Feliz Natal 2009!

Por as em 20 dezembro 2009 na categoria Espiritual, Fotografia, Opinião



The Silvas’ Christmas Tree 2009, originally uploaded by afsilva.

A foto acima eu tirei depois de ter montado a árvore de natal com minha família.

Goste ou não de decorativos natalinos, aproveite essa época para compartilhar a história do menino-Deus que veio ao mundo, cresceu, morreu por nós, venceu a morte, ressuscitou e nos salvou!

Feliz Natal!

Lucas 2:8-20

Naquela noite, encontravam-se nos campos fora da vila alguns pastores que guardavam os seus rebanhos.

Eis que de súbito apareceu entre eles um anjo, e o campo ficou iluminado com a glória do Senhor. Sentiram muito medo, mas o anjo sossegou-os: Não tenham medo; trago-vos a notícia mais feliz e que se destina a toda a gente!

Esta noite, em Belém, a cidade de David, nasceu o Salvador - sim, o Cristo, o Senhor.

É assim que o reconhecerão: encontrarão a criancinha envolvida em panos e deitada numa manjedoura.

E eis que, de repente, se juntou outro grande grupo de anjos, louvando Deus: Glória ao Senhor, no mais alto dos céus, paz na Terra aos homens a quem Deus quer bem.

Depois deste grande número de anjos ter voltado para os céus, os pastores disseram uns aos outros: Vamos a Belém ver esta coisa maravilhosa que acontece e de que o Senhor nos falou.

Correndo à aldeia, encontraram Maria e José, com a criança deitada na manjedoura de um estábulo.

Os pastores falavam a toda a gente no que tinha acontecido e no que o anjo dissera acerca daquele menino.

Todos os que ouviam a história dos pastores mostravam-se espantados.

Maria, porém, guardava estas coisas no seu coração, pensando cuidadosamente nelas.

Por fim, os pastores voltaram para os campos e rebanhos, louvando Deus pela visita dos anjos e por terem visto o menino tal como o anjo lhes dissera.

De volta ao primeiro amor

Por Laila_Flower em 16 outubro 2009 na categoria Idéias, Música, Opinião

Este texto foi criado pelo Sorokbano, um dos antigos usuários do dotGospel Forum. Eu apreciei muito o texto e espero que vocês também gostem!

Beijos

Laila Flower

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* Certa cantora gospel brasileira, cercada de milhões de fãs, com suas músicas sendo executadas por todas as rádios do gênero e cantadas na maioria das igrejas por solistas que usam seus playbacks, encontra uma amiga de infância que continua no meio evangélico, só que numa igreja tradicional. Chamarei essa cantora de Fulana. Nessa ocasião, Fulana conta à sua amiga o que lhe tem acontecido em todos estes anos: os prêmios que ganhou, alguns detalhes das centenas de apresentações que tem feito no Brasil e no exterior, os discos que gravou, o patrimônio que construiu ao longo dos anos… Aquela mulher, que tivera bastante intimidade com Fulana antes dela ficar famosa, ficou espantada com a mudança de sua antiga amiga e indagou, num misto de indignação e compaixão:

- Fulana, o que o dinheiro fez com você?

* Aquela conversa foi difícil. Foi uma bordoada atrás da outra. Fulana percebeu que, mesmo sem querer, tinha-se tornado mais uma mercenária entre tantos outros no meio gospel. Foi então que ela teve uma idéia ousada: cancelou todos seus compromissos do mês seguinte e decidiu criar um disfarce para visitar pequenas igrejas ao longo do interior do Brasil no referido mês.
* Com sua vasta cabeleira morena escondida debaixo duma peruca loira cacheada e usando óculos escuros, Fulana visitou uma igreja por semana: uma Assembléia de Deus em Volta Redonda/RJ, uma igreja batista em Sorocaba/SP, uma igreja presbiteriana em Londrina/PR e uma Igreja do Evangelho Quadrangular em Varginha/MG. Assistiu a todas as programações de cada igreja, inclusive as Escolas Bíblicas Dominicais. Queria muito mais do que testar sua popularidade: seu principal intento era o de descobrir o que a maioria pensa do comportamento dos músicos do meio evangélico atual e que cada um sugeria para acabar com a transformação do Evangelho em objeto de lucro.
* Fulana ficou horrorizada com algumas opiniões e principalmente por ter sido citada em várias delas (isso porque ninguém sabia que era dela que estavam falando). A quem perguntava seu nome, Fulana dizia seu apelido de infância e tentava, a muito custo, disfarçar sua voz inconfundível. Sempre que perguntavam por que usava óculos escuros inclusive à noite, a moça desconversava: “Não é nada de mais, não”. Quanto à sua igreja de origem, limitava-se a dizer que era duma igreja batista do Rio de Janeiro. O mais difícil foi conter seu vozeirão nos momentos de hinos e cânticos.
* Uma das situações mais difíceis dessa jornada em meio a seus consumidores (infelizmente é assim que muitos profissionais do meio gospel tratam aqueles que são responsáveis por engordarem suas contas bancárias) foi em sua última visita, na cidade mineira de Varginha. Uma jovem fez um solo com uma das músicas mais conhecidas de Fulana, que assistiu a cena com o coração saindo pela boca e suando frio; afinal, ela costumava achar defeitos em todos aqueles que cantavam suas músicas, e aquela adolescente era uma das poucas que cantava melhor que ela… Fulana não agüentou e foi conversar com a jovem:

