaparece como em Oh MyGod e Worlds Apart: basicamente Safe To Land reclama do fato de estar longe de casa e pede uma segunda chance, acompanhada da promessa de que não haverá mais decepções (“I need your runway lights to burn for me/And if you say that I can come around/I’ll love you right, yea I won’t let you down, I won’t let you down”).

Desde a faixa anterior o disco foi preparando uma atmosfera mais reflexiva e o ápice dela está em Headphones. Como em todos os recentes discos da banda, temos a participação de uma doce voz feminina: dessa vez é Katie Herzig quem meio se mistura aos coros artificias do teclado (Baixe o cd da moça gratuitamente no Noisetrade). Uma canção que te deixa em êxtase, tamanha a qualidade. Fala da apatia, dos fones que estão ao ouvido bloqueando nossos sentidos para a verdadeira bagunça que está o mundo: conectados e desligados da realidade ao mesmo tempo.

Don’t Stop recupera o clima oitentista do disco, graças ao indispensável sintetizador fazendo o  seu digno trabalho. Os vocais, a voz duplicada de Dan Haseltine: tudo colabora para uma música que, sem vergonha, dá vontade de dançar mesmo, e dançar bem de perto sem pensar nos “dias e noites, que deixamos para trás”. Katie Herzig deixa sua breve participação nessa faixa também.

Boys (Lesson One) lembra outras músicas como Something Beautiful. Um belo arranjo de cordas, com um dueto que se completa perfeitamente. Lesson One é um conselho para quem anda com vontade de ser adulto rápido.

Você poderia estar ouvindo qualquer banda: DC Talk, Third Day ou Mercy Me, menos o Jars of Clay na faixa Hero. Não consigo relacionar essa música com nada que a banda tenha feito antes. Não estou dizendo que ela é ruim, pelo contrário é muito boa de se ouvir. A letra avisa da necessidade de “um herói para nos  salvar de nós mesmos”. No aspecto da novidade, em relação a já conhecida sonoridade do grupo, é que ela surpreende: mostra o quanto o Jars é capaz de inovar, mesmo depois de 17 anos tocando juntos.

Parece bem a letra de uma música do Derek Webb, sinceridade não falta! Bateria ritmicamente contagiante e o teclado com os efeitozinhos característicos do disco, estou falando de Scenic Route. Há teorias de trechos em que essa música é cantada ao contrário: quem se atreverá a rodar o disco noutro sentido?

There Might Be A Light é um tipo de música no qual banda começa a deixar saudades, declarando seu amor pela vida, do modo mais inocente de que é capaz.  Jars of Clay é das bandas que nasceram com muitos adultos de hoje, que de uma hora para outra descobrem que estão velhos, e que nesse envelhecer contaram com a trilha sonora maravilhosa desses rapazes do colégio de Greenville. A faixa conta com trompetes/trombones e uma bela guitarra, sem distorção, meio chorosa ao fundo.

O pop, bem elaborado, é o que conduz Forgive me. Uma música em que se vive a angustiosa tentativa de se pedir perdão com palavras bem elaboradas, que podem vir depois de um ano, quando já será tarde, uma vez que já se perdeu a pessoa amada.

Heart finaliza The Long Fall Back to The Earth com um sensação de que você está ouvindo outro disco. Uma música sobre a incompreensão de um  amor, nada romântico, no qual não há necessidade de “se escalar montanhas ou de se assinar papéis”. Amor de Deus, já oferecido a toda humanidade, sem qualquer iniciativa pessoal, apenas a de Jesus. Um sentimento de amor tão profundo, que sente-se não correspondido uma vez que que pede o coração de alguém que já possui o Seu amor: “Give me your heart, You already have mine”. Belíssima finalização para uma banda que coloca a mensagem de Cristo e do amor no centro de toda a sua ideologia.

O álbum foi produzido por Ron Aniello, conhecido por trabalhar com Leigh Nash do Sixpence None The Richer e com a banda Lifehouse. Nesse disco a banda volta para a Essential Records, gravadora antiga, da qual se separou por dois anos, com um álbum que marca mais que tudo a preocupação do Jars of Clay no viver bem nossos dias dessa terra, olhand0 para o próximo e para as suas necessidades.

Ouvindo The Long Fall Back To The Earth fica-nos uma boa sensação de perceber que Jars of Clay já toca por 17 anos juntos, sem qualquer sinal de estruturas prestes a ruir e nem qualquer tentativa de trabalhos solo. Uma banda que acompanhou a vida de algumas pessoas que leem isso aqui, não é?

É doloroso para um fã, mas terei que dar uma nota para o disco, tentando passar longe da minha parcialidade de admirador. Vou listar antes as notas de alguns trabalhos anteriores, para que fique claro o meu sofrer ao avaliar esse álbum:

  • Redemption Songs – 7,5
  • Who We Are Instead – 9
  • Good Monsters – 10
  • The Long Fall Back To The Earth – 9

Compare preços de CDs de Jars of Clay

RESENHA - Lucas Souza Banda: Cidade do Amor

Publicada por RenatoCavallera em 18 de Março de 2009 às 15:02:52 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Hoje é muito difícil escrever uma resenha de um álbum gospel, isso acontece devido a dificuldade para achar algo nele diferente de qualquer outro álbum dentro do segmento, independentemente se ele foi lançado antes ou depois do mesmo, o mercado estatizou-se em um único estilo e esse estilo se auto saturou.

Devido a essa certa "banalização" do meio gospel é raro achar algo diferente e que valha um comentário, é muita "chuva", é muito "paizinho", é muito "me abençoa" e pouco conteúdo, por isso que creio que quando se grava algo bom de verdade, esse deve ser comemorado e consequentemente elogiado para que continue fazendo um som bom de verdade, uma adoração em verdade e um louvor com verdade. Esse é o caso de "Cidade do Amor", o novo álbum de Lucas Souza Banda.

Iniciada em 2002, Lucas Souza Banda lança seu quarto álbum sobre muita expectativa, a clara evolução de som, letras e arranjos desde o primeiro álbum ("Capturado", lançado em 2004) impressiona a qualquer um. Em 2006 Lucas Souza foi considerado como a "salvação da música gospel" com seu álbum “Caminho de Revolução”, lançado um ano antes e que até hoje é considerado um passo a frente na música gospel brasileira, devido aos arranjos e letras com grande influência de famosos grupos de louvor internacionais, como Hillsong United e Delirious? (este último teve duas músicas regravadas com versões em português no álbum). Em 2007 a Lucas Souza Banda decidiu dar uma pausa nos trabalhos inéditos e fazer um pequeno álbum de apenas sete músicas, sendo uma inédita e seis regravações de clássicos a música cristã mundial, nascia do álbum "Doxologia". Este EP, gravado ao vivo, foi vendido por apenas R$5 e fabricado em SMD, destaque para Vós Criaturas de Deus Pai e Adoração (Doxologia) que foram os singles do álbum.

"Cidade do Amor", ao meu ver, conseguiu fazer algo que eu mesmo não acreditava que a Lucas Souza Banda faria: amadurecer ainda mais seu som em relação a seu último álbum de inéditas, "Caminho de Revolução". São letras cada vez mais poéticas e profundas, arranjos muito mais coesos e um experimentalismo com elementos eletrônicos que deu um tom totalmente diferente a qualquer outro trabalho gospel que se tenha visto no Brasil. Comparo este trabalho a  "World Service" do Delirious? onde não se tinha esperanças que a banda evolui-se mais, foi então que ela lançou este que é considerado por muito como o melhor álbum da carreira do Delirious?.

As quatro primeiras músicas do álbum já mostram para o que ele veio. Cidade Acesa (disponível no MySpace) é o mais puro Rock Adoração de Lucas Souza Banda, a marca que deu a banda o status que tem, é então que começa a faixa 2, O Mundo Viu a Sua Luz, que marca o novo momento da banda: o amadurecimento. Os experimentalismo com elementos eletrônicos fazem o começo da música lembrar Andy Hunter, famoso Dj cristão inglês, porém, o decorrer da música mostra outra coisa: o mesmo Rock Adoração somado a esses elementos eletrônicos formando uma música magnífica, começando muito bem o álbum. A terceira música, Eu Só Penso em Você (disponível para download gratuito) será o primeiro single, ela é linda, mas é apenas uma “introdução” para o que eu chamaria de “carta na manga” do álbum, que é a faixa título Cidade do Amor, faixa 4, e provavelmente a melhor música do álbum não pelo Rock, não pela Adoração, mas pelo conjunto desta obra de arte que me lembra a marca que With or Without You deixou em "Joshua Tree", mais famoso, vendido e elogiado álbum do U2.

A faixa 5, O Amor Dobra os meus Joelhos, acalma os ânimos com um brit-rock rápido e direto preparando o clima para O Lar, a faixa 6 de "Cidade do Amor". Está música é um achado, toda ela gera um clima magnífico e diferente que realmente nos faz querer ir para O Lar, provavelmente não será um dos singles do álbum, mas com certeza será uma das mais lembradas. Quebra e Refaz realmente não é uma das melhores, mesmo porque a idéia dela não é ser mesmo uma das melhores, e sim ser uma das mais profundas, destas de se ouvir no carro em uma viagem, no quarto antes de dormir ou até mesmo durante ou depois de uma oração, ela precede a nova versão de Eu Quero Ir, principal sucesso de "Caminho de Revolução", que agora recebe uma nova roupagem e conceito, toda ela segue um estilo, um novo tom e uma nova linha, não há mais aquela grande explosão na bateria e guitarra que deu o diferencial para a música, mas há sim toda uma calmaria e sintonia que transforma a faixa em um voo pelo céu... linda, linda. Nesse ponto não dá para perceber, mas o álbum já está acabando.

Teus Olhos, Meus Horizontes e Universo a sua Volta tem como principal marca a alta utilização de teclados e elementos eletrônicos como destaque, apesar de serem totalmente diferentes entre si (uma é bem lenta e outra é mais rock, respectivamente) as duas criam um belo clima devido a beleza de suas letras, poéticas e sem exageros, o que é imprescindível para uma boa obra.

A faixa 11, Incomparável Tanto Amor, é literalmente um grito de afirmação de algo que todos sabemos, mas que geralmente não lembramos, o nosso dia, a nossas vidas e nós mesmos, uma letra boa, marcante e feita para se pensar, lindamente regada a um rock muito bem feito, eu me arrisco a dizer gracioso, se é que isso é possível no Rock, mas se for eu devo dizer que Lucas Souza Banda conseguiu fazer. Enfim chegamos ao fim do cd, com uma música de nome no mínimo curioso para uma música gospel, “Perdido no Espaço?” é uma surpresa, ou duas? Está faixa só é explicável sendo ouvida.

Lucas Souza Banda conseguiu juntar o seu Rock Adoração a música de Louvor inteligentes e bem feitas, até agora o melhor álbum lançado no ano, superando até mesmo o novo do U2, "No Line on the Horizon". A produção de "Cidade do Amor" e masterização (feita em Londres no estúdio Abbey Road que já masterizou entre outros, até Beatles) com certeza fizeram a diferença, ótima intercalação entre louvor e rock, guitarras sem exageros, bateria magnífica, letras e vocais impecáveis e o principal e maior destaque do álbum: o teclado e os elementos eletrônicos. Lúcio Souza, irmão de Lucas, tecladista e produtor do álbum, se superou mais uma vez, com certeza irá fazer falta na banda, já que após terminar o álbum foi morar em Dublin. Este trabalho com certeza fechou com chave de diamante toda a carreira de Lúcio junto com a Lucas Souza Banda, uma obra de arte, um conjunto de sons e arte inacreditáveis, um momento único e oportuno, uma beleza vista raras vezes na vida, uma cidade, um objetivo: o Amor, uma "Cidade do Amor". Depois de ouvir esse CD eu posso reafirmar com toda a certeza que Lucas Souza Banda é definitivamente o futuro da música gospel nacional.

Links:
Site Oficial
Baixar a música Eu Só Penso em Você
MySpace
Comprar o CD do "Cidade Amor"

Ps.: O álbum Cidade do Amor ainda não está a venda. Será lançado apenas no dia 4 de Abril, esta resenha é antecipada e exclusiva do dotGospel.

Renato Cavallera (renato(at)dotgospel.com)

Compare preços de CDs de Lucas Souza, Delirious?, U2, Hillsong

RESENHA - Fiction Family

Publicada por RenatoCavallera em 30 de Janeiro de 2009 às 10:24:18 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs No último ano Jon Foreman foi um dos artistas mais comentados no meio cristão, álbuns lançamentos que solidificaram a carreira de um cantor e escritor determinado a fazer músicas de qualidades. Assim, já que ele ainda não explicou como arruma tempo para se dedicar ao Switchfoot e sua carreira solo, ele resolveu ainda formar nova parceria e lançar novo disco com o guitarrista Nickel Creek's, pouco conhecido, mas com grande desenvoltura no seu trabalho.

Seu companheiro também não deixa a desejar, um cara que o completou e foi capaz de se destacar. Consequentemente, Fiction Family formada não às pressas, mas desenvolvida e desejada nos sonhos de seus integrantes lança um disco homônimo concentrado em batidas conhecidas e letras poéticas.

Centralizado em toques de violão todas as trilhas são desenvolvidas harmoniosamente, assim, Fiction Family foi capaz de se diferenciar e não ser repetitivo. Fans de Jack Johnson, Coldplay e Jason Mraz, perceberão que se seus artistas preferidos continuarem repetir formulas e não aperfeiçoar o que fazem os deixaram em um patamar abaixo de Fiction Family.

Havia duvidas se o grupo seria capaz de acrescentar algo a música cristã, apesar de suas letras não serem diretas, contudo, sua mensagem foi transmitida e focada a evangelizar. Neste sentido, Fiction Family abre o ano de 2009 com um disco que será lembrado por muitos anos, pela genialidade de um artista e compositor acompanhado por pessoas capacitadas e focadas em produzir bons trabalhos.

Enfim, sempre orando para que CDs como este chegue ao Brasil. Mas até que chegue as lojas brasileiras, oremos para que a economia mundial proporcione facilidades de importação. Dinheiro que será bem investido.
 

Por Éderson dos Reis

Sugestões e contato: ed19br@gmail.com 

Compare preços de CDs de Jon Foreman, Fiction Family, Switchfoot

RESENHA: Depois da Guerra - Oficina G3

Publicada por TiagoT83 em 22 de Dezembro de 2008 às 08:45:28 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Há muito tempo que o cenário gospel nacional caiu numa mesmice sem precedentes. Todos os grandes lançamentos são direcionados a um estilo congregacional, e esse público por sua vez acabou se fechando no mundo particular de adoração. Esse ciclo vicioso produziu novas mutações, "setores" no meio dos cristãos brasileiros, gerando uma guerra fria entre o povo de Deus.

No álbum Depois da Guerra, o Oficina G3 traz vida a um movimento antes encampado pelos cariocas do Fruto Sagrado. A cisão no protestantismo brasileiro é preocupante, e com certeza o maior perdedor será o evangelho, caso não se deixem as vaidades de lado. E é justamente para o público que se fechou nas igrejas a maior mensagem deste álbum.

Na estréia de Mauro Henrique nos vocais, o Oficina G3 salva toda uma década de péssimos trabalhos no cenário rock. Riff's antes ignorados pela banda em seus trabalhos, agora presentes em boa quantidade no álbum trazem uma nova característica à banda que caminhava para a mesmice anterior.

Um grande problema de álbuns nacionais é a dificuldade em realizar com qualidade trabalhos em outro idioma. Neste cd o Oficina G3 com seu novo vocalista consegue alcançar um padrão bom de pronúncia para as músicas em inglês. Nas tentativas anteriores da banda (Juninho na música Your Eyes - Indiferença e PG em Don't Give Up - Humanos) eles alcançaram algo não muito bom. Desta vez é diferente, Mauro Henrique tem boa pronúncia, dicção e voz pro idioma, e esse é  mais um ponto positivo do cd.

Musicalmente, a banda exteriora suas influências de DreamTheather em grande parte das músicas. Há quem enxergue nos solos de guitarra influência de Michael Sweet (CarlitosFanatikos no tópico Oficina G3 do dotFórum tem convicção disso) e quem como eu sinta um pouco de Dave Grohl nos riffs. Jean Carllos nesse álbum alcançou o ápice de suas frases no teclado, com linhas muito bem escolhidas, bons timbres e ótimos backing vocals, trazendo uma agressividade que faltou à banda nos tempos que Juninho Afram assumira os vocais. Duca Tambasco como sempre traz sua competente contribuição, dessa vez um pouco mais discreta. Diria até que um pouco menos brilhante que a do freelancer Aposan na batera. Esse sim é um detalhe curioso do álbum: em sua participação no Elektracústica a linha de batera não trazia uma identificação com o trabalho da banda. Neste álbum, fica a impressão de que o competente baterista sempre trabalhou com rock. O que muitos ignoram é que antes de ingressar no Oficina G3, Aposan era figura fácil no cenário black em São Paulo, trabalhando com gente como Paulo César Baruk e outros.

