Foi bom enquanto durou
Por Laila_Flower em 26 junho 2009 na categoria Música, Opinião
Olááá leitores!
Segue o meu vÃdeo-blog-homenagem:
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Estamos falando de Michael Jackson aqui também:
Geni e o Zepelin de Chico Buarque é uma das mais belas canções da música brasileira, retrata uma infeliz realidade diária.
Sem dúvidas uma das músicas que melhor expressa o que é a hipocrisia e suas conseqüências, tanto para quem sofre quanto para quem a pratica. É interessante sobretudo o fato de que nunca saberemos quando ou de quem poderemos precisar. Por isso a incondicionalidade no olhar é um valor tão divulgado, para que não nos tornemos interesseiros explÃcitos. Explico: a teoria de que nada fazemos por puro amor incondicional é certamente correta, no entanto devemos entender que altruÃsmo não significa somente fazer algo sem esperar nada em troca, altruÃsmo, também e principalmente, é não fazer acepção, não dar maior significado a uns e a outros não.
A música nos mostra que a mais estereotipada, a que merecia pedras e bosta foi a que mais usou de empatia. Esperamos muito dos que pouco querem oferecer, porque afinal todos temos muito a oferecer, basta um pouco de vontade, simples e clichê assim.
[Resenha] Show de Luciano Manga no RS
Por Laila_Flower em 23 dezembro 2008 na categoria Música, Opinião, resenha

Inicialmente, quero esclarecer a todos que eu não tenho a pretensão de realizar uma grande resenha técnica - a parte mais “musical” da famÃlia está no meu futuro marido. Mas isso não significa que eu não possa fazer uma boa resenha, né?
Quando cheguei no local, notei que ele tinha uma peculiaridade: o prédio apesar de ter uma porta para uma rua movimentada, perto de uma estrada que cruza a cidade de Canoas/RS, a entrada para o local de shows se dava na rua de trás. A rua dava de frente para onde passa o metrô (o nosso Trensurb!), além de ter pouco movimento.
Ao entrar no local vi um bom espaço. Já na entrada, nota-se o bar bastante extenso e um pequeno palco, um espaço para projeção (filmes, clipes), teto alto e uma escada para um mesanino. Ao dirigir-me para o palco principal, vejo um corredor e dois espaços nos dois lados com mesas e cadeiras, como em um pub. A pista tinha um excelente tamanho e o palco também. Como o local que tem as mesas é mais alto que a pista, é um bom local para assistir o show sem mta dificuldade!
O show iniciou com um pouco de atrazo. Começou com o Ministério I.L.A. já depois das 23 horas. O pessoal cantou músicas bem comuns no repertório das igrejas, mas conseguiram agitar a galera. Depois foi a vez da banda Coadjuvantes. Os guris da Coadjuvantes fizeram um excelente som
e o vocalista da banda mostrou grande presença de palco.
Após o show da banda Coadjuvantes, houve uma “pantomima”, para então a banda “Reparadores de Brechas” subir ao palco. O show da Reparadores foi ótimo. Apesar do som da banda ser muito bom, o som em si não estava legal. Mas acho que o maior crédito estava nas mensagens do Pr. Rafa, vocalista da “Reparadores”.
Antes ainda do inÃcio do show do Manga, houve outra pantomima.
Manga cantou em seu show músicas antigas do Oficina G3 - “Cante”, “Razão”, “Indiferença”, “Magia Alguma”, “Davi” e “Naves Imperiais”, com muita energia e animação. Um ponto interessante observado foi exatamente como Manga ocupava o palco com muita dinâminca, interagindo com os membros da banda que o acompanhavam. A banda, composta por Thiago Marques (teclado), André Canhotto (guitarra), Nando Kist (guitarra), Rafael Mustafa (bateria), Joni Santos (baixo),  foi montada especialmente para este show, mas mostrou-se unida e com razoável sintonia. Todos, exceto o baixista Joni Santos e o baterista Rafael Mustafa, se mostravam bem desinibidos diante do público. Algo que o público não pôde queixar-se foi da performance de palco, sempre eletrizante. O tecladista Thiago Marques, inclusive, cantou um trecho da música “Indiferença” junto com Manga, saindo de trás do teclado para uma performance abraçados na parte central do palco. Os dois guitarristas fizeram boas interações. Um dos momentos interessantes do show foi quando os dois tocaram, um de cada lado do vocalista Manga, formando um excelente visual para o público que assistia.