– Parabéns, gostei muito de seu solo! Que Deus a abençoe! Você canta desde pequena?
– Sim, eu canto desde os nove anos. Sempre fui fã da Fulana, ela canta muito! Meu maior sonho é cantar com ela!
– Mas o que é mais importante para você, a mensagem ou quem canta?
– Bem, a mensagem, claro! – respondeu a menina, um tanto espantada com a pergunta de sua interlocutora. – Mas se eu fosse a Fulana, eu procuraria apresentá-la da melhor maneira possível. Deus merece o melhor, não é mesmo?
– E se a Fulana estiver abusando disso a ponto de transformar a mensagem cantada de Cristo em mercadoria? E se ela estiver deixando de ser uma ministra do Evangelho para tornar-se uma artista, uma popstar?
– Moça, por acaso você é alguma repórter disfarçada? – replicou a adolescente, já incomodada com a ousadia da desconhecida.

* Fulana, então, suando frio e engolindo em seco, olhou para cima, balbuciou umas palavras como se estivesse orando em voz baixa e pediu à menina que a levasse até seus pais. Apresentou-se a eles com seu apelido e perguntou-lhes se poderia dormir na casa deles naquela noite antes de voltar para o Rio de Janeiro. Ao receber resposta afirmativa, saiu de mansinho, ligou para seu marido – que estava hospedado num hotel em Varginha – e foi com aquela família para a residência deles, uma humilde residência na periferia daquela cidade.
* Era uma casa ainda em fase de acabamento, com as paredes ora chapiscadas, ora rebocadas, ora com tijolos ainda à mostra. Havia mofo e infiltrações em alguns cômodos. O banheiro está cheio de baratas mortas, resultado da recente aplicação de inseticida. Mesmo assim, o chefe daquela humilde família dizia: “Nós é pobre mas é limpim”. Na sala, a foto do filho mais velho do casal, preso por tráfico de drogas, objeto de constantes orações daquela aflita mãe. Ao referir-se a ele, a matriarca não conseguia conter suas lágrimas. Incomodada com a presença da estranha naquela casa, a adolescente trancou-se no quarto para ouvir pela enésima vez o último CD da Fulana… Até que seu pai a chamou para o jantar.
* Aquele seria o jantar mais surpreendente da história daquela família. Sobre a mesa, apenas arroz, feijão, carne de panela e salada de alface com cebola, além de dois litros de tubaína. Como era de costume, os anfitriões pediram à visitante que orasse. Fulana se esqueceu do disfarce e dirigiu-se a Deus da seguinte maneira:

– Senhor Deus e Pai, Criador do Céu, da Terra e de nossas vidas, eu Te peço que abençoes este alimento e esta família que me acolhe nesta casa. De uma maneira especial, eu Te peço perdão por finalmente perceber o quanto tenho sido infiel a Ti. Tenho transformado o dom que Tu me deste em objeto de lucro e a mensagem que Tu me incumbiste de transmiti-la ao mundo em mera mercadoria. Senhor, Tu me chamaste para ser sal e luz, mas finalmente percebi que o sal se tornou insosso e a luz foi ofuscada por causa da fama, do sucesso, do dinheiro, dos aplausos…

* Fulana mal conseguiu proferir as palavras seguintes. Desabou a chorar. Durante a oração, arrancou a peruca, desfez o coque e jogou os óculos escuros no chão. A menina não se conteve: abriu os olhos e ficou petrificada de assombro ao ver seu maior ídolo, sua maior musa inspiradora, bem na sua frente, debulhando-se em lágrimas e arrependendo-se de todos os excessos cometidos ao longo de sua carreira de tantos anos! E os pais dela continuavam com os olhos fechados, respondendo “Amém!”, “É verdade, Senhor!”, “Tem misericórdia, Senhor!”.
* Terminada a oração, os pais da cantora abriram os olhos e quase caíram para trás de susto.

