Entrevista com Relient K
Publicada por Hugo-CPN em 15 de Julho de 2008 às 15:57:14 na categoria Entrevistas
Kings X em entrevista bombástica
Publicada por anibalfilho em 30 de Abril de 2008 às 09:21:47 na categoria Entrevistas
Entrevista Paramore
Publicada por RenatoCavallera em 02 de Abril de 2008 às 11:29:08 na categoria Entrevistas
Some-se a isso uma vocalista de cabelos ruivos, Hayley Williams, com bastante carisma entre seu público, uma sonoridade produzido em uma embalagem atraente, letras sobre as angústias de ser jovem, e tem-se um dos nomes de maior apelo entre os adolescentes, que compraram quase 1 milhão de cópias do disco "Riot!" (e justamente a parcela do público que pensa que comprar CD não é a coisa mais corriqueira do mundo).
O baixista Jeremy Davis, o integrante mais velho do Paramore, de 23 anos, conversou com o G1 sobre o sucesso do quarteto, a violência no México contra garotos emos (entre eles, muitos têm o Paramore entre suas bandas favoritas) e os rumores de separação do grupo, que Davis nega, mas diz que a convivência em uma banda representa um grande desgaste.
Vocês venderam quase 1 milhão de cópias de "Riot!" em uma época em que cada vez menos se vende CD, ainda mais entre jovens, sua base de fãs. Como isso foi possível?
Jeremy Davis - Eu não sei, é algo que eu também me pergunto. Nunca esperamos que isso fosse acontecer quando nosso disco saiu. O máximo que arriscávamos era que o álbum vendesse 100 mil cópias. Mas sabe o que eu acho? Talvez isso tenha a ver com o modo como a gente se comunica com os nossos fãs. Porque eles são muito importantes para nós. Eles são a nossa prioridade.
E essa comunicação é feita principalmente através da internet, não?
Davis - É verdade, sempre que nós temos um tempo livre, se estivermos em casa, por exemplo, isso pode ser feito. A internet é maravilhosa para mantermos a comunicação com nossos fãs.
Vocês estouraram quando eram muito jovens, principalmente no caso de Hayley, que tinha menos de 18 anos quando isso aconteceu. Você acha que a banda perdeu muita coisa que adolescentes comuns costumam fazer por causa dos compromissos?
Davis - Eu pelo menos consegui terminar o ensino médio, mas Zac, Josh e Hayley [que tem hoje 19 anos e tinha 14 quando a banda começou] estavam ainda na escola quando as coisas aconteceram. Mas sabe do que eu sinto falta? Do contato com meus amigos, de nossa amizade não ser a mesma coisa de antes. É meio difícil, sabe? Todo esse ritmo é meio louco.
Qual é a verdade em relação aos rumores de que a banda iria se separar?
Davis - ;Eles não têm um pingo de verdade. Muita coisa se passou entre a gente, foi muito tempo na estrada e quase três anos sem ter um descanso para valer. As turnês te desgastam muito, desgastam seu corpo. Nós sempre fizemos o que as pessoas pediam e nunca fazemos o que a gente quer fazer. Pela primeira vez a gente queria ser egoísta e ir embora, porque tinha muita coisa rolando entre a gente, todos crescendo, virando adultos e passando por mudanças. Coisa de pessoas normais. Todo mundo muda. Isso é difícil quando se está na está na estrada. O que a gente precisava era ir para casa.
Não é contraditório fazer tudo o que as pessoas pedem e ter um disco chamado "Riot!" ("Revolta!")?
Davis - Olha, nós escolhemos o nome "Riot!" porque é algo realmente a respeito de nossas vidas. A gente precisava transmitir isso nas letras. Nós procuramos o significado da palavra "riot" no dicionário e estava lá: "uma explosão sem controle de emoções". Isso o que nosso disco representa. Emoções saindo diretamente da gente.
E o próximo disco, como vai ser diferente em relação a "Riot!"?
Davis - Não sei... Vai ser parecido com "Riot!" no sentido de que a nossa sonoridade vai ser mantida. Mas, por exemplo, a diferença entre "Riot!" e o nosso primeiro disco é que as letras eram mais maduras. Essas mudanças nas composições acontecem principalmente quando a gente está na estrada. Eu estou empolgado.
Como vocês lidam com o público de alguns festivais que atiram garrafas no palco que vocês estão tocando?
Davis - A platéia é sempre a nossa prioridade. Se o público não está animado, nós não vamos ter um bom show e vice-versa. Quando começam a atirar garrafas na gente é meio ruim, sabe? Se eles não gostam da gente, porque não saem e vão assistir a outra banda? Por que precisam atirar objetos? Nunca fez sentido para mim que eles perdessem tempo fazendo isso.
Em uma entrevista Josh e Hayley disseram que não elegeriam Hillary Clinton para presidente dos Estados Unidos porque, nas palavras deles, "ela é louca". Isso é verdade para você também?
Davis - [Ri, surpreso] Nós não somos uma banda política. Nós não entramos muito nesses assuntos. Eu vou votar, mas eu nunca tive muito tempo para conhecer o que os candidatos vão fazer por você. A gente teria que pensar muito antes de fazer qualquer tipo de sugestão.
Você soube que nos últimos dias houve uma grande onda de violência no México contra garotos emos - muitos deles seus fãs?
Davis - Puxa, não sabia disso. Na verdade, eu não tinha idéia. Definitivamente não apoiamos esse tipo de coisa. Não é legal, não é uma coisa para te deixar empolgado, sabe? Definitivamente não é coisa boa. Nossa música é sobre esperança, é sobre trazer esperança para quem ouve.
Vocês tinham conhecimento de que há uma base considerável de fãs do Paramore no Brasil?
Davis - Sim, desde que nós começamos de verdade, quatro anos atrás, uma das primeiras pessoas a comentar sobre o nosso som era do Brasil. E eu acho isso bastante louco. Não lembro o nome da garota, mas ela disse que falaria para todos os amigos sobre a nossa música. E, um pouco mais tarde, estávamos em um chat na internet com mais de 300 fãs e mais da metade era do Brasil.
Vocês têm planos de tocar no país ainda neste ano?
Davis - Ainda não existem planos concretos para este ano, nós estamos trabalhando nisso agora mesmo, porque quer mesmo ir para aí.
Fonte: G1
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Fim do Fruto Sagrado e o novo projeto são pautas em entrevista com a banda Passos
Publicada por RenatoCavallera em 31 de Março de 2008 às 20:30:07 na categoria Entrevistas
O Fruto Sagrado acabou? A banda Passos é uma banda de louvor? O que é a banda Passos?
É claro que perguntas dessas estão no ar há um bom tempo e cremos que você gostaria de saber as respostas, por isso que o dotGospel resolveu fazer uma entrevista com a banda Passos, para que você possa conhecer o presente, passado e futuro da banda e o presente e futuro do Fruto Sagrado.
Primeiramente, a bomba: o Fruto Sagrado não acabou.
Outra coisa que deve ser ressaltada é que a banda Passos é um Ministério, que diferente da proposta do Fruto Sagrado visa outras coisas que sua música, as quais você só irá entender na entrevista.
Formada por Suzana Cordeiro (vocalista), Henri Passos (vocal e violão), Sylas Jr. (bateria), Bene Maldonado (guitarra) e Daniel Tinoco (teclados), com a participação de Júlio César como baixista free-lancer, a banda possui raizes em São Gonçalo-RJ e já vem realizando vários shows pelo estado e gravando seu primeiro álbum de forma independente à ser lançado ainda neste ano.
Considerada filha do Fruto Sagrado, a banda é o projeto paralelo com dois integrantes do FS, Sylas Jr. (bateria) e Bene Maldonado (guitarra), além de Henri Passos (acessor de imprensa do Fruto) que ficou conhecido com o grito de "Vai Acabar" no álbum "Distorção", lançado pla MK Music.
Para conhecer esse novo trabalho que "em termos ministeriais é mais amplo que o do FS" acesse o MySpace oficial da banda ou a Comunidade Oficial no Orkut.
A entrevista foi concedida à Renato Cavallera, com perguntas criadas pelo próprio e por Luciana Assunção com exclusividade para o site dotGospel.
Como surgiu a banda Passos?
Na verdade surgiu dentro ainda do fruto sagrado, quando conversávamos a respeito de um cd mais voltado para a adoração. Naquele instante estávamos com o Henri (vai acabaaaaaarrr ...rs) bem envolvido nesse projeto juntamente com a banda. Depois que decidimos dar umas férias para a banda resolvemos dar continuidade à idéia à parte do Fruto. Convidamos a Suzana Cordeiro e o Danielzinho (Daniel Tinoco) para fazer parte dessa idéia. Nós procurávamos um nome que resumisse a idéia básica do cristianismo do discipulado. E esse nome se encaixou como luva.
O que podemos esperar da banda Passos?
Uma banda pop rock voltada para a adoração. Um trabalho que segue a tradição do FS em relação a letras, porém voltado para a igreja.
Vocês pretendem se veicular a alguma gravadora e quando sai o cd?
Definitivamente não. As gravadoras perderam sua força com o advento da internet. O que já está certo fazermos é apenas um contrato de distribuição. Toda a parte de divulgação que era feita pelas gravadoras, agora faremos nós mesmos. Temos ao nosso lado a experiência de anos com o FS. Essa é uma vantagem em relação a outros trabalhos que estão começando hoje.
O cd sai ainda esse ano. Se possível no início do segundo semestre.
Qual a posição de vocês quanto a pirataria e qual a estratégia da banda em combate ao mesmo, vendo que isso interfere bastante na arrecadação com cds?
Não temos nenhuma estratégia para isso. Contamos apenas com o bom senso das pessoas. Nós entendemos que a pirataria não tem mais retorno.
Porque Sylas Jr. e Bene Maldonado decidiram formar outra banda?
Na verdade, esse trabalho em termos ministeriais é mais amplo que o do FS. O FS é uma banda de Rock que grava cds e faz shows. A palavra “ministério” para o Fruto nunca nos caiu bem. Somos uma banda de Rock que falamos aquilo que pensamos, e nada mais. Sabemos que os cds e os shows abençoam as pessoas e ficamos felizes em poder fazer essa pequena parte para a divulgação do evangelho.
O Passos não é exatamente uma banda. É mais amplo. É um ministério. A idéia não é apenas fazer shows e gravar cds, mas de alguma maneira ministrar para as pessoas nas igrejas também com música e pregação. Temos projetos futuros de retiros espirituais, Workshops voltados para músicos cristãos, assim como o engajamento em questões sociais. Essas coisas são mais pertinentes a um ministério, e mais difíceis para uma banda.
A partir de agora todos os integrantes da banda pretendem seguir apenas no Passos em relação a projetos musicais?