No meio do show, Manga fez uma breve reflexão, apontando que o pecado está enraizado na sociedade, destacando o fato de muitos donativos enviados à Santa Catarina terem sido roubados por quem deveria entregá-los, além da situação passada por muitos catarinenses que vêem os preços se tornarem absurdos devido à s circunstâncias. A mensagem poderia ser tanto encarada evangelÃstica como de exortação, simples e direta.
A voz de Luciano Manga foi um dos pontos altos do show. Quem ouviu os antigos cd’s do Oficina G3 pode ter uma idéia do que estou dizendo - e ela não mudou muito desde então. Além de ter potência, tem um timbre marcante.
A reação do público diante do show foi das mais diversas. Vi desde pessoas que ja conheciam muito bem aquelas músicas até adolescentes que sequer sabiam que havia Oficina antes do PG. Mas, definitivamente, para esses últimos, a experiência nova foi compensadora. O público, na maior parte, parecia curtir cada minuto do show e degustar cada música. Incitados pelo tecladista, as pessoas começaram a pular e agitar. O público que, em sua maioria, assistia sem pular, parecia querer realmente prestar a atenção no show - não é exatamente o tipo de reação que vemos em show de rock, não é mesmo?
Luciano Manga se demonstrou uma pessoa muito humilde, conversando com todos e andando no meio do publico antes e depois do show, Não houve qualquer estrelismo, muito pelo contrário: ele tratava com muito amor todos aqueles que se aproximavam para conversar com ele.
Após o fim do show, os membros da banda chamaram ao palco “Emmanuel Capim” e “Elias Frenzel”, bateristas das bandas “Reparadores de Brechas” e “Castelo Forte” para tocar músicas desta última banda. Esta parte foi uma espécie de “Jam”, com bastante interação do público, que curtiu esse PLUS do show.
Analisando de forma mais geral, posso dizer que o show foi impecável. As banda de abertura acrescentaram clima ao show principal. Contudo, como foi iniciado muito tarde de Luciano Manga, o público já não tinha o mesmo ânimo. Eu teria dispensado as pantomimas que, apesar de serem muito boas, atrasaram ainda mais o show e não se encanxavam com a programação da noite. Aliás, foi uma excelente noite - mas não são todos que estão acostumados com shows noite a dentro!
Quero agradecer o apoio de Guinther, organizador do evento, e Rômulo, que fizeram a divulgação do Dotgospel no show e permitiram que esta pequena flor se aventurasse tirando fotos e curtindo muito show para, finalmente, fazer esta resenha! Valeeeu!
A um tempo atrás escrevi da criatividade gospel arrasando na mÃdia. Eis mais um caso. Qualquer semelhança, mera coincidência.


Valeu AS pelo email mostrando o pequeno incidente!
Após o texto “Deus, obrigado por Marcelo Camelo e por Renato Russo” e ainda “Sejamos totalmente ‘gospel’, então!“, gostaria de deixar minha opinião sobre o assunto, logo abaixo.
Sim, alguns cristãos não ouvem músicas que consideram seculares – músicas que não são feitas por próprios cristãos – espantosa tal idéia. Na realidade chamam de secular por algum motivo obscuro já que secular significa algo que passa de século a século, talvez seja uma alusão ao famigerado versÃculo de 2Co 4:4 que diz: “nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.â€, longe de querermos basear a crÃtica somente nessa palavra, é importante fazer referência a essa eterna divisão entre divino e pagão.
