Um ateu garante: Deus existe - Resenha
Por rap em 20 junho 2008 na categoria Literatura, Opinião
Antony Flew, um dos mais conceituados filósofos da contemporaneidade, autor de trinta obras filosóficas e defensor do ateÃsmo durante cinqüenta anos, se dispõe a mostrar de forma clara e objetiva, provas consideradas incontestáveis para a defesa do teÃsmo em seu mais recente livro: “Um ateu garante: Deus existe“. Apesar de o tÃtulo soar um pouco clichê e contraditório para alguns, o conteúdo é de grande riqueza, o qual abrange argumentos de Filosofia, FÃsica, Biologia e outras áreas da ciência. Ainda ateu, Flew ressuscitou o teÃsmo racional; com a necessidade de defesa, filósofos cristãos ressuscitaram uma área da religião que há tempos não tinha nenhum progresso: a filosofia.
O livro é dividido em duas partes. Na primeira, intitulada “Minha negação do divino”, o autor revela em três capÃtulos sua caminhada desde a infância até sua escolha pelo ateÃsmo; sua criação em um colégio metodista; a influência do pai também pastor e sua posterior escolha pelo ateÃsmo. É sincero ao tomar a postura de que nunca teve uma única experiência considerada sobrenatural e nenhum interesse por religião: “Ir à capela ou à igreja, recitar orações e praticar outros atos religiosos eram, para mim, quase apenas deveres cansativos“¹; O livro também explicita que o problema do mal visto através do resultado da Segunda Guerra Mundial teve papel importante em suas escolhas.
Quando entra na faculdade em Oxford, Flew tem o privilégio de participar do Socratic Club, clube presidido por C.S Lewis, o “mais eficiente defensor do cristianismo da segunda metade do século XX“², segundo o filósofo. A partir do contato com esse grupo e principalmente com o argumento socrático máximo do clube (”Devemos seguir o argumento até onde ele nos levar“), Flew começa a questionar argumentos, até então estáticos, de filósofos como Locke, Hume, Kant e Russell. Avança, assim, na discussão da filosofia em um contexto geral e mais a frente nos argumentos ateus. Seus livros abordavam a questão do teÃsmo com grande abrangência; os argumentos não eram únicos, se utilizava do problema do mal, do determinismo, do ônus da prova da existência ou não de uma entidade superior, da causa inicial, de uma inteligência superior e vários outros argumentos históricos e cientÃficos.
Já na segunda parte, denominada “Minha descoberta do divino”, as idéias, antes utilizadas para o ateÃsmo de forma até então irrefutável para alguns, são esmiuçadas de maneira racional no sentido real da palavra. A proposição de que somente com a razão é possÃvel aprender sobre a existência e a natureza de Deus é retomada, nas palavras do próprio autor: “Eu também não alego ter tido qualquer experiência pessoal a respeito de Deus nem do que pode ser descrito como sobrenatural ou miraculoso. Resumindo, minha descoberta do Divino tem sido uma peregrinação da razão, não da f铳.
O uso de argumentos cientÃficos é abundante para a prova de que há uma inteligência superior. A Cosmologia e a FÃsica são duas áreas bastante abordadas nesse ponto, pois expõem a origem do Universo e remontam aos mais variados argumentos da existência de um ser criativo superior, considerado divino. Richard Dawkins, atualmente conhecido pelo best-seller Deus, um delÃrio, é duramente criticado pelo uso parcial dos argumentos da Biologia. O problema filosófico da definição do nada (nihil), abordado por Niestchze, também encontra contestação ao longo dos últimos capÃtulos o qual leva em consideração também a teleologia.
Por fim, dois apêndices enriquecem mais ainda o conteúdo do livro: o apêndice A é uma crÃtica ao chamado “novo ateÃsmo”, escrita por Roy Abraham Varghese e que também leva a autoria do prefácio. A abordagem é baseada em cinco pontos pelos quais o novo ateÃsmo não consegue explicar, são eles: a racionalidade, a vida, a consciência, o pensamento e o ser; já o apêndice B aborda o aspecto cristão do livro, é um diálogo travado entre Antony Flew e N.T. Wright, uma das maiores autoridades no estudo do Novo Testamento. Questionamentos sobre a existência de Cristo e sua ressurreição são bem respondidas e levam a uma curiosidade maior para o estudo da história de Cristo.
Um ateu garante: Deus existe, é um livro que aborda, não de forma aprofundada, o que seria impossÃvel, ou seja, vários aspectos da antiga discussão entre teÃstas e ateÃstas, colocando novos rumos nos argumentos e propondo novos caminhos e maneiras de pensar.
¹Pág. 30
²Pág. 41
³Pág. 98





Esse livro parece ser bem interessante. E a resenha está boa também.