De modo algum. O Henri e a Suzana trabalham firmemente nos projetos da igreja que pertencem, assim como Sylas e Bene temos a nossa parceria tanto no FS como em outros trabalhos. O Daniel também é músico profissional e continuará dessa forma.
As comparações com o Fruto Sagrado são inevitáveis, como vocês encaram isso?
Isso faz parte. O Fruto graças a Deus se tornou uma banda nacionalmente conhecida. Temos muitos fãs por todo o Brasil. Mas o importante é que as pessoas entendam que um trabalho não concorre com o outro. O FS tem um lugar único, assim como o Ministério Passos também tem o seu.
O que vocês acham da cena Rock/Adoração do Brasil atualmente?
Acho que existem algumas boas coisas. Porém existem muitos trabalhos que querem imitar o que é feito na Austrália e nos EUA. A imitação nunca é boa. O Fruto se destacou exatamente por não ser parecido com nada. Também no “Passos” tivemos essa mesma filosofia. Procuramos caminhos ainda não trilhados nem por brasileiros nem por estrangeiros. O resultado pode ser comprovado, é único.
O que vocês gostariam de dizer para os leitores desta entrevista?
Que amem a Jesus e busquem entender o significado do sacrifício de Cristo na Cruz. Sinceramente não há nada mais importante que isso na vida.
Aah..... leiam sempre a Bíblia.
O site .Gospel agradece a participação de vocês, e todos nós estaremos orando pelo Passos e gostariamos de pedir para vocês deixarem uma mensagem para os nossos leitores.
A gente agradece as orações, fiquem com Jesus.
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Novidades do Luciano Manga (ex-Oficina G3)
Publicada por RenatoCavallera em 31 de Março de 2008 às 16:49:02 na categoria Entrevistas
O cantor, compositor e apresentador de TV Luciano Manga, ex-Oficina G3 e atualmente vocalista do Vineyard, irá lançar um livro ainda este ano. Em rápida entrevista à Renato Cavallera para o portal Gospel+ durante a Expo Rio Cristã 2008, Manga contou que irá contar um pouco de sua história na música, incluindo o início do Oficina G3 e sua saída da banda.
Manga que apresenta o Fabrica Som na TV Boas Novas, falou também sobre seus projetos músicais, que atualmente estão paradas devido a problemas com a gravadora. "(...) é, estão meio parados. Eu vou gravar esse ano o novo do Vineyard" que acontecerá no dia 10 de Abril em São Paulo.
Manga explicou que o boato de que Juninho Afram e o Oficina G3 estavam lhe chamando para voltar a banda e gravar um novo projeto é verdadeiro. Aconteceu antes do álbum "Alektracustika", em uma conversa informal, porém, "to esperando até hoje" disse Manga. Quando indagado se fosse hoje convidado a voltar a banda Luciano respondeu: "Claro!"
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Entrevista com Joey Summer
Publicada por RenatoCavallera em 06 de Março de 2008 às 14:10:16 na categoria Entrevistas
Recentemente Larry Norman, o pai do Rock Cristão morreu deixando saudades e um legado. No Brasil, o nosso pioneiro foi e é Joey Summer, um dos primeiros a tocar guitarras distorcidas com letras que falavam de Deus.
Filho de uma cantora lírica e musicista, Joey começou a tocar violão aos 11 anos, hoje, ele é patrocinado pela Michael e guitarrista da banda de pop/rock Cristão Novo Som, sendo compositor de algumas músicas da mesma como por exemplo "Um Dia a Mais" que se tornou a música título de um CD da banda. Ele se prepara para lançar seu primeiro álbum solo, entitulado Nascer, que retoma o Rock, o Metal e o
Hard Rock antigo que tanto embalaram o Brasil e o mundo nos anos 80'.
Em seu álbum solo, Joey traz algumas surpresas, como por exemplo a gravação da música Rough Ride To Paradise do guitarrista da multi-platinada banda Europa. O álbum quebra paradigmas no mercado evangélico brasileiro, pois custará apenas R$5,00, produzido com tecnologia SMD, a mesma usada por Lucas Souza em seu último álbum.
Pra quem gosta de Petra, Stryper, Whitecross ou Dale Thompson, o som de Joey é uma boa pedida:
Site oficial: www.joey-summer.com
MySpace: www.myspace.com/thejoeysummerband
Purevolume: www.purevolume.com/joeysummer
Contatos para shows:
X MultiFunções: www.xmultifuncoes.com.br
Telefone: (21) 9843-9898
Joey nos concedeu está entrevista no dia 04 deste mes. Confira a entrevista completa concedida com exclusividade à Renato Cavallera do .Gospel.
Porque você quis lançar um álbum solo?
Na verdade eu acredito que pela mesma razão que a maioria dos músicos acabam fazendo. Expressar cem por cento o que se gosta de tocar e compor. Eu sempre fui um músico flertando com o rock and roll desde que começei minha carreira no final dos anos 80. Bandas como: Kansas, Queen, Deep Purple, Giant, Journey, Toto, Stryper, Petra, Winger, etc, sempre me influenciaram claramente na hora de compor, tocar e até mesmo cantar. Durante muitos anos eu sempre fiz parte das bandas que toquei, algumas delas até da formação original eu participei, mas eu nunca tinha feito um projeto totalmente solo, por minha própria conta e risco. Quando eu começei este projeto, minha ex-banda (a última antes da minha entrada pro Novo Som), o Arena, tinha acabado de encerrar as atividades e parte do material que eu tinha composto para o segundo álbum da banda (que não chegou a ser gravado) seria então o meu primeiro cd solo. Pois bem... quando eu entrei em estúdio, logo no início das gravações fui convidado pra substituir o guitarrista do NS (Novo Som) da época, o Dudu Ramos e acabei arquivando o projeto até 2006 quando o retomei voltando ao estúdio e compondo o restante do material. Músicas como: Águas, Nascer e Aonde Deus está, todas gravadas no meu cd, com excepção de Águas, gravada pelo Novo Som no álbum "Vale A Pena Sonhar", foram escritas naquela época.
Quais as principais influências do álbum Nascer?
Então... Em um somatório de tudo que já influênciou na minha vida musical, eu diria que este álbum é um trabalho de rock and roll com um traço forte do rock dos anos oitenta. Mas eu não o considero um álbum retrô, porque também tem algumas influências de algumas bandas que tenho ouvido nos últimos tempos e são mais "modernas" como: Three Days Grace, Chevelle, Nickelback, Third Grace, etc... ainda que sejam apenas "traços" destas influências mais recentes, acredito que são mais do que o bastante pra tirar a "nostalgia" dos anos 80 e deixar apenas as boas influências no lugar. Uma curiosidade: A faixa Nascer foi composta junta com outra faixa que acabei produzindo para o projeto de um cantor da cidade de Boston nos EUA, dono de uma produtora de eventos que levou o Novo Som na América do Norte em 2003. A faixa era pra ser do meu cd solo e se chamava Roads Of Gold e chamei pra gravar esta faixa o Geraldo Abdo, Mito e o baixista que toca comigo no Novo Som, Charles Martins. Nascer veio desta época e por pouco não escapa de ser uma faixa em um cd de outra pessoa, se eu não tivesse escrito Roads of Gold para o projeto do cantor ao invés de Nascer, o que me faz achar que esta faixa é ainda mais especial dentro do projeto do que pudesse imaginar na época e, por ser a primeira a ser composta e expressar bem a propósta deste meu projeto, tornou-se também o título do meu primeiro disco solo.
Porque gravar Hard Rock?
Pois é...esta questão do "rótulo" é bem discutível. Nos anos 80 servia pra classificar e dividir bandas de rock que tocavam de forma diferente a mesma música (risos) e precisavam de públicos diferenciados. Mas no fundo tudo era rock partindo do blues! Eu nem sei o que dizer quando me falam que o meu cd é hard rock. Eu o considero até leve para ser um CD de hard rock (vide Winger, Danm Yankees, etc...) e pesado demais para ser um CD pop. Sendo assim eu gosto de pensar nele como um álbum de rock com influências de metal (ainda que eu acabe o rotulando assim mesmo) ainda que variado dentro desta proposta. Veja por exemplo o Bon Jovi, que apesar de ter riffs de guitarra pesada com claras tendências de hard, consegue soar pop se comparado a outras bandas de som pesado, mas ainda sim é pesado se compararmos ao Tears For Fears que também usa de clara "pegada" rockeira e são infinitamente mais pops e voltados ao soul e ao blues.
Como você conseguiu poder gravar a música "Rough Ride To Paradise" do guitarrista da multi-platinada banda Europe?
Eu sou amigo (virtualmente falando) de Roger Ostman, editor de Kee (ex-guitarrista da banda Europa) pela Gem Publishing da Suécia. Somos amigos a pelo menos uns 2 anos e eu não sabia que ele era editor das músicas de Kee. Um dia por curiosidade eu perguntei a ele se o álbum "Shine On" do Kee Marcello ainda estava em catálogo e ele me respondeu que não e me enviou todas as faixas em mp3. Eu achei um cd fantástico e muito gostoso de ouvir. Roger, logo em seguida me perguntou se eu gostaria de gravar algo deste álbum. Eu prontamente optei por Rough Ride To Paradise, uma das que mais gostei no trabalho dele e foi desta forma. Algumas coisas acontecem simplesmente sem que ao menos tivéssemos imaginado que aconteceriam. Eu não alterei quase nada da forma original da canção. Apenas adicionei mais vocais (backings) em trechos que não os tinham e incluí um solo de sax no arranjo do final da música, gravado pelo meu amigo Marcos Bonfim (o grande Bonfá) que o executou de forma brilhante como sempre.
Hoje, com a volta de famosas bandas dos anos 70' e 80' você vê a chance de uma revitalização do Hard Rock?
Olha, não só do hard rock, mas da música (boa música) como um todo, em geral. Não se pode negar que ainda existam muitas bandas e artistas bons e criativos nos anos 2000 fazendo coisa boa de verdade, porém, triste é ver a esmagadora gama de coisas realmente ruins e sem "histórico" entupindo as rádios graças a poderosos "jabás" de gravadoras que só priorizam o dinheiro. Sempre foi assim em todos os tempos, mas acredito que de uns anos para cá piorou bastante. Agora, eu aposto muito na questão da "indústria virtual" que vêm obrigando aos músicos a compor melhor e ter mais "acuidade" com seus trabalhos, afinal se a música for ruim, o usuário (consumidor) irá optar por não baixa-la e sim a do outro artista que ele se identifica mais. Estas questões ainda estão em discussão, mas temos de ver o lado bom das coisas e tentar nos adaptar a elas. As facilidades de se gravar que temos hoje são uma faca de dois gumes, tanto se pode produzir boas coisas com custos muito mais baixos e retornos mais certos como se pode também por na rua coisas de baixa qualidade de uma forma geral e alcançar a mídia virtual de maneira quase que sem custos. Temos realmente que "filtrar" o que ouvimos. Mas eu espero que o hard rock, o pop rock, a dance music e outros estilos que foram tão bem representados nos anos 80 por artistas variados e de altíssima qualidade, retornem com o fôlego da nova geração pra mudar esta "pobreza" musical que a mídia nos empurra garganta a baixo todos os dias.