Porque dividir atividades relacionadas à igreja como sendo divinas e tudo o mais que estiver fora dela como sendo secular ou pagão? É um regresso ao tempo dos fariseus, é um regresso à idéia de que o templo é um lugar fÃsico, é um regresso que não torna ao cristianismo primitivo. Apesar de a idéia ser bastante difundida, temos de levar em consideração que viver em Cristo é viver em totalidade, não somente em alguns poucos momentos pré-definidos, mas a todo o momento. Essa oração um tanto quanto repetitiva se limita a ser repetitiva, porque se olharmos pela prática, nada disso é praticado.
Observemos, por exemplo, pra que dizer que você tem um trabalho secular? Não é um bendito trabalho profissional? Pra que se referir à sua vida fora da igreja como sendo uma vida secular, viraremos todos duas caras, vivendo duas vidas? Que possamos entender, temos todos uma única vida, um trabalho profissional. Apesar de ser uma compreensão básica e aparentemente Ãnfima isso torna a vida mais livre, isso faz com que o fardo pesado dos legalistas se transforme no suave jugo prometido por Cristo.
Um dos principais argumentos para que não se ouça uma música é o velho e conhecido pecado de influência. Se algo te influencia negativamente, não faça isso. O estranho é que essa idéia entra em conflito com as velhas listas elaboradas pelos legalistas faça-isso-porque-eu-quero. E a prova maior está no fato de que se você falar que ouve um Iron Maiden para um pastor, ele dirá que você é filho do diabo ou coisa do tipo (sim, isso ainda acontece).
Cristãos, em tese, deveriam levar para si as coisas básicas da religião para a vida diária. Devemos entender que Deus é soberano logo, tudo que temos no que diz respeito à natureza humana, seja o livre-arbÃtrio, os sentimentos ou a criatividade, todos eles são provindos de Deus. Qual a dificuldade em entender que mesmo uma pessoa glorificando ao diabo, tem algo que foi dado por Deus? Oras a criatividade que a pessoa utiliza está sendo direcionada para algo que não concordamos, mas por isso condenaremos os meios que ela utiliza para glorificar aquilo que acha melhor? Exemplificando, o martelo já foi usado várias vezes para o homicÃdio, por esse fato faremos com que ele seja banido das mãos ‘sacrossantas’ dos evangélicos? O conhecimento pode ser tanto usado para algo bom como para algo oposto, essa idéia é tão latente que também deveria ser utilizada como analogia para a música. Um acorde é um acorde em qualquer lugar, tocado por qualquer pessoa.
Não importa se o que o indivÃduo está tocando ou cantando nada tem a ver com Deus, ou se está exaltando o diabo, o que importa no fim das contas é o entendimento por parte de quem ouve que a pessoa está usando uma criatividade dada por Deus. A adoração sempre existirá, o direcionamento dado a ela é pessoal e com certeza será variável.
Por conta do “Não ouça isso! É do diabo!†cristãos são obrigados a ouvirem a pior música existente e ainda acharem boa, com o risco de serem mandados para o inferno se pensarem na possibilidade de escutarem uma música de qualidade que não necessariamente foi composta por evangélicos.
A liberdade tão aclamada pela religião mais uma vez é colocada de lado para a vivência de uma religiosidade que faz com que o cristianismo morra.
Deus, obrigado por Marcelo Camelo e por Renato Russo
Por leone em 28 abril 2008 na categoria Arte, Música, Opinião
Como negar a ação de Deus entre os homens? Ao ouvir clássicos da música como One do U2, ou Miss Sarajevo onde Luciano Pavarotti leva qualquer um as lágrimas com sua participação especial, fui tomado por um sentimento que me diz claramente que a mão de Deus está por trás desses momentos luminosos de pessoas extraordinárias que passaram por aqui.
A musicalidade de Renato Russo, a genialidade do guitarrista John Mayer, a forma assombrosa de atuar de Al Pacino e De Niro, tudo isso, segundo a bÃblia vem de Deus! Não é assim que diz: “Toda boa dádiva, todo dom perfeito, vem do Pai das luzes…†Não é assim? O demônio não tem parte nisso, ele não tem condições de conceder ao homem nada de bom.
