Dexter e o código de Harry que todos seguimos
Por Thiaguitar (Thiago Bomfim) em 7 julho 2008 na categoria Arte,Artigos,Espiritual
Dexter é uma famosa série de TV, exibida pela FOX e no client de Torrent mais próximo de você, onde o protagonista é um serial killer que mata outros assassinos do mesmo naipe.
O especialista da polícia da cidade encantada dos apóstolos foragidos, Miami, contém o seu desejo assassino por meio de um código de conduta ditado por Harry, seu falecido pai adotivo. Basicamente o código se resume a:
- Só matarás assassinos de pessoas inocentes
- Só matarás quando existirem provas concretas contra a maldade da vítima
- Não deixarás pistas
A série, subversiva a níveis altíssimos, usa a inteligência e a sutileza para questionar padrões de comportamento e ética.Eis a controvérsia: Dexter com toda a sua contida maldade é um retrato de cada um de nós, cristãos ou não.
A Bíblia afirma que todos nascemos em pecado, logo isso nos afasta de Deus. Esse distanciamento de Deus pode ter inúmeros significados. A maior conotação do estar afastado é o fato de que fomos criados à imagem e semelhança do Criador, porém o pecado nos distancia, logo não somos como Ele. Não ser como Deus é ser mau. Ele é amor, se não somos mais à sua semelhança não somos mais dotados de amor. Aí então surge o código que coloca os limites em toda a nossa deturpada e má natureza.
Nosso herói Dexter foi afastado de sua imaculada natureza infantil, ao ver sua mãe ser morta com uma serra elétrica. Desse em momento em diante, o assassino começa a nutrir a sua deturpada personalidade de serial killer. Harry está o tempo todo colocando limites à esse desejo, mostrando alternativas para que o garoto venha salvar-se, não do próximo mas de sua própia má-índole.
Deus é o nosso guia. Está o tempo todo a impor limite em nossa natureza. Ele não o faz de modo repressor mas, entende que nascemos assim e nos oferece alternativas para que a auto-destruição não culmine o nosso fim. Imagine um mundo sem qualquer influência de princípios cristãos. Por mais que o mundo todo não se converta à nossos ensinos do Cristianismo, o que penso ser positivo, toda a humanidade possui no seu amago o código de Deus, e graças a esse sistema de "regras" a criação ainda não está em extinção.
A conduta da humanidade dentro dos padrões divinos é tão influente que mesmo quando ela não está totalmente explícita, ela ainda estará lá. Pode-se tentar subvertê-la mas sempre dará no mesmo: o homem fugindo dele mesmo como única alternativa de sobrevivência.
Bom paralelo.
Imagine um mundo sem qualquer influência de princípios cristãos?…como seria heinn
wow! adorei!
rs
intressante a comparação do código de Harry com o código de Deus. Já tinha pensado nisso. Amo Dexter, e infelizmente alguns pensamentos dele simplesmente são tão normais, e assim como ele, os reprimimos pq é a nossa natureza humana falando.
Só tem uma coisa: não usamos nossa parte má para “salvar” o mundo hehehehehe
Interessante!
Nao acho que Dexter seja um heroi, acho que um anti-heroi seria melhor, pq tbm nao podemos coloca-lo como um antagonista. Ele é ser humano que nao consegue controlar sua sede de matar, assim como alguns nao conseguem parar de beber, ou fumar etc.
Tem um episodio q fala q Dexter fala do passageiro da escuridão, (nao é o ep, dark defender) e fala da sua luta com esse lado negro, e essa coisa boa q surge q faz as coisas terem valor… traduzinhos nas nossa briga espiritual q o Ap. Paulo fala…”maldito homem q sou…”
O Legal de Dexter é q tira as mascara das situações e pessoas, estar diante de Deus é estar nu sem mascara, e vivemos num mundo de tanta mascara
Dexter é bom d+…rs legal o paralelo
Essa é uma série fantástica que ao contrário do que muitos pensam é de Drama.
Gostei muito do post. Até pq sou fã de Dexter. Parabéns!!!
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cara, dexter é muito bom! hehe
e o post tbm foi bacana!
14 Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem, e não os amaldiçoem. 15 Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram. 16 Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferiora. Não sejam sábios aos seus próprios olhos.
17 Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. 18 Façam todo o possível para viver em paz com todos. 19 Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”b, diz o Senhor. 20 Ao contrário:
“Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer;
se tiver sede, dê-lhe de beber.
Fazendo isso, você amontoará brasas vivas
sobre a cabeça dele”c.
21 Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.
Romanos 12 (NVI)
Gostei da relação! Não posso deixar de comentar uma pequena frase em todo o texto que me chamou a atenção, rs. Vc disse: imagine como seria o mundo sem os padrões do cristianismo (ou mais ou menos isso). E, de fato, esses padrões são o nosso código. Mesmo praqueles que ñ são cristãos, ou sequer acreditam em Deus. Até eles são regidos por esse código, de certa forma. E eu digo: ainda bem.
Bom este post!
Não entendi qual é a do versículo. Não faço apologia ao “seriallkilismo” aqui, sou contra até a pena de morte alguns dias…
Legal o link entre os assuntos, Thiago. O lance dos valores cristãos tem até uma amplitude maior, pois se pesquisarmos a fundo veremos que mesmo em sociedades nas quais a história de Jesus nunca foi contada existem evidencias claras da Lei Natural, ou graça comum — coisa que comentamos alguns dias atrás no tópico das “cachorras”.
Sim, sim, Kenny. Acho que é meio um DNA espiritual da humanidade.
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[...] que todos seguimos Escrito por Thiago Bomfim em 26 July, 2008 – 1:06 am – Esse post foi publicado originalmente no dotBlog, espaço onde publico periodicamente junto com outros [...]
Parabéns pelo texto Thiago, não pude deixar de ir embora sem elogiar o excelente paralelo que você criou entre o código de Harry com os termos de conduta cristã, a que todos nós vivemos desde que nos entendemos por gente.
Uma das poucas (se não for a única) coisas boa no mundo afora nas religiões é justamente esse “freamento” das atitudes ruins a que cada ser humano é capaz de fazer.