RESENHA: Show do Jars of Clay nos EUA
Publicada por RenatoCavallera em 28 de Outubro de 2008 às 15:43:31 na categoria Reviews de CDs
Esta resenha é sobre meu primeiro show do JoC. Durante anos tenho lido várias resenhas, tentando absorver um pouco da experiência de ver o Jars of Clay ao vivo, quanto mais eu lia, mais eles fomentavam minha vontade de ir a um show da banda. Sei que isso acontece com a maioria dos fãs no Brasil.
Kansas City, 11 de Outubro >> O show do Jars of Clay estava marcado para começar às 6 da tarde em ponto, assim foi com todos os shows da turnê Music Builds Tour. 30mins antes do show eu cheguei ao Teatro Starlight Theater, dentro do Swope Park, procurei o stand do Jars, mas não havia nenhum. Havia um stand do fan club do Switchfoot e do Third Day, para que as pessoas se cadastrassem e pudessem encontrar com os caras das bandas, antes ou depois dos shows. Havia materiais do Jars à venda em outro stand, com vários itens do Switchfoot e do Third Day.
Fui para meu lugar, em frente ao palco, um pouco para a esquerda e esperei ansioso, esticando o pescoço para ver se eles estavam do lado do palco, esperando para entrar. Matt estava lá, logo vi Charlie e Dan, depois os outros também, todos em roupas brancas, que era o figurino que estavam usando nesta turnê, tentei tirar foto, mas estavam longe e escondidos ainda. Antes que eu me preparasse, os 6 entraram e ocuparam suas posições e um som estrondoso dos instrumentos tomou conta do lugar, junto com os aplausos da galera (ainda não estava muito cheio naquele momento). Sendo a primeira vez que eu os via, fiquei observando admirado, quase não acreditando que aquilo realmente estava acontecendo.
O som que vinha do palco, unido aos aplausos do público, foi quebrado pelo coro de Flood, desferido perfeitamente na nova versão “but if I can't swim after 40 days and my mind ...”!!! Começo perfeito para o primeiro show! O setlist foi o seguinte:
- Flood
- Love is the protest
- Closer
- Love song for a savior
- I need you
- Heaven
- Dead man
- Work
- Encore
- I’ll fly away (com Third Day e Robert Randolph)
- When love comes to town (todos juntos)
Durante todo o show, tirei muitas fotos, curtindo cada verso de cada música, pulando e dançando e andando de um lado para o outro, para pegar melhores ângulos de cada um. “Love is the protest” praticamente me fez perder o medo e a timidez por ser aparentemente o único estrangeiro naquele lugar. A maioria das pessoas ainda estavam assentadas e eu estava em pé o tempo todo, dançando ainda timidamente para não atrapalhar ninguém. Dan falou sobre a faixa “Closer”, explicando que recentemente lançaram o novo EP, portanto a próxima música seria a faixa-título do EP... as pessoas riram, pois ele falou de maneira engraçada, desajeitado, tentando explicar o fato do Ep ter o mesmo nome da proxima música. Ele pediu a todos que se levantassem e todos se levantaram. Antes de tocarem “Love song for a Savior”, ele informou que duas faixas antigas estavam no EP, sendo Flood a primeira que haviam tocado e agora tocariam Love Song. Ele pediu que todos cantassem com ele e a galera cantou junto. Gabe estava maravilhoso com o tambor que usou nesta música, nem precisa comentar sobre a habilidade deles com cada um dos instrumentos. Dan estava super centrado na voz, às vezes parecia que estava decepcionado com o público, ao ponto de fazer simplesmente o MELHOR que ele sabe (e sabe muito), para quem estava lá e se importava com o show, sendo que eu estava entre os que estavam amando o show. Back vocals perfeitos. Eu caminhava de um lugar para o outro, para tirar fotos, acenar para eles, algumas vezes parecia que o Charlie estava olhando. Steve tocava com muita intimidade ... muito concentrado, Dan se movia de um lado pro outro o tempo todo, quase impossível saber onde ele estaria no próximo minuto, Matt permanecia quieto, muita paz emanava de seu rosto, até então ele estava o mais longe de minha cadeira, mas rapidamente mudei para o lado que ele estava no palco. Havia algumas cadeiras vazias ali na frente, portanto eu podia me movimentar para diferentes cadeiras sem problema, mas os seguranças ja estavam ficando irritados comigo, quando comecei a ocupar um pedacinho do corredor para ficar pulando.
