Não, não estou falando do DVD do DC Talk.
É um pouco mais real, e muito mais patético.
Pra quem não conhece, vou apresentar. O Brasil é um país peculiar. Cheio de manchas e contrastes.
Temos um presidente “do povo”, que nunca sabe de nada, assim como o povo também nunca sabe em quem deve votar. Uma ministra que fabrica dossiê contra seus adversários. Temos também, um general, veterano de missões paz, que não pode falar o que pensa sobre a demarcação de terras indígenas na área onde ele é o responsável.
Aqui temos carnaval, samba, mulher e cerveja. Ricos e miseráveis. Cidadão, políticos, ladrões, político-ladrão e “cidadão-vagabundo”, aquele que não quer pagar mais impostos. Mas o que importa mesmo é que o melhor do Brasil é o brasileiro.
Temos ótimos vizinhos, vide Hugo Chaves, Evo Morales, Cristina Kirchner, Álvaro Uribe e em breve, Fernando Lugo. Como todo vizinho que se preze, eles sempre dão um jeito de arrumar algum problema pra gente. Tudo gente boa.
Além de bolsa família, temos bolsa ditadura, que é uma pensão gorda pra ajudar quem “lutou” contra a ditadura militar. Afinal eles merecem, mesmo que tenham pegado em armas e matado ou ferido pessoas que nada tinham a ver com a história.
Ah! Ia me esquecendo. Temos meninos de classe média, que entram em cinemas com armas na mão e matam. Menino arrastado por quilômetros. Crianças que pegam em armas. Neto que mata avó, filha que trama a morte dos pais. Filho que mata o pai e a madrasta. No país onde tudo pode, um pai e uma madrasta pode até ter matado uma menina de 5 anos. Analisando nosso histórico, isso seria até normal, afinal “no fim dos tempos o amor de muitos esfriaria”.
Então, o que fazer, podemos consertar o Brasil?
Invadir as universidades e depredar patrimônio público adianta? Cercar suspeitos de um crime e tentar fazer justiça com as próprias mãos vai resolver? Deixar de cuidar das nossas próprias vidas para acompanhar o novo capítulo do big brother que se tornou o assassinato de Isabela Nardoni vai trazer a solução? Saber quem é o assassino muda minha vida em que?
Não tenho respostas, apenas perguntas.
E você!?