O álbum Nascer custará apenas R$5,00 por ser feito com SMD. Esta iniciativa começou no Brasil pelos Cristãos. Você crê que este pode ser o começo de uma inciativa para baratear todos os álbuns lançados no Brasil?
Sim. Eu estou pondo fé no SMD como uma maneira de tentar "frear" o processo cancerígeno da pirataria. É triste ver algo que você lutou tanto para produzir chegar às ruas de todo o país exposto de maneira desqualificada e dando lucros apenas a quem nada fêz no processo de produção. Ainda não acho que seja um método satisfatório para o artista que banca sua própria produção executiva, afinal, por apenas 5 reais você dificilmente consegue retomar todo o seu investimento dispensado no projeto. Mas eu olho da seguinte forma: o SMD é o seu "portifólio" para que outros produtores, público em geral, gravadoras, etc... venham a tomar conhecimento do seu trabalho musical e com isto, você consiga sobreviver dos shows, que é o que realmente sustenta o músico nos dias de hoje. Já faz muitos anos que a indústria fonográfica não põe comida no prato da família de um músico, mesmo os que estão encabeçando a mídia. Devido a muitas variantes, entre elas a própria pirataria, o artista/banda tem de fazer muitos shows para continuar tendo preservada sua qualidade de vida e sustendo.
Há muita diferença para você tocar o som do seu trabalho solo e o som do Novo Som?
Sim, com certeza. Quando eu fui convidado para assumir as guitarras da banda, eu sabia que muito mais do que tocar o repertório da banda eu teria que me adaptar a toda uma "estrutura musical" completamente diferente da que eu estava acostumado em outros projetos. Apesar de ter me adaptado facilmente à parte mais "rockeira" do repertório (óbviamente), eu tive que reaprender toda uma linguagem musical que nunca foi o meu forte e nem nunca me "seduziu" musicalmente a tocar, como o charme, o melody, funk, etc. Alguns destes estilos, considero muito legal de se ouvir, mas para um guitarrista são muito chatos de tocar...(risos) Muitas coisas eu já ouvia antes como Earth, Wind and Fire, kool and the Gang, etc e me serviram como referencial, mas nunca fui fã de todo o repertório destas bandas me limitando a tocar (em bandas de clubes em que já toquei) o repertório mais "comercial" destes grupos e que confesso, até curti muito na minha adolescência. Sempre fui muito admirador e fã do Novo Som, antes mesmo de conhecê-los pessoalmente mas confesso que nem de todo o repertório da banda eu gostava. Sempre me identifiquei com as baladas na onda do Chicago, Journey, Toto, etc... E foi o que realmente me atraiu quando fui convidado por Geraldo Abdo e Mito para acompanhá-los nos shows. Já no meu projeto solo, cem por cento do que eu estarei tocando é sem dúvida o que eu gostaria de passar o resto da minha vida tocando (risos...) e fora a liberdade de se estar no meu próprio projeto e poder tomar as decisões que melhor me convir tomar. Parte da banda que vai estar nos palcos junto comigo, é parte da minha história musical também e isto conta demais. O Markcell, baixista por exemplo, tocou comigo em quase toda a minha caminhada musical e o tecladista Daniel Lamas a mais de dez anos é meu parceiro musical nas composições e produções desde que começamos o Arena em 1997. O estilo é rock and roll total e é o que sempre eu toquei e fiz durante minha trajetória, ou seja, sim eu estou em casa na JSB.
Além de tocar guitarra você é fotógrafo, a fotografia é mais que um hobby para você?
Durante uma época da minha vida eu até pensei em seguir como fotógrafo profissional, fazer cursos e tal, tive até um pequeno laboratório de revelação em PB dentro da minha casa. Mas com o tempo acabei sendo mais e mais absorvido pelo meu ideal musical e a fotografia tornou-se um hobby sim. Hoje eu nem tiro tantas fotografias assim e com a facilidade da manipulação digital, posso hoje partir pra outros lados usando inclusive o bom e velho PS (Photoshop). Mas quase tudo que já fiz acabou me sendo útil na minha vida profissional. Tudo foi e é valido. Detesto pensar que na vida só possamos ser ou fazer uma única e determinada coisa. Podemos sempre ser e ousar mais!
Quais são os outros projetos em que você está envolvido?
Bom, ultimamente tenho me dedicado a compor material para outros cantores. Recentemente fiz uma música para o novo cd da Pamela que ela deverá estar gravando em breve. Também compus algum material para o próximo cd do Novo Som, que deverá ser lançado ainda no primeiro semestre de 2008 pela MK Publicitá. O material ainda não foi definido pela banda que terá uma audição para a escolha do repertório em breve. Estou praticamente dividindo meus últimos dias nestes projetos e nos preparativos de finalização do meu cd. Acho que nunca me dediquei tanto a um projeto e tenho realmente acreditado que Deus tem bênçãos muito especiais a proporcionar as pessoas através deste cd solo, algo que nem mesmo eu ainda entendo perfeitamente, mas está mais do que traçado por Deus.
Você gostaria de deixar um recado para os leitores dessa entrevista?
Gostaria de dizer que Deus sempre nos mostra aquilo que não queremos ver. A vontade Dele sempre é a melhor, mas nem sempre a nossa vontade é a Dele. Por isto temos de nos moldar a vontade do Pai, aceitando o que nos vem seja por provação ou puramente por conseqüência da vida que enfrentamos. Estejam sempre ligados na fonte da vida que é Jesus cristo e não tenham medo de serem diferentes aos olhos do mundo, porque viemos mesmo para "desagradar" a maioria, pois o céu nunca foi para todos, mas sim para os que realmente se colocam na direção retilínea da vontade de Deus. Eu agradeço muito o carinho e receptividade do Dotgospel.com e por abrir este espaço virtual para falar deste projeto que vêm sendo tão especial na minha vida. Agradeço também todo o carinho que tenho recebido dos fãs ao longo deste sete anos que estou no Novo Som. Fico muito lisonjeado por receber esta atenção e carinho e tento retribuir na medida que me é possível, inclusive através do meu Blog Oficial localizado no meu site oficial (www.joey-summer.com), onde eu estou sempre atualizando com novidades e respondendo aos comentários dos fãs e amigos.
Obrigado e bênçãos para todos os internautas ligados no Dotgospel!
O DotGospel agradece a sua participação, estamos orando pelo seu trabalho e projetos e desejamos que Deus lhe dê força para seguir cada vez mais longe nesse caminho.
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Entrevista com Delirious?
Publicada por RenatoCavallera em 18 de Fevereiro de 2008 às 10:53:26 na categoria Entrevistas
No sábado (dia 08/02) banda britânica Delirious? participou de uma coletiva de imprensa em São Paulo para falar sobre seus shows no Brasil e a gravação com André Valadão.
A entrevista foi realizada por César Ricky Mendes, jornalista e guitarrista da banda Cristã de Rock Celta Tehilim.
Algumas coisas que ficaram bem claras na coletiva: O cansaço da banda (que ainda assim foi super simpática); o amadorismo da mídia Cristã brasileira (fazendo com que a banda terminasse a entrevista antes do horário combinado, visivelmente incomodada com perguntas que mais pareciam vir de fãs do que de repórteres); e que a gravação com André Valadão foi uma grande jogada de marketing (que de certa forma, favorece os dois lados: o brasileiro visando o mercado exterior, e os britânicos fortalecendo seu nome por aqui).
Show do Delirious? é sempre um bom show. Mesmo cansados o esforço da banda foi grande – sem falar na experiência de palco gigantesca que a banda tem, e que fez uma diferença enorme.
Confira alguns momentos do curto tempo da coletiva de imprensa.
Sobre voltar ao Brasil em menos de um ano e meio:
Stu G: “Da primeira vez que viemos, gostamos demais do Brasil. Fomos embora sabendo que voltaríamos”.
Sobre a música precisar de uma espécie de “reforma” e a igreja precisar de uma nova “reforma protestante”:
Stu G: “Não me vejo nem como católico nem como protestante, penso que sou apenas cristão. Por esse motivo não consigo pensar numa nova reforma. Acho que o importante é como está você com Deus e como isso é repassado na sua vida como igreja. Independente de congregar num templo ou numa cabana. Sobre a música, posso dizer que somos pessoas que gostam de se divertir tocando”.
Sobre a música History Maker:
Stew Smith: “Quando escrevemos essa música não tínhamos noção da dimensão que ela tomaria. Se hoje estamos fazendo parte da história, de alguma forma, esse não foi nosso ‘objetivo’, se é que podemos chamar assim. Fizemos nossa parte e as coisas simplesmente aconteceram”.
Sobre o novo álbum, Kingdom of Comfort, que mostra a banda completamente influenciada pelas visitas que fizeram pela Índia e pelo Brasil:
Stu G: “Quero agradecer muito por essa pergunta. Mas é realmente o que sentimos. Ficamos inconfortáveis com a nossa situação, nós temos tanto e outros não têm nada. O extremo de pobreza em países como a Índia e o Brasil são muito grandes. É inacreditável ver que dentro dessas nações têm lugares tão ricos e outros tão pobres. Isso não somente nos marcou como também nos desafiou. Sentimos que não daria para continuarmos da mesma forma se não ajudássemos de algum modo. O CD novo fala sobre isso, sobre o impacto que sofremos conhecendo esse cenário”.
Sobre as letras mais maduras no novo CD:
O vocalista Martin Smith foi enfático ao falar sobre a mudança de rumo das letras do Delirious?, que não seguem mais a linha “alegre” de Happy Song, mostrando a banda falando de temas mais profundos: “Estamos ficando mais velhos”.
Sobre assumirem projetos sociais na Índia após a visita que fizeram ao país:
Martin Smith: “Queremos fazer nossa parte como igreja. E fazer nossa parte como cristãos. Adotamos um trabalho de recuperação de crianças filhos de prostitutas, na Índia. Queremos dar educação e oportunidades diferentes para essas crianças”.
Sobre a saída do baterista Stew Smith:
Stew: “Depois de pouco mais de quinze anos tocando na banda, essa não é uma decisão muito fácil de tomar. O Delirious? faz parte da minha vida e de alguma forma, continuarei ligado à banda. Faço parte da criação desse projeto e realmente não achava que chegaríamos tão longe. Mas agora é o momento de parar e fazer outras coisas. Algo que não aconteceu em momento algum foi a banda pensar em parar por minha saída. Haverá um show de despedida em maio, em Londres, e o novo baterista é um grande amigo nosso, que já tem trabalhado conosco algumas vezes”.