Dan agradeceu a todos e antes de cantar “I need you”, o Steve perguntou quantos de nós estavam lá, na última vez que eles tocaram naquele teatro, ele ficou com a mão levantada, mas pareceu muito decepcionado quando, pelo que percebi, ninguém havia levantado a mão . Algumas pessoas fizeram um som de surpresa e lamento, como se dissessem “ninguém estava aqui ... foi mal”. A expressão no rosto do Steve mudou para uma expressão de decepção e ele não continuou com o que ele ia dizer... Dan seguiu com o show e cantaram “I need you”. Tenho certeza que no Brasil, o povo jamais ficaria quieto como eles ficam aqui, pelo que conheço de público no Brasil, além de ficarmos em pé, as pessoas se divertem muito, pulam, empurram, gritam, cantam todas as músicas etc, mesmo sem saber a letra ... fiquei irritado que o povo estava calmo demais, mesmo sabendo que este não era um show normal do Jars, pois eles foram convidados pela organização do Music Builds Tour, para viajar com as outras bandas e eles não estavam relacionados na maioria dos anúncios, portanto a maioria das pessoas que foram lá, eram fãs do Third Day, Switchfoot ou Robert Randolph. De toda maneira, eu não fiquei parado, estava com minha camisa azul, que amo, não só por que é muito bonita, mas por que tem as cores da bandeira brasileira. Vocês concordam comigo que um brasileiro no meio de americanos é facilmente notado, principalmente se for a única pessoa que estava usando uma blusa azul chamativa que atraiu a atenção deles. Dan anunciou que eles irão lançar um novo cd em Março do ano que vem e que a próxima música chamada “Heaven”, seria para este novo cd. Heaven foi diversão pura, Dan faz performances ótimas em Heaven e em Dead Man, que foi a próxima música, que ao vivo é DEMAIS. Eu nem estava me sentindo mais intimidado, dançava e pulava e seguia os movimentos que o Dan fazia. A última faixa foi Work. Eu sabia que se eu quisesse ser um dos primeiros a pegar autógrafo, teria que sair antes de terminar a última música, mas Work é uma de minhas preferidas. Dan parecia marchar durante esta música, foi uma das melhores, os 6 se reuniram na frente do palco, agradeceram e o Matt caminhou para o lado que eu estava e jogou sua palheta para mim, abaixei para pegar e sai correndo para a mesa de autógrafos. Eu sabia que eles iam sair por lá, fiquei esperando na porta, antes que eu pudesse pensar no que dizer, a porta se abriu e o Dan foi o primeiro a sair, ele me viu, sorriu pra mim e eu disse “Hey”, ele respondeu “Hey cara, que legal te ver aqui” e se aproximou para me cumprimentar e parecia procurar a mesa onde dariam autógrafos, Aaron, o gerente, estava ajudando. Eu perguntei “Vocês terão tempo para dar autógrafos etc” ele confirmou que fariam isso a qualquer momento, era só uma questão de organizar tudo para começar, pois ja havia muitos fãs em volta naquele momento. Fiquei perto o tempo todo, quando ele voltou a falar comigo, eu disse “Eu sou do Brasil” e ele respondeu como se quisesse dizer “claro que eu sei quem é você”, mas na verdade ele respondeu “Eu SE-E-E-E-I … você é o Juca da internet, muito legal te ver aqui” e eu, surpreso por ele se lembrar, confirmei com um mega sorrisão. Naquele momento eu estava ocupado dizendo oi para o Charlie também, que veio logo após Dan e sorriu para mim também e perguntou se eu era o carinha do Brasil, ele havia me falado antes, que eles tocariam às 6 em ponto e que dariam autógrafos na mesa ao lado do palco. Ele perguntou meu nome, para ter certeza que era mesmo eu. Fiquei sem graça e não sabia o que comentar, apenas respondi “Sim, Sim, sou eu mesmo” e disse a ele meu nome (Juca of Clay duh). Ele ficou repetindo o tempo todo que estava muito feliz em me ver la ... Matt estava bem atrás dele, Gabe também, Jeremy não apareceu, pois pelo que eles comentaram, ele estava passando mal a semana toda.
