É que você ainda não chegou!
Por Hana em March 2008 na categoria Uncategorized
Ouvi uma história, anos atrás, sobre um casal de missionários que estava voltando da África para os Estados Unidos. Não tinham aposentadoria, sua saúde estava debilitada, sentiam-se derrotados, desanimados e apreensivos. Depois de muitos anos de serviço missionário, lá estavam eles, iniciando sua longa viagem de volta a bordo do mesmo navio em que estava o Presidente Teddy Roosevelt (presidente dos EUA de 1901-1909), retornando de uma temporada de caça na África.
No momento do embarque, havia uma multidão de gente e uma banda tocando para a despedida do presidente, mas ninguém para se despedir dos missionários. O marido disse, então, à esposa: “Não é estranho, querida? Aqui estamos nós, sacrificamos nossas vidas no serviço do Senhor, gastamos muitos anos neste lugar, perseveramos no meio de imensas adversidades, perdemos alguns dos nossos filhos e os enterramos aqui. Tudo tem sido tão difícil, mas ninguém realmente se importa com isto, não é? Veja só toda essa fanfarra quando o presidente volta de uma simples excursão de caça! Mas ninguém se importa se fizemos algo de valor para Deus ou não.”
-“Querido, você não deveria pensar assim”, disse sua esposa.
-“Não dá para pensar de outra forma. É tudo tão injusto.”
Durante toda a viagem, enquanto cruzavam o Atlântico, este sentimento crescia e fervia em sua mente. A amargura foi tomando conta da sua alma e ele disse à sua esposa: “Aposto que quando chegarmos em Nova Iorque vai haver outra banda para receber o presidente, e ninguém esperando por nós. Estaremos sozinhos”.
E foi assim que aconteceu. Quando o navio atracou no porto de Nova Iorque, uma banda tocava as canções preferidas de Teddy Roosevelt, e todas as autoridades da cidade estavam lá para recepcioná-lo. Enquanto isto, o casal de missionários desembarcou completamente despercebido e foi alugar um apartamento dilapidado no Setor Leste de Nova York.
Completamente arrasado, o homem disse à esposa: “Não é justo, não é justo mesmo! Aqui estamos nós, sem dinheiro, sem saber quem é que vai cuidar de nós ou para onde vamos. Deus nos prometeu grandes coisas, mas nada aconteceu. Entregamos a ele tudo que tínhamos, e o que fez por nós? Agora, veja o que acontece quando o presidente sai numa excursão de caça! Isso não é justo!”
- “Querido”, a esposa respondeu, “eu sei que não é justo, mas esta não é a atitude certa. Não deve pensar assim. Por que você não vai até o quarto, conversa com o Senhor sobre tudo isso e veja o que ele tem a dizer?”.
E ele foi. Entrou no quarto e ajoelhou-se à beira da cama, sozinho. Ficou lá por um bom tempo e, quando saiu, seu rosto brilhava. Sua esposa percebeu que algo tinha acontecido. Então ela perguntou: “O que houve?”.
E ele respondeu: “Eu me ajoelhei e derramei toda essa história diante do Senhor. Contei para ele que havia achado tudo tão injusto, especialmente que, ao chegarmos em casa, o presidente ganhou aquela tremenda recepção, enquanto ninguém se importou conosco. Eu disse também que ele não estava nos tratando direito. Mas sabe o que o Senhor me disse? Foi como se tivesse se inclinado e colocado sua mão no meu ombro, para me dizer: ‘Mas você ainda não chegou em casa!’”
Do livro “TALKING TO MY FATHER” (Conversando com meu Pai), de Ray Stedman & Co. 1997.






caramba! bom demais… é interessante como a gente se sente triste, reclama… mas só pq não entendemos o que Deus diz. ou entendemos da forma como queremos. chegar em casa, no caso, não era a casa dele, terrestre… que difícil entender quando nosso ego tb fala um pouquinho mais alto.
outra coisa que pensei enquanto lia o texto é na diferença do nosso tempo. e, mesmo por causa das missões. minha prima, missionária em moçambique, me disse como é complicado entender o tempo de Deus. às vezes fica-se meses, anos, esperando por algum resultado que parece não vir. mas que virá quando for da vontade Dele. só que até entender né… são looongas conversas com o Pai, rs.
bjim, hana.
Lembrei da carta de despedida do Larry Norman…
“Estou voando de volta pra casa….”
=)
Uma graça o texto né Sarah? eu quando li achei muito bom tb.A gente esquece muito fácil que aqui não é nossa casa e que somos peregrinos nessa terra.Não sabia que vc tinha uma prima missionária..é muito dífícil não vermos o resultado do nosso trabalho e não vermos que ele é valorizado e um missionário sabe disso muito bem.
Que a gente sempre se lembre nos momentos de injustiça e dificuldade que a gente ainda não chegou em casa…
Bjs Sarah ( sumida rs)
é… talvez seja a “demora” em ver o resultado que faz a gente esquecer que aqui não é nossa casa…
(eu ñ tenho mais vida, rs. é provável que me encontres nos fins de semana, somente =/)
quero ir para casa….
Quero ir pra Narnia!
tbm quero ir pra narnia
Que demais esse texto! Muito bom mesmo!! Sempre penso nisso quando vejo algumas situações aqui na Terra.
quero ir pro céu!!!
rsrs!
otimo texto!!!!