Curtindo a Criação :: Os céus
Por as em 14 abril 2009 na categoria Fotografia,Opinião
Geni e o Zepelin de Chico Buarque é uma das mais belas canções da música brasileira, retrata uma infeliz realidade diária.
Sem dúvidas uma das músicas que melhor expressa o que é a hipocrisia e suas conseqüências, tanto para quem sofre quanto para quem a pratica. É interessante sobretudo o fato de que nunca saberemos quando ou de quem poderemos precisar. Por isso a incondicionalidade no olhar é um valor tão divulgado, para que não nos tornemos interesseiros explícitos. Explico: a teoria de que nada fazemos por puro amor incondicional é certamente correta, no entanto devemos entender que altruísmo não significa somente fazer algo sem esperar nada em troca, altruísmo, também e principalmente, é não fazer acepção, não dar maior significado a uns e a outros não.
A música nos mostra que a mais estereotipada, a que merecia pedras e bosta foi a que mais usou de empatia. Esperamos muito dos que pouco querem oferecer, porque afinal todos temos muito a oferecer, basta um pouco de vontade, simples e clichê assim.
É isso ai, Páscoa!
Não dá para negar que essa é uma das datas que eu mais celebro. Talvez porque o amor de Deus ainda me surpreenda ao lembrar do ato da morte na cruz – e no final me surpreenda sua soberania na ressurreição. Dia 8 eu fiz 8 anos de conversão, mas mesmo assim me deparar com tamanho amor me deixa louvando.
Não dá para negar que estas datas, começando na Sexta-santa com a lembrança da morte dolorosa de Jesus na cruz, no sábado lembrando o túmulo e, finalmente, o domingo da ressurreição, são as datas mais significativas aos cristãos.
Ali Deus se manifestou de forma tão grande. Inicialmente por, voluntariamente, entregar seu filho por nós. Depois por Jesus ter se despido completamente do fato de ser o Filho de Deus para tornar-se o mais rejeitado, o portador de todo o mal, o carregador dos pecados do mundo, o cordeiro do sacrifício. Aquele que estava com o Pai desde o princípio por um momento aceitou ficar longe Dele para se tornar o sacrifício perfeito. E morreu: a morte mais cruel da época, a nossa morte.
E foi morto retirado da cruz ao sepulcro.
Mas não era o sepulcro os planos de Deus. Tanto que de lá saiu, vivo! E mostrou para todo o mal que Ele era o Senhor, que até mesmo a morte era sujeita a Ele. E disse para o mal que os planos tinham sido mudados, e aqueles que eram impuros condenados agora poderiam caminhar livremente até o Pai, para a salvação, para a herança eterna, para um encontro de verdade com Deus. Imaginem os discípulos, que estavam perdidos sem o seu mestre, tentando entender o que havia acontecido (como poderia morrer o homem que ressuscitava pessoas?)…mas Ele viveu, reviveu e os avivou.
O que fazer? Louve!
Atirando a Primeira Pedra
Por Laila_Flower em 19 março 2009 na categoria Opinião
Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela” João 8.7
Muitas vezes meu coração dói ao verificar a arrogância de alguns tipos que se dizem “seguidores de Cristo”. O próprio Cristo deu um exemplo que hoje em dia se faz cada vez mais dificil para alguns seguir.
O contexto do versículo que postei no início mostra Jesus no templo sendo interrogado por fariseus e mestres da lei sobre o que deveria ser feito a uma mulher adúltera. A resposta seria tecnicamente muito simples: apedreje-a. Afinal de contas era isso que a Lei de Moisés dizia – além de ser uma boa oportunidade para “incriminar” Jesus. Era uma simples aplicação, o que poderia sair de errado? O que poderia ser feito?
Hoje vejo em muitas situações aqueles que se dizem “cristãos” fazerem algo tão simples quanto: se a Bíblia afirma, basta apedrejar. Os conceitos estão formados, as regras estão aí, somente devemos aplicar…e apedrejar. E no momento em que encontram alguém fazendo aquilo que a Bíblia não aprova (e muitas vezes adicionando palavras à Bíblia), basta mirar. Como grandes “guardiães”, não aceitam sequer o convite para um novo pensar.
