Super Size CÓSPEU - Dia 4

Por Laila_Flower em 7 agosto 2009 na categoria Opinião

O dotBlog vai publicar sete textos do autor Renato Fontes referentes aos sete dias em que ele fez uma experiência muito semelhante ao filme “Super Size Me” - ouvir só música gospel. Curta!

======> Quarto dia.

Para a decepção dos fãs, hoje não deu tempo de escutar quase
nada. Vou ver se tiro o atraso de noite e dou um relatório maior amanhã…
* Descobri que o Conrado se converteu, e pelo visto a Sorvetão também. Ele continua cantando
brega do mesmo jeito.
* Hoje tocaram uma música no estilo Cirillo/Deividikila, mas não sei se é deles. Um roquinho
estilo britânico com batida 2/4, metrônomo a 120 (meu metrônomo mede isso). Uma letra bem
clichê, tipo “quando estou em tua presença me dá vontade de cantar, me dá vontade de pular,
me dá vontade de dançar……” Nos EUA hoje em dia só se canta isso em boa parte das igrejas,
acho que foi a moda do Delirious e do Viniarde que ficou mais popular que o Hosanna e o
Maranatha. Semelhante ao que aconteceu no tempo dos Beatles, a música britânica passou a
influenciar os americanos demais, e conseqüentemente nós aqui também.
* Mais uma vez, dá-lhe estilo cantora pentecostal, desta vez menos berrada do que o estilo
Cassiane, agora mais para Alda Célia (não sei se tocou alguma coisa dela, a rádio não diz quem
está cantando!)
* Na hora das notícias, acabei mudando de estação e colocando na rádio do R R Soares. Só deu
tempo de ouvir duas canções, uma meio “dance” (o famoso “putz-putz”, só que mais pra anos
70) falando qualquer coisa do tipo “glórias ao Espírito de Deus”. A voz do cara fez doer meus
ouvidos. A outra era um rock tipo Resgate, falando sobre 5 pães e 2 peixinhos. A letra era até
interessante, mas esse estilo definitivamente não me apetece.
* Apesar de realmente as rádios evangélicas privilegiarem o que é produzido no Brasil e não
tocarem quase nada de gringo (no passado elas já tocaram com mais freqüência Sandy Patti,
Amy Grant e Petra), percebe-se nitidamente que nada é em estilo genuinamente brasileiro. Até
os breganejos são parecidos com os countries de corno dos americanos (Willie Nelson etc). Os
berros estilo Cassiane tentam (eu disse tentam!) imitar as cantoras negras de igrejas
americanas, só que não passam nem perto. Os de louvor/adoração hoje em dia é tudo pop-rock,
mais especificamente a vertente britânica, geralmente em tons mais fáceis para tocar em violão,
a saber, mi e sol (notei que o Deividikila só toca em sol). Ainda existe o tabu de que tudo que
tem percussão que não seja bateria (instrumento americano) é do diabo. Se bem que tá
melhorando, uns anos atrás até bateria não era bem vista.
* Mais um dia e não tocaram Diante do Trono. Interessante, aqui em BH tem uns 30 mil membros
da Lagoinha, fora as “franquias” (na verdade, clones mesmo). Será que é porque eles não
pagam jabá? é a pergunta que não quer calar. Bom, talvez eu tenha que ouvir por mais tempo
pra saber se não tocam mesmo ou se foi coincidência. Ou às vezes é porque a rádio é da
Quadrangular, e eles não devem gostar de concorrência. Vai saber…
* VPC, João Alexandre, Logos? Eles não devem nem saber o que é isso.
* Os primeiros sintomas da síndrome de abstinência de boa música já começaram a se
manifestar. Até quando pego o violão eu me propus a fazer apenas exercícios técnicos (tocar
escalas e cromatismos para exercitar os dedos) ou improvisar em cima das músicas do rádio.
Se eu resistir, amanhã mando mais um relatório.

Leia mais:

2 Comments

  • [jb] João Batista agosto 7th, 2009 9:51 pm

    Não é uma experiência de só ouvir música gospel, como assim não deu tempo? Se é uma tarefa não pode ser feita apenas quando dá!
    E mais, isso de não saber quem está cantando, o nome da música e o nome das rádios, as igrejas, etc, enfraquece tua crítica, já muito baseada em achismo. É claro que a idéia é boa e as considerações pertinentes, mas está sendo mal feita.
    Poderia ser uma experiência séria, consistente e bastante relevante, mas está virando uma série de impressões pessoais mal escritas, sem método e, às vezes, incoerente.

  • Eu já tinha desistido…

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