É que você ainda não chegou!

Por Hana em March 2008 na categoria Uncategorized

  Por Ray Stedman & Co. 1997
 

 Ouvi uma história, anos atrás, sobre um casal de missionários que estava voltando da África para os Estados Unidos. Não tinham aposentadoria, sua saúde estava debilitada, sentiam-se derrotados, desanimados e apreensivos. Depois de muitos anos de serviço missionário, lá estavam eles, iniciando sua longa viagem de volta a bordo do mesmo navio em que estava o Presidente Teddy Roosevelt (presidente dos EUA de 1901-1909), retornando de uma temporada de caça na África.

  No momento do embarque, havia uma multidão de gente e uma banda tocando para a despedida do presidente, mas ninguém para se despedir dos missionários. O marido disse, então, à esposa: “Não é estranho, querida? Aqui estamos nós, sacrificamos nossas vidas no serviço do Senhor, gastamos muitos anos neste lugar, perseveramos no meio de imensas adversidades, perdemos alguns dos nossos filhos e os enterramos aqui. Tudo tem sido tão difícil, mas ninguém realmente se importa com isto, não é? Veja só toda essa fanfarra quando o presidente volta de uma simples excursão de caça! Mas ninguém se importa se fizemos algo de valor para Deus ou não.”

-“Querido, você não deveria pensar assim”, disse sua esposa.

-“Não dá para pensar de outra forma. É tudo tão injusto.”

 Durante toda a viagem, enquanto cruzavam o Atlântico, este sentimento crescia e fervia em sua mente. A amargura foi tomando conta da sua alma e ele disse à sua esposa: “Aposto que quando chegarmos em Nova Iorque vai haver outra banda para receber o presidente, e ninguém esperando por nós. Estaremos sozinhos”.

 E foi assim que aconteceu. Quando o navio atracou no porto de Nova Iorque, uma banda tocava as canções preferidas de Teddy Roosevelt, e todas as autoridades da cidade estavam lá para recepcioná-lo. Enquanto isto, o casal de missionários desembarcou completamente despercebido e foi alugar um apartamento dilapidado no Setor Leste de Nova York.

 Completamente arrasado, o homem disse à esposa: “Não é justo, não é justo mesmo! Aqui estamos nós, sem dinheiro, sem saber quem é que vai cuidar de nós ou para onde vamos. Deus nos prometeu grandes coisas, mas nada aconteceu. Entregamos a ele tudo que tínhamos, e o que fez por nós? Agora, veja o que acontece quando o presidente sai numa excursão de caça! Isso não é justo!”

- “Querido”, a esposa respondeu, “eu sei que não é justo, mas esta não é a atitude certa. Não deve pensar assim. Por que você não vai até o quarto, conversa com o Senhor sobre tudo isso e veja o que ele tem a dizer?”.

 E ele foi. Entrou no quarto e ajoelhou-se à beira da cama, sozinho. Ficou lá por um bom tempo e, quando saiu, seu rosto brilhava. Sua esposa percebeu que algo tinha acontecido. Então ela perguntou: “O que houve?”.

 E ele respondeu: “Eu me ajoelhei e derramei toda essa história diante do Senhor. Contei para ele que havia achado tudo tão injusto, especialmente que, ao chegarmos em casa, o presidente ganhou aquela tremenda recepção, enquanto ninguém se importou conosco. Eu disse também que ele não estava nos tratando direito. Mas sabe o que o Senhor me disse? Foi como se tivesse se inclinado e colocado sua mão no meu ombro, para me dizer: ‘Mas você ainda não chegou em casa!’”

Do livro “TALKING TO MY FATHER” (Conversando com meu Pai), de Ray Stedman & Co. 1997.

9 Comments

  • caramba! bom demais… é interessante como a gente se sente triste, reclama… mas só pq não entendemos o que Deus diz. ou entendemos da forma como queremos. chegar em casa, no caso, não era a casa dele, terrestre… que difícil entender quando nosso ego tb fala um pouquinho mais alto.

    outra coisa que pensei enquanto lia o texto é na diferença do nosso tempo. e, mesmo por causa das missões. minha prima, missionária em moçambique, me disse como é complicado entender o tempo de Deus. às vezes fica-se meses, anos, esperando por algum resultado que parece não vir. mas que virá quando for da vontade Dele. só que até entender né… são looongas conversas com o Pai, rs.

    bjim, hana.

  • Victor Emanuel March 15th, 2008 10:30 pm

    Lembrei da carta de despedida do Larry Norman…
    “Estou voando de volta pra casa….”

    =)

  • Uma graça o texto né Sarah? eu quando li achei muito bom tb.A gente esquece muito fácil que aqui não é nossa casa e que somos peregrinos nessa terra.Não sabia que vc tinha uma prima missionária..é muito dífícil não vermos o resultado do nosso trabalho e não vermos que ele é valorizado e um missionário sabe disso muito bem.

    Que a gente sempre se lembre nos momentos de injustiça e dificuldade que a gente ainda não chegou em casa…

    Bjs Sarah ( sumida rs)

  • é… talvez seja a “demora” em ver o resultado que faz a gente esquecer que aqui não é nossa casa…

    (eu ñ tenho mais vida, rs. é provável que me encontres nos fins de semana, somente =/)

  • quero ir para casa….

  • Quero ir pra Narnia!

  • tbm quero ir pra narnia :(

  • CharmosinhaDuRio March 21st, 2008 9:58 pm

    Que demais esse texto! Muito bom mesmo!! Sempre penso nisso quando vejo algumas situações aqui na Terra.

  • quero ir pro céu!!!
    rsrs!
    otimo texto!!!!

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