Eis que esquecem que o texto continua e nos leva à sua frase mais célebre, o versículo postado no início do texto: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela”. Jesus mostrou algo muito simples, a humildade. Não se pode dizer que Jesus fez “vista grossa” ao pecado da mulher adúltera. Jesus amou a pecadora, e não o pecado. Evidenciou que ninguém é melhor que ninguém aqui e todos temos pecado.
Algo importante que quero destacar é que Jesus mostrou ali qual posição que devemos ter diante do pecador. E não deixou outro modelo a nós se não amar o pecador, rejeitando o pecado.
Jesus sempre foi criticado por comer junto dos publicanos e pecadores. Quando Jesus foi comer na casa do publicano Mateus (Mateus 9), não vemos um Jesus que olha o pecador e o acusa (ELE não tinha pecado!), não vemos um Jesus crítico que chega na casa apontando coisas que deveriam ser devolvidas, tampouco mostra Jesus dando uma lição cheia de regras de convivência. Jesus apenas foi à casa de Mateus para uma refeição! Ele não julgou, apontou, criticou…ELE AMOU.
Jesus veio para revolucionar o mundo. Ele cumpriu a lei, mas não a impôs, nos dando um novo reinado onde o legislativo chama-se Espírito Santo e o nosso judiciário é a Graça. Ao invés de acusar e estender nosso indicador na cara do primeiro pecador que encontramos na rua, devemos amá-lo, deixando nosso amor transparecer AQUELE que é AMOR.
Contudo, há também de se lembrar que amar o pecador não nos exime de ter discernimento dentro da igreja.
O pecado dentro da igreja deve ser solucionado à base de amor, lembrando sempre de discernir. Se temos amor por alguém, não vamos defendê-la ao ponto de não admitir que há pecado nela. Que amor é esse que não cuida, que não aceita a repreensão?
Ainda há aquele tipo onde o pecado torna-se evidente a ponto de desviar pessoas dentro da igreja. Muitos, sob o manto de liderança, pecam a levam outro a pecar. Isso nos permite, então, atirar a pedra? De jeito nenhum. Podemos discernir, não seguir, aconselhar outros a fazerem o mesmo. Mas não JULGAR, CONDENAR, MATAR. Afinal, quem é o acusador se não Satanás?
Por isso concluo: quem atirar a pedra. Mostre seu certificado de não-pecador. Ah, qual foi a posição mesmo Daquele que não tinha pecado?
Um dia estávamos eu, Renato Cavallera e Thiago Marques na internet. Os três já estavam transtornados pela tentativa de gravação do Dotcast que, por incrível que pareça, não foi gravada! Depois deste episódio, resolvemos jogar conversa fora e ver vídeos engraçados na internet. Não é de se espantar que encontramos diversas bizarrices sob o nome de “unção”.
E lá vai unção disso, e unção daquilo, e unção daquele outro…sempre com o título de “unção”.
Naqueles casos, a unção sempre era específica – unção do (coloque aqui o seu nome bizarro).
Diante disso, fui procurar na Bíblia Online do Gospel+ a palavra “unção”. Como eu já imaginava, não havia EM TODA A BÍBLIA qualquer versículo que corroborasse o uso tão comum.
Quando vemos os vídeos, textos e pregações, concluímos que o sentido dado para “UNÇÃO” hoje em dia e por muitas igrejas mais tem a ver com um “plugin” cristão do que qualquer outra coisa. “Ungido” virou verbo, e verbo transitivo direto – quem é ungido, é ungido EM algo. Ou no riso, ou no leão, ou nos seres viventes…
Pesquisando sobre textos que falavam em unção, encontrei um do Pr. João A. de Souza Filho no site Adorar.net que expressava muito do que eu sentia. No texto, o Pr. João inicia exatamente falando sobre a quantidade e do número de novas “unções”:
Isso tem me preocupado, porque analisando as experiências de homens de Deus tanto no Antigo como no Novo Testamento não encontro este tipo de unção. Encontro homens ungidos, capacitados, que operam milagres de Deus na terra; homens e mulheres com unção, mas não uma unção específica. Folheando os arquivos da história da igreja também nos deparamos com muita unção; gente que viveu as mais estranhas experiências espirituais, mas nunca uma unção específica. Eram pessoas ungidas com o Ungido.
