Resenha: Sem Medo de Viver – Max Lucado

Por Laila_Flower em 17 agosto 2009 na categoria Literatura, resenha

Quando decidi fazer a resenha do novo livro de Max Lucado chamado “Sem Medo de Viverâ€, minha mente começou imaginar o que viria. Se alguém por acaso me dissesse somente o título, eu já imaginaria que fosse um livro de auto-ajuda. Mas como eu sabia o autor e este sendo Max Lucado, não acreditei que fosse.

Felizmente, não me deti àqueles pensamentos e iniciei a leitura assim que o livro chegou às minhas mãos. O que mais me impressionou, inicialmente, foi a “densidade†do texto. Uma rápida leitura não iria me fazer “devorar†as páginas. Neste livro, Max dissecou os medos que porventura podem achar morada nos corações, sendo estes o medo de não ser importante, de desapontar Deus, da escassez, de não proteger os filhos, de desafios arrebatadores, das piores hipóteses, da violência, do próximo inverno, dos momentos finais da vida, do que vem por aí, de que Deus não exista, das calamidades globais e, no final, o medo de Deus.

No início, Max já faz uma brilhante introdução ao assunto sobre o porquê de termos medos – uma reação tida como da natureza humana e que na verdade mostra a falta da confiança em Deus. Dá como exemplo o episódio bíblico onde Jesus acalma uma tempestade, contado em Mateus 8 e Marcos 4. O medo, presente nos experientes pescadores diante de uma terrível tempestade estava, naquele momento, longe dos pensamentos de Jesus, que estava dormindo.

Mas Max não se deteve à introduzir o tema e passou a destrinchar os medos. Iniciou com o medo de não ser importante e mostrou que exatamente quanto mais temos medo de não ser importante, mais pensamos ser desmerecedores de toda e qualquer atenção, fadando-nos a um insucesso completo. O autor sabiamente mostra o quanto Deus exaustivamente relembra através da Bíblia o quanto somos especiais e citou um livro infantil também de sua autoria (You Are Special) onde mostra, de forma muito doce, essa verdade bíblica.

No terceiro capítulo o medo explorado é o de desapontar Deus, que na maioria dos casos acaba nos tornando…pecadores! Exatamente, pecadores. Onde buscamos pelas nossas próprias forças agradar a Deus acabamos indo pelos caminhos que nos levam a pecar, a usar as nossas próprias forças.

O quarto capítulo já inicia com trechos da vida de pessoas – se reais ou imaginárias, o autor não esclarece, a não ser quando ele se refere a ele mesmo. Pessoas que escondidas atrás de um pseudônimo em comum: preocupado(a).Sim, o terceiro capítulo fala sobre as preocupações, aflições, que podem crescer no interior e se tornarem tóxicas. No final do capítulo, Max ainda demonstra oito passos que podem ajudar a voltar o foco para Deus e dizer adeus à aflição.

No quinto capítulo, Max inicia contando de sua própria experiência no quesito “ser paiâ€, revelando o medo de não conseguir proteger os filhos. Ele cita ainda os mais diversos exemplos de pais na Bíblia e como Deus agiu naqueles casos. Confiar em Deus mais uma vez se torna essencial, e entregar a vida dos filhos nas mãos do Criador é imprescindível.

O medo dos desafios arrebatadores é o tema do sexto capítulo. Max mais uma vez parte de uma experiência pessoal, desta vez de quando voou em um avião de guerra e dos medos que enfrentou após dezenas de giros e piruetas no ar. Comparou à experiência de Pedro quando andou no mar ao encontro de Jesus. Apontou algo em comum nos dois casos: olhar fixamente para quem tem a experiência (no caso de Max, o piloto; no caso de Pedro, Jesus) é o que nos consola. E certamente não há quem tenha mais experiência do que Deus.

O sétimo capítulo é reservado ao medo das piores hipóteses. Max revela o quão impressionante é o fato de muitos se preocuparem com a possibilidade de algo ruim acontecer. O medo é fundado e geralmente possível, mas será que acontecerá? Se buscamos a Deus como uma criança que chama a ajuda do seu Pai no momento de medo, a inquietação não domina – explica de forma simples o autor.