Sobre a gravação com André Valadão:
Martin Smith: “Nós não conhecemos o André Valadão e nem sua música. Fomos apresentados da última vez que estivemos aqui. Sabemos que ele é uma boa pessoa e o respeitamos por isso. De qualquer forma, será uma boa gravação, podem apostar”.
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Entrevista: Eduardo Lissi, guitarrista do Catedral e líder da banda AudioLife
Publicada por yila em 06 de Fevereiro de 2008 às 17:06:35 na categoria Entrevistas
O site Clube 144 entrevistou o guitarrista da banda Catedral e líder da banda gospel AudioLife, onde ele compartilha um pouco de sua história e fala sobre sua vida profissional, sobre como conheceu a família da banda Catedral e seus projetos com uma banda gospel como também suas opiniões em relação a alguns assuntos.
"Em resumo, diante dessa essência, vamos ser menos críticos, mais interessados em novidades. Lembro que rock com adoração não combinava, em 1993 comecei a fazer isso com o Santuário e só hoje, considerando os padrões estrangeiros – lê-se made in Austrália, é que se aceitou esse tipo de estilo. Virou até moda. Como sempre o que vem de fora é melhor do que a gente cria. A culpa é de todos. Poderíamos ser maioria esmagadora nesse país. Mas quem sabe um dia a gente passe a entender melhor as Palavras de Deus. Apesar disso estamos indo, creio que vai ficar melhor...depende de nós, de aceitarmos as mudanças que ajudam a crescer. O pensamento é de sermos UM em Cristo (Efésios 4)."
Para conferir a entrevista completa, clique aqui
Araya, vocalista do Slayer, fala sobre sua fé em Deus
Publicada por SwItChFoOt em 02 de Fevereiro de 2008 às 20:48:46 na categoria Entrevistas
Tim Henderson, do BW&BK, recentemente teve uma conversa com Tom Araya, vocalista da banda secular Slayer, sobre diversos assuntos, incluindo sua espiritualidade.
BW&BK: Você é o mais espiritual da banda?
Araya: "Eu acho que eu sou o único que se aproxima disso".
BW&BK: O que faz você levar a vida dessa maneira? Cultura chilena, pais, seu passado?
Araya: "Meus pais, eles me fizeram católico, então eu cresci com a religião em minha vida. Eu penso que este é o motivo. Isso realmente me fez uma pessoa melhor. Eu tento ensinar meus filhos para que acreditem ou não. Acreditar e ter fé - fé cega. Jeff (Hanneman - guitarrista) me perguntou uma vez, 'Você pode explicar isso? Como você você acredita em alguma coisa que você não pode ver?' Eu olhei para ele e disse 'apenas faça.' Você tem que acreditar. Você simplesmente acredita. Eu não sei como isso foi inserido em mim. Porque ninguém me disse isso. É como eu sou e como me sinto. É o que eu acredito. Alguém me ensinou a acreditar - eu aprendi de alguma maneira. Mas meus pais nunca me disseram para acreditar em Deus. Eles nunca disseram 'você tem que acreditar em Deus', somente queriam me ensinar sobre Deus, sobre Cristo e todas essas coisas. Eu estou tentando ensinar isso a eles (meus filhos), porque para mim, tem ajudado muito em minha vida. Me deixado fazer o que eu quero. Ser bem sucedido no que eu faço. Fé cega".
Fonte: Whiplash
"Não somos emos!", diz o Onix8 em entrevista
Publicada por oxigeniorecords em 09 de Dezembro de 2007 às 07:00:00 na categoria Entrevistas
Em entrevista concedida a Kades (Oxigenio Records e Site Lança Chamas) a banda Onix 8 revelou informações pessoais, nome, assunto e influências do próximo álbum da banda, além de uma declaração da banda dizendo não ser uma banda do rótulo "Emo" e o porque de não ser, além de muitas outras coisas.
Leia mais:
1 - Pra começar, vamos a celebre pergunta. Quando sai o novo CD da Onix8?
Estamos entrando em estúdio e esperamos que nosso próximo CD seja lançado no primeiro semestre de 2008 e se chamará "Punk Clube".
2- O que a galera pode esperar do "Punk Clube"?
Bem, será um CD que provavelmente 12 músicas com uma sonoridade muito mais punk, devido as coisas novas que estamos ouvindo, como por exemplo: Social Distortion, Dogwood, Mae, entre outras.
3- Essa é pro "Sopa". Sobre o que as novas músicas falam? Cite alguma canção em especial.
Bom, as músicas do CD "Triste Porque?", tratavam basicamente de experiências vividas, já no CD Punk Clube vamos falar sobre o universo jovem, a importância das escolhas certas, fala sobre acreditar e ter fé e sobre como vemos o mundo hoje. Mas o grande barato de tudo isso é fazer com que a galera reflita sobre a vida e possa vive-la da melhor forma possível, com coragem e perseverança. Uma das músicas que fala isso chama-se Futuro, refrão: "Não espere que o futuro venha mudar a sua vida, isso vai acontecer, esse é seu tempo de viver."
4- Agora uma pergunta necessária, muitas pessoas tem rotulado a Onix8 como banda "Emo", isso corresponde com a realidade? Vocês são "Emos"?
Não! Uma coisa muito ruim hoje é que tudo que aparece na midia hoje é "Emo", como nos anos entre 85 a 95 que tudo que aparecia na midia era rotulado Hard Rock, é coisa de época. Não somos "Emos" e não temos influências nessas bandas. A Onix8 é Punk Rock, curte Punk Rock e Punk Rock é o som que vivemos e tocamos.
5- Sendo uma banda do Sul, fora do grande eixo Rio-SP, qual é a maior necessidade da Onix8 hoje?
Show e eventos, pois por viver do grande eixo Rio-SP, acaba saindo muito mais caro para os contratantes, acredito que esse é um problema que todas as bandas do Sul enfrentam.
6- Como é um show da Onix8? O que as pessoas podem esperar da banda ao vivo?
Muita energia, alegria e você poderá ver que a vida não é só o que esta diante de seus olhos. Um show da Onix8 é um momento de descontração e união, porém, o mais importante: sempre como uma mensagem de reflexão. Referente ao som é só ir e ver pessoalmente o show e depois tirar suas conclusões.
7 - A banda já enfrentou algum tipo de preconceito em sua trajetória?
Não, sempre fomos bem recebidos em todos os lugares em que passamos
8- O vídeo clipe da musica "Dias", foi visto por cerca de 700 mil pessoas, como vocês receberam esse retorno por parte do grande público?
Nos não esperávamos que tantas pessoas assistissem ao vídeo, porém, tivemos uma grande repercussão e aceitação do trabalho, graças a uma boa divulgação e a internet que nos ofereceu ótimas ferramentas para isso. Na época nos queríamos apenas ter um trabalho para divulgar a banda e ficamos muito felizes com o comentário do pessoal de todo o Brasil e países como, EUA, Canadá, Japão, Portugal, Argentina, etc. É o nosso maior retorno esta expresso no número de pessoas que assistiram ou baixaram esse vídeo.
9 - A banda acabou de conquistar o 2º lugar no I Festival Rock de Criciúma, organizado pela Radio Atlântida, conte-nos um pouco sobre isso.
É muito legal você conquistar espaço dentro de sua cidade e receber reconhecimento pelo seu trabalho, foi realmente uma experiência muito boa, ainda mais sendo um evento envolvendo um meio de comunicação tão importante , como a Radio Atlântida FM que é ligada a RBS TV, filiada a Rede Globo no Sul do país.
10- Quais os planos para o futuro?
Continuar trabalhando, em estúdio e na estrada. Cremos que tudo isso vai muito além da música ou de tocar e conhecer outros lugares. Temos feito muitos amigos e nessa trajetória temos conhecido pessoas que se tornaram parte de nossas vidas e isso é mais importante do que ser um grande músico ou vender milhares de CD's, em meio a essa caminhada temos descoberto o sentido real de muitas coisas importantes como a amizade e a fé.
11 - Deixe uma mensagens da ONIX8 para a galera que estiver lendo essa entrevista.
Procurem viver a vida de verdade. Aproveitando a vida e se divertindo discernindo entre a verdade e a ilusão, com confiança e fé em Deus, nunca deixando de curtir um bom Punk Rock Show. Valeu!
Saiba mais sobre Onix8:
http://www.oxigenioonline.com/index-3.html
http://www.purevolume.com/onix8brasil
http://www.onix8.com
http://www.palcoprincipal.com/onix8
http://www.sompositivo.org/onix8
http://www.myspace.com/onix8
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4978818
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As I Lay Dying na revista Rockhard Valhalla
Publicada por overrock em 28 de Outubro de 2007 às 10:02:38 na categoria Entrevistas
A banda As I Lay Dying deu uma entrevista na revista Rockhard Valhalla. Confira uma parte da matéria:
Punks ou Bangers?
São quase 1 milhão de cópias vendidas! O sucesso de seus primeiros álbuns fez do As I Lay Dying uma das grandes bandas do metalcore mundial. E a coisa tende a crescer ainda mais agora com o novo álbum, "An Ocean Between Us", onde o grupo apresenta o mais ambicioso e melódico trabalho de sua carreira.
O vocalista Tim Lambesis nos falou mais sobre o disco nesta entrevista O novo álbum foi produzido pelo guitarrista do Killswitch Engage, Adam Dutkiewicz [Unearth, All That Remains e Underoath].
Vocês não tiveram medo de ter um som parecido com a banda dele?
A maioria dos álbuns produzidos pelo Adam soam como o Killswitch Engage porque as bandas querem isso. Quando entramos com ele no estúdio nós já tínhamos demos de todas as músicas. O que eu quero dizer é que nós sabíamos exatamente o som que queríamos para o novo álbum. Além disso, escolhemos fazer a mixagem com o Colin Richardson [Machine Head, Bullet For My Valentine, Fear Factory]. Escolhemos a produção do Adam por diversas razões. Ele não é apenas um bom produtor de guitarras e bateria, ele sabe trabalhar bem com todos os instrumentos. Além disso, o Adam também consegue extrair o melhor dos músicos, sem contar que somos grandes amigos.
A matéria complete pode ser lida na edição 53 da revista.
Fonte: Overrock.zip.net
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Entrevista com a banda Parker Theory
Publicada por oxigeniorecords em 27 de Outubro de 2007 às 12:29:05 na categoria Entrevistas
Entrevista com Jesse Pruett, vocalista da banda Parker Theory.