Apesar de querer abraçar a todos, somente quando o Matt veio dizendo um tanto de coisa como ter gostado de me ver lá, perguntar como eu estava etc, foi que eu me lembrei que eu queria dar um abraço neles e automaticamente eu o abracei, dizendo que estava bem, que não acreditava que estava lá e ele me abraçou de volta. Steve estava distraído, Matt o chamou, depois de eu te-lo chamado e ele não ter ouvido. Ele olhou para trás e me viu com aqueles olhos grandes azuis e berrou “HEY!” Com a vontade de rir na hora e o desespero sem saber o que dizer, eu só consegui berrar de volta “HEY”, nos cumprimentamos e logo o Aaron começou a falar com a galera para entrar na fila. Os Jars estavam tentando ir para o outro lado da mesa, mas havia umas plantas ao lado, pequenas árvores, quando perceberam que teriam que atravessá-las, para chegar do outro lado da mesa. Dan e Steve batizaram as árvores na hora de “as árvores secretas”, eu ri demais! Um a um ele atravessaram as árvores secretas, mas um minuto depois tiveram que voltar, pois o cara havia decidido que era melhor ir para outra mesa, longe do merchandising. Eles caminharam até a outra mesa, a galera foi toda atrás, organizadamente, eu fui caminhando ao lado deles, sem saber o que falar, pois eles continuavam falando que estavam felizes que eu apareci. Eles se organizaram para os autógrafos, eu tinha que tirar todos os encartes que eu tinha levado na minha mochila, papéis, o livro do Dan etc, quando estava pronto, Matt era o primeiro na fila, eu disse a ele que tinha um tanto de coisas para assinar, mas não ia pedir a eles para assinarem tudo, pois sabia que eles não tinham muito tempo, mas ele disse que não tinha problema, que eu podia passar tudo pra ele, que ele passava pra frente e a galera assinava. Então entreguei a ele dois Greatest Hits e um Closer EP e a pasta que eu levei com os cds, ele assinou esses, mas eu não quiz tirar mais coisas da mochila, ou ia acabar perdendo. Eu disse a ele que o livro que estava na mão, era o livro do Dan, para que ele assinasse para mim. Ao lado do Matt estava o Charlie, que continuava dizendo que estava muito feliz em me ver, (oO e eu muito burro, não sabia o que responder), ele também assinou os cds e a pasta e Steve assinou, repetindo as palavras do Charlie.
Nesta hora eles continuaram falando e disseram que já tentaram ir ao Brasil, que eles querem muito ir, vão continuar tentando, eu confirmei que eles têm muitos fãs no Brasil e que todos estão ansiosos pela ida deles e um pouco bravos, por não terem ido este ano. Repeti a história toda e eles lamentaram o que houve, que os impediu de ir. Eu disse que esperava estar no Brasil, quando fizessem um show lá. Eles perguntaram se eu me mudei para cá, eu disse que volto ao Brasil em Dezembro, mas voltava para cá pouco tempo depois, eles zoaram "huh vai ficar indo e vindo neh...". então, o Gabe, super simpático, falava sem parar e assinou os cds também, Dan foi o último, entreguei a ele o livro e pedi para assinar, ele sorriu quando viu, pegou com cuidado e assinou “You are Magnificent - DH”, perguntei a ele “Dan, vocês terão tempo para uma foto de todos juntos comigo”, ele disse que na verdade, só ele teria que voltar para o backstage em breve, mas se eu conseguisse alguém para tirar a foto, eles parariam de assinar e tirariam a foto comigo, tentei fazer isso, mas não deu certo, pedi ao cara que estava vendendo os Eps, ele disse que não poderia parar, mas me perguntou de onde eu era, respondi e ele disse que só por que eu era brasileiro, faria aquilo por mim. Ele é de São Paulo e trabalha com o Third Day. Porém, ele tirou a foto numa pressa, que mal pegou o Dan e o Matt. Steve estava olhando para outro lado, somente o Gabe olhou para o cara na hora da foto. Urhhhggg!!!! Voltei ao Matt e pedi a ele para assinar meus 2 Live Monsters Eps, todos assinaram. Dan tirou várias fotos com várias crianças e adultos, aproveitei e tirei a minha também.