Déio Tambasco aparece no álbum de uma forma totalmente nova. Sua composição "Meus Próprios Meios" em nada se parece com suas contribuições anteriores para a banda (vide "O fim é só o começo" - "Além do que os olhos podem ver"), numa faixa que tem características bem distintas de todos os seus trabalhos anteriores, inclusive os solos.

A banda com certeza deve muito dessa guinada aos novos produtores, Marcelo Pompeu e Heros Trench (Khorzus), que segundo Duca, ampliou a visão musical da banda em 360 graus.

A regravação da canção I tried to change (FullRange, antiga banda de Mauro Henrique), agora rebatizada de Unconditional, acompanhada de People get Ready e Better mostra bem os caminhos que a banda pretende trilhar no exterior. Aliás People Get Ready ganhou uma versão digna de sua história. Com certeza Curtis Mayfield ficaria orgulhoso ao ouvir essa versão!

A verdadeira missão deste álbum será fazer que sua mensagem seja ouvida,  e que por consequência, vejamos menores ou caídos os muros erguidos entre nós. Mas já é grande a contribuição deste trabalho em termos musicais. É diferente, novo e animador. Diria que é a salvação da lavoura nesta década!

Por: TiagoT83

Compare preços de CDs de Oficina G3

RESENHA: Os melhores do ano segundo a equipe do dotGospel

Publicada por RenatoCavallera em 05 de Dezembro de 2008 às 19:41:17 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs O ano de 2008 será destacado na história da humanidade pela profunda crise financeira que o mundo passa, todavia, representará, também, que o mercado fonográfico cristão se consolidou, com as vendas bem consideravelmente boas e álbuns constantemente na lista de mais vendidos e, ainda, recebendo destaque da mídia geral.

Nesse sentido, como todos os anos anteriores o dotGospel.com seleciona os melhores lançamentos, sejam: visual (DVD) ou áudio (CDs).

Igualmente, assim como todas as listas, a que seguirá poderá ser injusta ao deixar discos com excelentes produções e grande destaque na mídia critica de fora. Contudo, esta lista representará fielmente o que o público brasileiro decidiu por serem os melhores. Nesse caso, a visão de todos os colaboradores e administradores do site.

Antes, já que falamos do site sobre música cristã mais democrático do mundo, e sabendo do senso crítico que cada leitor terá, gostaria a meu risco incluir discos seculares, mas sabendo que nenhum representou blasfêmia, discordância aos fundamentos cristãos ou qualquer outro tipo de influência negativa a palavra de Deus, entretanto, se assim em seus pilares demonstraram o contrário, quero aproveitá-los como uma obra de arte, tão somente.

1º. Third Day - Revelation

Os anos de estrada tem influenciado a banda, deixando-a mais pura e simples, como se estivessem tocando seus instrumentos sempre em público. Um disco primoroso, com a produção cuidadosa em fazer trilhas sem estrondos. Destacando pela profundidade das letras quando falam de Deus, e ainda, com a participação especial de um vocal feminino moldaram um disco que ficará para a história.

2º. Starflyer 59 - Dial M

Grupo pouco conhecido pelos brasileiros, mas que tem demonstrado lá fora que a música pode ser feita sem muitos moldes comerciais, com a crueza das batidas e a força dos vocais. Cristãos que conquistam espaço na mídia com suas letras impiedosas e instrumentalidade bem dirigida. Conquista o 2º lugar pela competência no trabalho e pela história evolutiva. Grandes discos até esse, mas que espera-se não ser considerado o melhor, mas um dos melhores do grupo.

3º. Kings Of Leon - Only By The Night

Jovens criados dentro da igreja, com pais pastores, são hoje considerados uma das principais bandas que revolucionaram juntamente com Strokes o novo Rock-and-Roll. Com vocal inconfundível e guitarras bagunçadas o disco é destaque de vendas e críticas, um disco que a produção e a visão do grupo deixou de ser em focar somente o comerciável, ou seja, hoje o que se destaca é o brilhantismo e a simplicidade de fazer música. Genial.

4º. Delirious? - Kingdom Of Comfort

Álbum de inéditas que encerra a carreira de uma das bandas mais dedicadas em louvar a Deus. Com características únicas, o que poucos grupos conseguem deixar, Delirious? Hoje é referência, nada que se fale de louvor, adoração com rock-and-roll pode deixar de ter como fundamento: comportamento, letras e testemunho de Delirious?. Adeus! Mas com eterna saudade.  

5º. Underoath - Lost In the Sound Of Separation

Sem o exagero com agressividade e a acertada produção, fazem das trilhas uma compilação detalhada e contundente do esforço que esses jovens estão apresentando. Hoje o reconhecimento é mundial, representam a nova roupagem do hardrock do inicio desse século. Cristãos dedicados a levarem a palavra de Deus. Disco que não pode faltar em qualquer coleção.

6º. Jon Foreman - Fall, Winter, Spring, Summer

Poucos são os lideres de bandas que conseguem fazer de suas empreitadas solo um sucesso, seja, de vendas ou produção. Jon, contudo, foi capaz de fazer discos fortes, destacando cada estação do ano com batidas de violão e melocidades de seus vocais. Faixas primorosas e canções inspiradas, ou seja, características evidentes em profissionais de alto gabarito e pessoas que gostam de fazer música, não para simplesmente vender. Aguardamos os próximos.

7º. Showbread – Anorexia, Nervosa

Antes que busquem justificativas para entender a indicação desse disco, peço que escutem todas as faixas. Um dos trabalhos mais desafiadores que ouvimos nesses últimos anos, canções divididas em dois discos. O primeiro percebe-se o caráter experimental, fortes nas letras e tranqüilo nas batidas. Já o segundo as faixas são fortes e características do grupo, veloz e vocais pesados. A forma que foi distribuído e produzido demonstra o respeito que a banda tem com os fans, pois foram desafiadores em experimentar e conservadores em respeitar seus admiradores.  

8º. Brian Head - Save Me From Myself

Um dos mais aguardados discos do ano. Ex integrante da secular Korn que se converteu ao cristianismo, Brian, resolveu seguir com a carreira que sempre desejou, todavia, agora para engrandecer o nome de Deus. Faixas limpas, cruas, sem muitas indumentárias instrumentais, forte nos arranjos e desafiador nas letras. Testemunho de um homem que agora renasce para louvar a Deus, mas com muito peso e rock.  

9º. Skillet - Comatose Comes ALIVE (DVD)

Tão aguardado quanto os discos anteriormente citados. Registro ao vivo de uma das mais respeitadas bandas de rock cristão. Ainda, sem a devida produção que merecia, o local não foi característico do som proposto e o público sem a empolgação destinada ao esforço da banda, contudo, é o DVD que melhor se destacou neste ano, com as faixas que fizeram e fazem sucesso dos fans e críticos.  

10º. Children 18:3 - Children 18:3

Um som aguardado por muitos, pois, ouvimos somente; guitarra, baixo e bateria. Grupo revelação da nova geração do punk/rock. Gritos femininos dão a produção um ar de novidade e simplicidade. Canções com batidas rápidas e características dos anos de ouro do punk, onde reinava Ramones. Sem exageros, mas se continuarem nesse caminho, que é de levar a palavra de Deus e fazer bom som rápido estarão nas paradas musicais do mundo. Merecida atenção!
 

Claro, muitos discos de qualidade não entraram nesta lista, mas merecem todo nosso carinho e atenção: Anberlin – New Surrender, The Classic Crime - The Silver Cord, Bon Voyage - Lies.

Destaque maior ficará para música cristã, isto é, tem se fortificado no mercado mundial, pois, novas portas se abrem e mais bandas surgem com qualidade e dedicação a palavra de Deus.

Enfim, encerro, ainda que um pouco contraditório, com um ar de tristeza, ou seja, o rock cristão brasileiro ainda não se desenvolveu como deveria, temos grupos com qualidade, mas sem o devido respeito, o que fazem delas meros boatos. Mas ainda acreditamos que o rock cristão no Brasil terá seu espaço. Todavia, temos grandes guerreiros como Skin Culture, PontoCom, Oficina G3 (que passa por uma remodelagem) e Tanlan, esperamos que não desistam pois sabemos que a caminhada é árdua mas Deus estará com vocês.

2009 PROMETE!!!!!!

Por Ederson dos Reis 
Criticas e sugestões – ed19br@gmail.com

Compare preços de CDs de Third Day, Starflyer 59, Kings of Leon, Delirious?, Underoath, Jon Foreman, Showbread, Brian Head, Skillet, Children 18:3, Anberlin, The Classic Crime, Bon Voyage, Oficina G3, Tanlan, Skin Culture, PontoCom

RESENHA: Show do Jars of Clay nos EUA

Publicada por RenatoCavallera em 28 de Outubro de 2008 às 15:43:31 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Esta resenha é sobre meu primeiro show do JoC. Durante anos tenho lido várias resenhas, tentando absorver um pouco da experiência de ver o Jars of Clay ao vivo, quanto mais eu lia, mais eles fomentavam minha vontade de ir a um show da banda. Sei que isso acontece com a maioria dos fãs no Brasil.

Kansas City, 11 de Outubro >> O show do Jars of Clay estava marcado para começar às 6 da tarde em ponto, assim foi com todos os shows da turnê Music Builds Tour. 30mins antes do show eu cheguei ao Teatro Starlight Theater, dentro do Swope Park, procurei o stand do Jars, mas não havia nenhum. Havia um stand do fan club do Switchfoot e do Third Day, para que as pessoas se cadastrassem e pudessem encontrar com os caras das bandas, antes ou depois dos shows. Havia materiais do Jars à venda em outro stand, com vários itens do Switchfoot e do Third Day.

Fui para meu lugar, em frente ao palco, um pouco para a esquerda e esperei ansioso, esticando o pescoço para ver se eles estavam do lado do palco, esperando para entrar. Matt estava lá, logo vi Charlie e Dan, depois os outros também, todos em roupas brancas, que era o figurino que estavam usando nesta turnê, tentei tirar foto, mas estavam longe e escondidos ainda. Antes que eu me preparasse, os 6 entraram e ocuparam suas posições e um som estrondoso dos instrumentos tomou conta do lugar, junto com os aplausos da galera (ainda não estava muito cheio naquele momento). Sendo a primeira vez que eu os via, fiquei observando admirado, quase não acreditando que aquilo realmente estava acontecendo.

O som que vinha do palco, unido aos aplausos do público, foi quebrado pelo coro de Flood, desferido perfeitamente na nova versão “but if I can't swim after 40 days and my mind ...”!!! Começo perfeito para o primeiro show! O setlist foi o seguinte:

  1. Flood
  2. Love is the protest
  3. Closer
  4. Love song for a savior
  5. I need you
  6. Heaven
  7. Dead man
  8. Work
  9. Encore
  10. I’ll fly away (com Third Day e Robert Randolph)
  11. When love comes to town (todos juntos)

Durante todo o show, tirei muitas fotos, curtindo cada verso de cada música, pulando e dançando e andando de um lado para o outro, para pegar melhores ângulos de cada um. “Love is the protest” praticamente me fez perder o medo e a timidez por ser aparentemente o único estrangeiro naquele lugar. A maioria das pessoas ainda estavam assentadas e eu estava em pé o tempo todo, dançando ainda timidamente para não atrapalhar ninguém. Dan falou sobre a faixa “Closer”, explicando que recentemente lançaram o novo EP, portanto a próxima música seria a faixa-título do EP... as pessoas riram, pois ele falou de maneira engraçada, desajeitado, tentando explicar o fato do Ep ter o mesmo nome da proxima música. Ele pediu a todos que se levantassem e todos se levantaram. Antes de tocarem “Love song for a Savior”, ele informou que duas faixas antigas estavam no EP, sendo Flood a primeira que haviam tocado e agora tocariam Love Song. Ele pediu que todos cantassem com ele e a galera cantou junto. Gabe estava maravilhoso com o tambor que usou nesta música, nem precisa comentar sobre a habilidade deles com cada um dos instrumentos. Dan estava super centrado na voz, às vezes parecia que estava decepcionado com o público, ao ponto de fazer simplesmente o MELHOR que ele sabe (e sabe muito), para quem estava lá e se importava com o show, sendo que eu estava entre os que estavam amando o show. Back vocals perfeitos. Eu caminhava de um lugar para o outro, para tirar fotos, acenar para eles, algumas vezes parecia que o Charlie estava olhando. Steve tocava com muita intimidade ... muito concentrado, Dan se movia de um lado pro outro o tempo todo, quase impossível saber onde ele estaria no próximo minuto, Matt permanecia quieto, muita paz emanava de seu rosto, até então ele estava o mais longe de minha cadeira, mas rapidamente mudei para o lado que ele estava no palco. Havia algumas cadeiras vazias ali na frente, portanto eu podia me movimentar para diferentes cadeiras sem problema, mas os seguranças ja estavam ficando irritados comigo, quando comecei a ocupar um pedacinho do corredor para ficar pulando.

 

Dan agradeceu a todos e antes de cantar “I need you”, o Steve perguntou quantos de nós estavam lá, na última vez que eles tocaram naquele teatro, ele ficou com a mão levantada, mas pareceu muito decepcionado quando, pelo que percebi, ninguém havia levantado a mão . Algumas pessoas fizeram um som de surpresa e lamento, como se dissessem “ninguém estava aqui ... foi mal”. A expressão no rosto do Steve mudou para uma expressão de decepção e ele não continuou com o que ele ia dizer... Dan seguiu com o show e cantaram “I need you”. Tenho certeza que no Brasil, o povo jamais ficaria quieto como eles ficam aqui, pelo que conheço de público no Brasil, além de ficarmos em pé, as pessoas se divertem muito, pulam, empurram, gritam, cantam todas as músicas etc, mesmo sem saber a letra ... fiquei irritado que o povo estava calmo demais, mesmo sabendo que este não era um show normal do Jars, pois eles foram convidados pela organização do Music Builds Tour, para viajar com as outras bandas e eles não estavam relacionados na maioria dos anúncios, portanto a maioria das pessoas que foram lá, eram fãs do Third Day, Switchfoot ou Robert Randolph. De toda maneira, eu não fiquei parado, estava com minha camisa azul, que amo, não só por que é muito bonita, mas por que tem as cores da bandeira brasileira. Vocês concordam comigo que um brasileiro no meio de americanos é facilmente notado, principalmente se for a única pessoa que estava usando uma blusa azul chamativa que atraiu a atenção deles.

Dan anunciou que eles irão lançar um novo cd em Março do ano que vem e que a próxima música chamada “Heaven”, seria para este novo cd. Heaven foi diversão pura, Dan faz performances ótimas em Heaven e em Dead Man, que foi a próxima música, que ao vivo é DEMAIS. Eu nem estava me sentindo mais intimidado, dançava e pulava e seguia os movimentos que o Dan fazia. A última faixa foi Work. Eu sabia que se eu quisesse ser um dos primeiros a pegar autógrafo, teria que sair antes de terminar a última música, mas Work é uma de minhas preferidas. Dan parecia marchar durante esta música, foi uma das melhores, os 6 se reuniram na frente do palco, agradeceram e o Matt caminhou para o lado que eu estava e jogou sua palheta para mim, abaixei para pegar e sai correndo para a mesa de autógrafos. Eu sabia que eles iam sair por lá, fiquei esperando na porta, antes que eu pudesse pensar no que dizer, a porta se abriu e o Dan foi o primeiro a sair, ele me viu, sorriu pra mim e eu disse “Hey”, ele respondeu “Hey cara, que legal te ver aqui” e se aproximou para me cumprimentar e parecia procurar a mesa onde dariam autógrafos, Aaron, o gerente, estava ajudando. Eu perguntei “Vocês terão tempo para dar autógrafos etc” ele confirmou que fariam isso a qualquer momento, era só uma questão de organizar tudo para começar, pois ja havia muitos fãs em volta naquele momento. Fiquei perto o tempo todo, quando ele voltou a falar comigo, eu disse “Eu sou do Brasil” e ele respondeu como se quisesse dizer “claro que eu sei quem é você”, mas na verdade ele respondeu “Eu SE-E-E-E-I … você é o Juca da internet, muito legal te ver aqui” e eu, surpreso por ele se lembrar, confirmei com um mega sorrisão. Naquele momento eu estava ocupado dizendo oi para o Charlie também, que veio logo após Dan e sorriu para mim também e perguntou se eu era o carinha do Brasil, ele havia me falado antes, que eles tocariam às 6 em ponto e que dariam autógrafos na mesa ao lado do palco. Ele perguntou meu nome, para ter certeza que era mesmo eu. Fiquei sem graça e não sabia o que comentar, apenas respondi “Sim, Sim, sou eu mesmo” e disse a ele meu nome (Juca of Clay duh). Ele ficou repetindo o tempo todo que estava muito feliz em me ver la ... Matt estava bem atrás dele, Gabe também, Jeremy não apareceu, pois pelo que eles comentaram, ele estava passando mal a semana toda.