Quando lemos na Bíblia os versículos que tratam de unção, verificamos que 90% tratam o ato de ungir como forma de separar alguém, seja para se tornar uma autoridade no povo, seja para seguir um fim específico de Deus. Também pode se referir a coisas, no sentido de tornarem-se separadas. “Unção”, nesta pesquisa que realizei, geralmente estava próxima de “azeite”, ou seja, o meio pelo qual a pessoa era ungida. Já no Novo Testamento, vemos em 1 João o significado mais óbvio a ser utilizado para unção: ser tocado pelo Ungido (Cristo). Por sinal, algo importante de ser lembrado é que “Cristo” significa “Ungido”.
Outro uso muito comum que encontrei para a palavra “unção” refere-se ao uso dos dons, talentos e até no nível de entrega e confiança. Em um site eu li a expressão “Buscar mais unção ou técnica” ao se referir às músicas na igreja. Mas desde quando o nível de unção ou a própria depende do portador?
Conclui-se afinal que “unção” atualmente não é nada além de uma expressão da moda que serve para os mais diversos propósitos. Meu amigo Rap disse brilhantemente em seu blog Rapensando:
O interessante na atualidade evangélica é esse querer incrementar o evangelho com palavras que em tese são de vitória, para poderem vender mais.
Algumas palavras tem perdido o seu sentido original (“unção” e “profético” são dois exemplos clássicos) apenas para causar mais impacto nas frases. Por isso estimulo os leitores a não seguirem as modinhas, o “crentês”, mas escolherem suas palavras com cautela. “A boca fala do que está cheio o coração”, não é?
Todos querem Obama
Por Hana em 2 fevereiro 2009 na categoria Opinião
Só pude comentar sobre isso agora, mas lembro de ter lido no jornal de dezembro passado que muitas igrejas americanas estavam fazendo uma verdadeira campanha para se tornarem a nova igreja de Barack Obama e sua família.Segundo o jornal essas igrejas estavam inundando a caixa postal dos Obama com apelos e argumentos para serem a igreja escolhida e adotada por eles.
Bom, nós sabemos que a fama e o sucesso proporcionam uma série de privilégios a quem os possui.E com Barack Obama, não ia ser diferente.Todo mundo quer ser ou ter alguma coisa a ver com ele.Houve disputa até entre escolas pela honra de serem a escola das filhas do presidente.Até uma lanchonete famosa chegou a colocar um cartaz na fachada dizendo que ali a família Obama comia de graça.
Que os Obama sejam alvo de disputas e tenham tratamento diferenciado em lanchonetes, escolas, e outros lugares e por parte de várias pessoas é compreensível, apesar de não menos lamentável.Porém o que dizer do fato de igrejas terem feito isso? Que mensagem passamos ao mundo quando honramos os ricos e poderosos e desprezamos os pobres e humildes a nossa volta? Com certeza não é a mensagem de Cristo.A bíblia diz claramente que isso é pecado e que a igreja não deve nem pode demonstrar preferência pelos mais ricos e importantes.
Pobres não comem de graça em lanchontes, nem são disputados por igrejas.Não há escolas caras querendo dar boa educação a seus filhos.Ironicamente, esse é um privilégio que se concede aos grandes, aos que podem pagar tanto pela comida da lanchonete famosa, quanto pela escola cara.Enfim, vocês sabem como o mundo funciona.É normal, mas não deveria ser.Ainda bem que Deus escolheu os pobres desse mundo, porque a preferência humana continua sendo pelos ricos e poderosos..