O cara conheceu CS lewis, fico imaginando o que ele deve ter debatido de crenças com esse cara…
Fiquei curiosa em saber como esse cara deixou de ser ateu e acreditar em Deus.
valeu pela dica rap =)
vou comprar!
assim, uma pessoa que se diz ateu e tenta provar e existência de Deus, para mim sempre acreditou de uma forma ou de outra a existência de uma entidade superior.
O livro pareceu interessante, mas soa como um desabafo.
A maioria dos Ateus só vão acreditar que Deus existe quando não tiverem mais certeza do que é real ou ficção ciêntifica. As duas coisas se unirão de tal forma que o termo “realidade” será apresentado por Cristo de tal forma que abrange os limites fÃsicos e espirituais.Vide apocalipse.
Ou extamente em outras palavras tipo: “Eles vão abrir os olhos da alma”
Fiquei curiosÃssimo para ler o livro. A resenha ficou realmente instigadora. Vou procurar
Agora eu quero Ler
Rap, você devia ter posto um link patrocinado pro Submarino ou coisa assim. Ia tirar um trocado, pq eu também vou comprar.
Concordo com o Rafael, muito bacana sua dica mas onde encontra-la?
vcs encontram numa livraria perto de vc hehehe.
pessoal, no link que o rap deixou pra ver mais detalhes do livro tem a opção pra comprar…é só clicar la..
segue o link aqui tbm caso alguem nao tenha visto:
http://www.ediouro.com.br/deusexiste/
Ouvi sobre o livro e pretendo lê-lo, assim que terminar “Deus - Um DelÃrio”, de Richard Dawkins.
Creio em Deus, embora seja uma crença à minha moda.
Só não entendo por que o uso da expressão “gospel”, como se ela significasse “protestante” ou “evangélico”.
Na verdade, o termo, que vem de Godspell (ou Evangelho) é restrita à música espiritual, calcada no blues.
Por que o termo foi banalizado? Questão de marketing?
fiquei com vontade de ler o livro tb. quem comprar aà m e empresta? hahah…
interessante essa idéia de trazer a filosofia de volta (?) ao pensamento cristão. quem sabe não é a racionalidade e o pensamento filosófica que irão nos tirar desse caos que vive a igreja? (eu acho que sim, é, rs)
muito boa sua resenha, sr. raphael. parabéns!
Acredito que todo ser natural tem necessidade de Deus,
ou seja la no profundo da alma sente que há um mover sobrenatural, e por mais que o homem queira negar essa existencia ele sempre busca algo para se agarrar, só tem que ter sabedorias e pedir ao Deus criador de todas as coisas. Que ele se apresenta a todos que buscarem a verdade. Disse Jesus: Os que me procucam me acham.Buscarmieis e me achareis se me buscardes de todo o vosso coração. Isso aconteceu comigo amém. bjs Lucia
Todo homem natural tem fome de Deus, ele só precisa buscar a verdade de Deus. Só ha um que criou o céu a terra e todas as coisas. Disse Jesus buscarmieis e me achareis se me buscardes de todo o vosso coração.
Essa linha de pensamento não necessariamente é verdadeira. Existem estudos antropológicos relacionados a algumas tribos (da Mongólia especificamente) que mostram que na realidade eles não tem noção alguma do que costumamos chamar de divino. Simplesmente vivem…
eu tinha essa ideia de que todo mundo tem necessidade de Deus, mas ai cresci e percebi que muito ateu um dia ja foi teista, dai fica a duvida: pq saiu entao? Apesar de muitos falarem que é pq nunca tiveram encontro, começo a acreditar que não é bem assim, pode muitas vezes acontecer de a pessoa ver que não encontra ali tudo que deseja ou entao ve que é descencessario, na sua concepção.
Da pra viver sem pensar em Deus, buscar a Deus, simplemeste viver como o rap diz.
Nossa, realmente temos que colocar mais resenhas no ar, todo mundo quis comprar esse livro só por causa dessa!
Parece ser muito bom este livro!
pretento lê-lo em breve!
Abraços Rap!!!
Graça e PAz!!!!
pois é, temos que repetir
mas o livro parece ser beemmm legal msm, eu to doida pra ler.
Este livro tem uma pegada…
tedos devem ler!
Rap sua resenha está muito boa.Li também o primeiro capÃtulo e deu pra ter uma noção de como o livro parece ser impacial e relevante num momento que escritores como Richard Dawkins parecem transformar a descrença numa forma de religião.
Dá uma certa esperança ler alguém com o currÃculo de Antony Flew dizer que “depois de tantos anos de exploração
do Divino, eu abandonara a negação para
dedicar-me à descoberta.”
Tenho que ter esse livro!rs
Muito bom!
A sua resenha, amigo, me “fisgou”. Na verdade eu já tinha lido argumentos céticos muito contundentes desse autor. De repente…ele escreve um livro, chegando a uma conclusão oposta! Não posso deixar de ler esse livro!!! Valeu pela excelente resenha!