Os exageros dos legalistas
Por Luciana em 14 novembro 2007 na categoria Opinião
Há algum tempo que desejo escrever sobre legalismo. Buscando na internet encontrei um texto interessante sobre o que uma pessoa passou em sua vida por isso. Para quem não sabe legalismo significa pôr as regras acima de Deus e das necessidades humanas. A Bíblia diz em Mateus 12:9-12 “Partindo dali, entrou Jesus na sinagoga deles. E eis que estava ali um homem que tinha uma das mãos atrofiadas; e eles, para poderem acusar a Jesus, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? (Claro que eles queriam que Jesus dissesse ‘Sim’ para o poder prender). “E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma só ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não há de lançar mão dela, e tirá-la? Ora, quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é lícito fazer bem nos sábados.”
O legalismo é uma forma de escravidão. A Bíblia diz em Gálatas 4:8-9 “Outrora, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses; agora, porém, que já conheceis a Deus, ou, melhor, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?”
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Eu nasci de novo em 16 de agosto de 1992, à idade de 26 anos, entrei a uma nova vida de amor, aceitação e graça ao encontrar a Jesus como meu verdadeiro Salvador e amigo. De repente compreendi minha necessidade, seu perdão e a realidade do preço que tinha pagado por mim. Que revelação! Mas tarde nesse mesmo ano, escutei meu primeiro canto natalino. Tinha escutado essa canção durante toda minha vida, mas agora a entendia. Detive-me no meio da loja, com lágrimas escorrendo por meu rosto, quando a onda de entendimento penetrou minha alma.”Ao mundo paz, nasceu Jesus, Deus ao pecador reconciliou…” Oh que maravilhosas palavras! Cada dia há um gozo, um novo dia para amar e ser amado incondicionalmente.
Comecei assistindo a duas igrejas. Uma porque gostava do louvor e adoração, a outra (um grupo pequeno) porque a pessoa que me guiou ao Senhor era pastora dali, e também era “profetisa” que dava “palavras de Deus” que para mim eram de ânimo. Eu não tinha conhecimento prévio da Bíblia e avidamente aceitei os ensinos da Senhora que me guiou ao Senhor. Depois de todo, ela sabia muito e eu era só um “menino no Senhor”.
Lenta e subitamente, comecei a receber as mensagens: que devia assistir só a uma igreja, se não meu discipulado seria dividido e débil, meu dízimo devia ir a minha “igreja local”, se não dizimava, permitia-lhe a Satanás o acesso a meus filhos, a minha saúde e a minhas finanças, se perdia algum serviço ou estudo bíblico, estava “retrocedendo”, se vestia roupa “sugestiva” fazia pecar aos homens ao ver-me.
Assisti a essa igreja por cinco anos, caindo cada vez mais no legalismo. Durante esse período de tempo, fui ordenada pastora e me voltei a casar com meu ex-marido. Tivemos outros dois filhos além de nossos dois filhos maiores. Meu paciente esposo assistiu à igreja comigo, até que se deu conta de quantas enganos tinha. Ele deixou de assistir e estava continuamente na lista de oração da igreja por retroceder “”. Eu continuei, sem perder nem um serviço ou evento da Igreja (até cinco dias à semana) ainda depois de dar a luz a meus filhos. Cheguei até ameaçar com o divórcio se meu esposo não me permitisse dizimar seu salário mais um extra 5% por bênçãos “sobre abundantes”.
A pastora tinha à congregação sob temor. A Senhora que originalmente me guiou ao Senhor foi “substituída” porque se negou a dar seu cheque de pagamento completo à igreja. Ela tinha sido parte do “círculo íntimo” de ministros, líderes especialmente ungidos que viviam nos terrenos da igreja e davam seu cheque de pagamento completo à igreja. O pastor nos convenceu que ela estava “em rebelião” assim que todos a desprezamos. Mas eu seguia duvidando sobre o que estava sucedendo na igreja. Estava dando a esta igreja tanto dinheiro que a dívida de meu cartão de crédito se elevou e começaram a retornar meus cheques. Dizia a meus filhos que estaríamos em problemas se chegávamos tarde à igreja. Minha casa era um desastre. Cria que constantemente decepcionava a Deus, até considerei suicidar-me.