Oi Jesse, em primeiro lugar, nos diga como vocês se conheceram?
Eu conheci os outros integrantes através de outras bandas com quem eu toquei. Nick, o guitarrista e Luke o baixista são da banda Future of Forestry e Something Like Silas. Eu conheci Jeff (teclado) quando estava gravando no estúdio dele, Doubletime Studios, anos atrás. Os caras do Blink me falaram sobre ele nos anos 90 e nós nos tornamos amigos desde então.
Qual é a atual formação da banda?
Eu acabei de conseguir dois integrantes, Nick e Luke. Nick Maybury na guitarra (ele tocou neste álbum). Luke Foeter no baixo, Jeff Forrest no teclado e Jarrod Alexander na bateria.
Recentemente voces foram indicados ao San Diego Music Award pelo melhor álbum alternativo. Qual foi a sua reação?
Eu fiquei muito feliz em ouvir isto e foi uma benção o álbum ser indicado! É sempre bom ser reconhecido pelo seu trabalho duro.
Oxigênio Records e Tempo de Colheita vão estar lançando o álbum "Leaving California" no Brasil. Quais são suas expectativas de ter sua música tocada para o público brasileiro?
Eu estou muito alegre porque o nosso álbum vai estar com eles e eu espero que as pessoas no Brasil possam se connectar com a nossa música. Eu não tenho nenhuma expectativa, só espero que que gostem do nosso álbum e que falem dele para os amigos!
O Parker Theory foi bem recebido no Japão por causa do CD ter sido lançado no mercado japonês. Como isso aconteceu?
Nosso selo no Japão, Fabtone Records, promoveu nosso primeiro álbum muito bem. O primeiro álbum chamado “Can anybody hear me?” foi o primeiro pelo selo. O álbum teve uma boa recepção. Então quando lançamos o segundo álbum “Leaving California”, eles nos levaram a uma turnê pelo Japão. Tivemos uma turnê muito boa.
Quais são suas canções favoritas neste álbum?
Isso e difícil para eu dizer… mas acho que seriam… I Believe, Letting You In, Leaving California, e Sing You To Sleep.
Nos conte um pouco sobre o significado de suas músicas, sobre o que elas falam, e quais são o processo de composição.
Nossas músicas pela maioria são sobre relacionamentos com alguém que você ama, com um grande amigo, e sobre relacionamento com Deus. Algumas músicas podem trazer para você diversos sentimentos, mas tudo de uma maneira positiva.
Deixe um comentário final para as pessoas que estao lendo esta entrevista.
Nós esperamos que vocês gostem do álbum e muito obrigado pelo suporte, nós realmente apreciamos isso. Nós esperamos ver vocês em uma turnê pelo Brasil. Em breve…
Fonte : Tempodecolheita.com.br
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Bono Vox (U2) fala para 70.000 pastores
Publicada por Pepe em 22 de Outubro de 2007 às 16:38:31 na categoria Entrevistas
Uma das notícias mais lidas até hoje no Dot, sobre Bono Vox do U2 falando sobre a Graça de Deus (http://www.dotgospel.com/noticias_bono-vox-u2-graca-sobre-o-carma_2184.html) agora pode ser vista em vídeo.
No vídeo em que Bono fala com Bill Hybel (dividido em 4 partes), além da famosa matéria publicada aqui, Bono ainda dá um importante recado para quem o está vendo, sendo que foi dito que 70.000 pastores estavam assistindo o programa.
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Stryper - Entrevista
Publicada por Biscrock em 11 de Abril de 2007 às 20:11:30 na categoria Entrevistas
Stryper A Ovelha Flavo - Negra do Metal - Por Thiago Sarkis
Com inúmeras músicas e álbuns clássicos, um lendário EP,The Yellow An Black Attack! (1984), e uma trajetória nada convencional, o Stryper firmou seu nome dentre as bandas mais marcantes, polêmicas e inventivas do Heavy Metal. Em vinte e três anos de carreira, o quarteto norte-americano ousou de todas as formas possíveis; dois títulos curiosos de seus cds, como To Hell With The Devil(1986), as Bíblias atiradas ao público durante os shows, e capas controversas como a de In God We Trust (1988). Uma forma que parecia fadada ao fracasso, mas que deu certo, resultando em mais de dez milhões de discos vendidos em todo o mundo. O sumiço na década de noventa e a maneira como se reinventaram no novo milênio com o álbum Reborn (2005) também fazem parte desta curiosa trajetória, que só poderia render muitas e ótimas histórias. Quem nos conta tudo com informações inéditas e minuciosas é o vocalista e líder do grupo, Michael Sweet.
Clique no link Leia mais... para ler a entrevista. Roadie: Após seis anos você lança um novo álbum solo, Him (2006). Como foi o desenvolvimento deste trabalho em meio a todas as turnês e compromissos do Stryper?
Michael: Foi uma experiência diferente em relação aos meus discos anteriores, pois pela primeira vez lancei um álbum solo com o Stryper em plena atividade. Apesar de que o núcleo deste trabalho ficou pronto há cerca de três anos, ou seja, antes mesmo do retorno da banda. No entanto, a concepção de Him ocorreu sem dificuldades, já que concentrei a maioria do processo no estúdio que tenho em casa. Só algumas partes precisaram ser gravadas em outros locais e, mesmo assim, sempre ao lado de amigos.
Roadie: Como surgiu essa idéia de gravar um álbum solo apenas de canções tradicionais, re-escritas e arranjadas por você?
Michael:Por muitos anos cresci sem conhecer verdadeiramente estes hinos ou me emocionar com eles. Eu só sabia que as letras de várias das músicas presentes em Him eram maravilhosas. Os instrumentais não mexiam tanto comigo. Então, decidi reescrevê-los, e realizar uma nova leitura destas canções. Além disso, é um grande prazer gravar e cantar clássicos como Alleluia, Gilead, Surrender, Take My Life, e Oh Holy Night!
Roadie: Seu álbum solo pode significar uma nova paralisação nas atividades do Stryper?
Michael: O lançamento do meu novo cd solo nada tem a ver com uma paralisação nas atividades do Stryper. Continuamos juntos, e inclusive já voltamos aos estúdios para gravarmos nosso próximo álbum.
Roadie: O que podemos esperar deste novo álbum do Stryper?
Michael: Nos últimos três dias, fiz um esborço de oito composições inéditas, e completei as letras de algumas outras canções que já vínhamos desenvolvendo. O álbum trará músicas bem acessíveis, simples, e repletas de melodias. Há também solos de guitarra aqui e ali, mas não voltaremos ao nosso som clássico com um heavy metal de vocais agudos, gritos, etc. Incluiremos umas cinco faixas bem pesadas, porém, no geral, eu descreveria o disco como uma mistura de Foo Fighters, Nickelback e Stryper.
Roadie Crew: Pelo fato de seguir uma linda diferente de clássicos como Soldiers Under Command (1985), o último álbum do Stryper, Reborn (2005), recebeu críticas bem negativas por parte dos próprios fãs da banda. Como você viu isso?
Michale: Vários fãs e jornalistas falaram que incluímos elementos de Grunge em Reborn, e este é um argumento totalmente fora de realidade. Não temos nada a ver com isso e nenhuma música em nosso último álbum remete a características daquele estilo. É fato, contudo, que não mantivemos os vocais agudos, tampouco colocamos solos de guitarra por toda parte. Gostamos destas coisas, mas existem infindáveis possibilidades de se fazer música. Infelizmente, as pessoas ficam muito presas a detalhes e acabam não escutando verdadeiramente as composições.
Roadie Crew: Então os fãs que aguardavam um retorno às raízes do Stryper podem desistir, pois pelo visto o próximo álbum não será muito diferente de Reborn, certo?
Michael: Se os fãs esperam que retornemos a 1985, então provavelmente ficarão desapontados. Gostamos de músicas pesadas, mas não ficaremos presos àqueles exageros dos anos oitenta de solos rápidos e vocais gritados o tempo inteiro. Haverá até mais destes elementos no novo álbum do que em Reborn. No entanto, amadurecemos, e nossas composições não conterão apenas isso (N.R.: neste momento Michael imita o som de guitarras à velocidade da luz acompanhadas de vocais absolutamente agudos). Vivemos uma nova era, já chegamos a 2007 e, como músicos, queremos nos atualizar, e ser levados a sério.
Roadie Crew: Você acredita que as bandas dos anos oitenta não são levadas a sério atualmente?
Michael: Não é exatamente isso. A verdade é que você pode dividir as bandas dos anos oitenta em dois grupos. Num deles teremos aqueles artistas que continuaram fazendo a mesma coisa, hoje tocam em pequenas casas de shows, e são praticamente ignorados. No outro, encontraremos conjuntos como Aerosmith e Bom Jovi, que se atualizaram, cresceram musicalmente, buscaram novas formas de compor, e estão aí no topo do mundo, gigantes como sempre. Nenhuma dessas bandas se afastou completamente de suas raízes, e tampouco nós o faremos. Apenas soaremos mais atuais, adicionando elementos à nossa estrutura musical já conhecida.
Roadie Crew: Há outras mudanças, talvez em termos visuais, também planejadas para o futuro do Stryper?
Michael: Sim. Assim como estes grupos que citei, especialmente o Bom Jovi, nós mudaremos um pouco a maneira de nos apresentarmos ao público. Não necessariamente em aspectos que marcaram o Stryper, que jamais deixaremos, por exemplo, de enfatizar nossas cores, o amarelo e o preto. Todavia, buscaremos atualizar o visual da banda, assim como fizemos com a nossa música.
Roadie Crew: Apesar de conquistarem milhares de admiradores, as bandas cristãs não têm tanto apelo popular no Rock e Heavy Metal. Os fãs destes estilos são geralmente um pouco mais resistentes no que diz respeito à Igreja e a Deus. Neste sentido, o que você pensa em fazer para levar o Stryper a um público maior, assim como os de Bom Jovi e Aerosmith?
Michael: Realmente há certa relutância no Rock em relação a bandas cristãs. Todavia, se lançarmos discos falando sobre Deus, mas não exatamente tentarmos impor nossa fé ás pessoas, certamente temos chances de atingir um público maior. Buscamos escrever letras sobre aquilo que acreditamos, mas tratamos também de experiências pessoais em outros campos da vida. Reborn foi assim, e repetiremos a dose no novo álbum. Obviamente que a perspectiva do Stryper parte da nossa crença e da relação que construímos e vivenciamos com Deus. Entretanto, todos os artistas seguem este padrão. Uma banda satanista escreve sobre o quê exatamente? Satã, e coisas do tipo. Nós nos dedicamos a levar uma mensagem mais positiva e encorajadora aos fãs.