Apesar de querer abraçar a todos, somente quando o Matt veio dizendo um tanto de coisa como ter gostado de me ver lá, perguntar como eu estava etc, foi que eu me lembrei que eu queria dar um abraço neles e automaticamente eu o abracei, dizendo que estava bem, que não acreditava que estava lá e ele me abraçou de volta. Steve estava distraído, Matt o chamou, depois de eu te-lo chamado e ele não ter ouvido. Ele olhou para trás e me viu com aqueles olhos grandes azuis e berrou “HEY!” Com a vontade de rir na hora e o desespero sem saber o que dizer, eu só consegui berrar de volta “HEY”, nos cumprimentamos e logo o Aaron começou a falar com a galera para entrar na fila.

Os Jars estavam tentando ir para o outro lado da mesa, mas havia umas plantas ao lado, pequenas árvores, quando perceberam que teriam que atravessá-las, para chegar do outro lado da mesa. Dan e Steve batizaram as árvores na hora de “as árvores secretas”, eu ri demais! Um a um ele atravessaram as árvores secretas, mas um minuto depois tiveram que voltar, pois o cara havia decidido que era melhor ir para outra mesa, longe do merchandising. Eles caminharam até a outra mesa, a galera foi toda atrás, organizadamente, eu fui caminhando ao lado deles, sem saber o que falar, pois eles continuavam falando que estavam felizes que eu apareci. Eles se organizaram para os autógrafos, eu tinha que tirar todos os encartes que eu tinha levado na minha mochila, papéis, o livro do Dan etc, quando estava pronto, Matt era o primeiro na fila, eu disse a ele que tinha um tanto de coisas para assinar, mas não ia pedir a eles para assinarem tudo, pois sabia que eles não tinham muito tempo, mas ele disse que não tinha problema, que eu podia passar tudo pra ele, que ele passava pra frente e a galera assinava. Então entreguei a ele dois Greatest Hits e um Closer EP e a pasta que eu levei com os cds, ele assinou esses, mas eu não quiz tirar mais coisas da mochila, ou ia acabar perdendo. Eu disse a ele que o livro que estava na mão, era o livro do Dan, para que ele assinasse para mim. Ao lado do Matt estava o Charlie, que continuava dizendo que estava muito feliz em me ver, (oO e eu muito burro, não sabia o que responder), ele também assinou os cds e a pasta e Steve assinou, repetindo as palavras do Charlie.

Nesta hora eles continuaram falando e disseram que já tentaram ir ao Brasil, que eles querem muito ir, vão continuar tentando, eu confirmei que eles têm muitos fãs no Brasil e que todos estão ansiosos pela ida deles e um pouco bravos, por não terem ido este ano. Repeti a história toda e eles lamentaram o que houve, que os impediu de ir. Eu disse que esperava estar no Brasil, quando fizessem um show lá. Eles perguntaram se eu me mudei para cá, eu disse que volto ao Brasil em Dezembro, mas voltava para cá pouco tempo depois, eles zoaram "huh vai ficar indo e vindo neh...". então, o Gabe, super simpático, falava sem parar e assinou os cds também, Dan foi o último, entreguei a ele o livro e pedi para assinar, ele sorriu quando viu, pegou com cuidado e assinou “You are Magnificent - DH”, perguntei a ele “Dan, vocês terão tempo para uma foto de todos juntos comigo”, ele disse que na verdade, só ele teria que voltar para o backstage em breve, mas se eu conseguisse alguém para tirar a foto, eles parariam de assinar e tirariam a foto comigo, tentei fazer isso, mas não deu certo, pedi ao cara que estava vendendo os Eps, ele disse que não poderia parar, mas me perguntou de onde eu era, respondi e ele disse que só por que eu era brasileiro, faria aquilo por mim. Ele é de São Paulo e trabalha com o Third Day. Porém, ele tirou a foto numa pressa, que mal pegou o Dan e o Matt. Steve estava olhando para outro lado, somente o Gabe olhou para o cara na hora da foto. Urhhhggg!!!! Voltei ao Matt e pedi a ele para assinar meus 2 Live Monsters Eps, todos assinaram. Dan tirou várias fotos com várias crianças e adultos, aproveitei e tirei a minha também.

Voltei para a fila, pedi ao Matt para assinar mais um Closer EP (Capa, disco e Poster/encarte) e disse a ele que seria para arrecadar fundos para a B:WM e para um concurso na comunidade Earthen Vessels que eu tenho no Orkut. Disse a ele “oi, eu de novo, desculpe-me por te dar tanto trabalho...” e ele disse “que nada... você merece...” e Charlie perguntou a ele o que estava acontecendo, ele disse e Charlie completou “Nada disso... você veio de muito longe ... merece” e mais uma vez virou pra mim e disse que estavam felizes que eu estava lá ... Gabe confirmou e assinou também, Steve e Dan assinaram também. Todos o tempo todo muito amigáveis, muito simpáticos, humildes, sempre tentando falar mais coisas, mas eu estava muito empolgado para acrescentar algo interessante. Nisso, veio um cara e levou o Dan para o backstage ... perguntei ao Gabe se a Disappointed By Candy estava vendendo os cds lá, ele disse que infelizmente não, mas que eu poderia comprar pela net. Fiquei lá os últimos 10 minutos, vendo-os assinando papéis, braços, mãos, camisas, ingressos, tirando fotos e já estava escuro no teatro, acho que neste momento, Robert Randolph já estava no palco. Era hora de eles irem, então me lembrei que eu estava com a palheta do Matt ... pedi a ele para assinar, ele assinou. Eles se foram, segui o grupo até a porta (pensando comigo mesmo, sobre como o Charlie é baixinho), aproveitei para ver como faria pra voltar para o hotel e comer algo.

A fila para comprar materiais estava enorme, Switchfoot foi anunciado, queria ver o show deles também, assisti o show inteiro, eles foram incríveis. Jon estava muito legal, cantou várias de minhas músicas preferidas, mas o momento mais especial foi quando tocaram “This is home”, quando bilhões de luzinhas azuis, brancas, rosas, roxas etc se acenderam no fundo do palco inteiro ... luzes vindas do alto criavam texturas na fumaça ... enquanto isso, solo de piano rolava no fundo ... qualquer pessoa na hora se apaixonaria pela banda, com sua paixão pela música e chamado, ele narrou sobre como escreveu a música, que não escreveu especificamente por que era para o filme, ele escreveu sobre o Lewis. Entre as músicas ele trazia mensagens ligadas aos temas, mas o povo pirou mesmo, quando ele desceu do palco e foi andando no meio da galera, foi até o fundo do teatro, entrou no meio dos bancos, e terminou “Fire” ali mesmo ... o show todo foi muito perfeito.

Voltei ao stand e consegui comprar minha camisa do Jars, mais tarde o Third Day veio e fez um show marcante também. No começo eu não havia prestado muita atenção, então quando cantaram “God of wonders”, decidi voltar pra frente e ficar em meu lugar, para curtir o show. Antes de voltar, eu estava isolado, de onde eu ainda poderia ver o palco, pensando em todos os momentos legais que havia tido com o Jars, depois de tanta espera e de ter passado por tanta coisa para chegar no teatro, neste momento, percebi que eu não havia sido bom o bastante, não tive a oportunidade de falar com eles tudo que eu queria falar e o quanto os amo, pelo que são. Então fiquei pensando, por que não chorei quando os vi? Muitas perguntas, muitos pensamentos vinham à minha cabeca, mas eles mudam completamente todo conceito que você tem sobre eles, o que já era ótimo, muda totalmente. Não se conhece estes caras de verdade, até o momento em que você consegue falar com eles. Então comecei a entender que eles são tão humanos, tão amigáveis e legais, pessoas tão humildes, eles conseguem fazer com que você se sinta especial e amado, que tudo que você fizer por eles, vale “muitas penas”. Ao mesmo tempo, você entende que eles são tão espontâneos e percebe o quanto é legal da parte deles, sairem e darem autógrafos, falar com as pessoas, senhoras, pais de família, jovens, crianças, todos elogiando a música, o trabalho e eles andando no meio de todo mundo, como qualquer outra pessoa, sorrindo numa humildade tão grande ... e os seguranças os tratando como se fossem o Barak Obama.

Mac powell estava super legal também, sorria o tempo todo e disse que o show de Kansas City era muito especial, pois era o penúltimo show da turnê, que para eles, era algo bom e ao mesmo tempo, ruim. Ele tocou em temas como família, que para eles, retornar para suas casas seria algo bom, mas que o tempo que passou na turnê, com as pessoas, com as outras bandas, fazia com que não quisessem que acabasse. Este show foi o último show da turnê num Sábado, por isso consideraram um dos melhores shows. Foi legal quando ele resolveu mudar o setlist e chamou uma fã para cantar no palco com ele. Ela cantava super bem, mas ele confirmou que eles nunca se viram antes. Foi fabuloso quando ele falou sobre seu amor por Jesus ao longo da carreira da banda e seu compromisso em falar sobre o que cantam e vivem. Comentou que já havia ouvido pessoas comentarem que nossa fé em Jesus não passa de muletas, por não sermos fortes o bastante para prosseguirmos em nossas vidas, ele disse que inicialmente ele pensou: “muletas?”, mas depois percebeu que estas pessoas estavam certas e que não somente precisamos de muletas, mas de um hospital inteiro, quando se trata de fé e viver para Cristo. Então ele orou pelas pessoas ali. O Grand Finale estava chegando, os caras do Jars já estavam esperando pela hora que o Mac os chamaria ao palco de novo, primeiro Robert Randolph foi convidado para tocar mais uma música, depois o Mac chamou o Jars, as pessoas vibraram, Mac perguntou se a gente não havia entendido direito e tornou dizer “Jarssss of Claaaaaaaaaayyy”, a galerou enlouqueceu, os caras do Jars voltaram com roupas comuns desta vez. Dan tomou conta e estava super comunicativo, o público interagiu cantando como um coro, junto com as duas bandas e Robert Randolph no piano, Dan e Mac revezavam na letra de “I’ll Fly Away”. Para a última música, Mac chamou os caras do Switchfoot, que entraram no palco enlouquecidos, com patinetes, pulando nas caixas, na bateria, zoando tudo ... Mac disse que a última música era um cover do U2 “When love comes to town”. Foi sem explicação. Momento maravilhoso vendo todos juntos. Eles agradeceram e deixaram o palco. Switchfoot e o Third Day tiveram encontros com os membros dos fan clubs apenas, não saíram para dar autógrafos.


Enviado por: Juca

Compare preços de CDs de Jars of Clay, Third Day, Switchfoot

Resenha: Underoath Vs. Brian Head

Publicada por RenatoCavallera em 06 de Outubro de 2008 às 21:05:59 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Acho que o ano de 2008 não poderia ser melhor, algumas bandas retornaram ao seu melhor, em performance e produção, ou continuaram se aperfeiçoando através dos últimos anos. Infelizmente muitos trabalhos não chegarão ao marcado brasileiro, porém uma pequena parcela tem permanecido fiel nas prateleiras das lojas.

Deste modo, citamos os discos dos quais dificilmente estarão disponíveis para compra por aqui: Underoath (apesar do último disco chegar ao Brasil e quebrar paradigmas) e Brian "Head" Welch (ex-Korn).

Farei o paralelo entre os discos, tendo em vista tratarem de músicos renomados e discos com idêntica perfeição musical.

Underoath grupo formado por jovens, mas já rodados, tem se destacado no mundo pela agressividade musical e pela sonoridade atrativa dos jovens. Milhões de discos e reconhecimento pela mídia cristã e secular.

Brian "Head" Welch, ex-integrante e fundador do grupo secular Korn, converteu se ao cristianismo há dois anos. Durante esse período estudou a bíblia, deu testemunho de sua nova vida por todo o Estados Unidos e produziu um disco, seu primeiro solo.

Lost in the Sound of Separation

É quinto disco do grupo.

Produção: seguindo mesma receita do álbum anterior, forte e agressivo.

Trilhas: faixas agressivas. Gritos estrondeantes e instrumentos colocados com simplicidade, sem muitos arranjos, tornando um disco veloz.

Letras: Não tão profundas e diretas quando se fala de Deus, mas a mensagem foi transmitida, o amor a cristo é pilar forte de sustentação da banda.

 Com dedicação incomparável o trabalho demonstra que os integrantes passaram doloroso momento de inspiração. A produção, como nos discos anteriores foi o diferencial, moldou um álbum capaz de fazer história, tanto para os fans do grupo como para os amantes do estilo. Apesar de ótimo disco, a venda nos USA não foram boas.

 

Save Me From Myself

Produção: experimental, ainda nos arranjos e principalmente nos vocais. Cru, mas com nítido esforço.

Trilhas: sem dúvidas todas distribuídas com perfeição, durante a execução você não se depara com batidas repetitivas e enjoativas.

Letras: ainda engatinhando, mas faixas direcionadas a nova vida que Brian escolheu. A canção “Adonai” é um exemplo.

É ainda o primeiro disco, Brian que dificilmente cantava foi agressivo e esforçado. Garantindo que nos próximos trabalhos, apesar desse ser ótimo, teremos compilações melhores e realmente dignas de um dos maiores ícones do novo rock.




Se pudesse dizer qual é o melhor, realmente diria. Pois, de um lado garotos com um grande potencial musical, já formado há quase 10 anos, sofreu com algumas mudanças, mas que acredito que poderá surpreender nos próximos discos. Por outro lado, um músico que deixou as drogas e uma banda de grande renome mundial e agora serve a Deus, potencial e talento de sobra, por isso, tenho certeza que esse disco foi como dizem: um pequeno aperitivo do que ele poderá oferecer nos próximos anos.

Enfim, se conseguisse listar os melhores do ano de 2008, tenho certeza estes discos estariam entre os dez primeiros. Underoath em 5º e Brian em 6º, calma, digo entre todos os álbuns lançados no mundo seja cristão ou secular. Agora melhorou?

Se estarão disponíveis para compra no Brasil? Isso é uma questão complicada, pois, o mercado no país ainda é seletivo, mas torcemos para que isso não represente nunca e estejamos engajados a uma mudança. Mas por enquanto, Viva aos Importados!


Brian "Head"

  1. L.O.V.E
  2. Flush
  3. Loyalty
  4. Re-bel
  5. Home
  6. Save Me From Myself
  7. Die Religion Die
  8. Adonai
  9. Money
  10. Shake
  11. Washed by Blood


Underoath

  1. Breathing In A New Mentality
  2. Anyone Can Dig A Hole But It Takes A Real Man To Call It Home
  3. A Fault Line, A Fault Of Mine
  4. Emergency Broadcast: The End Is Near
  5. The Only Survivor Was Miraculously Unharmed
  6. We Are The Involuntary
  7. The Created Void
  8. Coming Down Is Calming Down
  9. Desperate Times, Desperate Measures
  10. Too Bright To See, Too Loud To Hear
  11. Desolate Earth: The End Is Here


Por: Éderson dos Reis (Ed19br@gmail.com).

Compare preços de CDs de Underoath, Head

RESENHA: Delirious? - Kingdom Of Comfort

Publicada por luciana em 18 de Agosto de 2008 às 16:53:28 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Tentei não ser tomado pela tristeza, mas fui grandemente tocado por esse sentimento. Sabe, fazia muito tempo que não era tão abalado por uma noticia sobre musica, mas fui.

Então, falamos de uma das mais brilhantes banda cristãs dos últimos anos, Delirious?. Formada há mais de 12 anos, treze álbuns, milhões de discos vendidos pelo mundo e o excelente exemplo de adoração a Deus.

Seguindo o estilo de rock britânico conquistou a América e o mundo, moldou o novo estilo de Louvor, colocando nova roupagem musical, consequentemente, fomentou e conquistou novos seguidores; Hillsong, Leeland e outros (com influência até em M.W Smith). Todavia, o ciclo de vida do grupo acabou.