– Sou eu mesma – revelou Fulana. – Desculpe-me por fazer vocês passarem por uma situação destas. Mas eu precisava descobrir onde eu estava errando e o que eu deveria fazer para voltar a ser uma cantora totalmente comprometida com a obra de Deus, sem ostentação, superexposição, apego às coisas terrenas… Precisei sair do pedestal onde eu me encontrava para perceber o quanto eu estava desviada do plano que Deus tinha traçado para meu ministério. Não é justo eu viver como uma artista, como uma celebridade, enquanto a maioria do povo que ouve minhas músicas, que compra meus CDs e DVDs, tem que matar um leão por dia, passando por dificuldades. A partir de agora quero dedicar-me a meu ministério como nunca o fiz em toda minha vida. Quero buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, sem colocar as demais coisas acima dEle. A partir de agora, quero deixar de viver às custas do Evangelho como uma mercenária e permitir que Cristo viva em mim e me capacite a apresentá-lo ao mundo sem transformar a casa de Deus num covil de ladrões!

* Nascia ali uma nova Fulana. Ou melhor, Fulana voltava a ser como no início de sua vida cristã, voltou a ter a consagração e o ardor missionário do início de seu ministério. A partir daquele momento, aquela famosa cantora gospel faria tudo o que estivesse a seu alcance para nunca mais ser motivo de escândalo para ninguém. Devolveria todos seus troféus, venderia boa parte de seus bens e doaria o dinheiro para entidades beneficentes cristãs e para diversas obras missionárias, mudar-se-ia para um sobrado no bairro carioca da Lapa, rescindiria seu contrato com a gravadora que praticamente construíra sua carreira… Para gravar seu próximo CD, ela teria que dar uma boa quantia de seu próprio bolso para pagar um estúdio desconhecido e começar seu ministério praticamente do zero…
* Mas tudo parecia ter um gosto diferente. O anonimato era muito melhor! Agora ela tinha todo o tempo do mundo para dedicar-se à sua família, seus amigos, seus irmãos em Cristo na igreja onde congregava… Ela agora podia fazer compras, passear com seus filhos, visitar seus parentes e fazer uma série de outras atividades que o corre-corre e a tietagem não permitiam que ela fizesse. Ela finalmente estava livre para servir a Deus e pregar Seu Evangelho com toda autoridade e disposição, sem ser escravizada pela fama e pela ditadura do mercado fonográfico gospel. Meses depois, ao ser abordada por um repórter que queria saber como ela se sentia ao abandonar as glórias do mundo das celebridades de seu gênero musical e construir uma nova carreira, mais humilde e com poucos recursos, Fulana foi enfática:

– Antes eu era uma artista. Agora sou uma missionária!

* Esta é uma história fictícia, mas poderá ser real um dia se boa parte dos cantores evangélicos que tem feito fama e fortuna no meio cristão se derem conta do quanto estão sendo incoerentes com o Evangelho que tentam pregar, trocando o exemplo de Jesus pelo apego às coisas terrenas. ”Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3).

Curtindo a Criação :: Lua

Por as em 3 setembro 2009 na categoria Espiritual, Fotografia



Full Moon [Gimp], originally uploaded by afsilva.

Salmos 148:3

Louvem-no o Sol, a Lua! Louvem-no todas as brilhantes estrelas!

Testemunhos de um evento cristão

Por Laila_Flower em 31 agosto 2009 na categoria Espiritual

Hoje em dia, muitos eventos cristãos ocorrem. A verdade é que somente quem organiza um evento sabe o trabalho que dá e, apesar de toda a dedicação, muitas vezes as pessoas reclamam. Também é verdade que nem todo o evento gospel no Brasil tem sido elaborado com dedicação - criando àqueles que se dedicam uma barreira.

Mas quero colocar aqui os testemunhos que me enviaram quando ocorreu o “Reina em Mim”, na cidade de Guaíba, Rio Grande do Sul, nos dias 14 a 16 de agosto.

Para quem não lembra, eu divulguei esse evento aqui no blog.

Inicialmente, ao divulgar esses testemunhos, quero fortalecer aqueles que querem organizar com dedicação um evento cristão, fortalecer irmãos, evangelizar.