A diferença de um Deus ritual para um Deus relacional
Por Laila_Flower em 28 janeiro 2009 na categoria Opinião

Babel
O Jardim foi o lugar que Deus preparou para se relacionar com sua criação. Lá tudo é perfeito, adequado para a preservação da vida infinita que o Senhor reserva a seus filhos.
Desde a fatídica queda, o ser humano busca pelo Jardim, ansiando pelo lugar onde reina a paz, a harmonia, a vida e onde não há doenças, injustiças, nem há morte.
Contudo, o Homem em sua auto suficiência, na busca de um método que projetasse uma ponte até esse lugar divino, passou a criar e estabelecer fórmulas para atingir seu alvo. Um exemplo clássico e bíblico disso foi Babel, em que a humanidade se reuniu em uma grande convenção, a fim de estabelecer uma torre que os levasse até o céu.
Que grande descoberta fiz aqui: Babel é a avó das convenções!
(Mas veja se não é assim que muitas igrejas pregam hoje em dia: “se falarmos uma mesma língua, não haverá limites para nossa conquista”).
Todavia, visto que não depende de quem busca, mas sim de quem se deixa encontrar, Deus se faz achado apenas daqueles que Ele mesmo permite, quando encontra um coração decente e condigno com seu padrão.
Ouso declarar que Deus não quer rituais, não quer que os homens sigam a um severo código doutrinário, Deus quer obediência. Quer que aqueles que se relacionem com Ele o ouçam com o coração, cumprindo com Sua Palavra revelada por uma opção pessoal, não por um medo doutrinário, mas por um amor não impositivo.
Os ritualismos cristãos geram identificações sociais e, por conseqüência, facções teológicas. Tudo isso vem acompanhado de um senso maniqueísta que traz consigo a pseudo espada real que condena ou absolve.
Deus não está nisso! A perspectiva de Deus é a de um relacionamento entre Pai e filhos.
Via religião, a relação entre Deus e os homens não deveria condenar ou absolver, mas sim conviver, apascentar, suportar, evangelizar, cumprindo cabalmente o maior dos mandamentos, que é o do amor mútuo no convívio da família cristã.
Então, quando se prefere uma série de ordenanças sacrificiais a obedecer a Deus, deixamos de vivenciar a plenitude de um relacionamento pessoal com o Pai, entrando num vago convívio ritualista com uma religião que não conduz ao alvo mais primitivo dos nossos corações, o Jardim.
P.s.: O verbete obedecer é traduzido do termo latim oboedio, que é a união das palavras ob + áudio. Ob é traduzido para contra e áudio é ouvir, portanto, obedecer, poderia ser entendido como ” ir de encontro com o que se ouve”. Esta é a perfeita tradução do termo hebraico shema, título da confissão central de fé dos judeus, a qual deve ser rezada diariamente por eles.
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Pr Rafa
Reparadores de Brechas
http://amigodonoivo.blogspot.com/
Amor, Internet, Dotgospel
Por Laila_Flower em 12 janeiro 2009 na categoria Opinião
Recebemos um e-mail de uma antiga usuária do Dotgospel. Ela contava que passou um dia quase sem querem e sentiu saudade. Mas motivos levaram ela a se afastar e ela quis expressar em forma de um texto – ensinando outros jovens a não cometerem os mesmos erros que ela cometeu. Enfim, que essa história que vou passar para vocês, a pedido desta ex-usuária, possa mostrar uma face negativa não só de como podemos usar a INTERNET, mas também as PESSOAS.
Bjos, me e-meia!
Laila_Flower
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Queridos Doteanos,
Hoje é domingo e faz sol lá fora, eu prefiro ficar tranqüila em casa lendo algo ou navegando na internet. Paginas vão, páginas vêem, e eu reencontro um site que a muito tempo eu não via: o dotgospel. Daí passa um filme na minha cabeça, relembrando o porquê de estar tanto tempo longe da internet a ponto de nem ter mais meu cadastro no dot. Eu era uma criança, 13 aninhos, conhecendo as coisas e as pessoas ainda, utilizando um meio não tão viável para isto.