Roadie Crew: Quando o Stryper surgiu, nenhuma banda no Heavy Metal falava sobre Deus com tanta ênfase. O que vocês esperavam, em termos de resposta do público, com a nova perspectiva que trouxeram á cena?
Michael: Pensávamos que seríamos crucificados, destruídos em todos os níveis, e que não teríamos fãs. Milagrosamente conseguimos conquistar o coração de milhares de pessoas, e isso nos deixou num estado de êxtase. Não me esqueço de um festival de Metal em 1986 no qual tocamos com o Testament, e todas estas bandas famosas de Thrash/Death. O público nos odiou. Eles cantavam obscenidades sobre nós, faziam a cruz invertida com suas mãos, e queriam nos matar, literalmente. Foi algo vil. Quando começamos a tocar, alguns foram comprar comidas e bebidas, enquanto outros jogavam pedras, sapatos, latas, e tudo possível em nossa direção. Continuamos o nosso show, e aos poucos os espectadores perceberam que não estávamos brincando, e que aquilo que cantávamos era real para nós. No final do set, dez mil fãs de Heavy Metal batiam cabeça ao som das nossas músicas. Depois do show, muitos nos procuraram, pediram desculpas, e disseram que realmente passaram a nos admirar depois daquilo.
Roadie Crew: Vocês costuam encontrar músicos de Metal Extremo que se aproximam para dizer que são fãs do Stryper?
Michael: O tempo inteiro. Quando estamos em turnê, ou aparecemos no NAMM (N.R: a maior feira de música dos Estados Unidos), vários músicos de bandas extremas nos procuram e falam de sua admiração pelo Stryper. Na época em que eu estava gravando meu álbum solo Truth, o co-produtor do disco Bob Marlette me disse que tinha um amigo que gostaria de me conhecer. Respondi: “tudo bem, traga-o até o estúdio” Quando vi era o Jhon 5, que naquele tempo era o guitarrista da banda de Marilyn Manson. Ele sentou, e depois de tocarmos algumas músicas, disse: “já assisti vocês ao vivo três vezes, e ainda tenho minha Bíblia do Stryper”. Mais recentemente fomos a Chicago, e havia um cara ao lado da mesa de som cantando todas as nossas letras durante o show, com um sorriso que ia de uma orelha à outra. Eu o reconheci razoavelmente, e ele veio ao backstage após a última música. Era Mike Wengren, baterista do Disturbed. Estas são apenas duas de milhares de histórias que eu poderia lhe contar. Por isso sabíamos que poderíamos conquistar os fãs do Slayer no festival que eles cancelaram no México.
Roadie Crew: Dave Lombardo nos disse recentemente que “seria uma desgraça” colocar os fãs de Stryper e Slayer juntos. No meu ponto de vista, há bastante lógica nesta afirmação dele. O que você pensa disso?
Michael: Eu não sei se seria uma desgraça, até porque essa não é uma terminologia que uso, mas poderia se tornar um evento perigoso realmente. É complicado prever o que aconteceria, porém, Dave aponta para algo importante e que dificilmente conseguiríamos evitar: os confrontos entre os fãs das duas bandas. Por outro lado, de repente, é provável que houvesse paz, e que as pessoas curtissem os dois shows.
Roadie Crew: Vocês também cancelaram um festival no México em 2004, o “Revolution Metal Fest”, e criaram uma grande polêmica por não devolverem metade do cachê que já havia sido pago ao Stryper. Como explicar essa situação?
Michael: Sei que as pessoas se revoltaram em relação a isso, e não pensem que nos sentimos bem em cancelar o show, e não devolvermos o adiantamento que eles nos fizeram. Porém, ficamos com o dinheiro porque precisávamos repor todo o investimento que havíamos realizado para nos apresentarmos no festival. Estúdios, viagens, equipamentos, etc. Não organizamos festas com o que recebemos. Acertamos contas que vieram por causa do “Revolution Metal Fest”. De qualquer maneira, estamos cientes de que os organizadores eram inexperientes, realmente erraram, mas que se encontram numa situação complicada financeiramente. Vamos ajuda-los e arrumar isso o mais rápido possível.
Roadie Crew: Você mencionou a Bíblia do Stryper anteriormente, e este é um item que todo fã aguarda quando vai a um show da banda. Quando surgiu a idéia de distribuí-las ao público?
Michael: Nós sempre buscamos propor coisas diferentes ao Heavy Metal. Sendo assim, tivemos essa idéia de jogar Bíblias para o público, algo totalmente inusitado para este e qualquer outro estilo de música. Além disso, queríamos que os fãs levassem um algo mais dos nossos shows. Porém, no começo, as pessoas deixavam-nas espalhadas pelo chão. Então, pensamos em colocar um adesivo do Stryper, e deu certo.
Roadie Crew: Comentamos a má recepção dos fãs de Metal ao Stryper, mas eu gostaria de saber na verdade como a igreja reagiu a vocês... Uma banda de Heavy Metal falando de Deus.
Michael: Algumas poucas pessoas nos apoiaram na igreja. A maioria queria acabar com o Stryper. Lembro-me de grupos organizados que apareciam na gente dos locais onde faríamos nossos shows, e traziam megafones, falando que éramos a concretização da blasfêmia a Deus. Nós perguntávamos se eles já haviam escutado os CDS que lançamos, e nove em cada dez respondiam não. Então os convidávamos a entrar gratuitamente e assistir ás apresentações assim eles poderiam fazer um julgamento justo. Vários destes compreenderam nossa mensagem, e pararam com as manifestações.
Roadie Crew: Vocês estão lançando um DVD ao vivo intitulado Greatest Hits: Live In Puerto Rico. Fale-nos um pouco das gravações e dessa experiência do Stryper em Porto Rico...
Michael: Desde que retornamos com o Stryper, sempre pensamos em gravar um DVD, pois acreditamos que somos melhores ao vivo do que em estúdio. Poderíamos ter escolhido muitos países, mas o fato é que ainda hoje tocamos para doze mil pessoas em Porto Rico. Nossa popularidade lá é espantosa, e praticamente não mudou de 1985 pra cá. Enfrentamos algumas dificuldades com equipamentos, porém, no geral, as coisas correram bem. É um lançamento especial incluindo todos os nossos maiores sucessos.
Roadie Crew: Para completar, o que você achou da passagem do Stryper pelo Brasil em 2006?
Michal: Incrível!! Graças a Deus pudemos finalmente tocar aí após infindáveis anos de espera. Ficamos emocionados com os shows. Apenas lamento não termos excursionado no Brasil antes, nos anos oitenta, pois certamente conquistaríamos mais fãs em seu país, e hoje nos apresentaríamos para um público muito maior. De qualquer maneira, foi marcante, e espero retornar. Amamos aos brasileiros. Que Deus esteja com vocês.
Cinco melhores álbuns segundo Michael Sweet:
The Beatles - White Album
Creedence Clearwater Revival - Cosmos´s Factory
Aerosmith - Rocks
Kiss - Alive!
Van Halen- van Halen I
Fonte: Revista Roadie Crew - Edição nº 98
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Entevista com a banda Mortification
Publicada por marceloerica em 07 de Março de 2007 às 11:42:42 na categoria Entrevistas
Clique aqui para ler uma entrevista com a Banda Mortification. Fonte: Liberdade Gospel
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Entrevista com Juninho Afram
Publicada por marceloerica em 29 de Novembro de 2006 às 12:23:05 na categoria Entrevistas
Como você vê a adoração hoje?
Hoje em dia eu vejo duas coisas: uma é muito boa — as pessoas estão despertando para uma intimidade maior com Deus, para exercer aquilo para qual fomos criados, adorar a Deus. A outra é ruim — mais uma vez estamos criando regras para a ação de Deus, para o mover de Deus. Veja o exemplo da adoração espontânea. Foi algo que aconteceu com algumas pessoas num momento especial. De repente a gente começou a utilizar isso como regra. Outro exemplo: algumas pessoas sentiram que deviam se colocar diante do altar e de costas para a Igreja. Mais uma vez muita gente tomou isso como uma regra. Agora, aquele que adora de coração, experimenta coisa de da parte de Deus que quem não adora jamais vai experimentar. Estou falando de algo que ultrapassa os limites da música.
A sua história na música cristã começou como um ministério de louvor. Esta origem teve reflexos na maneira que você faz música hoje?
Desde pequeno entendi que a adoração tem que fazer parte da vida de um cristão. Jesus fala que o Pai procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Então isso sempre fez parte da minha história, da minha vida. Eu nunca entendia essas referências que o homem dá: isso é adoração, aquilo não. Mas eu sempre tive nos meus momentos com Deus um tempo em que pude me fechar no quarto e cantar ou orar. Foram tempos difíceis que Deus muitas vezes me falava através de música. Um bom exemplo foi com a música “Deus eterno”, que surgiu num momento muito difícil pelo qual eu estava passando. Então acho que é muito lindo quando a gente tem este momento de intimidade com Deus.
E você acha que isto é reflexo do tempo que você participou de um grupo de louvor?
Acho que as pessoas confundem um pouco o trabalho do Oficina G3. Muita gente fala para nós: “vocês precisam se tornar adoradores”. O homem vê a aparência, Deus vê o coração. Veja o que aconteceu com Samuel quando foi ungir o novo rei de Israel. Eliabe era o filho mais velho de Jessé, homem formoso, e Samuel, que era homem de Deus — quantos de nós não gostaríamos de ser metade daquilo que ele foi —, olhou para Eliabe e teve certeza que ele era o ungido do Senhor. Mas Deus disse: “eu o rejeitei”. Então esse é o lance. Apenas Deus pode dizer se alguém é adorador. O fato de alguém levantar a mão e cantar “glória a Deus e aleluia” não faz dele um adorador.
Mas vocês sofrem muito preconceito por tocar música gospel?
Um dia desses tive uma experiência muito forte. Um rapaz chegou para nós e perguntou se lembrávamos dele. Dissemos que não. Daí ele perguntou: “vocês se lembram de uma apresentação num ginásio tal, em que só uma pessoa se converteu?” Lembramos deste dia por que foi um dos mais tristes do nosso ministério, e ficamos tentando descobrir o que havíamos feito de errado. Naquele aquele rapaz abandonou as drogas e hoje é pastor de uma igreja com 600 membros. Então é a nossa recompensa. Entenda bem, eu sou um adorador apaixonado por Deus. Mas até o termo adorador já se desgastou. Como gospel também. Acho que aquilo que nós somos só quem pode dizer é Deus. O que não podemos é fazer juízo de todas as situações. Mas isso não é uma coisa que não nos incomoda mais.
Você é reconhecido não só no meio evangélico como um músico talentoso. A música como arte exige esmero técnico, mas qual é a importância da técnica na adoração?