Anunciaram que em 2009 encerram as atividades, novos planos e desafios para todos os integrantes. Mas o que falar? Acho que somente agradecer a uma das melhores bandas que já vi tocar. Entretanto, para não ficar somente em lágrimas, tentemos recuperar nossa forças escutando ao último trabalho inédito do grupo intitulado “Kingdom Of  Comfort”.

Seguindo a produção do disco anterior, e que será marcado como o melhor já lançado por eles, “The Mission Bell”, a nova compilação não supera o antecedente, porém não desafina ou decepciona, chega ao patamar de ótimo (depois do perfeito!).

Destacamos as canções “God Is Smiling”, “Break The Silence” e a que intitula o álbum “Kingdom Of Comfort”, todas as faixas são frutos de um trabalho primoroso de produção, a musicalidade é ainda o diferencial, sempre mantendo o ritmo, e sem provocar repetições melancólicas. Um som tipicamente britânico e influenciado pelo Whorship moderno.

Muito se ouve que tentaram repetir a dose dos discos antecedentes, mas percebe-se que não há motivo para tal, pois, assim como as bandas: Jars of Clay, Third Day, M.W Smith, sempre mantiveram a mesma essência que os consagraram, contudo, em cada novo disco inserem algo arrojado e desafiador, Delirious? Segue a mesma essência.

O álbum tornou-se necessário a todos os admiradores e adoradores do moderno ritmo de Adoração.

Enfim, é com muita tristeza que dizemos Adeus! Tenho certeza que quando velhos ainda teremos como referência de qualidade musical a banda Delirious?. Recebe assim a homenagem de um país chamado Brasil.

O atual trabalho acaba de ser lançado no país pelo Ministério Joyce Meyer, aproveitem.


Por: Ederson dos Reis
Sugestões: ed19br@gmail.com

Se você também escreve resenhas de álbuns, envie-as para oi@dotgospel.com

Compare preços de CDs de Delirious?, Hillsong, Leeland, Michael W. Smith, Jars of Clay, Third Day

RESENHA: Third Day - Revelation

Publicada por RenatoCavallera em 31 de Julho de 2008 às 21:22:33 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Third Day - RevelationChega às lojas um dos trabalhos mais aguardados do ano, “Revelation”, da banda norte americana Third Day. Já se fazia três anos desde o último disco com inéditas (sem referência ao Christmas em 2006), demonstrando assim a importância deste novo álbum, para os fãs e admiradores.

A carreira do grupo já está consolidada, o que percebemos a grande influência que a música Cristã sofre com cada lançamento do grupo. Assim, destacamos a reportagem da revista americana Billboard, a qual reservou a capa de seu editorial no mês de junho, enfatizando a primeira banda Cristã a figurar no manto da revista mundialmente conhecida e referenciada quando se fala de música secular. Testemunho de fé e respeito ao trabalho.

Ocorre que, diante todo o alarde gerado pela mídia pensei que o disco não representaria o que realmente o grupo precisava, um disco com qualidade igual ao dos anteriores “Wire” e “Wherever You Are”, contudo, fui surpreendido.

Com lançamento previsto para 29 de Julho, quase um mês depois da aparição da banda na capa da revista Billboard, o disco fomentou minha curiosidade e ao escutá-lo percebi que realmente não foi em vão todo destaque que deram ao trabalho.

Um álbum sem exageros, simples e de melodias fáceis. Treze faixas que farão do disco um destaque de vendas e de boas criticas. Trilhas com peso do álbum “Wire” e outras com instrumentalidade dos trabalhos “Offerings”. Trabalho de louvor e adoração com rock de excelente qualidade e produção.

Destaques para as faixas “Run to You” e “Born Again” que traz como participação especial da vocalista da multi-platinada banda Flyleaf, Lacey Mosley. Canções adoráveis e fortes.

Um disco sem defeitos, seguindo um ritmo cativante e sistemático de produção, o qual sem dúvidas tornará uma referência quando falarmos em bons discos. O vocal não falhou, forte e calibrado. Enfim, “Revelation” é sem dúvida um momento de louvor a Deus.

Aguardamos o lançamento desse disco no Brasil, como também oramos para que um dia recebamos a vista da banda para alguns shows.
 

Por Ederson dos Reis
ed19br@gmail.com

Se você também escreve resenhas de álbuns, envie-as para oi@dotgospel.com.

Compare preços de CDs de Flyleaf, Third Day

Jars of Clay - EP Closer

Publicada por luciana em 22 de Julho de 2008 às 22:16:32 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Jars of Clay, agora "Mais perto"

Jars of Clay - EP Closer

O Jars of Clay lançou seu último CD de estúdio em Setembro de 2006 (Good Monsters), o qual dividiu ainda mais opiniões de fãs e críticos, mas antes de seu próximo lançamento, a banda não se envolveu apenas com turnês insanas, projetos pessoais em áreas necessitadas da África ("1000 Wells Project" da Blood:Water Mission), lançamento de livros e família.

A curiosidade dos fãs já aumentava desde o lançamento do estiloso cover de "Drive", original da banda The Cars. Ainda sem tomar fôlego, junto com a turnê Good Monsters, duas versões do EP Live Monsters foram lançadas, a primeira extinta (trazia Love me ao vivo, antes apenas disponível no iTunes e sua versão de estúdio) e outra ainda disponível em seu site, com a diferença de 2 faixas substitutivas. Por detrás das cortinas, a banda trabalhava em um projeto do programa de TV infantil "Come on Over", com duas faixas em seu segundo CD: "I Love My Triangle" e "When you're with your band", cujos clips estão disponíveis no Youtube, que não poderiam ser usados para parametrizar um possível estilo de som, para dar seqüência a Good Monsters. Neste meio tempo, já se ouviam rumores do encerramento do contrato da banda com sua primeira e até então única gravadora, Essential, o que era certo que seria como sal na boca dos fãs, com sede por criatividade puramente jarsofclayana, sem os limites impostos pela gravadora durante os longos anos de contrato. Finalmente, a banda começou a atuar com seu próprio selo: "Gray Matters", com apoio da Nettwerk Music Group  O primeiro trabalho desta nova junção chegou às lojas em Outubro 2007, seu amplamente aguardado álbum de Natal, Christmas Songs. "Enquanto seguimos com o objetivo de fazer mais música, sendo criativos de várias maneiras, Gray Matters poderá facilitar quaisquer idéias a que desejemos dar vida,” observa Dan Haseltine. e distribuição pelo sistema Provident/Integrity, tanto para revendedores cristãos como para o mercado geral.

"Esta será uma ótima maneira de trazermos mais arte e música à existência. Podemos colaborar com novos artistas e executar idéias que antes pareciam ficar 'presas' no atoleiro da tradicional gravadora, assim poderemos nos certificar de que estes projetos terão uma chance de serem ouvidos. Este é o começo de uma estação bastante criativa. Gray Matters será uma maneira fantástica de compartilharmos nossa filosofia artística, podendo dar a outros artistas e pensadores criativos, uma porta para suas idéias."

 "Christmas Songs é o primeiro passo em seu desabrochar e os caras se sentiram bastante livres, dando aos fãs o cd de Natal que eles esperaram por anos”, comentou o gerente da Nettwerk, Michael Corcoran. Causando uma 'organizada confusão' de nomes na cabeça do público, duas coletâneas também estavam por chegar às lojas. A primeira coletânea "The Essential Jars of Clay", 2 discos com lista abrangente de faixas comuns e raridades, lançada em Setembro de 2007, muito merecida e honrosamente dedicada à banda, colocou o JoC como a primeira banda cristã a receber um álbum da série "Essential Music" da Sony BMG's, pela Legacy Recordings (aqueles de capa preta e branca igual para todos os cds da série). Em Abril de 2008, a segunda coletânea "The Jars of Clay Greatest Hits" (um disco) foi lançada pela ex-gravadora, com uma lista seleta (porém não-satisfatória) de jóias da banda, que demonstrou ser apenas um cumprimento de contrato da gravadora, sem compromisso com a banda, sem dar a ela e aos fãs o merecido cd de melhores hits de sua carreira. O cd deixou de lado vários dos grandes hits, mas trouxe faixas re-masterizadas e uma canção nova, "Love is the Protest" (disponível no MySpace), que já podia ser conferida nos shows da turnê desde o início deste ano. Segundo Dan Haseltine, o conceito original do cd havia mudado e nenhuma das faixas extra, raridades, remixes etc faria parte do cd, "portanto, o cd é simplesmente o que ele implica ser e nada mais que isso". A banda, que teve influência em sua elaboração, declara que ficou satisfeita com o cd e que sua expectativa estava bem alta, pois o cd soa bem aos ouvidos, da maneira como as faixas foram dispostas. Em resumo, o cd duplo da Sony faz mais jus à carreira da banda, que o cd da ex-gravadora e serve melhor como forma de introduzir a banda a novos ouvintes, porém "The JoC Greatest Hits" não deixa de ser um item importante no catálogo. Não bastavam todos os projetos da banda, casados com seus esforços na África, a banda criava neste período a trilha sonora do documentário "Sons of Lwala", com uma faixa original para o documentário, chamada "Prisoner of Hope", que seria futuramente lançada no iTunes, com toda renda revertida para ajudar a clínica em Lwala, de que fala o documentário. "Queríamos muito trabalhar neste projeto e isto significou que muita coisa tinha que estar envolvida. Literalmente, separamos 5 ou 6 dias de nosso verão, quando poderíamos entrar de cara nisto e trabalhar no projeto. Como eu disse, isto ocupou bastante nosso verão, mas valeu a pena. Adoramos a história e foi muito divertido fazer algo diferente. Fazer a trilha de um filme é uma experiência musical diferente, é uma área legal e criativa e acho que foi um trabalho gratificante para nós." diz Charlie. O documentário já foi lançado e "Prisoner of Hope" está no próximo EP da banda, Closer, que será lançado digitalmente no iTunes no dia 5 de Agosto e nas lojas, no dia 19 de Agosto. Para nós brasileiro, um fato marcante sobre a banda em 2008, foi o cancelamento dos shows com datas previstas, porém sem locais confirmados, devido a complicações que surgiram no agenciamento de viagem e produção, por parte do Brasil. A concretização dos shows de fato nunca ficou clara com a banda, nem em suas tentativas anteriores, apesar do desejo e esforços da banda para tocarem no Brasil. Os demais países propostos para a turnê internacional foram atendidos com sucesso. Segundo Dan, mesmo sabendo que esta situação prejudica muito a banda, o que lamentam muito, eles continuarão se empenhando em busca de oportunidades para tocarem aqui, cabe a nós sermos compreensivos e fazermos melhor a nossa parte. Quando interrogado sobre a perceptível metamorfose da banda de cd para cd, porém mais presente em Good Monsters e sobre os planos para o futuro, Charlie responde, "Acredito que é aí que Good Monsters representa um álbum pivot em termos de letra, provavelmente mais em termos de letra do que quanto à música em si. Isto é interessante para que sejamos capazes de explorar diferentes texturas e nos conectar com diferentes tipos de arranjos musicais. Porém, quanto à letra, isto constitui uma nova forma de se conectar e se identificar com as pessoas. Eu posso afirmar que isto não é apenas algo temporário. Mas é uma forma de seguir adiante, se é que isto faz sentido." Depois deste flash-back, meu foco será portanto o "seguir adiante", ou melhor "seguindo adiante", pois a banda tem planos de lançar o próximo cd de estúdio e segundo pela Gray Matters, apenas em Março de 2009, mas não vai deixar os fãs aguardando algo novo por tanto tempo assim. Podemos dizer que no mês que vem teremos um "senhor-tapa-buraco", pois o mini-cd "Closer" terá muito a dizer sobre como o Jars of Clay vem se esticando musicalmente, e continuará neste laboratório criativo até o lançamento do cd em si, em 2009. A banda está trabalhando com o reputado Ron Aniello (Lifehouse, Guster, Barenaked Ladies, Madonna etc), que está dando acabamento no novo cd. O JoC não deu folga, desde o início deste mês eles vêm dando pitadas de boas notícias, com fotos no blog, lançamento da faixa "Closer" no iTunes no dia 8 de Julho, anúncios do lançamento do EP Closer, cuja faixa título também já pode ser ouvida inteira no Myspace da banda . Mas o Steve sabia bem o que dizia quando disse "o melhor ainda está por vir."

Closer vai trazer duas canções novinhas em folha ("Closer" e "Safe To Land") que eventualmente serão incluídas no novo cd, além de novas versões de duas das faixas prediletas dos fãs "Flood" e "Love Song For A Savior." "Prisoner of Hope", conforme dito acima, também estará no EP. Logo o track-list: 1) Closer2) Safe To Land3) Love Song For A Savior 084) Flood (New Rain)5) Prisoner of Hope (gravada para o documentário "Sons of Lwala"). Juntamente com o lançamento de Closer, está nos planos da banda a turnê "Music Builds Tour",  iniciando em Agosto, indo até Outubro. Closer Closer é uma música que mexe no fundo, pois a letra dá uma impressão inicial de ser ilusória demais, em sua simplicidade. Porém sabemos que o Dan escreve letras criteriosas e poéticas, logo dizer que ele escreveu algo simplista ou inferior é uma conclusão incorreta. A letra discorre sobre a tentativa desesperada de alguém de comunicar um sentimento esmagador, porém ele luta para encontrar as palavras certas condutoras deste sentimento, portanto acabam sendo palavras de um homem comum - o tipo de pessoa que não consegue articular poeticamente seus sentimentos e, em vez disso, solta uma cadeia de palavras, metáforas e fantasias mal elaboradas: "Você é as lágrimas, eu sou a maça do rostoSou um balde em seu barco com vazamentosem alto mar por semanas" Se pensarmos que a definição de fantasia é uma combinação de imagens soltas, das quais temos que dar uma similitude quando estamos em estado consciente, logo as figuras de linguagem começam a fazer um pouco mais de sentido - a letra pode ser entendida como algo que se aproxima de caminhos confusos indiretos, para completar a criatividade do autor, tentando se aproximar do tema de isolação que a música parece lidar: "quero as linhas de sua pipa entrelaçadas em minhas árvores, totalmente enroladas" (o que explicaria o desenho da capa). Ainda sobre a letra, Closer fala sobre a luta ineficaz para articular a idéia de ter sido feito para outra pessoa, porém o resultado acaba sendo algo peculiar e estranho, tentando encontrar as metáforas poéticas corretas: "Você é o tic-tac, eu sou a bombaVocê é o "L" e o "V"(L-O-V-E)Eu sou o "O" e o "E"Estou sendo claro?" Os elementos dos anos 80 contidos em Closer emprestam à canção uma qualidade do romantismo, apesar de que isto não constitui uma experimentação por parte da banda, mais do que a incorporação de elementos musicais já existentes, que a banda ainda não tenha utilizado de modo oficial. (vale lembrar que 'Drive' representou muito mais esta experimentação no sentido que ela carregou o som de volta aos elementos dos anos 80 e o aproximou de uma programação rítmica minimal, porém 'Drive' claramente nunca foi proposta para tocar nas rádios, enquanto Closer poderia facilmente se emplacar com seu estilo híbrido 80's/rock/eletrônico, atualmente popular). Não culpo a banda por experimentar este som para crescimento - é preciso antes de tudo estender-se sobre a linha entre o que é cultura popular e permanecer fiel aos seus próprios valores e ideais, para se criar arte do ponto de vista significativo - foi por isso que 'Flood' foi e ainda é um sucesso. Além desta resposta mais crítica à música, Closer é bastante diferente, tanto na letra como no som, mas não se trata do tipo de rock em que a banda apenas aumenta as guitarras no máximo e tenta se divertir, este tipo de música perde em sofisticação, falta uma certa dimensão emocional, de certa forma necessária na música. 'Closer' tem este contexto emocional que canções como 'Revolution' não têm. Closer consegue ser descentralizada o bastante para fazer com que ela se destaque, mesmo assim é familiar o bastante para não se tornar alienada demais. A progressão do coro é bem carregada, garantindo este vigor emocional, com introdução das guitarras ao fundo, em vez de ter uma energia simplesmente musical, à qual a letra tem que ser aplicada por necessidade.