No meio de conversar, risadas e discussões, entra em campo um personagem que se tornaria um dos principais dessa história. Ele era engraçado, amigo, carinhoso…e corajoso! Corajoso a ponto de sair da roç…cidade onde morava para ver a garota que tanto queria conhecer. Pelo telefone, combinavam os últimos detalhes. Eles finalmente iriam se encontrar. Quando eles se encontram, uma sensação diferente. Eles transformam as letras e emoticons em pele e mãos. No banquinho da praça, uma brisa soa liberdade, um sorvete gera a vontade. Até que finalmente ele cria coragem e lhe dá um lindo beijo. Pena que linda não foi a expressão facial do pai dela, quando viu os dois aos beijos.
Uns meses sem sair de casa: muito tempo sem conversa com ele. “Não posso sair, não posso mais fazer nada, a gente nem devia ter se encontrado”. Assim eles perderam o contato. Mas não por muito tempo…
Dois anos depois, ninguém mais se lembrava do ocorrido. Eles se encontram ao acaso online no messenger. Conversa branda, morna. Ele tinha uma namorada, mas safadamente (existe essa palavra?) alegava só estar namorando porque a menina da net não quis mais saber dele. Claro que ele tinha momentos de sensatez, onde conversava com ela como se fossemos apenas bons amigos. Até dava sugestões de como ela poderia conquistar o garoto que ela gostava no momento. Mas também tinha momentos de loucura, quando declarava ciúmes dos seus “amores”.
Uma possível crise abalou sistematicamente o namoro dele. Ele, carente, teve um enorme desejo de viver um grande amor com a menina da net. Ela estava com tanta duvida… não sabia se queria mesmo viver aquela loucura. Mas ele insistiu até conquistar seu coraçãozinho novamente. Saiu da sua roç… cidade, encontrou-se com ela no escurinho do cinema. “__Eu não acredito que estou aqui.” “__Nem eu!”. Foi a coisa mais linda!
Cada um volta pra sua casa. A saudade sai escapando em um sorriso borbulhante! Uma tese foi defendida por unanimidade entre os dois: MSN não tem graça nenhuma! Quero você perto de mim!
Até que veio a bruxa malvada com sua maça enfeitiçada…ops, história errada! Depois desses ocorridos, vêm momentos em que a tristeza realmente toma conta. Por mil motivos, ele decide voltar para a ex. É, isso mesmo. Primeiro ele disse que faria isso pelo fato da garota ter ficado muito mal depois do termino, depressão pesada. Depois ele já disse que fez isso porque viu ela com outro, ou seja, ficou com o ego ferido. Diante de tantas versões, o motivo real eu desconheço.
E fim!
Mentira.
Enquanto eu tentava esquecê-lo, ele estava colocando pra tocar o cd do Pato Fu, na musica “ruido rosa”, pra lembrar de mim, e namorando com outra. Garoto estúpido, não?!
Ele resolve então procurar a garota da net que mora longe, mesmo estando namorando. A garota nem quis saber, disse horrores no telefone. Ele a fez sofrer demais, e ela não queria mais saber disso. Ele precisou se explicar muito, disse que voltar com a ex foi a “pior burrada da vida dele”. Disse que não conseguia esquecer aquele episódio no cinema, não conseguia esquecer essa baixinha! Depois de muita briga e muita conversa os dois finalmente se entendem. Ele termina o namoro e surge mais um encontro marcado.
Qualquer lugar vira o paraíso quando se está com a pessoa amada. As melhores risadas, as melhores palavras, os melhores beijos – assim descrevo esse último encontro. Dentro do ônibus avistava-se o metrô, onde ele iria embora. A cabeça dizia que ele tinha que ir, mas as mãos dadas não obedeciam. Um beijinho doce e triste sela a despedida. Mal sabiam eles que seria o último.