O medo da violência foi amplamente explorado no oitavo capítulo. Mais um caso onde o medo é fundado e, aliás, é advertido por Jesus de que haveria. O próprio Jesus foi vítima da violência extrema. Mas Max fala exatamente como enfrentarmos o medo de frente.

O nono capítulo, por sua vez, trata do “medo do próximo invernoâ€. Um medo simples e que leva as pessoas a acumular bens, sempre buscando ter provisões. O autor cita a parábola em Lucas 12 do fazendeiro que constrói celeiros maiores para guardar a safra. O problema do medo se torna o centro das atenções: o que eu quero ou o que Deus quer.

Já o décimo capítulo é o local onde se disseca o medo da morte. Mas Max aponta uma verdade importante: Jesus venceu a morte e em Cristo podemos enfrentá-la. Aponta que a experiência de Cristo nos possibilita morrer corajosamente – e quando for da vontade de Deus. O capítulo onze trata do medo do futuro, onde Max mais uma vez aponta na Bíblia as evidências de que Deus estará presente onde quer que ele te mande ir, ou aconteça o que acontecer. O medo de existência ou não de Deus é o tema do capítulo 12. O exemplo foi a vida dos discípulos cheia de medo e descrença após a crucificação – trocada pela bravura e o poder do Espírito Santo após a ressurreição. O fato que mudou o estado de descrença é o tocar no corpo de Cristo. Termina ainda citando a biografia de um homem conhecido como Jack e que depois foi mundialmente conhecido como C. S. Lewis.

“E se as coisas piorarem?†nos instiga no décimo terceiro capítulo, reservado para o medo das calamidades globais. O que Max nos mostra através de diversos versículos que a natureza há de sofrer. Mas se a Bíblia aponta, significa que isto está nos planos de Deus.

No final, Max ainda revela um medo que ele revela como saudável – o medo de Deus sair da caixa. E ele explica tudo isso de forma simples – quando conhecemos os limites, “encaixotamosâ€. E temos medo de Deus quando ele se demonstra maior do que aquilo que cabe nas nossas caixas. Mas quando Ele se faz maior, nossos medos diminuem.

Max conclui o livro de maneira sublime: primeiro conta uma história real e transcreve uma música cantada por uma criança para Deus em um momento de dificuldade – posição esta que devemos ter diariamente. Mas ainda acho incrível destacar o guia de discussão presente no final do livro que nos leva a viver aquilo que foi ensinado diariamente. Não só nos ensina. Este acabou se tornando o meu devocional.

Max consegue atingir seus objetivos. Não os objetivos de um livro de auto-ajuda. Não serei eu que me ajudarei após a conclusão deste livro. Ele nos faz mudar os focos dos problemas para Aquele que é capaz de transformar todo o medo em pó. Nos faz subir e ver o grande problema pelos olhos de Deus, pequenininhos e distantes. Max Lucado está de parabéns.

[Resenha] Show de Luciano Manga no RS

Por Laila_Flower em 23 dezembro 2008 na categoria Música, Opinião, resenha

Inicialmente, quero esclarecer a todos que eu não tenho a  pretensão de realizar uma grande resenha técnica – a parte mais “musical” da família está no meu futuro marido. Mas isso não significa que eu não possa fazer uma boa resenha, né?

Quando cheguei no local, notei que ele tinha uma peculiaridade: o prédio apesar de ter uma porta para uma rua movimentada, perto de uma estrada que cruza a cidade de Canoas/RS, a entrada para o local de shows se dava na rua de trás. A rua dava de frente para onde passa o  metrô (o nosso Trensurb!), além de ter pouco movimento.

Ao entrar no local vi um bom espaço. Já na entrada, nota-se o bar bastante extenso e um pequeno palco, um espaço para projeção (filmes, clipes), teto alto e uma escada para um mesanino. Ao dirigir-me para o palco principal, vejo um corredor e dois espaços nos dois lados com mesas e cadeiras, como em um pub. A pista tinha um excelente tamanho e o palco também. Como o local que tem as mesas é mais alto que a pista, é um bom local para assistir o show sem mta dificuldade!

O show iniciou com um pouco de atrazo. Começou com o Ministério I.L.A. já depois das 23 horas. O pessoal cantou músicas bem comuns no repertório das igrejas, mas conseguiram agitar a galera. Depois foi a vez da banda Coadjuvantes. Os guris da Coadjuvantes fizeram um excelente som

Palco

e o vocalista da banda mostrou grande presença de palco.