O “Reina em Mim” foi um evento simples, montado pelo Ministério I.L.A. em parceria com a Vineyard Rio. Não é necessário fazer uma grande estrutura para Deus agir. Posso dizer para vocês que eu tive uma experiência incrível e que Deus me tocou muito lá.

Meus amigos disseram o seguinte:

Estivemos participando no último final de semana da Conferência Reina em Mim em Guaíba-RS, foi demais ,algo supreendente.O Senhor visitou a cada um que esteve presente , os temas principais do evento foram sobre o serviço no Reino e a Adoração e de como a Igreja pode influenciar o mundo com a sua Atitude.
Agradeço a cada um que contribuiu para isso acontecer , e desde já oramos pelo próximo encontro.

Venha o Teu Reino Senhor.

Guinther Wölfle

Ministério Ila / Guaíba-RS

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Salve, salve gente bonita do dotgospel…

Neste último final de semana estivemos Manga(Vineyard-Rio), John (Vineyard-B.Roxo) e eu(GP Vineyard-RS), com grandes amigos em Guaíba no Ministério ILA. Foi um tempo sensacional, nos divertimos, trocamos muitas idéias, mas o ponto alto foi ver a atuação do Reino de Deus durante esses dias, pessoas foram curadas, confortadas, incentivadas pelo poder do nome de Jesus, sem nenhum tipo de sensacionalismo ou manipulação.
O desejo do nosso coração é que cada um seja um facilitador do Reino de Deus na terra.
Que o Pai os traga boas notícias nos próximos dias, sigam em paz.
Abraços sinceros.

Romulo Lobo
GP-Vineyard/RS

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Vivi momentos impactantes no evento Reina em Mim, do Ministério Intimidade Louvor e Adoração de Guiabá/RS. Impressionante como o Senhor falou conosco nesses dias. Muito do que compartilhamos foi testificando no coração dos irmãos. Lindo ver as pessoas se derramando diante do Senhor e ver o desejo delas de quererem estar mais próximas Dele e buscando através da dependência do Espirito Santo uma vida bem mais próxima dos ensinos de Jesus. Na verdade o que queremos é ser parecidos com Jesus. O mundo precisa ter contatos com pessoas assim, e nao pessoas presas com o seu amargor religioso.
Foi bem legal para mim ter paricipado desse encontro.

Luciano Kuhn (Manga)

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Por isso, encerro aqui dizendo o seguinte: não desista de fazer algo para fortalecer o Reino. Faça com amor, faça com Deus e faça. Em um evento simples e maravilhoso nós experimentamos muito de Deus.

Feridas

Por Laila_Flower em 21 agosto 2009 na categoria Poesia

(Para uma amiga ferida, eu amo você e estou contigo)





Eu, antes guerreiro,

Presa fácil ao leão agora.

Em um momento, espada na mão,

Agora, caído sem esperança.


O que ocorreu na caminhada?

Feridas estão no meu corpo

O que ocorreu, então?

Fui ferido por fogo amigo


Quando tentei sair,

quando tentei me livrar,

notei que as garras eram conhecidas

eram meus próprios amigos


Não me julguem pelo meu mau

Não me capturem e me façam presa

eu quero voltar a lutar

Me deixem lutar


E agora ferido não consigo voltar

Eu sei que preciso, sei o que está certo


Estendo as mãos ao General

ele me colocará na batalha


Amigos, não matem

Não matem minha fragilizada fé





Resenha: Sem Medo de Viver - Max Lucado

Por Laila_Flower em 17 agosto 2009 na categoria Literatura, resenha

Quando decidi fazer a resenha do novo livro de Max Lucado chamado “Sem Medo de Viver”, minha mente começou imaginar o que viria. Se alguém por acaso me dissesse somente o título, eu já imaginaria que fosse um livro de auto-ajuda. Mas como eu sabia o autor e este sendo Max Lucado, não acreditei que fosse.

Felizmente, não me deti àqueles pensamentos e iniciei a leitura assim que o livro chegou às minhas mãos. O que mais me impressionou, inicialmente, foi a “densidade” do texto. Uma rápida leitura não iria me fazer “devorar” as páginas. Neste livro, Max dissecou os medos que porventura podem achar morada nos corações, sendo estes o medo de não ser importante, de desapontar Deus, da escassez, de não proteger os filhos, de desafios arrebatadores, das piores hipóteses, da violência, do próximo inverno, dos momentos finais da vida, do que vem por aí, de que Deus não exista, das calamidades globais e, no final, o medo de Deus.

