O efeito da música em nós (Parte II)

Por Pepe em 8 janeiro 2008 na categoria Música, Opinião

Como era muito grande, segue agora a outra parte sobre o efeito da música em nós.

Então tá, vamos falar de música! 

A Construção do Cérebro

(trecho do Especial da Revista Veja, 20/03/96)  

Pesquisadores de diversas partes do mundo estão descobrindo que há etapas definidas para o desenvolvimento do cérebro das crianças, e informam que a inteligência, a sensibilidade e a linguagem podem e devem ser aprimoradas na escola, no clube e, especialmente, dentro de casa. E maior surpresa: o gosto pela ciência, pela arte e pelas línguas ocorre muito mais cedo do que se imaginava.

Os 400 gramas de massa cinzenta de um recém-nascido guardam os neurônios de toda uma vida. As conexões, entretanto, ainda não estão totalmente desenvolvidas. As fibras nervosas capazes de ativar o cérebro têm de ser construídas, e o são pelas exigências, pelos desafios e estímulos a que uma criança é submetida, a maior parte entre o nascimento e os 4 anos de idade.

Musicalidade, raciocínio lógico-matemático, inteligência espacial, capacidades relativas aos movimentos do corpo, entre outras, dependem de circuitos que são plugados logo na primeira infância, época em que a criança aprende a aprender. O tempo é essencial.

A música é um dos estímulos mais potentes para ativar os circuitos do cérebro. A janela de oportunidades musical abre-se aos 3 e fecha-se aos 10 anos. Não por acaso, conhecem-se tão poucos concertistas que tenham iniciado no aprendizado musical depois de iniciada a adolescência.

O Poder de Cura da Música

(Citado na edição brasileira da revista Seleções do Reader’s Digest de dezembro de 2001. pág. 131)

Quando Debbie Clark levou Adam, seu filho autista de 3 anos, a um musicoterapeuta, o menino mal conseguia falar. Na clínica da Universidade Estadual da Califórnia, os terapeutas incentivaram o garoto a se expressar, tocando instrumentos e tambores. E musicaram conversas a fim de fazer Adam falar. “Em três meses a transformação foi fenomenal” diz Debbie. “Antes, Adam nunca olhava pessoas desconhecidas nos olhos, muito menos falava com elas. Agora, dá adeus aos terapeutas e diz: ‘Tchau, Jim. Tchau, Ron. Até semana que vem.’ Pode acreditar: isto é música para os meus ouvidos.”  

Pesquisadores vêm descobrindo que a música pode ajudar a curar de várias maneiras. Vítimas de queimaduras estimuladas a cantar quando lhe trocam as ataduras sentem menos dor. Pacientes de câncer que ouvem música e aprendem a tocar instrumentos, por exemplo, vêem os níveis de hormônios do estresse cair e o sistema imunológico se fortalecer.  

Parte do poder da música resulta da capacidade de reduzir a ansiedade - que pode comprometer as defesas imunológicas, bem como intensificar a sensação de dor. A música, em especial o canto, desvia a atenção da pessoa do sofrimento e alivia a tensão.  

As experiências com crianças autistas como Adam Clark sugerem que os efeitos da música vão além, influenciando mesmo o desenvolvimento cerebral. O uso terapêutico da música parece ativar partes diferentes do cérebro, inclusive áreas associadas a controle motor, memória, emoção e fala, explica o neurocientista e músico Michel Thaut, da Universidade Estadual do Colorado.  

Em seu trabalho, Thaut vem se valendo da estreita ligação entra música e movimentos para ajudar vítimas de acidente vascular cerebral, paralisia cerebral, distrofia muscular e mal de Parkinson.  

Segundo o musicoterapeuta Ron Borczon, “Estamos apenas redescobrindo o que sempre souberam: a música, por meio de sua profunda repercussão sobre a mente e o corpo, pode ser uma arma poderosa para curar as pessoas”.

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5 Comments

  • Bem interessante a reportagem, não imaginava que música chegaria a curar uma pessoa, eu achava que ela poderia apenas auxiliar no processo.

    Legal!

  • Esse negócio de música reduzir a ansiedade é verdade… E o mais legal é que muitas vezes o melhor tratamento é esse e ñ um milhão de remédios…
    Não há como viver sem música… rs.

    =)

  • um bom punk me acalma sempre hehe

  • um bom punk me acalma sempre hehe [2]

    rs

    mto interessante o ponto das crianças…

    engraçado q me lembro de um pianinho de madeira q eu tinha com 3 anos… desde então n larguei mais!! =)

  • Sou musicoterapeuta e gostaria de ter acesso ao site desses musicos Adam Clark e Michel Thaut e se possivel fazer contato com
    textos e que falam da utilizaçao da musica com crianças autista.
    Obrigado.

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