Uma pequena propaganda
Por as em 7 agosto 2007 na categoria Tecnologia
Depois de todos esses anos no dotgospel, acho que tenho o direito de fazer uma pequena propaganda usando os recursos do site
Visitem o .lab.
Comecei um site/comunidade para ‘pregação’ do Software Live (Open Source) nas Igrejas e Ministérios deste mundo. A idéia seria uma comunidade de apoio para pessoas que queiram se livrar do software pirata de seus ministérios.
Por enquanto o site está em Inglês, mas se houver interesse será um prazer lançá-lo em Português também.
Opera, Firefox e Internet Explorer…
Por Dan em 7 maio 2007 na categoria Opinião, Tecnologia
Li um artigo publicado no blog Login de O Globo Online muito bom hoje. O autor Nelson Miler faz uma comparação entre os navegadores de web: Opera, Firefox e IE. Não só gostei da comparação feita pelo autor, mas também gostei da conclusão, o Opera é o melhor produto. Sou usuário assÃduo do navegador Opera e uso o Firefox de vez enquando… Se você é um Internet Explorer user, confira o artigo e instale ambos o Firefox e Opera no seu computador, use cada um pelo menos por 1 semana sem tocar no IE e tire suas próprias conclusões.
Opera, Firefox ou IE?
Caros amigos,
Já há algum tempo, tenho escrito muito aqui sobre os 3 browsers que uso normalmente para o meu trabalho: o Opera 9.2, o Firefox 2 e Internet Explorer 7. Tudo começou quando mudei de navegador principal para o Firefox e piorou quando a Microsoft lançou sua nova versão do browser e tive que fazer uma comparação entre ambos. Mas as coisas ainda ficaram um pouco mais complicada, quando muitos amigos resolveram reclamar da não-inclusão do Opera na comparação. Desde então, testei e me empolguei com a funcionalidade do produto, tanto que já o uso normalmente desde então.
Mas faltava um teste realmente um pouco mais organizado envolvendo os 3, sem a pretenção de ser uma PC World ou mesmo uma Info, mas com nÃvel de detalhe suficiente para ver se eu estou mesmo certo. Para isso, escolhi um micro bem básico: um Pentium 4 antigo, com 1.6GHz e 256Mb de RAM, com um razoável espaço livre em um disco IDE, mas que nem Second Life roda. Instalei nele os 3 navegadores, com uma gama não tão grande de software, que inclui um Norton AntivÃrus e o Windows Firewall habilitado, num XP, com SP2. Peço desculpas antecipadas ao pessoal do Safari, mas minha pouca intimidade com o mundo Mac me impediu de inclui-lo.
A instalação dos 3 produtos é tranqüila e a convivência entre eles bastante saudável, o que demonstra bem que é puro preconceito a história que é mais fácil usar o browser instalado na máquina: para os mais de 90% que usam o Windows, sempre o IE. Esta sempre foi a principal vantagem do produto da MS, pois muitos sequer sabiam, ou queriam, ou mesmo achavam desnecessário instalar outro navegador. Porém, com o advento do IE 7, que exige a presença de uma cópia original do Windows, isso tem mudado bastante, até por necessidade. E acho uma postura bem interessante, já que um browser ocupa pouquÃssimo espaço na máquina, comparado a sugadores de recursos, como o Office, por exemplo.
Vale dizer aqui que privilegiei a utilização das configurações-padrão dos produtos, já que grande parte do público tem dificuldade de encontrar funções “escondidas”. Outro ponto interessante é que as atualizações têm funcionado bem nos 3 produtos: o IE já na versão 7.0.5730.11 (difÃcil para caramba de achar, aliás), sempre ajudado pelo Windows Update. Mas o Opera e o Firefox não ficam atrás e desenvolveram bons mecanismos para atualização de suas versões: 2.0.0.3 (Firefox) e 9.20.8771 (Opera). Ambas mais facilmente encontráveis, aliás, que beleza é ter um menu. Isto quer dizer que antigas deficiências, como a demora da versão em português do IE e a não detecção da versão 2 pelo Firefox 1.5 já estão pra lá de superadas.
Uma das mais impressionantes diferenças entre os produtos é no tempo de carga (o tempo levado entre o clique no Ãcone do programa e a página de abertura ficar disponÃvel). É impressionante como o Opera é mais rápido. Em minha máquina, que tem o Globo Online como página inicial, em várias tentativas, em todas ele foi o mais rápido, com o Firefox logo atrás. O FF parece ficar mais “pesado” a cada novo complemento ou “tema” que se adiciona a ele. Já o IE7 até carrega rápido, mas a carga da página é de uma lerdeza impressionante, indicando problemas com o processamento de arquivos CSS e webstandards. Aqui, vale complementar que a cada nova carga de qualquer dos programas, eles parecem surgir ainda mais rápido. E, de novo, o desempenho é sensivelmente pior no IE7.