Voltei para a fila, pedi ao Matt para assinar mais um Closer EP (Capa, disco e Poster/encarte) e disse a ele que seria para arrecadar fundos para a B:WM e para um concurso na comunidade Earthen Vessels que eu tenho no Orkut. Disse a ele “oi, eu de novo, desculpe-me por te dar tanto trabalho...” e ele disse “que nada... você merece...” e Charlie perguntou a ele o que estava acontecendo, ele disse e Charlie completou “Nada disso... você veio de muito longe ... merece” e mais uma vez virou pra mim e disse que estavam felizes que eu estava lá ... Gabe confirmou e assinou também, Steve e Dan assinaram também. Todos o tempo todo muito amigáveis, muito simpáticos, humildes, sempre tentando falar mais coisas, mas eu estava muito empolgado para acrescentar algo interessante. Nisso, veio um cara e levou o Dan para o backstage ... perguntei ao Gabe se a Disappointed By Candy estava vendendo os cds lá, ele disse que infelizmente não, mas que eu poderia comprar pela net. Fiquei lá os últimos 10 minutos, vendo-os assinando papéis, braços, mãos, camisas, ingressos, tirando fotos e já estava escuro no teatro, acho que neste momento, Robert Randolph já estava no palco. Era hora de eles irem, então me lembrei que eu estava com a palheta do Matt ... pedi a ele para assinar, ele assinou. Eles se foram, segui o grupo até a porta (pensando comigo mesmo, sobre como o Charlie é baixinho), aproveitei para ver como faria pra voltar para o hotel e comer algo. A fila para comprar materiais estava enorme, Switchfoot foi anunciado, queria ver o show deles também, assisti o show inteiro, eles foram incríveis. Jon estava muito legal, cantou várias de minhas músicas preferidas, mas o momento mais especial foi quando tocaram “This is home”, quando bilhões de luzinhas azuis, brancas, rosas, roxas etc se acenderam no fundo do palco inteiro ... luzes vindas do alto criavam texturas na fumaça ... enquanto isso, solo de piano rolava no fundo ... qualquer pessoa na hora se apaixonaria pela banda, com sua paixão pela música e chamado, ele narrou sobre como escreveu a música, que não escreveu especificamente por que era para o filme, ele escreveu sobre o Lewis. Entre as músicas ele trazia mensagens ligadas aos temas, mas o povo pirou mesmo, quando ele desceu do palco e foi andando no meio da galera, foi até o fundo do teatro, entrou no meio dos bancos, e terminou “Fire” ali mesmo ... o show todo foi muito perfeito.