Novamente, saudade. Saudade que virou stress. As circunstâncias não permitiam novos encontros. Logo agora em que eles pensavam em algo sério. Planejavam que o próximo encontro seria na casa dela, pra assumir um compromisso. Talvez seja disso que ele fugiu.
Caiu a ficha. “Tudo isso é uma loucura”, ele disse. No mesmo passe de mágica em que tudo começou, desmoronou! Ele não queria mais saber dessa garota, alegando ser tudo isso ilusão, loucura, etc. E voltou para a ex-ex, no fim de 2008, e está noivo, ou de noivado marcado, sei lá. Ele não deu satisfações.
Agora sim, fim!
Fim mesmo. Essa é uma história marcada de erros dos dois lados. Do lado dela por não ter noção nenhuma das coisas, conhecer alguém onde não se pode ver ninguém. Do lado dele, por não ter palavra, não ter atitudes de homem, não ter caráter nem firmeza.
A internet é um espaço fantástico. Por meio dela temos acesso a diversos tipos de informação, entretenimento, diversão, arte. Mas devemos usá-la de modo correto.
A vida é divina! Agora, com seus 17 anos, a garota está por ai na casa de algum amigo, rindo e se divertindo; está numa pizzaria com um grupinho bacana; está tomando sorvete; está dançando numa festa qualquer; está virando a cabeça quando vê um homem bonito em um carrão; está trabalhando; está estudando pra passar no vestibular; enfim, está vivendo! Cada dia é um belo dia independente do que se têm, porque a cada manhã as misericórdias do Senhor se renovam, e cada dia Deus trabalha em nós pra nos transformar a Sua imagem e semelhança. Essa é a razão de viver cada dia, dias tristes ou alegres.
E ele? Sei lá! Nem quero saber!
Curtindo o mochilão
Por Pepe em 31 dezembro 2008 na categoria Opinião
Seguindo a idéia do AS de colocar belas fotos das coisas que Deus criou, estou mandando algumas fotos que tirei na minha viagem aos Estados Unidos. Claro que não consegui a mesma qualidade que o nosso querido AS, mas acho que vale a pena dar uma olhada.
E quero desejar a todos os queridos, um FELIZ 2009! Que cada um possa curtir um pouco mais daquilo que Deus fez.









[Resenha] Show de Luciano Manga no RS
Por Laila_Flower em 23 dezembro 2008 na categoria Música,Opinião,resenha

Inicialmente, quero esclarecer a todos que eu não tenho a pretensão de realizar uma grande resenha técnica – a parte mais “musical” da família está no meu futuro marido. Mas isso não significa que eu não possa fazer uma boa resenha, né?
Quando cheguei no local, notei que ele tinha uma peculiaridade: o prédio apesar de ter uma porta para uma rua movimentada, perto de uma estrada que cruza a cidade de Canoas/RS, a entrada para o local de shows se dava na rua de trás. A rua dava de frente para onde passa o metrô (o nosso Trensurb!), além de ter pouco movimento.
Ao entrar no local vi um bom espaço. Já na entrada, nota-se o bar bastante extenso e um pequeno palco, um espaço para projeção (filmes, clipes), teto alto e uma escada para um mesanino. Ao dirigir-me para o palco principal, vejo um corredor e dois espaços nos dois lados com mesas e cadeiras, como em um pub. A pista tinha um excelente tamanho e o palco também. Como o local que tem as mesas é mais alto que a pista, é um bom local para assistir o show sem mta dificuldade!
O show iniciou com um pouco de atrazo. Começou com o Ministério I.L.A. já depois das 23 horas. O pessoal cantou músicas bem comuns no repertório das igrejas, mas conseguiram agitar a galera. Depois foi a vez da banda Coadjuvantes. Os guris da Coadjuvantes fizeram um excelente som
e o vocalista da banda mostrou grande presença de palco.