Na época em que dava aulas, eu costumava dizer para meus alunos que a técnica não faz o músico. Mas ela é a porta para que você coloque para fora tudo aquilo que está dentro do seu coração. Às vezes você tem coisas lindas dentro do coração, mas suas mãos e sua técnica não têm capacidade de colocar aquilo para fora. Não corresponde àquilo que você gostaria de transmitir. É como se uma pessoa quisesse expressar seu amor por pessoas que não conhecem seu idioma. Você tem boas intenções, emoções verdadeiras, mas não consegue falar nada. A técnica é fundamental para expressar aquilo que está no coração.
E você é disciplinado?
Já fui muito disciplinado no estudo do meu instrumento. Obviamente que as responsabilidades vão aumentando e a família também. Eu não consigo mais dispor de tempo que gostaria. Mas sempre que posso aproveito para estudar. Tenho tido a oportunidade de fazer workshops, que é um momento que passo com a galera da guitarra. O músico cristão tem que se aprimorar para oferecer seu melhor para Deus. Tem que ser sincero, mas tem que se aprimorar.
Muitos jovens se espelham em você e sonham alcançar um lugar ao sol, conquistar fama e sucesso. Você certamente deve conhecer muitos casos de gente que perdeu a cabeça ao se deparar com a fama e o assédio. Como você lida com isso?
Eu respondo muitos e-mails a respeito disso. Eu penso que isso é um exercício diário para entender que não somos nada. Como diz o Palavra, “aquele que pensa estar de pé cuide para que não caia”. Isso deve estar gravado no coração do cristão. Penso que tudo o que eu sou é por que o Senhor permitiu que eu fosse. Então, cuido para nunca esquecer disso, pois não cheguei aqui por eu sou o “bonzão”. O ser humano tem uma característica muito interessante: se não recebemos incentivos de nenhum lado desanimamos. Por outro lado, se começamos a receber muitos elogios corremos o perigo de achar somos bons por méritos próprios. Essa linha que divide um lado e outro é muito fina.
Por Renata Sturm, para a Revista Equipar
Fonte: Vida Nova Music
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Entrevista com Túlio Régis, um dos fundadores do Oficina G3
Publicada por rmukama em 16 de Novembro de 2006 às 09:59:24 na categoria Entrevistas
Túlio Régis, um dos fundadores do Oficina G3, autor de Naves Imperiais, Comunicação e Sem Jesus você Pirou fala para o Dotgospel sobre o começo da banda, histórias engraçadas e sobre seu novo trabalho solo. Curta a entrevista clicando no Leia mais...Entrevista com Túlio Régis
DOTGOSPEL: Conte-nos algo que marcou em sua conversão.
Túlio: Bom, eu tinha uma turma na rua muito unida. Saíamos para dançar, brigar (meu apelido era vaca loca, brigava com tampinhas de lata de cerveja nos dedos), escutar rock, etc. Um dia, conhecemos um pessoal novo no bairro. Eles eram diferentes, super legais, cabeludos como nós, gostavam de rock e tocavam (e muito bem por sinal!). Era uma casa de recuperação de viciados. O Waldir e o deJanires, um dos ícones do “underground” da música cristã no Brasil e fundador da banda Rebanhão, me falaram de Jesus. Fiquei espantado e confuso, pois, achava o crente um cara super chato, sem papo... Quando me convidaram para ir à reunião deles perguntei, como sempre fazia: “Deus existe?? Ah é!!? Pois bem, onde ele está? Ele Criou tudo e anda tão escondido. Por quê? Onde está Deus?” O Waldir respondeu: “Túlio, não pergunte a mim, pergunte a Ele. Quer perguntar a Ele? Eu te ensino como”. Aceitei o convite. Lá encontrei Jesus, aos prantos, foi incrível a experiência! Depois, nos distanciamos, pois, eles mudaram para um lugar muito longe e, como não conhecia nenhuma igreja, me afastei. Porém, durante uns dois meses, quase que intermitente, surgia uma frase que nunca havia ouvido falar: “Tio Cássio... atrás do Clube Sírio...”. Resolvi procurar o tal clube e vi que existia. Lá, perguntei a uma moça se conhecia algum tio Cássio. Ela riu e disse: “Tio Cássio é uma igreja, do tio Cássio, você quer conhecer?”. E, lá, começou tudo, pra valer.
DOTGOSPEL: Como foi o início de seu ministério?
Túlio: Começou com duas situações inusitadas. Primeiro sentado em uma banheira velha (rssss...), com um violão, pedi ao Senhor para fazer uma música que todos pudessem adorá-lo com ela. Um dia, enquanto tocava na porta da igreja, sozinho, os jovens chegavam, sentavam para ouvir e a achavam linda. A outra foi que cheguei na igreja e não tinha ninguém. Vi o piano no canto e disse: “Deus, como gostaria de tocar aquilo!! Ah... São cinco, sete anos para aprender... Que pena Deus!...” Uma voz suave me falou: “Túlio, vá ao piano”. Ao chegar, a voz continuou: “Abra a boca dele”. Ao abri-la, a voz (o Senhor) disse novamente: “Ponha as mãos nas teclas” e, ao tocá-las, sem ninguém me ensinar, as notas vinham, bem como a melodia... Em cinco meses, estava tocando na igreja.
DOTGOSPEL: Como nasceu a banda Oficina G3 e como foi fazer parte deste nascimento?
Túlio: Ah,foi incrível! Éramos do Tio Cássio e, depois de um tempo, a igreja estava mudando seu estilo, ficando mais tradicional, diferente do nosso jeito. Antes, porém, de estourar como Oficina G3, a banda de chamava Cristo Salva, uma das três bandas da igreja na época. O G3 (Grupo três, pois, havia mais dois grupos: G1 e G2) era uma turma que não queria ser uma banda tradicional, mas fazer um trabalho com jovens, contextual e moderno. Eram o Manga, o Juninho, o Valter, o Maradona e eu, vale salientar a entrada do Jimmy, que foi uma peça fundamental no oficina também. Um dia, ao orarmos, eu comecei a dizer: “Deus, abençoe nossa ida no Canindé, quando formos tocar, na Dama Xoc, no Pacaembu...”. O pessoal achou que eu estava doido. Passados uns sete dias, do nada, fomos convidados para tocar numa casa de shows muito conhecida, chamada “Dama Xoc”, para apresentações de música “gospel”, como queriam que fosse chamado. A primeira apresentação foi um “sucesso”, lotou a casa e nos convidaram novamente para tocar. O organizador, um publicitário muito amigo nosso, disse que o nome, G3, era pequeno e nos deu a idéia de dar um aditivo para ficar mais legal e sugeriu Oficina G3. Perguntamos: “Por quê Oficina?”. “Porque dá a idéia de uma oficina de autos: vem um carro quebrado e os mecânicos o concertam e o deixam novo... Vocês recebem as pessoas como estão nas apresentações e, através das músicas e da unção que possuem, elas são transformadas pelo poder de Deus”. Assim, começou tudo.
DOTGOSPEL: O que você poderia contar de pitoresco (engraçado, diferente) que tenha acontecido durante sua permanência no Oficina?
Túlio: Ah! Uma vez, em uma comunidade no Rio de Janeiro, em Copacabana, eu e o Manga estávamos muito à vontade, “atacadões”, cheios da presença do Senhor e andávamos de um lado para outro. Quando nos chamaram pra tocar, a banda foi e nós dois ficamos no camarim. Olhávamos um para o outro e como combinado, rindo, pegamos um aviãozinho de brinquedo “variguinho”, uma vassoura cada um e, ao anunciarem, a banda começou a tocar, mas nós dois não cantamos. Todos ficaram perdidos! Riamos muito e o pessoal parou de tocar. Quando a galera nos viu, começou a rir, também! Cumprimentávamos o pessoal, andávamos no meio do povo (muita gente!) sentado no chão e, depois de uns cinco minutos, o Manga disse: “Pau na máquina pessoal!!” (risos). Ficamos conhecidos como a banda do aviãozinho, que entrei segurando.
DOTGOSPEL: Com certeza, houve momentos em que vocês puderam ver Deus agindo no coração e na vida de muitas pessoas. Você se lembra de algum em especial?
Túlio: Ah! São tantas coisas... Eu e o Manga tínhamos uma afinidade muito grande, principalmente, espiritual. Certo dia, em um evangelismo com milhares de jovens na Renascer da Lins, o Espírito Santo orientou-nos a cantar declarando salvação, cura, libertação - a despeito da letra ser diferente. Neste dia, um amigo da faculdade levou duas amigas não cristãs ao evento. Depois, na faculdade, ele me perguntou o que eu havia feito, quando apontei a mão para eles. Ao perguntar-lhe porque, ele disse que, naquela hora, acontecera uma coisa doida. Todo o pessoal à volta deles sentiu um vento batendo neles, sem que tivesse um ventilador pra fazer vento. As meninas ficaram super assustadas! Foi uma experiência extraordinária e não foi a única. Foram muitas.
DOTGOSPEL: A música Naves Imperiais marcou uma geração e vem influenciando os jovens até hoje. Diga-nos como ela foi composta e o que ela significou para você.
Túlio: Bem, gosto demais de ficção científica. Um dia, os cultos no tio Cássio estavam em baixa e o pessoal não sabia o que fazer. Eu disse que faria uma música para levantar tudo. Depois, vendo “Star Wars” e a guerra no filme, o Senhor me disse que estávamos em guerra, que devíamos ser guerreiros, ir pra frente e não para trás. Logo, Ele me inspirou a fazer a letra; a letra de uma música não, uma poesia, uma idéia, é como uma pregação. Podemos fazer milhões delas, mas só uma é aquela para aquele momento, específica. Assim, eu creio na inspiração do levita.
DOTGOSPEL: Como foi enfrentar a fama e, depois, ficar anos sem gravar?
Túlio: Ótima pergunta. Sabe, muitos, ainda, me perguntam: “Você saiu do Oficina... Você é louco?!!! Por quê?!! Túlio, você era para ser pastor, bispo ou outra coisa!... O que acontece com você??”. Bom, eu tenho um forte lema dentro de mim: antes de ser um pastor, ou ter alguma constituição, tenho que primeiro ser uma ovelha. Minha maior preocupação não era a fama, nunca, nunca, nunca. Meu maior objetivo sempre foi, e sempre será, fazer JESUS TER FAMA, não eu. Sinceramente, isto é a realidade. Ficar sem gravar foi horrível, não por gravar, mas pelas músicas que tenho, a despeito de estar tocando ou gravando com outros, fazendo ou cedendo músicas para amigos.
DOTGOSPEL: Você está gravando um CD solo, com a companhia de muitos amigos do passado. Quem são eles?