Voltei ao stand e consegui comprar minha camisa do Jars, mais tarde o Third Day veio e fez um show marcante também. No começo eu não havia prestado muita atenção, então quando cantaram “God of wonders”, decidi voltar pra frente e ficar em meu lugar, para curtir o show. Antes de voltar, eu estava isolado, de onde eu ainda poderia ver o palco, pensando em todos os momentos legais que havia tido com o Jars, depois de tanta espera e de ter passado por tanta coisa para chegar no teatro, neste momento, percebi que eu não havia sido bom o bastante, não tive a oportunidade de falar com eles tudo que eu queria falar e o quanto os amo, pelo que são. Então fiquei pensando, por que não chorei quando os vi? Muitas perguntas, muitos pensamentos vinham à minha cabeca, mas eles mudam completamente todo conceito que você tem sobre eles, o que já era ótimo, muda totalmente. Não se conhece estes caras de verdade, até o momento em que você consegue falar com eles. Então comecei a entender que eles são tão humanos, tão amigáveis e legais, pessoas tão humildes, eles conseguem fazer com que você se sinta especial e amado, que tudo que você fizer por eles, vale “muitas penas”. Ao mesmo tempo, você entende que eles são tão espontâneos e percebe o quanto é legal da parte deles, sairem e darem autógrafos, falar com as pessoas, senhoras, pais de família, jovens, crianças, todos elogiando a música, o trabalho e eles andando no meio de todo mundo, como qualquer outra pessoa, sorrindo numa humildade tão grande ... e os seguranças os tratando como se fossem o Barak Obama. Mac powell estava super legal também, sorria o tempo todo e disse que o show de Kansas City era muito especial, pois era o penúltimo show da turnê, que para eles, era algo bom e ao mesmo tempo, ruim. Ele tocou em temas como família, que para eles, retornar para suas casas seria algo bom, mas que o tempo que passou na turnê, com as pessoas, com as outras bandas, fazia com que não quisessem que acabasse. Este show foi o último show da turnê num Sábado, por isso consideraram um dos melhores shows. Foi legal quando ele resolveu mudar o setlist e chamou uma fã para cantar no palco com ele. Ela cantava super bem, mas ele confirmou que eles nunca se viram antes. Foi fabuloso quando ele falou sobre seu amor por Jesus ao longo da carreira da banda e seu compromisso em falar sobre o que cantam e vivem. Comentou que já havia ouvido pessoas comentarem que nossa fé em Jesus não passa de muletas, por não sermos fortes o bastante para prosseguirmos em nossas vidas, ele disse que inicialmente ele pensou: “muletas?”, mas depois percebeu que estas pessoas estavam certas e que não somente precisamos de muletas, mas de um hospital inteiro, quando se trata de fé e viver para Cristo. Então ele orou pelas pessoas ali. O Grand Finale estava chegando, os caras do Jars já estavam esperando pela hora que o Mac os chamaria ao palco de novo, primeiro Robert Randolph foi convidado para tocar mais uma música, depois o Mac chamou o Jars, as pessoas vibraram, Mac perguntou se a gente não havia entendido direito e tornou dizer “Jarssss of Claaaaaaaaaayyy”, a galerou enlouqueceu, os caras do Jars voltaram com roupas comuns desta vez. Dan tomou conta e estava super comunicativo, o público interagiu cantando como um coro, junto com as duas bandas e Robert Randolph no piano, Dan e Mac revezavam na letra de “I’ll Fly Away”. Para a última música, Mac chamou os caras do Switchfoot, que entraram no palco enlouquecidos, com patinetes, pulando nas caixas, na bateria, zoando tudo ... Mac disse que a última música era um cover do U2 “When love comes to town”. Foi sem explicação. Momento maravilhoso vendo todos juntos. Eles agradeceram e deixaram o palco. Switchfoot e o Third Day tiveram encontros com os membros dos fan clubs apenas, não saíram para dar autógrafos.

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Resenha: Underoath Vs. Brian Head
Publicada por RenatoCavallera em 06 de Outubro de 2008 às 21:05:59 na categoria Reviews de CDs
Deste modo, citamos os discos dos quais dificilmente estarão disponíveis para compra por aqui: Underoath (apesar do último disco chegar ao Brasil e quebrar paradigmas) e Brian "Head" Welch (ex-Korn).
Farei o paralelo entre os discos, tendo em vista tratarem de músicos renomados e discos com idêntica perfeição musical.
Underoath grupo formado por jovens, mas já rodados, tem se destacado no mundo pela agressividade musical e pela sonoridade atrativa dos jovens. Milhões de discos e reconhecimento pela mídia cristã e secular.
Brian "Head" Welch, ex-integrante e fundador do grupo secular Korn, converteu se ao cristianismo há dois anos. Durante esse período estudou a bíblia, deu testemunho de sua nova vida por todo o Estados Unidos e produziu um disco, seu primeiro solo.