"Safe to Land" descreve alguém voando solitário em céus escuros de um relacionamento conturbado, empenhando-se para encontrar um lugar de reconciliação para pousar. Os elementos de dúvida, dor e confusão são ventos que a pequena aeronave tem que enfrentar para não colidir. Esta música parece com um sonho: atmosférico, etéreo, quase surrealista. A estrutura não segue a forma estrofe+ponte+coro e se parece mais com uma efusão de corrente de melodias e pensamentos num "diálogo interior". O final é uma determinação de permanecer lutando para continuarem juntos até um final doloroso. "Não desceremos, mesmo se as coisas piorarem." Este verso não é algo que se possa chamar de cativante, mas possui um senso de gravidade emotiva que te envolve. Pianos e sons elaborados com sintetizador se desenvolvem em violões e guitarras, preenchidos como baterias e baixos. Não há muito o que comentar sobre "Love song for a Savior". Esta versão na verdade não é tão diferente da versão de Furthermore, apenas os backs variam bastante, mais preenchidos, mais bem definidos e há uma nova tecnologia presente, claro. Começam com um coro accapella, então entram violões mais nítidos, mágicos, palmas como percussão. A qualidade de produção geral e de som é notável. Usam também o sintetizador de fundo e no final retomam o acústico, antes de uma sucessão de "I want to fall" como back, costurada com melodias variadas do Dan.

"Flood (New Rain)" também não teve nada incrivelmente diferente, porém é uma versão bastante original, mesmo não sendo fácil fazer várias versões de uma mesma música e assim mesmo ter algo novo ou muito especial. Esta começa com uma introdução breve usando sons mais misteriosos de sintetizador e já cantam o primeiro verso. Os violões são menos encorpados durante as estrofes. O coro é que ficou mais diferente, principalmente a progressão nos acordes. Usam muito o baixo e guitarras que soam distorcidas (me faz lembrar algumas trilhas de jogos). A melodia é a mesma em partes, mas a produção no todo está muito melhor. Vocais mais nítidos, menos "alternativo anos 90" no tom e o Dan prolonga e projeta muito mais sua voz, não intercepta imediatamente a cada verso, incrementando mais este estado de atualidade da música, o que a deixa bem mais contemporânea. Entre estrofes e coro, solos instrumentais com sintetizador enfeitam o conjunto. "Prisoner of Hope", do documentário Sons of Lwala lembra algo como uma mensagem de Deus ao oprimido, para não desistir do amor e perseverança no meio do sofrimento. "Fique perto de mimÀ sombra de minhas asas, à sombra de minhas asas,Ainda que as águas estejam envenenadas e suas feridas sejam tudo que consegue sentirhá música em seu redor e as promessas são reais" Não há tanta variação e o coro, cantado repetidas vezes, toma quase metade da música. Os back-vocais são profundos e soam como almas cantando, fantasmas que estão bem próximos e presentes e não intangíveis, em algum lugar nas nuvens ou debaixo d'água. É uma faixa abismal, como correr numa grande e densa floresta com a luz da lua dançando no chão, ou como estar à beira da morte, poucos minutos antes de seguir adiante. A letra é sobre esperança, mas a melodia e a música capturam um senso de melancolia.

Claro, tem muito mais a observar no CD novo (2009), este é só um esboço do que está por vir. Talvez haverá músicas que trarão um pouco do antigo molde dos Vasos de Barro, mas estas novas músicas podem ser uma indicação do que o cd completo será. Em geral, o som é mais sombrio, eletrônico e quase alucinógeno. É uma mudança monumental desde Work, Good Monsters, Dead Man? Oh My God, Surprise, There is a river? Ainda ouvimos os violões, porém mesmo os violões que soam familiar, têm um som estrangeiro, dando um acabamento em cada faixa e os pianos acrescentaram uma atmosfera interessante. Esta não pode ser vista como evolução da banda, talvez uma re-criação. Categorizar apenas como um afastamento do que fizeram no passado seria uma declaração banalizadora, pouco elaborada. Como é de esperar, a banda está oferecendo algo novo de si, a se analisar cuidadosamente em seu próprio estado isolado, sem comparações. O JoC tem feito sucesso até hoje, por serem tão bons no que fazem, não importando se o estilo musical já existia até certo ponto. Eles conseguem re-interpretar estilos de forma tão confidente e competente que chega a soar pioneiro. Eles nunca trabalharam algo que já não fosse popular para época em que o cd associado foi lançado, logo não estão se esforçando para reavivar estilos, ou propor algo nunca inventado, mas é a maneira como eles recriam estilos que os confere esta marca particular, que é algo divisório, como sempre pareceu ser desde, digamos, Much Afraid. Parabéns sempre para JoC por ampliar cada vez mais sua experiência, sempre únicos, inesperados e estimuladores do pensamento. Espere por boa música, nova e interessante. 

Juca-de-barro
Earthen Vessels

Compare preços de CDs de Jars of Clay, Dan Haseltine

Site Metal Blessing publicou resenha do Underdot Vol.1

Publicada por RenatoCavallera em 28 de Junho de 2008 às 16:27:02 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Um dos maiores sites de Rock Cristão, o Metal Blessing, publicou recentemente uma resenha do álbum virtual Underdot oferecido gratuitamente pelo dotGospel na integra para download. Confira uma pedaço:

Underdot é uma coletânea de bandas brasileiras. Já podemos adiantar que é, de fato, uma proposta fantástica! E além de fantástica, é uma alavanca sem igual para os participantes se firmarem na cena musical. Um verdadeiro empreendimento, que merece mais do que a atenção neste review, merece entrar nos seus ouvidos, de fato! Neste volume I, constatamos uma grande predominância do Rock Alternativo entre as sonoridades das bandas.

Destaques e surpresas agradáveis se sobressaem com esta face "Alternativa", como os catarinenses do...

Para terminar de ler a resenha, acesse o site do Metal Blessing.

A equipe do dotGospel agradece muito ao site e ao usuário Anberlin que escreveu a resenha.

RESENHA: Demon Hunter - Storm The Gates of Hell

Publicada por RenatoCavallera em 08 de Abril de 2008 às 19:14:43 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs

Já se passou cinco anos desde que a banda Demon Hunter lançou seu primeiro álbum. Neste período o grupo conquistou espaço entre as melhores bandas do Metal/Hardrock, do cenário musical secular e cristão. Com três discos lançados o reconhecimento cresce, as vendagens de cd’s são significativas, isto é, um ótimo resultado para um estilo que não é focado para massa, mas para seletos ouvintes.

Caracterizada por um estilo agressivo nos instrumentos e por um vocal que equilibra agressividade e a balada, a banda vem se aperfeiçoando, resultando assim na aquisição de novos admiradores e o imenso reconhecimento da critica musical.

"Storm The Gates Of Hell" é o mais recente disco do grupo e o melhor produzido. As faixas foram perfeitamente colocadas em ordem, o que não deixou os ouvintes entediados ou até mesmo enjoados pela mesmice que muitas bandas querem disponibilizar para seus fans.

Destacamos no disco a faixa que intitula o álbum, Storm The Gates Of Hell que mistura a velocidade das batidas e os gritos, os quais só encontramos com o Demon Hunter. Contudo, o grupo neste disco foi mais comedido na agressividade excessiva de trabalhos anteriores, pois disponibilizou mais vocais entoados suavemente com o hardrock, deixando mais nítidas as mensagens transmitidas. Nisso, separamos a trilha Lead Us Home.

Sixteen e Fading Away é a demonstração clara da intensão da banda em ser mais aceita no mercado fonográfico, ou seja, canções mais aceitáveis no mercado e mais acessíveis a aqueles que não são puramente fãs do estilo. Todavia, esse novo sentido não afastou a continuidade do trabalho que há anos é feito com perfeição.

Muitos não concordam com a nova caminhada do grupo nesse novo disco, pois apesar de permanecer com o ritmo veloz e “brutalidade” nos vocais em algumas faixas, poucas, ou seja, o que prevaleceu foram as baladas. Trilhas mais ritmadas foram o que caracterizou a compilação, por isso separamos Carry Me Down uma canção com batidas rápidas e um vocal calmo, sem exageros, rock and roll simplesmente.

Entretanto, a faixa que mais brilho foi Thorns, trilha que você repete quantas vezes possível e não consegue descartar. Canção que sem dúvida está entre as melhores já produzidas pela banda. Sem exageros, piano misturado a batidas e vocais bem executados.

Enfim, Demon Hunter é um dos grandes destaques do Metal e Hardrock no mundo, absorveram profundos elogios pela crítica especializada, inserindo-os na lista da melhores bandas de seu estilo.

É complicado buscar entendimento razoável nas letras das canções, mas saibam que o amor, alegria e luta são as mensagens constantemente citadas pelo grupo. Deus é citado, mas de forma poética, não muito clara, contudo, com um bom e razoável interprete conseguimos perceber que a mensagem de Deus jamais foi esquecida.

Assim como diversas bandas, que tem seus integrantes cristãos e são citadas principalmente nesse seguimento, mas preferem se afastar desse rótulo, o Demon Hunter preferiu momentaneamente não se abster desse título mercadológico e, prossegue em se preocupar, fazendo rock e cantando com inspiração em Cristo.

"Storm The Gates Of Hell" tornou sem dúvida alguma um dos melhores lançamentos do cenário metal dos últimos anos, tanto no meio secular e principalmente no lado cristão. Se chegará ao Brasil? Pensem se bandas mais aceitáveis no nosso país não tem seus discos aqui vendidos, ainda mais do Demon Hunter, que tem seu estilo musical muito reprimido! Oremos.

Por: Ederson dos Reis
Contato e sugestões: ed19br@gmail.com

Se você também quer ter uma resenha de álbum publicada aqui no dotGospel, envie o texto para oi@dotgospel.com.

Compare preços de CDs de Demon Hunter

Anberlin Vs Relient K

Publicada por dan em 12 de Junho de 2007 às 14:43:57 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Lançamentos para todos os gostos musicais; punk, rock, hardrock, emo, indie. Dentre esses, alguns discos se destacaram no início de 2007 e largaram na frente para os melhores do ano no cenário da musica cristã.

Inicialmente, gostaria de destacar o novo estilo de redação para as resenhas de álbuns, serão dois discos e uma análise, aproximarei e transformarei em um embate entre eles, mostrando os pontos em que cada um se destacar paralelamente às linhas negativas. Chegando ao final um vencedor. Por exemplo: letras e melodia. E assim por diante.

Espero que tenham entendido.

Nesse mês, dois grandes nomes da Christian Music estão em xeque. Com lançamentos em fevereiro e março, são eles Anberlin e Relient K. Estilos diferentes, contudo produções da qualidade inquestionável.

Clique em Leia Mais para continuar.

Anberlin, com três discos lançados, sentiu o gosto do reconhecimento com seu segundo disco, em 2005.

Seu mais recente trabalho intitula-se “Cities”.

Nesse disco percebe-se o profundo aprimoramento do estilo do grupo.

Um álbum que representou o ingresso do grupo no rol de bandas admiradas e com excelente aceitação pela critica.

Canções inspiradas no amor e seus relacionamentos e a luta pela vida, ou seja, faixas maduras e focalizadas em melodias rápidas e admiráveis. Mensagens que segue um estilo que sempre foi adotado nos discos anteriores.

O grupo se esforçou em produzir esse trabalho, apresentaram um material mais pesado e com estilos diferenciados, destacando as guitarras e a rapidez da bateria. O estilo não nos assusta, inspirações diversas, focalizaram seus desejos em estilos deferentes.
Mas nos deixaram alegres, rock de qualidade. Canções de impacto profundo nos corações e ouvidos, dentre os álbuns anteriores esse é o melhor.

Enfim, para que acrescente as poucas palavras deixo a admirável canção “(Fin)” e com sugestivas palavras peço: escutem-na, pois finalizou a compilação, trabalhando-se para que todo o crescimento musical das faixas anteriores não parecesse demasiadamente pesado. Perfeita.

 

Relient k, cinco trabalhos nas lojas, mostraram-se para a mídia com seu terceiro disco, em 2003.

Sua nova compilação se chama “Five Score and Seven Years Ago”.

Destaca-se pela quebra da barreira musical e repetida, não fugindo do estilo característico do grupo.

Disco que fortificou a carreira de uma banda que já tem sete anos e mais de 2 milhões de álbuns vendidos.

Trilhas aprofundadas em temas de amor e relacionamentos, as batidas mais fortes que no disco anterior moldaram um dos melhores álbuns do grupo. Foram mais ousados, mensagens que geraram dificuldade em entender. Destacando que a mensagem de Deus foi evidenciada em várias faixas.

Surpreenderam, fugiram um pouco das batidas repetidas do punk, e foram além disso, buscaram um disco maduro e delicadamente produzido. As trilhas “I Need You” e “Must Have Done Something Right” representam a caminhada pelo sucesso do disco. Faixas que mexem com a imaginação e com o sangue.

Encerrando a concisa compilação de admiráveis músicas, temos “Deathbed” com a participação especial, de nada menos que Jon, vocalista da banda Switchfoot. Faixa que sem dúvida que ficará marcada nas mentes e corações dos fãs e admiradores.





Pode ter sido estranho ler uma resenha neste estilo, contudo a intenção foi instigar a mente de todos conhecerem trabalhos que dificilmente chegarão às lojas brasileiras.

Neste embate, ficou difícil encontrar deslizes que fariam uma produção não ser boa e encontrar um vencedor. Anberlin procurou incrementar sua compilação de discos com um trabalho sincero e bem produzido. Já Relient K foi mais tímido, contudo apresentou um álbum sem enjôos, punk com destino específico, por isso, mas que não fizeram vencer este pequeno embate.

Assim, o vencedor dessa “fantasia” de embate é a banda Anberlin, com uma pequena vantagem. Mas, não pense que Relient K deixou a desejar, foram corretos e demonstraram que a música cristã está e sempre estará bem servida de excelentes músicos. Anberlin 9,8 Vs 9,4 Relient K. (deixem seu vencedor com a nota atribuída).

Por Ederson dos Reis Bastos
Críticas e sugestões: ed19br@gmail.com

Anberlin
1. Intro
2. Godspeed
3. Adelaide
4. A Whisper And A Clamor
5. The Unwinding Cable Car
6. There Is No Mathematics To Love A
7. Hello Alone
8. Reclusion
9. Alexithymia
10. Inevitable
11. Dismantle.Repair.
12. (Fin)
13. Uncanny
14. There is a light that never goes dope
15. The promise


Relient K
1. Pleading the fifth (a_cappella)
2. Come right out and say it
3. I need you
4. The best Thing
5. Forgiven
6. Just have done something right
7. Give until theres nothing left
8. Devastation and Reform
9. Im taking you with me
10. Faking my own suicide
11. Crayons can melt on us for all I care
12. Bite my tongue
13. Up and up
14. Deathbed
15. Up And Up Acoustic

Compare preços de CDs de Anberlin, Relient K

Portable Sounds / Toby Mac

Publicada por webmaster em 27 de Fevereiro de 2007 às 16:57:05 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Clique no link Leia mais... para conferir a resenha feita por Éderson dos Reis do novo álbum de TobyMac, Portable Sounds.


Portable Sounds / Toby Mac

Este ano Deus nos proporcionará adquirir grandes álbuns e o mês de fevereiro é o marco inicial para isso. Assim, e já antecipando um pouco a expectativa de todos, estamos aguardando lançamentos de bandas como: Relient K, P.O.D., Project 86, Third Day, EveryDay Sunday e dentre outros grandes grupos. Contudo, este inicio de ano parece ser o grande destaque de 2007, pois, Toby McKeehan retorna depois de dois anos do seu segundo sucesso “Welcome Deversity City” em 2005.

Pode assim dizer que Toby Mac tornou-se, sem dúvida alguma, um dos artistas cristãos mais conhecidos das últimas décadas no mundo. Ele é membro do grupo, quase extinto, Dc Talk, banda que nos anos 90 foi primordial para renascimento do rock cristão, a qual depois da separação dos seus membros permanece inerte. Toby Mac que foi o celebro do grupo permaneceu firme nos seus estilos musicais, com sua criatividade e dedicação fizeram de seus álbuns solo sucesso em críticas e vendas. Ou seja, em todos os seus discos ele tentou enfrentar seus próprios limites e expandir seus horizontes musicais. Ele conseguiu.

Todavia, “Portables Sounds” é o disco mais maduro do artista, canções diversificadas e alegres advindas da mistura Rock, Hip Hop, Eletronic, Rap e Funk. Este novo trabalho conseguiu conglomerar os mais diversos estilos musicais de Toby Mac, sendo moldadas com a habilidade de um grande compositor. As trilhas foram listadas na seqüência ideal para que todos curtam na maior intensidade possível. A primeira faixa “One World” é divertida, incrementada presença de vocais femininos em perfeita harmonia com as batidas, característica básica de Mac. Foi o single que Toby destacou neste álbum, feita para ser sucesso nas rádios. No mais, um detalhe que podemos destacar neste álbum, predominância da guitarra (Riffs fortes) e a conjuntura melodicidade do pop/rock. Em seguida destacamos Made to Love” toques mais simples e suaves, o que nada se compara a “Boomin'”e “Ignition” as quais significam uma seqüência ao disco de estréia, “Momentum”, um rock diversificado e veloz. “I'm For You” e “Suddenly” balada pop/rock. O detalhe de todo o trabalho é que não se percebia este estilo em discos anteriores do cantor e, assim como “Face Of The Earth / Chuck” tiveram um som experimental e bem executada. Sem exageros.