No início, Max já faz uma brilhante introdução ao assunto sobre o porquê de termos medos – uma reação tida como da natureza humana e que na verdade mostra a falta da confiança em Deus. Dá como exemplo o episódio bíblico onde Jesus acalma uma tempestade, contado em Mateus 8 e Marcos 4. O medo, presente nos experientes pescadores diante de uma terrível tempestade estava, naquele momento, longe dos pensamentos de Jesus, que estava dormindo.

Mas Max não se deteve à introduzir o tema e passou a destrinchar os medos. Iniciou com o medo de não ser importante e mostrou que exatamente quanto mais temos medo de não ser importante, mais pensamos ser desmerecedores de toda e qualquer atenção, fadando-nos a um insucesso completo. O autor sabiamente mostra o quanto Deus exaustivamente relembra através da Bíblia o quanto somos especiais e citou um livro infantil também de sua autoria (You Are Special) onde mostra, de forma muito doce, essa verdade bíblica.

No terceiro capítulo o medo explorado é o de desapontar Deus, que na maioria dos casos acaba nos tornando…pecadores! Exatamente, pecadores. Onde buscamos pelas nossas próprias forças agradar a Deus acabamos indo pelos caminhos que nos levam a pecar, a usar as nossas próprias forças.

O quarto capítulo já inicia com trechos da vida de pessoas – se reais ou imaginárias, o autor não esclarece, a não ser quando ele se refere a ele mesmo. Pessoas que escondidas atrás de um pseudônimo em comum: preocupado(a).Sim, o terceiro capítulo fala sobre as preocupações, aflições, que podem crescer no interior e se tornarem tóxicas. No final do capítulo, Max ainda demonstra oito passos que podem ajudar a voltar o foco para Deus e dizer adeus à aflição.

No quinto capítulo, Max inicia contando de sua própria experiência no quesito “ser pai”, revelando o medo de não conseguir proteger os filhos. Ele cita ainda os mais diversos exemplos de pais na Bíblia e como Deus agiu naqueles casos. Confiar em Deus mais uma vez se torna essencial, e entregar a vida dos filhos nas mãos do Criador é imprescindível.

O medo dos desafios arrebatadores é o tema do sexto capítulo. Max mais uma vez parte de uma experiência pessoal, desta vez de quando voou em um avião de guerra e dos medos que enfrentou após dezenas de giros e piruetas no ar. Comparou à experiência de Pedro quando andou no mar ao encontro de Jesus. Apontou algo em comum nos dois casos: olhar fixamente para quem tem a experiência (no caso de Max, o piloto; no caso de Pedro, Jesus) é o que nos consola. E certamente não há quem tenha mais experiência do que Deus.

O sétimo capítulo é reservado ao medo das piores hipóteses. Max revela o quão impressionante é o fato de muitos se preocuparem com a possibilidade de algo ruim acontecer. O medo é fundado e geralmente possível, mas será que acontecerá? Se buscamos a Deus como uma criança que chama a ajuda do seu Pai no momento de medo, a inquietação não domina – explica de forma simples o autor.

O medo da violência foi amplamente explorado no oitavo capítulo. Mais um caso onde o medo é fundado e, aliás, é advertido por Jesus de que haveria. O próprio Jesus foi vítima da violência extrema. Mas Max fala exatamente como enfrentarmos o medo de frente.

O nono capítulo, por sua vez, trata do “medo do próximo inverno”. Um medo simples e que leva as pessoas a acumular bens, sempre buscando ter provisões. O autor cita a parábola em Lucas 12 do fazendeiro que constrói celeiros maiores para guardar a safra. O problema do medo se torna o centro das atenções: o que eu quero ou o que Deus quer.

Já o décimo capítulo é o local onde se disseca o medo da morte. Mas Max aponta uma verdade importante: Jesus venceu a morte e em Cristo podemos enfrentá-la. Aponta que a experiência de Cristo nos possibilita morrer corajosamente – e quando for da vontade de Deus. O capítulo onze trata do medo do futuro, onde Max mais uma vez aponta na Bíblia as evidências de que Deus estará presente onde quer que ele te mande ir, ou aconteça o que acontecer. O medo de existência ou não de Deus é o tema do capítulo 12. O exemplo foi a vida dos discípulos cheia de medo e descrença após a crucificação – trocada pela bravura e o poder do Espírito Santo após a ressurreição. O fato que mudou o estado de descrença é o tocar no corpo de Cristo. Termina ainda citando a biografia de um homem conhecido como Jack e que depois foi mundialmente conhecido como C. S. Lewis.