Túlio: Ah, o Valter Lopes, do Oficina; o Ricardo Parronchi, considerado um dos sete melhores baixistas de São Paulo; o Manga, que estamos acertando; o Anderson e o Marcelinho Bala, dois grandes produtores musicais, que, aliás, estão tocando com a gente; fora o “Caverna” (risos), um grande baterista, professor e que tem a sua escola de bateria; ah, o Ivan, sabe, muito incrível. Aliás, gente de Deus, que não quer só tocar para o Senhor, quer adorá-lo!
DOTGOSPEL: Já existe uma previsão de lançamento deste novo CD?
Túlio: Vinte cinco de novembro, no Playcenter, em São Paulo, é o dia do lançamento do CD e da banda. Além disto, lançaremos um novo conceito de louvor e adoração, totalmente diferente do gênero e que, será filmado e esteja disponível no nosso site e no “youtube”, para quem quiser nos conhecer. Vai ser fantástico!
DOTGOSPEL: O que você está achando da gravadora Square Records e do trabalho do Pr. Gildo de Carvalho, responsável pela produção do CD?
Túlio: Olha, para não falar outro termo, não gosto de ficar jogando confete em ninguém, a não ser que mereça. Quando gosto de um restaurante, gosto demais de recomendá-lo... O Gildo é um amigo, mais que um pastor. Sua humildade, seu caráter... Sabe, como se diz... “sou macaco velho” e fico muito à vontade para ter alegria de conhecer alguém do jeito dele. Já vi tanta gente que não presta neste meio pastora Ignez! (risos) Mas, fico contente pelo conteúdo do Pr. Gildo, ele é diferente dos outros e esta deve ser a diferença sempre em nós, é o que persigo dia a dia.
DOTGOSPEL: Como é trabalhar com o Pr. Gildo?
Túlio: É aprender o que é humildade, simplicidade. Com alguns pastores, aprendi ousadia, intrepidez (Pr. Estevan e Pra. Sonia Hernandes), inteligência (tio Cássio e tia Noeli) e caráter (Daniel de Oliveira – Taquaritinga / IEQ). O Gildo é um exemplo pra mim. Mesmo! Principalmente, porque sua legalidade eclesiástica está calcada no homem interior, muito mais do que no exterior.
DOTGOSPEL: No repertório que está sendo gravado, existem algumas re-gravações de sucessos anteriores? Se houver, quais são?
Túlio: Sim. Naves Imperiais, a versão ficou super fantástica... “Comunicação”...
DOTGOSPEL: E a família, como enfrenta o fato de você ter de viajar muito?
Túlio: Sabe, é muito difícil, sim, e vou procurar levá-la comigo sempre. Vi muitos amigos pastores, ministros de adoração que tiveram sérios problemas e que, no fim, eram casados com seu ministério, com seu pastorado, com sua guitarra, e desposaram a mulher de sua mocidade... A família é a coroa e a honra de um homem de valor.
DOTGOSPEL: Dentre os vários grupos atuais, qual ou quais você destacaria?
Túlio: Beto Tavares, nem o conheço pessoalmente, mas gosto muito dele. United, Derek Webb, 12 Stones, Manifest, Anberlin, Ministério Ipiranga... O David, claro, Quinlan... rss... Ah, é tanta gente!!
DOTGOSPEL: Defina, em uma frase, o que significa esperança?
Túlio: “I have a dream” (“Eu tenho um sonho.”) – Martin Luther King.
DOTGOSPEL: E para o futuro? Quais seus planos?
Túlio: Eles estão acontecendo, agora, continuarão acontecendo e são buscar os planos de Deus, desesperadamente, para que ELE seja engrandecido. Sabe, pastora Ignez, um dia, estava pra começar um culto maravilhoso. Estava com as músicas pra ministrar, o que falar, a palavra, mas o Espírito Santo me disse carinhosamente: “Túlio, não faça o culto, Deixe eu fazê-lo”. Estes são meus planos.
Bate-bola: Agora, diga o que lhe vem à mente, de maneira bem reduzida, em relação às seguintes palavras:
Necessidade – orar
Cantor(a) – Derek Webb
Sonhos – realizar o coração de Deus.
Grupo ou Banda – Túlio Regis e banda! (risos)
Família – Beth e Bia.
Desilusão – fracasso
Deus – Amado da minha existência.
Momento de alegria – chorar na presença do AMADO.
Ministério – responsabilidade
Bíblia – coração do meu querido.
Fama – fútil
Um versículo – PV 17.17
Oficina G3 – grande história
Não gosta – nhãme (eca, urgh...)
Amigos – amigos
Ama – torta alemã – pôxa, engorda...
Livro – além da palavra de Deus, claro, “Era do desperdício” – Vance Packard.
Comida predileta – a comida da minha esposa, ela é impressionante...
Música – “Contramão do Sistema” – Fruto Sagrado.
Dinheiro – o lado necessário da vida.
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Entrevista de Dan Haseltine, vocalista do Jars of Clay, ao Christianity Today
Publicada por leone em 03 de Setembro de 2006 às 16:57:47 na categoria Entrevistas
por Mark Moring
28 de Agosto 06
Todos temos consciência do mal que ronda em nosso interior; o Apóstolo Paulo intitulava-se como "prisioneiro do pecado" [Romanos 7:23]. Mas a maioria de nós esconde muito bem este mal e coloca um sorriso no rosto, principalmente na igreja. Dan Haseltine, vocalista da banda Jars of Clay, durante muito tempo viveu esta experiência. Porém, quando ele encontrou um grupo de pessoas comprometidas com a honestidade uns com os outros, ele decidiu que estava cansado de esconder o mostro que habitava dentro dele - um bom monstro, mas mesmo assim um monstro. Explica-se o porquê do título do novo cd da banda, Good Monsters, a ser lançado na semana que vem - e logo, a introdução para esta conversa com Haseltine, sempre pensativo e eloqüente, que fala o que pensa sobre o próprio monstro em seu interior, sobre suas dúvidas, sobre o crescimento da honestidade na música Cristã e sobre aquilo que faz com que ele diga, "Oh, meu Deus (Oh, my God)."
Soube que este cd foi basicamente gravado à maneira antiga, com a banda toda no estúdio, tocando as canções em uma única tomada.
Haseltine: Sim, na verdade fizemos algumas pré-produções neste cd, o que é algo que nós nunca costumamos fazer. Escrevemos as canções antecipadamente, investimos um tempo ensaiando juntos e então entramos no estúdio. Literalmente gravamos música por música e coletamos o trabalho completo de cada música.
Vocês chegaram a se perguntar "Por que não fizemos isto o tempo todo?"
Haseltine: Eu não sei dizer se tínhamos condições de fazer isto antes. A idéia surgiu quando estávamos gravando o Redemption Songs, foi quando nos sentimos de fato capazes de pararmos para gravar um cd desta maneira. O processo de produção deste cd foi uma experiência tão fantástica, creio que é assim que vamos gravar os cds daqui pra frente.
O tema de Good Monsters nos lembra de Romanos 7, quando Paulo diz, "faço o que não quero e não faço aquilo que sei que deveria." este cd foi de alguma maneira influenciado por esta passagem?
Haseltine: Não diretamente, mas certamente foi influenciado pelo mesmo sentimento desta passagem. É toda esta idéia da luta contra o fato de que somos capazes de cometermos mal sobremaneira incrível e também um bem sobremaneira incrível e que ambas estas coisas existem, comumente em proporções iguais, sob nossa pele. A tendência é escondermos o lado mal, no entanto sentimos que o evangelho nos chama para aplicarmos a totalidade de quem somos - ambos os lados - em nossos relacionamentos, vocações, naquilo que fazemos e na maneira como trabalhamos com outras pessoas.
Algo em particular despertou o seu interesse em explorar este tema?
Haseltine: Recentemente conheci um pessoal chamado SAMSON SOCIETY. É um grupo de pessoas que se encontram com o propósito de se abrirem e tirarem de dentro de si, coisas que nos fazem pensar que se alguém soubesse disto sobre nós, escolheriam ir ao sentido oposto do seu. O que tenho percebido é que as pessoas estão compartilhando coisas como estas que estão fazendo com que outros as amem mais. Este é um ponto vulnerável.
O evangelho não nos chama para vivermos nossas vidas individualmente, mas a idéia do individualismo e isolacionismo deu um jeito de entrar em nossa idéia sobre o que seria uma vida Cristã digna - que ela é cheia de momentos de silêncio, onde estamos à sós com Deus. Porém, na minha opinião, quando eu entro neste cenário, a única voz que eu ouço de fato é a minha própria voz. E quando eu tento lutar contra alguma verdade do evangelho ou algo novo que Deus está tentando me ensinar, percebo que estou sozinho ali, usando meu próprio conhecimento ao invés de tentar viver livre em comunhão com as pessoas. Portanto, na verdade, a minha tentativa não funciona nunca. O tipo de maturidade que eu espero, as coisas que eu quero me ver livre, isto nunca acontece, pois estou ali sozinho, tentando lidar com isso na minha própria força.
Portanto, todas estas coisas aconteceram ao mesmo tempo e então pensamos, "Bem, é desta maneira que queremos escrever este cd. Eu quero ser tão honesto nas letras deste cd quanto sou neste grupo de pessoas. E esperamos que isto possa desafiar outras pessoas a fazerem o mesmo”.
A banda inteira está passando por este processo?
Haseltine: A banda existe há 13 anos e no ano passado atingimos este ponto pivô onde pensamos, "Não conhecemos uns aos outros na verdade. Nós não nos ajudamos efetivamente a enfrentar nossas maiores lutas. Todos lidamos com isto e nem mesmo nos sentimos seguros para conversarmos com o outro a respeito”. Acredito que este foi o momento em que reconhecemos que era necessário algo acontecer. É uma realidade que todos os membros da banda tomaram a decisão de tentar mudar, tentar encontrar melhor comunhão. É diferente para cada um de nós, porém todos estamos envolvidos e isto tem mudado a dinâmica da banda e nossos relacionamentos.
O kit promocional de Good Monsters inclui uma citação sua que diz que o álbum "nasceu de muitas experiências e muito diálogo entre viciados, falhas, amantes, solitários, cristãos e mendigos”. Todas estas palavras descrevem o Jars of Clay?
Haseltine: Sem dúvida! (risos) Elas definitivamente descrevem a mim mesmo. Mas é bastante esclarecedor quando você se assenta diante de alguém que não possui este sistema de autodefesa ligado em seu máximo e que esteja disposto a lhe oferecer uma idéia do que acontece em seu coração, pois desta forma, isto revela muito mais do seu próprio coração. Quando vejo algo acontecendo com alguém, então percebo, "Oh, eu tenho que lidar com isto também!”
Você poderia nos dar um exemplo de algo com o que você teve que lidar e que tenha dito às outras pessoas?