Quisera o mundo Gospel ter em abundância poetas como Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante do Los Hermanos, gente com personalidade, não meras cópias do que já vemos por aÃ. Falta autenticidade, para falar a verdade estamos vivendo uma crise de autenticidade. O que nos resta é contestar o que Deus deu a essa gente que arranca lágrimas de nossos olhos, que nos faz rir em momentos de tristeza, que nos faz pasmar diante de um solo de guitarra ou uma atuação perfeita.
O que tenho a dizer, nesse post raso, porém em tom de desabafo é o seguinte: “Obrigado Deus pelos nomes citados acima e muitos outros que eu esqueci!”
Minha oração é que deixemos a mesquinhez e a dor de cotovelo e comecemos a criar se é que ainda temos essa capacidade.
Termino com um trecho de Além do que se vê, do Los Hermanos: “Moça, olha só, o que eu te escrevi, é preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vêâ€
OBS: você já ouviu em alguma das nossas letras GOSPEL algo mais transcendente que isso? Eu não… Deus, obrigado pelo privilégio de ter ouvido esses caras! Aos que acham que isso é do capeta, resta-me dizer: VIVA A GRAÇA COMUM!
Links de alguns artistas citados acima: www.myspace.com/johnmayer www.loshermanos.com.br
É proibido pensar!
Por Pepe em 31 março 2008 na categoria Música, Opinião, VÃdeo
Vejam esse vÃdeo feito por Windpill+SeanMacLachlan, da canção de João Alexandre - É proibido pensar. Letra muito “protestante” e o vÃdeo foi feito com a interpretação do que eles acreditavam que João Alexandre queria dizer.
Sonicflood
Por Mark3 em 28 janeiro 2008 na categoria Internacional, Música
Fique por dentro da história de umas das primeiras bandas gringas a pisar no Brasil esse ano - que promete ser bem movimentado por shows internacionais.
A banda começou com o nome de Zilch, e era formada pela banda de apoio do trio dc talk. A formação inicial da banda era Mark Lee Townsend (vocal), Jason Halbert (teclado), Otto Price (baixo).
A Zilch gravou o seu primeiro álbum “Platinum”, em 1997 sob o selo Gotee Records, mas esse albúm acabou tendo pouquÃssima visibilidade. Logo Mark Townsend Lee deixou a banda e foi substituÃdo por Jeff Deyo.
Em 1999 a banda lança o primeiro albúm já com o nome Sonicflood. Otto Price gravou o baixo desse cd, mas se retirou da banda, entrando em seu lugar Rick Heil. Em fevereiro de 1999, Sonicflood sai em turnê e vende 900.000 unidades, põe dois hits nas paradas, e leva o Dove Awards para “Albúm de Louvor e Adoração”.
Em 2000, Sonicflood passou por uma série de mudanças. Após a turnê com os Newsboys, Jeff Deyo e o baterista Aaron Blanton também deixaram a banda. Uma cantora da Nova Zelândia e um novo baterista foram contratados, mas depois de apenas alguns shows realizada a cantora foi deportada. Após a deportação Dwayne Larring e Jason Halbert restantes fundadores da banda, deixaram o Sonicflood. Ficando assim somente Rick Heil.
A gravadora Gotee Records emitiu um comunicado à imprensa dizendo que tinha quebrado o contrato com o Sonicflood. Como o Sonicflood estava com shows marcados para todo o ano, Rick Heil colocou um comunicado no site da banda, falando da divisão e que iria montar uma banda para honrar esses compromissos pendentes. Durante essa turnê, Rick Heil decidiu tornar esta banda a “nova” Sonicflood, e continuou a a marcar shows sob o nome.
Após a inevitável batalha jurÃdica, Rick Heil conseguiu continuar usando o nome Sonicflood, então a “nova” Sonicflood foi formada. Sonicflood deixou Gotee Records após o albúm Sonicpraise, já que a gravadora declarou que seu contrato era com os membros do Sonicflood original e não Rick Heil.
Sonicpraise, seu álbum ao vivo, foi gravado em 1999 no Flevo Festival na Holanda, mas só foi lançado em 2001 após a divisão da banda, para cumprir as obrigações contratuais com Gotee Records. Esse albúm foi indicado ao Grammy Award de ” Melhor Ãlbum de Rock Evangélico”.