“E se as coisas piorarem?” nos instiga no décimo terceiro capítulo, reservado para o medo das calamidades globais. O que Max nos mostra através de diversos versículos que a natureza há de sofrer. Mas se a Bíblia aponta, significa que isto está nos planos de Deus.

No final, Max ainda revela um medo que ele revela como saudável – o medo de Deus sair da caixa. E ele explica tudo isso de forma simples – quando conhecemos os limites, “encaixotamos”. E temos medo de Deus quando ele se demonstra maior do que aquilo que cabe nas nossas caixas. Mas quando Ele se faz maior, nossos medos diminuem.

Max conclui o livro de maneira sublime: primeiro conta uma história real e transcreve uma música cantada por uma criança para Deus em um momento de dificuldade – posição esta que devemos ter diariamente. Mas ainda acho incrível destacar o guia de discussão presente no final do livro que nos leva a viver aquilo que foi ensinado diariamente. Não só nos ensina. Este acabou se tornando o meu devocional.

Max consegue atingir seus objetivos. Não os objetivos de um livro de auto-ajuda. Não serei eu que me ajudarei após a conclusão deste livro. Ele nos faz mudar os focos dos problemas para Aquele que é capaz de transformar todo o medo em pó. Nos faz subir e ver o grande problema pelos olhos de Deus, pequenininhos e distantes. Max Lucado está de parabéns.

#prapensar

Por Laila_Flower em 15 agosto 2009 na categoria Idéias

Perguntas retiradas do Twitter de Renato Cavallera, o dotGospel: http://twitter.com/dotGospel

  • Queria entender porque evangélico não canta músicas, mas sim as entoa. Cantar e entoar não é a mesma coisa? Porque que na igreja é diferente?
  • Queria entender porque em orações os evangélicos utilizam a segunda pessoa (tu, vos..) se falasse normal Deus não entenderia da mesma forma?
  • Porque as grandes igrejas que realizam milagres utilizam tradução simultânea em libras pra surdos. Eles não podem ser curados como os outros?
  • Queria entender porque o nome é culto se a maior parte do tempo é reservada para pregação e não para cultuar/adorar a Deus.
  • Queria entender porque as pessoas gritam para Deus, até pedem: “olha pra mim”. Desde quando Ele deixou de ser onipresente e onisciente?
  • Porque pastores gastam milhões de reais em programas na TV para pedir outros milhões pros fiéis? Esse dinheiro não ajudaria mais se dado aos necessitados?
  • Queria entender porque foi criado o título de apóstolo e missionário. Afinal a Bíblia não fala que TODOS NÓS deveríamos pregar a Palavra para TODOS?
  • Corpo é templo do Espírito Santo, por isso não podemos fazer tatuagens e piercing. Então porque podemos se machucar, comer besteira, cortar o cabelo, tirar a barba e fazer a unha?
  • Se a Igreja é o corpo de Cristo porque estamos tão desunidos e separados? Depois de crucificar a Jesus não estaríamos também o mutilando?

Ser feliz é o que importa?

Por Hana em 13 agosto 2009 na categoria Opinião

Se isso te deixa feliz então é o que importa. Quantas vezes você já ouviu ou disse isso? Algumas com toda certeza.Mas de todas as escolhas importantes que temos que fazer nessa existência; de todas as nossas obrigações a cumprir nesse mundo, seria a nossa felicidade pessoal a escolha e a obrigação mais urgente? Hoje em dia faço parte da minoria que acha que não. Mas essa busca incondicional pela felicidade pessoal é a filosofia de vida da maioria das pessoas.

Sempre que ouço o discurso da felicidade suprema penso no contraste que existe entre essa filosofia e o que as Escrituras dizem sobre o que realmente importa nessa vida. Nessas frases aparentemente tão certas e tão justas, as pessoas percebendo ou não, estão aprovando e adotando como regra de vida o perigoso caminho do egocentrismo.

Exatamente por acreditarem que possuem o direito de serem felizes as pessoas cometem atos que trazem apenas mais sofrimento para elas e para resto do mundo. A felicidade passageira de alguns tem custado a infelicidade de muitos outros, e a perda de muitos valores fundamentais também.Movidas pela busca de sua felicidade as pessoas destroem casamentos, desfazem famílias.Matam se for preciso.Preferem o caminho mais rápido da corrupção, da mentira e passam por cima de quantas pessoas forem necessárias para atingir o objetivo de conquistar a felicidade para si.Infelizmente devemos muito dos males da humanidade a essa busca desvairada pela satisfação pessoal.