Após o show da banda Coadjuvantes, houve uma “pantomima”, para então a banda “Reparadores de Brechas” subir ao palco. O show da Reparadores foi ótimo. Apesar do som da banda ser muito bom, o som em si não estava legal. Mas acho que o maior crédito estava nas mensagens do Pr. Rafa, vocalista da “Reparadores”.
Antes ainda do início do show do Manga, houve outra pantomima.
Manga cantou em seu show músicas antigas do Oficina G3 – “Cante”, “Razão”, “Indiferença”, “Magia Alguma”, “Davi” e “Naves Imperiais”, com muita energia e animação. Um ponto interessante observado foi exatamente como Manga ocupava o palco com muita dinâminca, interagindo com os membros da banda que o acompanhavam. A banda, composta por Thiago Marques (teclado), André Canhotto (guitarra), Nando Kist (guitarra), Rafael Mustafa (bateria), Joni Santos (baixo), foi montada especialmente para este show, mas mostrou-se unida e com razoável sintonia. Todos, exceto o baixista Joni Santos e o baterista Rafael Mustafa, se mostravam bem desinibidos diante do público. Algo que o público não pôde queixar-se foi da performance de palco, sempre eletrizante. O tecladista Thiago Marques, inclusive, cantou um trecho da música “Indiferença” junto com Manga, saindo de trás do teclado para uma performance abraçados na parte central do palco. Os dois guitarristas fizeram boas interações. Um dos momentos interessantes do show foi quando os dois tocaram, um de cada lado do vocalista Manga, formando um excelente visual para o público que assistia.
No meio do show, Manga fez uma breve reflexão, apontando que o pecado está enraizado na sociedade, destacando o fato de muitos donativos enviados à Santa Catarina terem sido roubados por quem deveria entregá-los, além da situação passada por muitos catarinenses que vêem os preços se tornarem absurdos devido às circunstâncias. A mensagem poderia ser tanto encarada evangelística como de exortação, simples e direta.
A voz de Luciano Manga foi um dos pontos altos do show. Quem ouviu os antigos cd’s do Oficina G3 pode ter uma idéia do que estou dizendo – e ela não mudou muito desde então. Além de ter potência, tem um timbre marcante.
A reação do público diante do show foi das mais diversas. Vi desde pessoas que ja conheciam muito bem aquelas músicas até adolescentes que sequer sabiam que havia Oficina antes do PG. Mas, definitivamente, para esses últimos, a experiência nova foi compensadora. O público, na maior parte, parecia curtir cada minuto do show e degustar cada música. Incitados pelo tecladista, as pessoas começaram a pular e agitar. O público que, em sua maioria, assistia sem pular, parecia querer realmente prestar a atenção no show – não é exatamente o tipo de reação que vemos em show de rock, não é mesmo?
Luciano Manga se demonstrou uma pessoa muito humilde, conversando com todos e andando no meio do publico antes e depois do show, Não houve qualquer estrelismo, muito pelo contrário: ele tratava com muito amor todos aqueles que se aproximavam para conversar com ele.
Após o fim do show, os membros da banda chamaram ao palco “Emmanuel Capim” e “Elias Frenzel”, bateristas das bandas “Reparadores de Brechas” e “Castelo Forte” para tocar músicas desta última banda. Esta parte foi uma espécie de “Jam”, com bastante interação do público, que curtiu esse PLUS do show.
Analisando de forma mais geral, posso dizer que o show foi impecável. As banda de abertura acrescentaram clima ao show principal. Contudo, como foi iniciado muito tarde de Luciano Manga, o público já não tinha o mesmo ânimo. Eu teria dispensado as pantomimas que, apesar de serem muito boas, atrasaram ainda mais o show e não se encanxavam com a programação da noite. Aliás, foi uma excelente noite – mas não são todos que estão acostumados com shows noite a dentro!
Quero agradecer o apoio de Guinther, organizador do evento, e Rômulo, que fizeram a divulgação do Dotgospel no show e permitiram que esta pequena flor se aventurasse tirando fotos e curtindo muito show para, finalmente, fazer esta resenha! Valeeeu!