A banda tem se destacado no meio musical, mas apesar do sucesso eles têm centralizado seu foco em adorar ao Senhor em toda e qualquer circunstância. Isto se torna claro em cada performance do vocalista Rick Heil, no momento dos shows em que ele compartilha seu testemunho de como o Senhor o curou de um câncer terminal. Seu testemunho segue uma ministração onde a banda desce do palco e ora com aqueles que vem a frente para aceitar a Jesus e receberem a cura.
Formação da banda:
Rick Heil - guitarra e voz
Trey Hill - guitarra
Jordan Jameson - violão
Grant Norsworthy - baixo
Chris Kimmerer - bateria
Discografia:
1999 - Sonicflood
2001 - Sonicpraise - live
2001 - Resonate
2003 - Cry Holy
2004 - Gold - best-of compilation
2005 - This Generation
2006 - The Early Years - compilation
2006 - Glimpse - live
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fonte: sonicflood.com, wikipedia, supergospel.com.br
Deixa ir os meus Músicos!
Por leone em 26 janeiro 2008 na categoria Música
Uma das maiores necessidades da igreja brasileira hoje é a de música cristã profana. Precisamos de música cristã que não fale de Deus. Não que falar de Deus não seja importante; mas às vezes tenho a impressão de que falamos demais de Deus, quase a ponto de tomar seu nome em vão. Falamos tanto porque estamos preocupados com a sua ausência; será que falamos para ocultar a sua ausência?
Falar de Deus é essencial: “como crerão, se não ouvirem?â€. Tão importante quanto falar sobre Deus, no entanto, é falar a partir de Deus; e quando falamos a partir de Deus, não precisamos, necessariamente, usar o nome de Deus – o livro de Ester conta uma belÃssima história sem usar o nome de Deus nem uma única vez, e essa história se tornou parte do cânon judaico-cristão, como narrativa divinamente inspirada.
A questão, pois, é se temos a graça de contar a história do modo correto, de narrar a vida sob a luz do evangelho. Precisamos de música que não fale de Deus, mas que fale a respeito da vida, das flores, do amor, da polÃtica, e das crianças, sob a luz do evangelho; precisamos de música que fale sobre o mundo, mas a partir de Deus.
Além disso, precisamos de música, simplesmente. Música que signifique Deus por sua beleza, e que mostre a sua glória sem palavras. A música pode ser narrativa, mas não precisa ser – a música não precisa de justificativas além da sua própria existência porque, afinal, Deus não precisa dar explicações sobre a razão de sua criação. Quem pode pôr em dúvida a beleza da música? Quem pode pôr em dúvida o amor do homem pela beleza da música? E quem pode pôr em dúvida a origem divina de toda boa dádiva, e de todo dom perfeito?
Quem és tu, ó pastor evangélico, para discutires com Deus? Pode a coisa feita desafiar seu Criador, perguntando-lhe: “Por que me fizeste assim?†Ou terás a ousadia de reprovar o inventor da beleza, por ter criado homens que amam a música pela música, mesmo quando não tem uma razão bÃblica para desfrutá-la? Acusarás a Deus de ser o tentador do homem?
Atribuirás a Satanás a arte de Mozart, de Wagner ou de Villa-Lobos? Consumados estes absurdos, que mais restará senão reprovar também a beleza das flores e o canto do sabiá? Por causa de Israel o nome de Deus foi blasfemado entre os gentios; mas por causa de ti a música cristã afunda nas trevas da feiúra estética.
Não me esqueço do dia em que um diácono da minha igreja – um homem grande, sério, que detestava livros mais do que qualquer coisa na vida – me chamou para uma conversa séria, “de homem pra homemâ€. Este diácono – não sei se no corpo ou fora do corpo, Deus o sabe – me aconselhou a desistir de ser músico profissional. “Porque†– dizia ele – “este meio artÃstico é muito sujo… Tem muita p., e um crente verdadeiro não se mete com p. Quando tem muita p. num lugar a gente tem que sairâ€. E, de fato, eu saà rapidamente de perto dele. Acho que em poucas ocasiões eu ouvi tantas vezes a palavra “p…”.