Contudo não estou dizendo que é errado querer ser feliz. Mas quando isso nos leva a deixar de fazer o que é certo então nossa busca passa a estar equivocada e nossos motivos injustificáveis.Temos que aprender a encontrar a satisfação em fazer o que é certo, bom e agradável a Deus e aos outros. Somente isso vai nos trazer real e duradouro bem-estar.Nosso dever não é primeiramente e unicamente com a nossa felicidade.Tem mais gente nesse mundo e um Deus no céu a quem vamos prestar contas.Qualquer pessoa que realmente queira viver num mundo menos desprezível precisa refletir sobre isso e quem sabe, mudar de atitude urgentemente.

Eventos da Vineyard em Guaíba - RS

Por Laila_Flower em 11 agosto 2009 na categoria Opinião

Essa é pro pessoal do sul. A Vineyard e o Ministério I. L. A. vão fazer uma jornada de eventos no próximo fim de semana em Guaíba -RS.

VineyardLivro Luciano Manga

Aproveite!

Super Size CÓSPEU - Dia 7 (final!)

Por Laila_Flower em 10 agosto 2009 na categoria Música, Opinião

O dotBlog vai publicar sete textos do autor Renato Fontes referentes aos sete dias em que ele fez uma experiência muito semelhante ao filme “Super Size Me” - ouvir só música gospel. Curta!

======> Sétimo dia.