O álbum é cheios de brincadeiras, ao final da “Boomin'” temos a “Opera Trip Interlude” vocal lírico com fundo musical HipHop. Ainda, a faixa “Hype Man (truDog '07)” em que o filho de Toby, Truett, o qual fez participação desde do primeiro disco do pai, fez a canção mais bem trabalhada de sua pequena carreira, claro ele está crescendo. Mr. Talkbox Interlude” esta brincadeira com certeza tirará sorrisos de muitos. Brincadeira sobre a caixa postal telefônica de Toby. E claro, não podemos esquecer da participação especial de Kirk Franklin na trilha “Lose My Soul”, faixa que finaliza o disco com um ar de louvor e agradecimento a Deus, com estilo.

Toby estar mais confiante, fez deste trabalho um instrumento de divulgação do amor de Cristo. Forte liricamente e divertido nas batidas. Um álbum que não deixa seus fãs decepcionados, estilo agressivo e na mesma proporção tranqüilo. É sempre um deleite ouvir coisas novas desta mente criativa, assim como o prazer em indica-lo a todos. Assim, isso que movimentará o disco ao topo em sucesso de vendas. No mais, não sabemos se algum dia esse estará a venda pelo Brasil, porém, depois do brilhante desempenho do cd “Welcome Deversity City” é bom não ficarmos surpresos se assim encontrarmos em lojas.

Por Ederson dos Reis

Sugestões e mais criticas; ed19br@gmail.com

  1. One World
  2. Made to Love
  3. Boomin' / Opera Trip Interlude
  4. I'm For You
  5. Face Of The Earth / Chuck @ Artist Development Interlude
  6. No Ordinary Love
  7. Ignition
  8. Hype Man (truDog '07)
  9. Suddenly
  10. All In / Mr. Talkbox Interlude
  11. Feelin' So Fly
  12. No Signal
  13. Lose My Soul
Selo .gospel:

Compare preços de CDs de TobyMac

Reviews: Switchfoot / Oh! Gravity

Publicada por webmaster em 14 de Janeiro de 2007 às 22:09:37 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Éderson dos Reis traz a resenha do mais novo trabalho do Switchfoot, Oh! Gravity. Clique no link Leia mais... para conferir. Reviews: Switchfoot / Oh! Gravity

Era de se esperar que depois do lançamento do disco “Nothing is Sound” a banda Switchfoot não iria demorar em liberar mais uma compilação de inéditas. Não deixariam o mercado enfraquecer. Neste sentido, e um ano após seu último disco, chega às lojas em 26 de Dezembro de 2006 o novo álbum do grupo, intitulado “Oh! Gravity”. Sexto trabalho de uma das maiores bandas cristãs da atualidade, respeitada no cenário secular e cristão na mesma proporcionalidade. E que podemos nos justificar com as várias apresentações do grupo em importantes programas televisivos, canções em trilhas sonoras de filmes e séries e as vendas de milhões de discos pelo mundo.

Switchfoot é exemplo de dedicação ao rock cristão, sempre estiveram valorizando este selo de banda cristã e nunca deixaram que as vendas e o sucesso com a entrada no mainstream os afastassem disso. Deus os abençoou e assim continua.

Assim, o novo trabalho diferentemente dos álbuns anteriores, “Oh! Gravity” se caracteriza pela nova roupagem musical da banda, ou seja, agressividade dos instrumentos e vocais. Melodias mais simples e rápidas, as quais não se aprofundaram nas melodias dos discos “The Beautiful Letdown” e “ Learning To Breath” . Percebe-se uma linguagem mais forte e relacionada à política e ao materialismo, deixando os temas de amor e espiritualidade abafados. Contudo, este afastamento dos temas que antes foram pilares de quase todos os discos da banda é justificável, sempre em algum momento bandas com renome tentam se reinventar musicalmente, apresentando materiais mais diversos.

Todo trabalho é muito bem produzido, com canções diferenciadas nas melodias que não nos deixam enjoados depois de escutá-las várias vezes. A primeira faixa intitula o álbum, “oh! Gravity”, rápida com batidas simples e com um vocal mais agressivo, impondo-se em relação aos instrumentos. Ela assim diz em seu refrão; “Oh! Gravidade! Por que não podemos manter juntos? Filhos de meus inimigos, por que não podemos mantê-la junto? Por que esta tragédia?”. “American Dream” e “Amateur Lovers” seguindo a nova roupagem dos vocais, as guitarras são utilizadas nos mais diversos tons, um rock muito bem executado. Esta canção sai da mesma forma da primeira trilha. “Dirty Second Hands” é a melhor faixa do álbum, diversificada e visivelmente agressiva, simplificada pela ótima produção. Essas primeiras faixas são as que representam o novo caminho do Switchfoot.

Considerando aquelas canções como “I Dare You To Move”, “Learning To Breath”, “You”, “Company Car” e etc, as novas músicas não conseguem identificar o verdadeiro Switchfoot. Passam perto com a faixa “Circles”, mas infelizmente nada de se comparar há quatro anos atrás e os mais de dez anos de carreira do grupo. Quiseram acrescentar algo frenético ou muito empolgante nos shows, uma alegria maior, mas esqueceu-se que Switchfoot é mais do que simples pulos ou gritaria, acredita-se que seja sentimento. “Faust, Midas And Myself” e “Yesterdays” foram feixes de luz que esperávamos deste no trabalho, baladas sem exageros, mas são solitárias quanto à musicalidade.

Enfim, ainda restou a canção “Revenge” uma trilha bônus que não acompanha o disco, exclusiva para compra on line. Acústica e que indevidamente ficou de fora do álbum, uma balada bem aconchegante.

Todavia, não pense que o disco é ruim ou falta criatividade, nada disso, “Oh! Gravity” representa um rock alternativo de boa qualidade. Contudo, para o que representa a banda Switchfoot não chegou a ser o melhor do grupo. Faltou brilho, e aquelas faixas mais apaixonantes, mas é claro, o disco pode ter tido seus momentos e algumas intenções boas, mas não é provavelmente o melhor álbum do grupo. E ainda, o mais importante, a sempre e perfeita poesia de Jon para falar do amor de Deus, apesar de que a trilha “Let Your Love Be Strong” nos leve a pensar que ele assim quis fazer ... Deixe o mundo cair distante... todos meus descansos da vida em cima do amor, o qual criou cada respiração que me foi entregue”, mas não convenceu. Liricamente todo disco é estranho e sem um pouco de nexo em suas mensagens.

Para o rock cristão é um grande lançamento de 2006/2007, em contrapartida para o Switchfoot é um pequeno deslize, que acredito não valeu a pena deixar seus pilares ruírem. “Nothing is Sound” está disponível para a compra no Brasil. “Oh! Gravity” pode demorar um pouco mais a chegar.

 

Por Ederson dos Reis
Sugestões e criticas – ed19br@gmail.com

  1. Oh! Gravity.
  2. American Dream
  3. Dirty Second Hands
  4. Awakening
  5. Circles
  6. Amateur Lovers
  7. Faust, Midas, And Myself
  8. Head Over Heels (In This Life)
  9. Yesterdays
  10. Burn Out Bright
  11. 4:12
  12. Let Your Love Be Strong
  13. Revenge (bônus Track)


Selo: Prata.

Compare preços de CDs de Switchfoot

Cut & Move / Day of Fire

Publicada por webmaster em 10 de Novembro de 2006 às 10:17:26 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Clique no link Leia mais... para conferir a resenha do álbum Cut & Move do Day of Fire.Poucas bandas de rock tem a capacidade de repetir o sucesso do seu primeiro álbum já em seu subsequente. Day of Fire faz parte desse seleto grupo. Formado em 2004 e imediatamente contratado pela Essential Records a banda lança no mesmo ano seu primeiro disco, homônimo. Com canções fortes e um vocal característico do grunge trouxeram admiração e sucesso. Liderado por Josh Brown no vocal, um roqueiro secular convertido com um testemunho edificante, receberam sua primeira premiação no Dove Awards, na categoria melhor Álbum do Ano em 2005.

Agora, em junho de 2006 Day of Fire lança sua segunda compilação com músicas inéditas, intitulado “Cute & Move”, esse álbum marca a crescente e moderna evolução musical que o grupo está passando. Todos os fãs do grunge/rock e amantes do rock and roll e, que são influenciados por Audioslave e Nikelback perceberão a qualidade de todos os integrantes neste novo disco.

O cenário do rock cristão estar se aperfeiçoando, não limitando tão somente à bandas com renome, Day of Fire é a comprovação disso, sem muitos anos de estrada, mas com uma nítida e confiável forma de adorar a Deus. “Cute & Move” é forte e notável, não apela a instrumentos ou computação sem importância, fazendo assim aumentar velocidade das canções com um som “cru”, utilizando para isso guitarras com riffs “poderosos”.

A primeira faixa “Love” em poucas palavras “...quando está em mim eu grito, onde está o amor?/me ultrapassando, onde está o amor?/grito para fora de mim, onde está o amor?. Assim como todas as trilhas, as guitarras foram o alicerce para o sucesso geral do álbum, Greg Hionis e Joe Pangallo (guitarristas) foram audazes ao utilizarem todos os seus dons, criatividade e inspiração para o rock. Já o vocal Josh foi capaz de traduzir a liberdade de criação do grupo, ele foi seguro e não falhou. E para quem conhece o grupo Audioslave poderá comparar e perceber as semelhanças entre as duas.

O tempo total do disco não chega aos 40 minutos, faixas curtas em minutos e velozes em sonoridade. A segunda música “Run” poderia expressar e explicar tudo isso. Peso nos vocais e agressividade nos instrumentos. Simples como deve ser feito no rock. “Hole in my Hand” percebe-se o interesse de transmitir a mensagem de Deus, por mais que sua letra não seja muito clara. A banda tomou uma iniciativa que muitas bandas cristãs tem seguido, linguagens para todos os segmentos da sociedade, sejam; no segmento cristão ou no secular. Nessa canção as batidas são mais suaves, típica balada, mas com muito estilo. E, seguindo a mesma musicalidade “Cut & Move” que intitulou o álbum, nela as guitarras foram os pesos necessários para a execução de um rock and roll genial, riffs e pequenos solos apimentaram a canção. “Wake Me” tem o mesmo peso, em seu refrão as batidas simples não se perdem; “...me desperte quando isto acabar”.

No mais, essas canções iniciais, por si só, foram necessárias para compreender todo este álbum. Uma produção capaz de caminhar e não se perder. Sendo assim, todo disco representou uma aproximação as fãs seculares, mensagens não tão diretas, porém claras em seu significado, “Hole in my Hand” justifica-se ao dizer: “...com um furo em minha mão, e uma força em meu carrinho/com uma chama em meu coração, e outra vez em mim uma queimadura". A subsequente “Regret” o ritmo cai, porém, a sonoridade permanece, forte. “Far & Gone” continua a batida rápida, deixando que as guitarras se destaquem.

"When The Light” é a mais lenta e melódica do trabalho, ela diz: "... quando brilhar a luz em minha face para o mundo, e se tornar assim pequena/quando a noite me encontrar nesta maneira, eu sei, eu não estou sozinho/quando a luz brilhar em minha face...". Agora, para encerrar o disco “Frustating” e “Reborn” essas faixas finalizaram com brilhantismo, caracterizando-as pelos muitos solos de guitarra, gritos e batidas fortes de bateria, tudo isso deu um movimento harmônico e rapidez as trilhas.

Enfim, todas as canções foram executadas com substâncias necessárias para serem destaques deste ano. Músicas executadas com simplicidade e envolvidas em batidas certas, o que não as deixaram enjoativas. Uma capa que também chamou a atenção pela criatividade, utilizando o símbolo da banda para estampá-la, sem ser árduo.

Assim, todos aqueles que escutaram e adquiriram o primeiro álbum do grupo e em conseqüência disso aguardava pelo seu subsequente, não se decepcionou. Rock and Roll com produção de qualidade. “Cut & Move” e seu anterior já estão a venda no Brasil e será um ótima compra, sem dúvida alguma.

Por Ederson dos Reis Bastos
Sugestões e qualquer dúvida – ed19br@gmail.com


Compre aqui


Faixas

1. Love
2. Run
3. Hole in my Hand
4. Cut & Move
5. Wake Me
6. Regret
7. Far & Gone
8. When The Light
9. Frustating
10. Reborn

Selo .gospel:

Compare preços de CDs de Day of Fire

Good Monsters / Jars Of Clay

Publicada por leone em 26 de Outubro de 2006 às 22:17:36 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Juca, nosso colaborador no dotgospel, preparou uma resenha memorável, que se você tiver disponibilidade para ler, creio que lhe acrescentará muito. Trata-se da resenha do novo álbum do Jars of Clay, Good Monsters. Na verdade não é só uma resenha. É um resumo do último trabalho da banda e os comentários traduzidos dos próprios integrantes sobre como foi feita a produção das músicas, letras e tudo o mais foi feito. Clique no link Leia Mais para conferir.Desde sua fundação, a banda Jars of Clay tem demonstrado imensa diversidade idealista de experimentos musicais, enquanto mantém o apoio que encontra entre os ouvintes cristãos, no mundo todo.

Em 95, foi intitulada banda “alterna-folk”, devido a seu álbum de estréia 'Jars of Clay'. Em 99, 'If I Left The Zoo' oferecia desde experimentos 'retrô a la Beatles' a rock alternativo. Os trabalhos mais recentes foram relativamente 'suaves', incluindo um cd acústico de estúdio, 'Furthermore: From the Studio', uma turnê acústica, sons bluegrass e country-folk em 2003, com 'Who We Are Instead' e um cd de hinos re-interpretados, 'Redemption Songs', em 2005.

No entanto, é o lançamento de seu 7° álbum de estúdio, “Good Monsters”, que finalmente eleva o ecletismo estilístico da banda ao foco comercial e astutamente criativo.

Desde antes de seu lançamento em 05 de Setembro, já era considerado o melhor álbum do ano pela revista CCM Magazine. Certos de que eles não estavam enganados com esta definição, a publicação saiu imediatamente, acreditando ser este um lançamento histórico para a música cristã. Todos os seis membros da equipe de edição concordam que este é o álbum mais profundo lançado nos muitos últimos anos pela comunidade cristã. A revista dedicou 7 páginas ao cd em sua edição de Setembro, incluindo a página do editor. Considerado pelo veterano jornalista de música Brian Quincy Newcomb, como o melhor cd da banda e o mais inteligente cd cristão, de maior apelo musical e conceitual que ele já ouviu durante muito tempo, portanto deu nota A+, depois de muitos anos sem dar esta nota a algum cd e diz: “rock sem sacrificar a inteligência e profundidade do gênio lírico poético de Dan Haseltine”.

“Eu sei o que você está pensando - O álbum decisivo da carreira do Jars of Clay foi seu álbum de estréia, extensamente distribuído (Jars of Clay Self-tittled). Por 10 anos, eu pensei a mesma coisa... até ouvir o novo trabalho ‘Good Monsters’. “Jars of Clay me impressionou muitas vezes ao longo dos anos, mas minha opinião final é esta: ‘Good Monsters’ é a primeira obra-prima da banda. Não é apenas um passo além de qualquer coisa que o Jars of Clay já tenha feito liricamente e musicalmente, é um salto além. Acredito que este não será apenas um álbum que definirá a banda, já no estágio em que se encontra, mas será também um dos projetos mais importantes na história da música cristã.” Editor da CCM, edição Agosto.

O que torna este cd particularmente muito impressionante, é que além de trazer músicas muito bem projetadas e cativantes, “Good Monsters” ainda explora assuntos pessoais, temas sociais e teológicos com maior profundidade do que em qualquer outro álbum do Jars of Clay.

Charlie Lowell, tecladista da banda, diz: “Sinto como se tivéssemos escrito este cd mais para nós mesmos, do que para o nosso público, na esperança de que se estas canções mexerem comigo e com a banda, certamente irá repercutir entre pessoas de nossa idade, que estão passando pelas mesmas coisas, ou tentando viver de maneira similar a nossa”.