Os músicos cristãos precisam de libertação – não da música “do mundoâ€, mas da música “da igrejaâ€. Precisam ser libertados do jugo dos pastores e dos crentes legalistas, que exigem qualidade nas noites de domingo, mas que proÃbem estes músicos de se profissionalizarem, e fecham o mundo da música a uma ação cristã redentiva.
Cristãos, cachaça e a tendência para a chatice
Por Thiaguitar (Thiago Bomfim) em 16 janeiro 2008 na categoria Artigos, Espiritual, Humor, Música, Opinião, VÃdeo
Cristãos tem uma forte tendência para se tornarem chatos.
Seja no momento da euforia, que algumas pessoas gostam de chamar de “o primeiro amor”, ou no jubileu “sou daqui desde que nasci”.
Sempre há uma tendência para a chatice, que alguns casos chega ao status de esquizofrenia.
E se vocês acham que estou exagerando em definir esse estado pé-no-saquÃstico gospel como uma doença, observem a definição de Esquizofrenia tirada da Wikipedia:
A esquizofrenia é uma doença mental grave que se carateriza classicamente por uma coleção de sintomas, entre os quais avultam alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delÃrios e embotamento emocional com perda de contato com a realidade, podendo causar um disfuncionamento social crónico.
Se isto remete a alguma lembrança, saiba que não é fruto da sua imaginação. Você já viu/sentiu esses sintomas em algum lugar. Posso dizer que fui tratado, e a única sequela que me restou é a memória desses dias.
O tratamento para tal mal está aonde ele foi gerado, mas as doses do medicamento devem ser constantes e homeopáticas. Preciso ser mais explÃcito nessa parte:
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8:32)
Vou usar a metáfora da cachaça para explicar as doses de medicação que trarão resultado no tratamento. A receita, foi copiada da música On The Oder Side , do The Strokes.
I hate them all
I hate them all
I hate myself for hating them
So I’ll drink some more
I love them all
I’ll drink even more
I’ll hate them even more than I did before
Explicação:
1º fase: I hate them all (Odeio todos eles) - Antes do contato com a doença. Sintomas: Ignora qualquer conceito de Deus e espiritualidade, e se tem algum, de certa forma é deturpado.
2º fase: I hate myself for hating them (Me odeio por odiá-los) - Primeiro contato com o cristianismo. Sintomas: crises existenciais e acentuado sentimentalismo. Um perÃodo onde se acorda para uma realidade, onde o eu toma o segundo lugar diante da existência de Deus e do próximo.
3º fase: So I’ll drink some more, I love them all (Então bebo mais um pouquinho, E amo a todos eles) -Essa é a fase legal, onde a pessoas tem um contato com o cristianismo, mas ainda não se embriagou de legalismos doutrinários. O foco está no amor ao próximo e o chororô se torna menos constante.
4º fase: I’ll drink even more, I’ll hate them even more than I did before (Beberei ainda mais, e odiarei a todos mais que antes)- Esta é a fase da esquizofrenia crônica. A pessoa já foi além da conta da “birita gospel”. Frequentou escolas dominicais, fez cursinhos teológicos, e já leu todos os livros do Silas Malafaia. Já tem em sua coleção, todos os cds do Diante do Trono. Em casos peculiares encontramos “acervos” com exemplares dos cds da Jamily, Tempo de Vencer. No estágio final a pessoa se tornou um legalista, com parâmetros que definem quem vai ou não para o céu. Culturalmente tem o costume de abandonar tudo que não tenha uma label gospel/evangélico, e a isso soma-se uma lista de modos e dizeres. Na maioria dos casos, indivÃduos portadores criam um vocabulário próprio que os aliena das demais rodas de conversa fora da igreja. O amor ao próximo deu lugar ao, “eu provarei que estou certo”.
Existem outras evidências de contaminação, mas me limitarei nessas, porque este post já está muito grande para um calouro.
Esta é a música On the Oder Side, do The Strokes :