Uma das coisas que sempre me irritou no IE7 (e estive próximo mesmo a um downgrade para o 6) foi a incrÃvel lerdeza quando várias abas estão abertas. Aliás, as abas, que surgiram primeiro no Opera, ainda funcionam muito melhor nele: a abertura é rápida e a troca entre elas absolutamente indolor. E agora, o navegador ainda traz o recurso de Speed Dial, que mostra uma espécie de “Favoritos” visual a cada Ctrl+T (”Abrir nova aba”). É simplesmente espetacular: escolhe-se os sites em que mais se navega e, a cada nova aba, fica muito mais fácil chegar lá. Ponto para o Opera nesta categoria que todos os novos browsers sugerem como fundamental: a nevegação por abas. Para testá-la, trabalhei com vários sites abertos: O Globo Online, Extra Online, Globoonliners, O Globo Digital, Yahoo Mail e HSBC (com várias tecnologias diferentes, inclusive com segurança habilitada).
Neste quesito, há muitas boas idéias de lado a lado. O IE 7 tem o recurso de “Guias Rápidas” (Ctrl+Q), que permite ver uma miniatura (thumbnail de todas as páginas abertas, como num “Alt+Tab”. E tem ainda um atalho para nova aba ao lado das abertas, na configuração padrão, o que é bem prático. Já o Opera, além do Speed Dial, traz as miniaturas ao passar o mouse sobre a aba, outra solução bastante criativa, e ainda traz o botão de fechar em cada uma delas, o que é bastante útil (o FF também tem, mas só até um limite). Já o Firefox é o mais configurável dos 3 neste ponto. Ou seja, empate técnico, tirando pelo fato do IE continuar irritantemente lento ao trabalhar com muitas abas. Tanto que chega a achar que eu estou querendo “mover” algumas de lugar vez por outra. Ouso dizer que é meio inviável usá-lo deste modo em configurações menores.
Outro ponto que os 3 navegadores fazem bastante propaganda é motivo de outra goleada o Opera: o uso de RSS. No navegador norueguês, há um cliente de RSS completo, onde é possÃvel configurar periodicidade de verificação e expiração, bem como ver os feeds em abas separadas. Tanto no Firefox quanto no IE 7, a solução-padrão é espécie de barra de “Favoritos” (no Opera, fica no menu), com muito poucas configurações disponÃveis. E isto não é exclusividade do RSS, o Opera traz até cliente de BitTorrent e e-mail embutido, e nem assim fica mais pesado: um show. Na categoria, “adicionar um novo feed”, empate na facilidade, o que me faz reforçar a aposta na tecnologia.
Em termos de dicionário, quesito que considero fundamental para quem escreve muito e sem tanto talento (como é o meu caso), o Firefox ganha. O dicionário é embutido, fácil de instalar e funciona bem em várias lÃnguas, sublinhando palavras erradas, como um Word da vida. Só não precisava me perguntar se eu quero instlá-lo novamente a cada atualização, é claro. O Opera usa a solução GNU Aspell, que passou a trabalhar bem em minha versão atual, após algumas falhas na anterior. Alguns a consideram menos invasiva, mas eu não. Falta um corretor gramatical em ambos os casos, mas acho que não tardará. Já o IE7, falha novamente: poucas opções, talvez para não atacar o mercado do Office.
Em vários casos, hoje há um empate técnico: todos trazem bloqueadores de pop-up, avisos de segurança contra sites falsos, barra de busca configurável para sua máquina preferida e até zoom para adequar a visão de páginas mais adequadas a uma lupa para uma pessoa normal. Novamente aqui, as soluções do Opera me pareceram mais funcionais em alguns casos, como na segurança e no zoom. Minha impressão é que isso ocorre, como no caso do RSS, porque o browser incorporou primeiro estas funções, que por isso chegam a um nÃvel de maturidade mais cedo. Vê-se isso ainda em pequenos detalhes, como o tÃtulo da página ao lado do endereço sendo digitado, ou na barra adicional que aparece nestas situações. O Firefox já está quase lá em alguns casos e o IE7, devo admitir, tem trabalhado bem nas cópias do que os outros navegadores fazem de bom, especialidade da MS, aliás.