Dan Haseltine, vocalista e compositor, fala sobre o álbum: “Há maior urgência nestas canções. Há mais honestidade. De certa forma, colocamos mais peso em discussões mais relevantes, das quais nos mantivemos fora, durante muito tempo. Abordagens sobre relacionamentos e justiça social, no entanto reconhecendo que nós não temos que ser a voz da igreja”.

Ao mesmo tempo, grande parte do conteúdo lírico em “Good Monsters”, partiu de emoções muito íntimas. “Bem no começo, tive uma conversa com Matt sobre as letras, sobre como algumas das faixas focavam em uma quantia de emoção muito pequena”, Dan continua “o Jars tem tentado ao extremo focar em algumas idéias de grande abrangência. Quando escrevemos nossas canções, as letras podem tender a algo muito superior e esta estação representou ficarmos mais confortáveis em não compartilhar o todo da extremidade dianteira ou da extremidade posterior da história, compartilhando no entanto, o momento em que você está.”

Durante um tempo, de maneira crescente, a banda estava se sentido desconfortável com seu papel, observado como um tipo de porta-voz dos cristãos. “Penso que temos sido uma banda que, seja por auto-indicação ou por circunstância, teve que ser a voz da comunidade cristã”, diz Haseltine. “Após agir desta forma por um bom tempo, você começa a sentir que é assim que você deve escrever, pois você acaba forçado a entrar nesta perspectiva e começa a ter que apresentar um contexto para toda afirmação que você faz. Para todas as letras, é como se tivesse que ter um tipo de correlato bíblico. O que acabei percebendo é que não é assim que eu vivo a minha vida; não é assim que nenhum destes caras vivem suas vidas. Nós passamos por lutas. Cometemos erros. Eu cometo erros. Quando escrevemos apenas canções que podem apresentar um contexto, um argumento para algo, desta forma não estamos de fato compartilhando estes momentos.”

Steve Mason, guitarrista, acrescenta “Estamos tentando trazer para a música o peso e autoridade totais do evangelho. Há uma tendência de se condensar as Escrituras, principalmente o que Davi disse; pegar o Salmo 119 e condensá-lo a alguns momentos de crise. Porém houve vários momentos tristes, várias trevas que ele havia entrado, mas, por ser um homem segundo o coração de Deus, ele pediu coisas que poderiam ser consideradas questões insensíveis de Deus, pelos padrões atuais. Acredito que o Evangelho possui implicações muito mais intimidantes, se realmente acreditamos nisso até a morte - que Deus verdadeiramente vai nos ressuscitar dos mortos. Há implicações que alcançam pontos mais distantes, que nós raramente acessamos e raramente nos permitimos acessar.”

“Good Monsters”, completamente produzido pela banda, foi gravado à moda antiga, com a banda toda no estúdio, tocando as canções em uma única tomada. A banda fez algumas pré-produções, escreveu as canções tempos antes e investiu mais tempo ensaiando juntos, para então entrarem no estúdio. As músicas foram gravadas uma a uma e o material completo de todas as músicas foi finalmente coletado. O resultado é uma coletânea marcante de modern rock, com influências 80's e indie, bem salpicado com faixas cuja melodia é suave, que fixam na cabeça à primeira ouvida.

Mason diz que o retorno ao rock “lhes pareceu muito certo”, e disse que “Good Monsters” demonstra os benefícios de se tocar materiais mais suaves por alguns anos.

“Você aprende o seu instrumento e passa a conhecer a sua habilidade, mas ninguém de fato diz a você como se deve ouvir”, diz Mason. “Parte deste tempo foi para aprender a ouvir e a se dedicar a cada música melhor. No passado, nos sentimos obrigados a dosá-las com vários elementos e agora, considero que estamos bem quanto a nos privarmos e deixar os instrumentos falarem e os momentos serem o que são, para experimentá-los em seu devido tempo”.

“Eu não estava certo sobre como todas as experiências dos últimos anos se traduziriam na música”, Haseltine compartilha. “Tem acontecido tantas coisas para se ver e descrever. Parte deste cd é uma confissão, parte é um poema eufórico de amor, parte é como um amargo divórcio e parte é a graça divina. Nasceu de muitas experiências e conversas entre vícios, erros, amantes, solitários, cristãos e mendigos. Portanto a linguagem de restauração e o discurso honesto sobre as nossas tentativas de vivermos distante de Deus e longe uns dos outros, é um contexto musical. Unir pessoas que estão fazendo o trabalho duro de entregarem as suas vidas ao próximo e evitar a isolação, permitiu-me ver que há uma mistura de um mal imensurável e de um bem insondável por debaixo de minha própria pele e é esta Graça, Misericórdia e Liberdade que me permitem não ser simplesmente um monstro, mas um bom monstro”.

Nas três primeiras semanas após seu lançamento, o disco já vendeu mais de 35 mil cópias, número que se torna ainda mais interessante, quando associado à campanha que a banda abraça com a empresa Coca-Cola, que estendeu sua iniciativa durante todo o inverno americano, atendendo ao chamado global em favor de água limpa para as comunidades africanas. A Coca-Cola está doando 1 (um) dólar, para cada cópia de “Good Monsters” vendida neste período, o que deve somar até $100,000. Eles esperam encorajar outras corporações, para conseguirem chegar a este total. O objetivo é chegar a $300,000, para projetos pro-água.

Com 11 canções originais e um cover do hino de Julie Miller “All My Tears,” “Good Monsters” ainda traz contribuições brilhantes de alguns convidados inspiradores: Kate York, cantora e compositora de Nashville, participa de forma extraordinária em “Even Angels Cry” e ela, que antigamente era da banda Sixpence None the Richer, Leigh Nash, canta em “Mirrors and Smoke”, enquanto isso “Light Gives Heat” traz um coral de crianças africanas.

Sobre arte visual, o design dos cds do Jars sempre têm muito a analisar. Desta vez, foi o já conhecido Jonathan Richter (SNTR Best of), o responsável pela concepção, direção de arte e ilustração dos impressos de “Good Monsters”, com foto de capa de Wolf Hoffman. A inspiração da capa veio da comédia 'Monty Python and the Holy Grail' [ver detalhe no site http://www.jonathanrichter.com/]. Richter utilizou características minimalistas, com esquema de cores contrastantes de verde-maçã claro e tons escuros, também visto no make-up e figurino da banda, retratando um lado sujo, monstro do ser humano. Visual disperso, caracterizando uma nova simplicidade, limpa, modernizada. Aparentemente a preocupação da gravadora foi tornar o encarte o mais economicamente viável possível, o papel em si é bem simples, poucas páginas, poucos detalhes, porém vários pequenos erros nas letras podem ser encontrados e a fonte é muito pequena. A resolução da foto de capa está melhor que das fotos internas.

“Work” foi o primeiro single no meio secular, disponibilizado para as rádios convencionais (CHR) em 23 de Junho e online (AC) em 7 de Julho.

Estrategicamente, lançaram no meio cristão “Dead Man”, que chegou ao Top 10 nas rádios CHR com 7 semanas apenas e estava subindo rapidamente nos charts de rádios AC também. Na Billboard, o álbum emplacou a posição #58 no Top 200, enquanto nos charts específicos, emplacou #8 no Top de Álbuns Digitais, #2 de Álbuns Independentes e #3 de Álbuns Cristãos.

A banda também produziu vídeos de “Good Monsters” e “Work”, que já podem ser visualizados no site oficial e estão disponíveis no youtube (Good Monsters e Work).

“Entramos no tanque cinco vezes para gravações do vídeo (contando com a elevação adequada da água) se não subisse corretamente, tínhamos que sair do tanque... secar os instrumentos, secar as roupas, secar o cabelo... refazer a maquiagem... passar as gravatas... limpar as lentes... entrar no tanque e fazer tudo de novo... Foi o vídeo mais divertido que eu já fiz durante um bom tempo, apesar de que o vídeo de “Good Monsters” foi muito divertido também. Levou aproximadamente 9hs para finalizar este vídeo. Tivemos que boiar o tempo todo... bebemos muita água suja do tanque. Eu ainda devo morrer por ter ingerido algo naquelas gravações... temos apenas que esperar para ver. A idéia de fazer apenas uma câmera tornou as gravações problemáticas, pois não poderíamos editar entre uma tomada e outra... tivemos todos que fazer tudo certo ao mesmo tempo... não foi fácil de coordenar. De qualquer forma, foi muito válido.” diz Dan, sobre a gravação do vídeo de Work.

Nos novos vídeos aparecem também o novo Baixista, Gabe Rushavul e novo Baterista, Jeremy Lutito, que se uniram à banda, nesta nova turnê.

No início da turnê, a banda estava tocando com Leigh Nash, que infelizmente se afastou por assuntos familiares e agora a banda está viajando apenas com Matt Wertz (dados da turnê no site oficial)

“Good Monsters” vai fundo musicalmente e emocionalmente, oferecendo doze faixas-clímax de rock que conseguem tanto animar, quanto acalmar.

1. Work

Desde os primeiros momentos elétricos da faixa controversial que abre o cd “Work”, já é possível perceber que a banda assumiu um caminho diferente com este projeto e seu prazer em ir além é contagioso, espalhando honestidade e liberdade fresca, sobre cada faixa seguinte. Uma abordagem honesta da escolha do homem de se isolar e não criar situações de relacionamentos e crescimento, ao passo que nos prendemos em “espaços vazios”, sozinhos, nos propomos a uma perda daquilo que encontramos dentro dos relacionamentos.

“O evangelho não nos chama para vivermos nossas vidas individualmente, mas o individualismo e o isolacionismo deram um jeito de entrar em nossa idéia sobre o que seria uma vida Cristã digna - que ela é cheia de momentos de silêncio, onde estamos a sós com Deus. (...) percebo que estou sozinho ali, usando meu próprio conhecimento ao invés de tentar viver livre em comunhão com as pessoas. (...) Quando você está viajando, você se dá o luxo de ter um certo nível de isolação. Logo quando começamos a banda, eu era uma espécie de negociante, o contato entre a banda e a gravadora. Então de certa forma criei esta imagem, onde o motivo para eu não me relacionar bem com as pessoas e para não querer sair com elas, era por que eu tinha que lidar com toda a parte de negociações da banda. O que acabou se tornando nesta espécie de mentalidade-vítima. Mas também se tornou em uma ótima desculpa, para não ser conhecido de verdade, para não permitir que as pessoas entrassem em meu mundo. (...) E esta é uma voz crítica, repugnante e confusa na maioria das vezes. Eu sou minha própria pior estação de rádio, dizendo constantemente a mim mesmo, aquilo que eu quero ouvir - e trazendo métodos criativos para fazê-lo.”


2. Dead Man {carry me}

Misturando a sensibilidade do rock antigo, com uma pulsação poppy, intelectualismo e tendência britânica, a ritmada “Dead Man (Carry Me)”, eleva o cd e ao mesmo tempo intriga com versos como “Acordei de um sonho sobre um funeral vazio/ mas estava melhor que uma festa cheia de pessoas que eu de fato não conhecia”, que Dan explica “Eu fui a um funeral e estava lá sentado; foi um evento incrível, pois pessoa após pessoa se levantava e descrevia o defunto e você podia perceber que aquelas pessoas realmente o conheciam. E naquele momento, tive uma crise, 'quem me conhece? Quem se levantaria em meu funeral para dizer aquelas coisas por mim?' Eu não sabia e não conseguia pensar em ninguém. Então fui às pessoas que estão próximas de mim e minha perspectiva estava um tanto distorcida, pois tenho uma sensação de que as pessoas me conhecem bem menos do que eles pensam que realmente conhecem. Minha própria família, muitas vezes ficarei surpreso quando vir o que eles sabem sobre mim. Mas, na maioria das vezes, tenho uma sensação de que eu vivi uma vida protegida e eu reconheço que há muita tolice e um vazio nisto. Logo, especialmente esta parte da letra era uma forma de dizer ‘eu não sei o que é melhor - não ter ninguém para ir ao meu funeral, ou ter várias pessoas que não me conhecem’. Steve concordou para reforçar que “tudo isto estava disposto em um pano de fundo musical com uma guitarra bastante envolvente!”


3. All My Tears

Em destaque no cd, a banda faz um cover enriquecedor de “All My Tears”, de Julie Miller, que por muito tempo já vinha cantando em seus shows. “Esta foi uma música que assustava tentar fazer. Achamos melhor adaptá-la para torná-la um pouco mais rock e ficamos muito receosos, pois queríamos honrar como esta música fora originalmente escrita, o cantor e escritor Mark Heard e Julie, que passou por tanta dor crônica em sua vida. Todos estes aspectos vão com a música e quando concluímos, achamos que ela ficou muito boa, mas foi realmente assustador fazê-la desta forma. Buddy Miller, marido de Julie, um aclamado guitarrista e compositor, veio ao estúdio, todos se reuniram e tocamos a música para ele. Ele amou e disse: 'Para Julie esta música será um grande presente'. Isto permitiu que tivéssemos mais confiança com relação à música”.


4. Even Angels Cry

“Even Angels Cry” contribui com um momento de transição para outro humor presente no cd e tem participação de Kate York, de Nashville. Esta música deixa pra mim uma idéia de conforto que vem de alguém querido, tentando lembrar que apesar de todo o sofrimento, não é preciso se preocupar, se você está mal, desesperançoso, com medo, você não é único em seu sofrimento, todos sofrem, erram, precisam de ajuda, de pessoas, de amor, de milagres, de conforto... Gosto de ler “anjos” na música como “humanos”, “meu próximo”, “meu igual”, como se alguém dissesse à outra pessoa que está tudo bem expressarmos a nossa humanidade, quando as paredes estiverem caindo. O termo “anjo”, para mim, é uma figura usada para dizer à “irmã” (que assume o lugar de qualquer pessoa querida, amigo, amiga, irmão, pai, mãe...), que é normal se ela se encontrar em uma situação desesperadora e preocupante. A tendência é sempre pensar em anjos como seres invisíveis romantizados, que aparecem nas músicas cristãs ou seculares, quando a Bíblia os descreve como seres poderosos, que fazem parte de uma milícia celestial, ou são mensageiros a serviço de Deus. É uma poesia muito frágil e humana para mim, os sofrimentos abordados, o desespero da sobrevivência, as portas fechadas que encontramos na vida, o cansaço, o desgaste, a solidão, as pessoas queridas distantes, esquecidas, abandonadas, sem identidade. No meio de um campo de guerra, ali existe cada um por si, mas todos são seu próximo, todos são companheiros numa luta por sobrevivência, você vai querer ouvir de qualquer pessoa algo que alimente sua esperança, ou mesmo quando sua própria casa não é mais um lugar seguro, confortável, passa a ser tão alvo de uma destruição global, como qualquer outro lugar exposto, de paredes derrubadas. As palavras de conforto virão, mas e o cumprimento delas? Não é certo, eu gosto desta proposta de encarar a realidade dura como ela é, avisando-nos que devemos estar preparados para momentos mais difíceis ainda em nossas vidas. Tudo isto envolvido com a emoção que é desenvolvida pela guitarra e a repetição dos versos, parecendo se prolongar pelo pensamento.


5. There is A River

Este cd despiu o Jars of Clay emocionalmente falando, corajoso nos temas e exótico na expressão, com o sentimento de quem está vivendo o momento presente, especialmente forte em “There is a river”, ritmo alegre dos anos 70, rock acústico, que nos convida a “desistir e nos render, estas são coisas que você não estava designado a assumir”. A letra apesar de parecer ser das mais óbvias no cd, há controvérsias no sentido que não é o tipo de música que se canta domingo numa congregação. “There is a river” possui um tom bastante reverente e aberto sobre a Graça de Deus e sobre a direção que a fé da banda tem seguido nos últimos anos, abordando ainda referências a histórias de famílias, maldição passada por gerações, o pecado do pai para o filho etc...


6. Good Monsters

A vibrante faixa-título possui um entusiasmo incontido, que surge da melancolia do espírito e resume nossa dicotomia, mas “Good Monsters” reconhece que inclusive os questionamentos são uma forma de entrega. Nossa luta não será removida de nossa vida de fé, contudo é um elemento inerente da verdade que de alguma forma, devemos tentar sustentar, todos os conceitos falados sobre o cd num todo, aplicam-se a esta música.