O ponto final de ruptura foi quando meu filho bebê estava hospitalizado por desnutrição. Alimentado exclusivamente com leite materno, ganhou só umas gramas entre seu segundo e terceiro mês de vida. Eu estava tão desejosa de mostrar minha fidelidade que o alimentava só o suficiente para que deixasse de chorar e depois lhe punha uma chupeta em sua boca. O confundiu a mamadeira com a chupeta e estava morrendo de fome. O doutor me disse que tinha uma semana para que o bebê ganhasse peso. Tinha que deixar o à chupeta. O menino chorou por três dias e recusou o leite materno e a mamadeira. Eu orei desesperadamente pedindo a ajuda de Deus.
Ao terceiro dia, a pastora chamou e ao escutar chorar ao bebê por telefone, ordenou-me que lhe desse de novo a chupeta. Esta seria a primeira vez que desafiaria à pastora. Não disse uma palavra. Simplesmente pendurei o telefone e voltei a tentar alimentar ao bebê. O menino começou a responder e ganhou 400 gramas numa semana. Eu comecei a compreender que a pastora nem sempre sabia o que era melhor e que tinha situações em que Deus não me requeria pôr primeiro à igreja.
Escapar desta terrível situação não foi fácil. Quando comecei a admitir que algumas coisas estavam mal, sabia que tinha que deixar essa igreja, mas isso parecia impossível. Finalmente decidi separar-me dessa igreja e chamei a minha amiga que tinha sido expulsa. Ela orou comigo e Deus me deu a compreensão para nunca regressar.
Pude conversar com à maioria da congregação e compartilhar com eles as Escrituras (principalmente o livro de Gálatas) que me ajudaram a liberar-me, e logo essa igreja fechou. Em poucos meses, o pastor, que continuou reunindo-se em sua casa, perdeu a vista. Menos de um ano depois morreu por complicações de uma cirurgia da bexiga.
Meu esposo e eu nos mudamos a outra cidade e somos muito felizes. Temos cinco filhos com idades desde 4 até 19. Assisti a poucos serviços religiosos, mas não vou regularmente, meu esposo não vai por nada. Ambos amamos a Jesus e oramos juntos, mas a dor de ter estado envolvidos em algo tão mau, enquanto pensávamos que era o correto, deixou-nos cicatrizes profundas.





Agora imaginem se para cada igreja que existe pelo menos uma família passa por isso?
Lamentável.
Não gostei da parte que o pastor ficou cego e depois morreu… O restante eh ateh legalzinho
Os legalistas me cansam!!! Outro dia recente…., um jovem da minha igreja chegou com os cabelos molhados e levemente crescidos…, daí um dos pastores auxiliares da minha Church chega pro jovem e solta ” MEU FILHO, CORTE ESSE CABELO, ISSO NÃO COBINA COM CRENTE”….., Meu, isso me deixou furioso…, me deu vontade de voar na jugular do cara…., Sinceramente eu não suporto esse tipo de cristão perto de mim…, sem contar a quantidade de jovens que hoje odeiam Deus e a igreja por causa desses legalistas de plantão!!!
na igreja da minha mãe tem cada coisa que fico até assustada. Ela comentou que no dia da ceia um irmao pegou o microfone e disse que algumas pessoas deveriam se arrepender se estivessem usando roupas improprias, se referindo a uma irma que usa calça no trabalho. Ela se levantou e falou que usa calça sim e é somente pra trabalhar pois o serviço exige.
outra vez foi o propiro pastor que disse no culto que aquelas mulheres que usam calças deveriam ir falar com ele pois nao poderiam tomar ceia e nao batizariam as que usassem.
eu teira vergonha dessa igreja se fosse viu, tanta baixaria por um pedaço de pano somente.
Pior que tudo isso é que eles dizem que são cristãos!!!
Acaba, no final, gerando uma aversão horrível…como o marido desta senhora….
vamos lutar contra isso!!!!
Oi Luciana,
Parabéns pelo texto,
acho que o problema hoje é que muitos já tiveram suas decepções com líderes evangélicos . Eu, por exemplo, senti na pele quando enfrentei dificuldades com Vistos, grana e missões.
gostei do site e vou assinar o rss…
sou convertido a pouco tempo graças a minha noiva e fui a outras por curiosidade, e vi o quão diferentes são, e vimos o quanto é valorizado a familia na igreja que vamos, a ponto da propria igreja se tornar uma familia. Acho que a partir do momento que a sua igreja começou a colocar sua familia em segundo plano, é hora de caminhar pra outra “familia”…
Realmente temos que admitir que existem exageros…
Mas temos tb que ter a conciência do outro lado da moeda!!
Deus tb tem suas regras… Se não fosse assim Ele não teria nos deixado a Bíblia.
Fora os legalistas e fora tb os liberalistas…
E sim para a MODERAÇÃO!!!!