Nem acredito, consegui resistir bravamente. Resta-me agora um
longo período de recuperação pela frente…
Obrigado a todos que me prestigiaram com sua audiência virtual. Com alguém disse, o Super
Size Cóspeu alcançou a marca história de 45 pontos no Ibope!!
Vamos lá. Ultimo dia da saga. Como eu comecei segunda dia 27 de manhã, fui até o domingo dia
3 de noite, daí minha demora em dar o sétimo e último relatório.
Vamos então às observações:
* Ouvi uma pregação de uns 20 minutos falando sobre o espiritismo, que não acrescentou nada.
* Desta vez foi só a rádio da Quadrangular. A rádio do R R Soares ficou de lado desta vez.
* Tive que ouvir mais duas vezes a tal da “chuva de avivamento”. Agora essa porcaria não me
sai mais da cabeça nem com cirurgia no cérebro…
* Fizeram a propaganda mas não tocaram inteira (ainda bem) mais uma canção falando de
chuva, de uma tal de Pâmela, da Emeká.
* Tocaram uma do Kleber Lucas pela primeira vez (o ritmo dela, meio quebrado, é até legal). O
locutor anunciou, “antes você ouviu Voices, ‘Pisa no inimigo’”. Puxa, nem acredito que eu perdi
essa pérola…
* Tocaram de novo uma do Diante do Trono, das mais recentes, mas que eu não consigo lembrar
o nome. Ela tem um solo de percussão bacana no final. É um restinho de esperança que eles
fiquem um pouco mais com a cara do Brasil…
* Tocaram uma canção de letra clichê (levante suas mãos e exalte ao Senhor), que não falaram
quem canta, que tem os acordes flamencos, solo de violão flamenco, mas uma batida de techno
que destruiu a música. Por falar em mistura exótica…
* Tive que aturar mais uma vez “Senhor te quero”, do viniarde, mas desta vez cantada em inglês
(”In the secret”) pelo Sonic Flood. Para quem já não gostava dela no arranjo “normal”, foi um
tratamento de canal.
* Eu já estava aliviado, pensando que pelo menos “Eu quero é Deus” eu não tinha sido obrigado
a ouvir. Pois eis que senão quando, adivinhem o que eles tocam domingo de noite?? Ninguém
merece!! Vou poupar vocês de ouvir meus comentários sobre essa “música” e sobre essa “letra”.
Vou comentar pelo menos um lado bom, a exemplo do que falei no primeiro dia, o baixista
mandou ver. Pelo menos isso se aproveita.
* Pontos positivos (acreditem, houve!): Tocaram o clássico “Oh happy day” (mas não disseram
quem cantava), num arranjo bem maneiro. Tocaram uma música inspirada no filho pródigo, que
o locutor disse que a cantora era “Aline Santana”, se não me engano. A letra começa assim: “Eu
tão longe andei meu caminho escuro se tornou/Perdido e sem forças me senti/Eu não pude ver
que ao meu lado sempre estava alguém/Tentando meu ajudar a prosseguir”. Uma letra bem
legal, que hoje infelizmente é mais exceção do que regra. Tocaram também duas músicas legais,
uma da Jeane Mascarenhas (não conheço a cantora) e outra da Jamile (essa última no estilo
“disco” anos 70). Aliás, uma vez vi a Jamile na TV imitando a Whitney Houston, igualzinha… Essa
que tocaram dela é menos “comercial” que as outras que ela canta.
* Pela primeira vez tocaram o Legião Urbana. Quer dizer, o Catedral. Se não fosse rádio
evangélica, eu pensaria que era o Legião.
* Foi o dia que mais tocaram músicas estrangeiras. Lembrei-me também da “You’re my God”, da
Jaci Velasquez.
* Para fechar com chave de ouro, mais duas versões da “Draw me close to You”. Desta vez
consegui resistir até o fim e escutar tudo. Outra que não sai mais da cabeça. Tá revezando com a
chuva do avivamento…
Observações gerais agora, sobre os sete dias:
* Realmente a proporção de cantoras é maior que a de cantores, mas não tão alta quanto
constatei no primeiro dia.
* Chuva, chuva, chuva…
* Só se faz rádio evangélica para pentecostal e neopentecostal. Nada pessoal contra esses
irmãos, mas acaba existindo uma discriminação contra quem não se encaixa nesses rótulos, que
tem que se virar e comprar CD mesmo, ou então que ouça as notícias da CBN ou outra rádio.
* O estilo “brega” é campeão disparado. Falta um pouco de noção de quem faz a programação.
Tocam um rock e um breganejo colados um no outro. Constatei isso várias vezes.
* Chuva, tem chovido, manda mais chuva…
* O Diante do Trono tem muito menos representatividade no rádio do que seria de se imaginar, a
julgar pela quantidade de discos que eles vendem. Quem não gosta deles, fique sabendo que
existe coisa muuuuuuuuito pior.
* Não ouvi nenhuma do Cirillo e só uma que talvez seja do Deividikila, mas não tenho certeza.
São outros que, pela quantidade de discos que vendem, seria de se esperar que tivessem mais
representatividade no rádio.
* As gravadoras que têm ca$calho, cujos nomes não vou citar (Emecá, Graça Míusique, Line
Records, etc) tocam o tempo todo, inclusive com propagandas de seus artistas.
* Chove chuva, chove sem parar…
* O uso excessivo de metáforas como águas, quebrar os grilhões, jardim do noivo e outras coisas
pra lá de etéreas.
* Doutrinas centrais do Cristianismo, como a cruz e a salvação tiveram muito menos
representatividade do que coisas acessórias como poder, unção, avivamento, etc.
* Tirando a canção que lembra remotamente o filho pródigo, não se canta mais nada sobre as
parábolas de Jesus.
* As pregações são muito mais voltadas para o bem-estar material do que espiritual do
indivíduo, com poucas exceções. As tais “campanhas” e “correntes” das igrejas neopentecostais
e pentecostais continuam fazendo o maior sucesso.
* E como tem chovido…
* Várias vezes tentei salientar o lado positivo das músicas, notadamente os instrumentistas. E
realmente foram muitas levadas de baixo, muitos solos de violão ou guitarra, solos de percussão
e vozes bonitas que apareceram. Pena que isso não se traduz em melodias belas e, quando isso
acontece, as letras são muito superficiais, quando não são baboseiras mesmo. Os bons músicos
(que são muitos!) estão subaproveitados. Não sei se, por eu ser músico e conseqüentemente ter
uma percepção musical mais aguçada que o cidadão comum, isso influencia tanto…
* Mais chuva…
* Repito que a música evangélica brasileira cuspiu, aliás, vomitou no prato em que comeu. Deu
uma banana para seus pioneiros.
* As rádios não tocam produções independentes. Sem chance.
* Não cheguei a ouvir a terceira rádio evangélica de BH, que é da Univer$al, talvez porque
distorcesse muito o universo amostral do estudo, principalmente no teor das pregações.
* Meu período de recuperação começou escutando o “Eram Doze”, do quarteto Guilherme Kerr,
João Alexandre, Jorge Rehder e Jorge Camargo, com participações de outros músicos talentosos
nos arranjos. Pretendo ouvir outras coisas do mesmo nível, e voltar a tocar meu repertório, já
que estava só exercitando improviso e técnica.
* Eu sobrevivi. Nem acredito. Ao que tudo indica, minha sanidade também sobreviveu. Existe
vida após uma experiência como essa.
* Meus agradecimentos à minha querida esposa Miriam, que agüentou essa barra junto comigo!
* E tem chovido!!!

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