7. Oh My God

A apreensiva “Oh My God” é uma das faixas mais cativantes, talvez sua compreensão seja também a mais equivocada até o momento. Ela se constrói lentamente com um início acústico suave, quase um sussurro, a uma argumentação fervente por alívio (ou seria por respostas?) A letra apenas cresce e não recolhe do discurso cheio de questionamentos honestos, afirmações e medos que ela vai apresentando. A viagem da banda à África teve seu papel na formação dos temas de “Good Monsters”. Disse Matt Odmark “Em nossa viagem à África, passamos alguns dias em Ruanda. Você vai a um lugar como Ruanda é se sente em Auschwitz - um dos cantos do mundo onde as piores coisas que podiam acontecer aconteceram e 10 vezes pior. É o que pode haver de pior, é o que todas as civilizações estão se preparando para evitar ou ignorar, logo parte de nossa viagem nos levou diretamente ao coração de todo este sofrimento. Isto ficou muito claro - Se você vai falar com Deus sobre tudo que se passa nesta vida e se Ele não tiver nenhum poder naquele momento, logo Ele não tem de fato poder nenhum. E eu penso - as pessoas em Ruanda, se eles estavam clamando a Deus, logo eles precisavam de um deus que pudesse ressuscitar as pessoas, pois os demais tipos não seriam de todo inúteis para eles”. Steve completa “Para mim, a minha tendência à fragilidade vem de meus muitos questionamentos complicados sobre o evangelho e de vê-los respondidos. No entanto eu acabo reduzindo o seu poder quando não coloco os meus questionamentos nisto. E penso que se o evangelho é verdadeiro, então ele tem que ser capaz de sustentar os piores momentos de nossa história e questionamentos e sentimentos mais ambíguos. Ele tem que comportar isto. É isto que esta música significa para mim - 'venha, traga tudo que houver, você vai encontrar uma resposta”. Talvez pelo humor sobre o qual a música trilha, esta canção fatalmente já está entrelaçada com o clássico Worlds Apart, no entanto eu particularmente, não consigo relacionar uma música com a outra, por mais que os respectivos contextos tenham pontos intercomunicáveis, o que não é nada restrito a apenas estas duas músicas. O tema de Oh My God tem poucos precedentes em minha opinião e partiu de um momento muito específico da banda, já citado, quando eles se sentem felizes em particular com esta música, por terem-na escrito. “Oh my God” é uma canção que parte de muitos lugares diferentes, é como se observássemos a desordem universal, lutas e anseios universais, não importando nossas histórias particulares e circunstâncias em que nos encontramos e reconhecermos que sempre haverá momentos em que gritamos mediante estas lutas, anseios e desordem. Neste momento ou blasfemamos ou damos Graça, analisamos esta desordem e propomos uma confissão ou um mau comportamento, olhamos com honestidade para trás e vemos como o mundo de fato é e como nós de fato somos, para então entender o sentido que tudo isto faz. Há uma urgência, uma dor nesta canção.

A música fala na segunda parte sobre diferentes pessoas que externam sua dor, sua confusão, através de uma frase pré-formada: “Oh meu Deus”, que hoje pode ser um suspiro não muito sincero, quase “em vão”. No entanto, seja você ateu ou alguém que busca Deus de todo coração, em meio a sua confusão, esta frase é a primeira coisa que se diz. Haseltine explica “Matt trouxe a idéia para a banda de usarmos a frase ‘Oh my God’ em uma música. Isto pode significar tantas coisas diferentes e é usado em tantos contextos diferentes, mas no fim das contas, significa que em algum dado momento, na vida de cada ser humano, eles têm que encarar se Deus é ou não real”. Considero que com esta música, eles jogam com esta expressão, há uma ironia ao usá-la, que denota como esta expressão tem sido usada de forma evasiva e sem compromisso, quando há motivos de sobra lá fora, para finalmente abrirmos a nossa boca para trazer uma argumentação honesta. É arriscado pensar ‘está clamando por Deus’, ele PODE estar clamando por Deus, não é improvável. Com esta música eles narram a experiência que todo ser humano vive de questionar. Entendo que a melodia dita o humor e que cada pessoa terá sua experiência particular, esta é a minha.


8. Surprise

“Surprise” muda o humor com sua melodia embriagada, emocionalmente entorpecente. É um trocadilho, apesar de que a vontade que eu tenho quando ouço esta música, é de me desligar e só pensar no sentimento épico da música. O primeiro verso me faz pensar numa analogia de alguém lutando contra o vício e uma esperança dentro de sua condição de humilhação. “Injete um sonho em teu braço e esqueça do resto/ Aquilo que te mata, não é o que mantém tua vida em xeque”. O coro embala oscilante, também entorpecente. Apesar das analogias a vícios em tóxicos, “Surprise” envolve outros temas, como o caminho mais fácil de distrações e afastamento que escolhemos, mediante realidades chocantes de nossa atualidade, afundamos numa realidade virtual de cerimoniais, metaforicamente “drogas”, que nos aliviam por um momento, ainda que esta não seja a solução efetiva. Há uma urgência para um despertar para a realidade, ainda que “cair na real” represente frustrar-se com os fatos, ao ver que o mundo de 'Oh My God', que diz que “não há cura para nossa enfermidade”, seja mais real do que pensamos ser e nos resta apenas uma esperança escassa, já que a “paz” tão almejada não é a heroína (homônimo) que nos salva, nem o amor é o que vai curar o caos.


9. Take Me Higher

“Take Me Higher” é a única música que no começo eu avançava, quanto ao aspecto melódico, que não me agradava, mas é uma música exuberante, elegante, com ótimos solos de guitarra. A melodia lembra muito o refrão de “Ordinary World” do Duran Duran. Quanto à letra, é bastante explícita, quase clichê, porém é consistente.


10. Mirrors & Smoke

É o aspecto cru e terreno de Dan, acompanhado da exótica pureza e doçura nos tons de Leigh Nash, que casam perfeitamente, contrapondo-se à pulsação e rudeza dos instrumentos em “Mirrors and Smoke”. Sempre achei que Leigh e a banda têm uma perfeita conexão, vale lembrar “With Every Breath” (do projeto City On A Hill), mas Mirrors and Smoke é diferente do que se está acostumado, quando se trata de duetos no meio cristão, principalmente no diálogo entre Leigh e Dan, inevitavelmente ambíguo. A narrativa onde o homem lamenta nunca ser capaz de cumprir a vontade de Deus por completo e Deus respondendo que, apesar de ferir seu coração, a tentativa do homem de amá-lo e tentar agradá-lo já é válida e que o ama incondicionalmente. Há um jogo de reflexo e incerteza, duas pessoas, homem/mulher, relacionamento, dando esta idéia do que seria se envolver num relacionamento e amar outra pessoa, como sendo alguém tão envolvida com aspectos bons e ruins como qualquer um de nós. E como dueto, parece sugerir que a celebração, mais do que o descontentamento mútuo pode nos levar até a Graça e Misericórdia no relacionamento, especialmente entre um homem e uma mulher. Gosto da citação que lembra a passagem de João Cap. 20, 24:27 “E sempre vou querer partir, mesmo atravessando as suas feridas/ Você ainda nega que elas são reais”.


11. Light Gives Heat

Light gives heat faz a difícil pergunta sobre as reais boas intenções do homem. É abertamente sobre os temas que envolvem o projeto da banda “B:W Mission”, na África e é auto-eximível de erros como “somos legais e vamos a outros países, tiramos fotos com crianças morrendo de fome para revistas, então doe algum dinheiro para o projeto se quiser ser legal como nós”, propositalmente denotando ser sobre ação social. Ao invés disso, a banda desafia a si própria - “estamos ajudando estas pessoas para conseguirmos publicidade e nos estimular um pouquinho, ou estamos demonstrando compaixão por elas de verdade? O que significa ter compaixão? Estamos causando mais danos que benefícios tentando ocidentalizá-las? Estamos confundindo o fato de mostrar-lhes o amor de Cristo com o fato de tentar fazê-las gostar de nós? Se formos lá e escavarmos alguns poços e oferecermos alguma ajuda prática, podemos partir com nossas consciências tranqüilas, se não nos envolvermos emocionalmente com a pobreza que estas pessoas enfrentam?” Praticamente toda a letra impacta ao ouvirmos, principalmente quando a criança é quem canta. Muitas bandas tentam fazer você chorar colocando uma criancinha para cantar. O motivo pelo qual isto funciona nesta canção é por que ela não soa como uma viagem com uma culpa forçada - é um momento honesto de investigação da alma e a criança está afirmando, enquanto Dan se faz estas perguntas sobre como ele poderia ajudar. Há referências sobre as qualidades destrutivas da cultura ocidental que atua como um massacre afogador sobre o resto do mundo.

Nós, os “heróis do ocidente”, temos muito conhecimento e tecnologia e recursos a oferecer, mas sem querer também somos arrogantes e ignorantes e não procuramos entender ou preservar a cultura daqueles que estamos ajudando. Juntamente com tudo que levamos de bom, levamos uma bagagem de coisas de outra cultura que oprimem as culturas nativas destruindo sua própria identidade cultural. Queremos torná-las em pequenas versões de nossa cultura. Dizemos que não estamos ajudando, com o único objetivo de provar para as câmeras de TV que nos importamos. Ainda que bem no fundo, seja isto exatamente o que estamos fazendo, assumindo que somos os únicos que temos a verdade para compartilhar. Pregamos a “luz” aos outros como se eles nunca tivessem visto a luz antes, segregamos suas mentes, ensinando-os a maneira ocidental de se pensar e justapondo-a (intencionalmente ou não) contra sua maneira nativa de pensar. Se pelo menos admitíssemos que somos ignorantes e não entendemos muito do que eles passam, teríamos muito o que aprender com eles (talvez não saibamos como amar, ser menos arrogantes?), ao invés de tentarmos tornar a cultura deles num clone da nossa cultura. “Em 'Light gives heat' as crianças cantam no idioma 'L'Ugandan'. Eles cantam os versos do coro. Esta é a voz africana que necessita, dizendo-nos que, apesar de nós usarmos freqüentemente nossa assistência humanitária, para trazer algum benefício para nós mesmos, eles são um povo criativo e cheio de esperança e que eles encontrarão o bem que pode vir até mesmo de nossas piores motivações. É assim que de fato vemos o mundo ocidental estreitando laços com a África - com a certeza de que nestes dias nós sabemos mais que os Africanos, sobre como construir suas comunidades, como curar suas feridas e como cuidar de sua enfermidade. No entanto as idéias ocidentais não são de fato as melhores e, realmente, é preciso que os Africanos assumam sua posição e suas comunidades, para falarem, servirem e amarem pessoas o bastante. Logo, esta música é em parte uma crítica sobre a forma como o mundo ocidental adentrou a África; por outro lado é uma confissão da banda, tentando se arrepender daquilo que dizemos para persistir em algumas das maneiras erradas de se fazer justiça. Eu me envolvi e disse as coisas que eu sou contra nesta canção. E eu fui um pouco assim. Razão pela qual a canção não é apenas uma crítica, porém é também uma confissão” diz Dan Haseltine.


12. Water Under the Bridge

“Water under the bridge” é esta receita para outra questão relacional, quando os sentimentos estão desgastados após anos de convivência, ou após muitas experiências ruins num relacionamento. E pontes não falam muito de união? É este é o momento em que se pensa se vale a pena continuar, ou é necessário afastar-se, ou não considerar mais o que passou e literalmente dizer que são “águas passadas”, ofensas e brigas encerradas e perdoadas. Liberdade se traduz em abandonar os relacionamentos dissolutos, de áspero tato? Até quando podemos sustentar a descortesia que está nos relacionamentos? Até quando devo permanecer e apostar no crescimento? “Good Monsters” não poderia encerrar com melhores questionamentos.

Juntamente com este cd, a banda se empenhou no lançamento de alguns projetos adicionais, como o 'Mini Monsters EP', lançado no Itunes, contendo 3 faixas:

“Work”
“Dead Man (Carry Me)”
“Love Me” (exclusiva)

Infelizmente, residentes do Brasil não conseguem comprar música pelo Itunes.

Site oficial: www.jarsofclay.com
MySpace: www.myspace.com/jarsofclay
Site oficial do CD: www.good-monsters.com [Site interativo, com vídeos feitos pela banda, para divulgação do cd.]



1. Work
2. Dead Man (Carry Me)
3. All My Tears
4. Even Angels Cry
5. There Is A River
6. Good Monsters
7. Oh My God
8. Suprise
9. Take Me Higher
10. Mirrors & Smoke
11. Light Gives Heat
12. Water Under The Bridge

Selo .gospel:

Compare preços de CDs de Jars of Clay

Conheça a banda Jonezetta

Publicada por webmaster em 07 de Outubro de 2006 às 10:09:56 na categoria Reviews de CDs

Reviews de CDs Éderson Reis enviou uma resenha do mais novo lançamento da gravadora Tooth 'N Nail. Conheça a banda Jonezetta e confira o seu som no PureVolume.

Clique no link Leia mais... para conferir a resenha.Cercado de expectativa chega as lojas em 03 de Outubro o primeiro álbum da banda Jonezetta, intitulado “Popularity”. Além da ansiedade que envolvia esse trabalho, a banda aguardava o reconhecimento de todos os fãs, os quais estão a espera desse faz um ano. Contratada pela gravadora Tooth and Nail's em 2005, tornou-se umas das grandes promessas do rock cristão, como também um dos grupos mais bem pagos por um contrato com gravadora.

Formado em 2004 o grupo rapidamente foi descoberto, e já em 2005 lança seu primeiro EP com quatro canções (“Four Songs Ep”), pelo selo da Tooth and Nail. Esta pequena compilação serviu para que a banda adquirisse fãs e atenção do mercado fonográfico, os singles refletiram as características e peculiaridades musicais do grupo. Um estilo próprio que não se pode nomear, mas se você acrescentar alguns ingredientes, pode ser que daí possa sair Jonezetta. Coloque uma pitada de The Killers e Franz Ferdinand, um copo de Anberlin, duas colheres de sons repetitivos e um copo de Mewithoutyou, pronto espere um pouco e aí está Jonezetta.

Depois da grande dificuldade para definir o gênero musical, percebe-se que o resultado foi ótimo. Trilhas arrojadas e delirantes, perfeitas aos fãs do novo rock and roll deste século XXI. A banda intitula seu ritmo ao Indie/Rock.

O nome é sugestivo “Popularity” (“Popularidade”), este álbum traz uma mensagem geral sobre as pessoas populares em todos os seguimentos da sociedade. Nesse sentido, a capa do trabalho foi detalhadamente elaborada para transparecer seu título.

Todas as faixas foram bem compostas, destaca-se dentre elas a que intitula o álbum “Popularity”, batidas fortes e bem elaboradas, guitarras com riffs bem executados, e uma melodia em sintonia com a bateria e baixo. Essa trilha lembra muito o som feito pela banda The Killers, em seu mais atual álbum. Outro destaque ficou pela inclusão das quatro canções que fizeram parte do “Four Song EP”; “Comunicate”, “Burn It Down”, “Backstabber” e “The Love That Carries Me”, pensei até que prejudicaria a estrutura final do trabalho, porém a banda remasterizou e modificou algumas partes, bem ajustadas, sem falhas. A trilha “The City We Live In” é bem acústica, violões e batidas lentas, quebrou o ritmo que as outras faixas traziam. A “Imagination” finaliza o cd e apresenta todas as características musicais do grupo, batidas repetidas e utilização de diversos equipamentos eletrônicos, um rock moderno, seguindo muito o estilo do grupo Franz Ferdinad.

Assim, o ano de 2006 foi ótimo para a música cristã, excelentes trabalhos foram liberados, e nesta lista salientamos, MuteMath (revelação), Jars of Clay (retorno as raízes), P.O.D (um pouco mais de peso), Underoath ( sem comentários, o melhor do ano), Skillet (aperfeiçoamento), como principais. Contudo, até o final deste ano ainda teremos alguns trabalhos de peso, Swithfoot e Third Day. Assim, para Jonezetta valeu o destaque recebido por esse álbum, uma banda com um futuro dos mais brilhantes da música. Um cd para os verdadeiros admiradores do rock, e com absoluta certeza merecedor de nosso respeito e admiração.

Por Ederson dos Reis
Sugestões e reclamações: ed19br@gmail.com

Faixas:

Welcome Home
Get Ready (Hot Machete)
Communicate
Man in a 3K Suit
Backstabber
Popularity
Love That Carries Me
City We Live In
Bringin' It Back Tonite...Everybody Start
Burn it Down!
Imagination

Selo .gospel:

Compare preços de CDs de Jonezetta

1 2 3 4  ...  Próxima >   >>

Meu Dot

Assinar Notícias

Ícone Feed RSS

Receba as notícias do .gospel em seu email gratuitamente!

Quem está online?

22 usuários online;
22 visitantes;
0 usuários registrados;