Após o show da banda Coadjuvantes, houve uma “pantomima”, para então a banda “Reparadores de Brechas” subir ao palco. O show da Reparadores foi ótimo. Apesar do som da banda ser muito bom, o som em si não estava legal. Mas acho que o maior crédito estava nas mensagens do Pr. Rafa, vocalista da “Reparadores”.

Antes ainda do início do show do Manga, houve outra pantomima.

Manga cantou em seu show músicas antigas do Oficina G3 – “Cante”, “Razão”, “Indiferença”, “Magia Alguma”, “Davi” e “Naves Imperiais”, com muita energia e animação.  Um ponto interessante observado foi exatamente como Manga ocupava o palco com muita dinâminca, interagindo com os membros da banda que o acompanhavam. A banda, composta por Thiago Marques (teclado), André Canhotto (guitarra), Nando Kist (guitarra), Rafael Mustafa (bateria), Joni Santos (baixo),   foi montada especialmente para este show, mas mostrou-se unida e com razoável sintonia. Todos, exceto o baixista Joni Santos e o baterista Rafael Mustafa, se mostravam bem desinibidos diante do público. Algo que o público não pôde queixar-se foi da performance de palco, sempre eletrizante. O tecladista Thiago Marques, inclusive, cantou um trecho da música “Indiferença” junto com Manga, saindo de trás do teclado para uma performance abraçados na parte central do palco. Os dois guitarristas fizeram boas interações. Um dos momentos interessantes do show foi quando os dois tocaram, um de cada lado do vocalista Manga, formando um excelente visual para o público que assistia.

Manga

No meio do show, Manga fez uma breve reflexão, apontando que o pecado está enraizado na sociedade, destacando o fato de muitos donativos enviados à Santa Catarina terem sido roubados por quem deveria entregá-los, além da situação passada por muitos catarinenses que vêem os preços se tornarem absurdos devido às circunstâncias. A mensagem poderia ser tanto encarada evangelística como de exortação, simples e direta.

A voz de Luciano Manga foi um dos pontos altos do show. Quem ouviu os antigos cd’s do Oficina G3 pode ter uma idéia do que estou dizendo – e ela não mudou muito desde então. Além de ter potência, tem um timbre marcante.

A reação do público diante do show foi das mais diversas. Vi desde pessoas que ja conheciam muito bem aquelas músicas até adolescentes que sequer sabiam que havia Oficina antes do PG. Mas, definitivamente, para esses últimos, a experiência nova foi compensadora. O público, na maior parte, parecia curtir cada minuto do show e degustar cada música. Incitados pelo tecladista, as pessoas começaram a pular e agitar. O público que, em sua maioria, assistia sem pular, parecia querer realmente prestar a atenção no show – não é exatamente o tipo de reação que vemos em show de rock, não é mesmo?

Luciano Manga se demonstrou uma pessoa muito humilde, conversando com todos e andando no meio do publico antes e depois do show, Não houve qualquer estrelismo, muito pelo contrário: ele tratava com muito amor todos aqueles que se aproximavam para conversar com ele.

Visão do Palco

Após o fim do show, os membros da banda chamaram ao palco “Emmanuel Capim” e “Elias Frenzel”, bateristas das bandas “Reparadores de Brechas” e “Castelo Forte” para tocar músicas desta última banda. Esta parte foi uma espécie de “Jam”, com bastante interação do público, que curtiu esse PLUS do show.

Analisando de forma mais geral, posso dizer que o show foi impecável. As banda de abertura acrescentaram clima ao show principal. Contudo, como foi iniciado muito tarde de Luciano Manga, o público já não tinha o mesmo ânimo. Eu teria dispensado as pantomimas que, apesar de serem muito boas, atrasaram ainda mais o show e não se encanxavam com a programação da noite. Aliás, foi uma excelente noite – mas não são todos que estão acostumados com shows noite a dentro!

Quero agradecer o apoio de Guinther, organizador do evento, e Rômulo, que fizeram a divulgação do Dotgospel no show e permitiram que esta pequena flor se aventurasse tirando fotos e curtindo muito show para, finalmente, fazer esta resenha! Valeeeu!

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