Até por isso, algumas funções legais ainda são exclusividade do Opera nas versões-padrão. Uma delas é a navegação por mouse. Por exemplo, você quer abrir um link em uma nova aba: o normal seria clicar com o botão direito, procurar a opção no menu, escolher e navegar. Pois bem, no Opera basta clicar e arrastar com o mesmo botão direito que a nova aba se abre com o mesmo conteúdo. Aviso: vicia. Tentem e me digam. Prático e objetivo, como as perguntas se a configuração anterior de abas abertas deve ser recarregada ou se deseja-se começar do zero em uma nova navegação. Muito prático.
Em termos de interface e personalização, mais um ponto para o Firefox. O browser da raposa tem realmente uma comunidade gigantesca de desenvolvedores, o que faz com que temas para personalizar o ambiente, por exemplo, existam aos montes e sejam constantemente atualizados. Os complementos são realmente muito variados, já me disseram que há até a tal navegação por mouse, mas não a encontrei ainda. No Opera, também há a opção de Widgets (os complementos dele), com várias opções interessantes e uma comunidade aparentemente muito ativa. Aqui, há um ponto interessante: trata-se de uma comunidade mesmo,. estilo Orkut. Bem legal. No IE7, o tradicional padrão MS: muitas opções de personalização, todas extremamente bem feitas. Porém, uma comunidade pequena dedicada à criação de produtos complementares, já que se trata de um software como “dono”, comercialmente falando.
Em termos de versões para outros ambientes, outro ponto para o Opera, com o Firefox logo atrás. Ambos têm versões para os mais diversos sistemas operacionais, mas o primeiro tem ainda versões mini (para celulares) e até uma para carregar em pen-drives (sem precisar de instalação, é claro). Realmente democrático. E o IE7? Bom, neste caso, é até covardia, só para Windows novos (XP e Vista) e, mesmo assim, com WGA ativado. Não me admira que ele venha sendo o navegador MS que mais tem demorado a ser aceito em muito tempo: por conta disso, e do desconhecimento de alternativas, o IE6 (versão anterior) ainda ocupa cerca de 60% do mercado nacional de navegadores (contra 20% do IE7, 15% do Firefox e menos de 1% do Opera).
Esta sombra de um browser que já tem alguns anos tem atrapalhado o desenvolvimento de alguns sites mundo afora. Como usar funcionalidades de novas versões de CSS, HTML ou mesmo webstandards simples (que deixam as páginas mais leves e rápidas) se o navegador mais usado ainda não aceita um monte destas coisas? Pois é: é realmente um problema grande. A coisa é tão crÃtica que até o IE7 tem sofrido com incompatibilidade com algumas páginas, feitas descaradamente para rodar na versão 6 anterior. Porém, penso que a evolução é um caminho sem volta. Vamos ver.
Aliás, a compatibilidade com alguns sites mais “exigentes” é o calcanhar de aquiles do Opera. O Google Docs, por exemplo, ainda não roda no produto, assim como não há versão de alguns plug-ins para ele (Flash Player 9 para Linux, por exemplo). Pena. Porém, recentemente, uma pesquisa da PC Magazine americana o escolheu como o browser que melhor “entende” padrões-web (será por isso a rapidez?). Inclusive, eu noto que as poucas páginas que não funcionam bem no Firefox 2 (como o webmail do Exchange, por exemplo) rodam no Opera sem problemas, o que tem tornado o meu IE7 cada vez mais um componente indesejado do Windows.
Outro ponto problemático do Opera é a tradução. Muitos pontos da “ajuda” do programa, por exemplo, são uma desagradável mistura de inglês, português de Portugal e do nosso brasileiro. Isso leva coisas como o termo de aceite para usar o programa estar em inglês, ou ainda ao uso de termos como “Marcadores” mais comuns em terras lusitanas. Efeitos colaterais do pouco uso em terras tupiniquins. Mas nem o IE7 da poderosa Microsoft escapa dessa: usar “Abrir na nova guia” logo acima de “Abrir em uma nova janela” no botão direito do mouse é dose para mamute em um produto para o qual foram gastos milhões de dólares e cuja versão em português ainda saiu mais de 1 mês depois da internacional. Mais um ponto para o Firefox.
Enfim, meus amigos, como acho que já deu para perceber, depois deste trabalho todo, cheguei a conclusão que o Opera é realmente o produto mais robusto e funcional dos 3. Além disso, mais uma vez, vi que a “dobradinha” com o Firefox faz com que praticamente todas as situações de navegação possÃveis sejam cobertas. Assim, recomendo a todos a instalação de ambos os navegadores em suas máquinas, já que o IE já vem por padrão. Quem fizer isso, e quem não quiser fazer também, escreva aqui a sua impressão, concordando ou discordando.
Grande abraço
P.S.: A propósito, este post foi escrito usando o Firefox 2, pois o componente que usamos para editar o blog é um dos que não funciona bem no Opera (nem no IE7, aliás).