Lost in the Sound of Separation É quinto disco do grupo. Produção: seguindo mesma receita do álbum anterior, forte e agressivo. Trilhas: faixas agressivas. Gritos estrondeantes e instrumentos colocados com simplicidade, sem muitos arranjos, tornando um disco veloz. Letras: Não tão profundas e diretas quando se fala de Deus, mas a mensagem foi transmitida, o amor a cristo é pilar forte de sustentação da banda. Com dedicação incomparável o trabalho demonstra que os integrantes passaram doloroso momento de inspiração. A produção, como nos discos anteriores foi o diferencial, moldou um álbum capaz de fazer história, tanto para os fans do grupo como para os amantes do estilo. Apesar de ótimo disco, a venda nos USA não foram boas.
| Save Me From Myself Produção: experimental, ainda nos arranjos e principalmente nos vocais. Cru, mas com nítido esforço. Trilhas: sem dúvidas todas distribuídas com perfeição, durante a execução você não se depara com batidas repetitivas e enjoativas. É ainda o primeiro disco, Brian que dificilmente cantava foi agressivo e esforçado. Garantindo que nos próximos trabalhos, apesar desse ser ótimo, teremos compilações melhores e realmente dignas de um dos maiores ícones do novo rock. |
Se pudesse dizer qual é o melhor, realmente diria. Pois, de um lado garotos com um grande potencial musical, já formado há quase 10 anos, sofreu com algumas mudanças, mas que acredito que poderá surpreender nos próximos discos. Por outro lado, um músico que deixou as drogas e uma banda de grande renome mundial e agora serve a Deus, potencial e talento de sobra, por isso, tenho certeza que esse disco foi como dizem: um pequeno aperitivo do que ele poderá oferecer nos próximos anos.
Enfim, se conseguisse listar os melhores do ano de 2008, tenho certeza estes discos estariam entre os dez primeiros. Underoath em 5º e Brian em 6º, calma, digo entre todos os álbuns lançados no mundo seja cristão ou secular. Agora melhorou?
Se estarão disponíveis para compra no Brasil? Isso é uma questão complicada, pois, o mercado no país ainda é seletivo, mas torcemos para que isso não represente nunca e estejamos engajados a uma mudança. Mas por enquanto, Viva aos Importados!
Brian "Head"
- L.O.V.E
- Flush
- Loyalty
- Re-bel
- Home
- Save Me From Myself
- Die Religion Die
- Adonai
- Money
- Shake
- Washed by Blood
Underoath
- Breathing In A New Mentality
- Anyone Can Dig A Hole But It Takes A Real Man To Call It Home
- A Fault Line, A Fault Of Mine
- Emergency Broadcast: The End Is Near
- The Only Survivor Was Miraculously Unharmed
- We Are The Involuntary
- The Created Void
- Coming Down Is Calming Down
- Desperate Times, Desperate Measures
- Too Bright To See, Too Loud To Hear
- Desolate Earth: The End Is Here
Por: Éderson dos Reis (Ed19br@gmail.com).
RESENHA: Delirious? - Kingdom Of Comfort
Publicada por luciana em 18 de Agosto de 2008 às 16:53:28 na categoria Reviews de CDs
Tentei não ser tomado pela tristeza, mas fui grandemente tocado por esse sentimento. Sabe, fazia muito tempo que não era tão abalado por uma noticia sobre musica, mas fui.
Então, falamos de uma das mais brilhantes banda cristãs dos últimos anos, Delirious?. Formada há mais de 12 anos, treze álbuns, milhões de discos vendidos pelo mundo e o excelente exemplo de adoração a Deus.
Seguindo o estilo de rock britânico conquistou a América e o mundo, moldou o novo estilo de Louvor, colocando nova roupagem musical, consequentemente, fomentou e conquistou novos seguidores; Hillsong, Leeland e outros (com influência até em M.W Smith). Todavia, o ciclo de vida do grupo acabou.
Anunciaram que em 2009 encerram as atividades, novos planos e desafios para todos os integrantes. Mas o que falar? Acho que somente agradecer a uma das melhores bandas que já vi tocar. Entretanto, para não ficar somente em lágrimas, tentemos recuperar nossa forças escutando ao último trabalho inédito do grupo intitulado “Kingdom Of Comfort”.
Seguindo a produção do disco anterior, e que será marcado como o melhor já lançado por eles, “The Mission Bell”, a nova compilação não supera o antecedente, porém não desafina ou decepciona, chega ao patamar de ótimo (depois do perfeito!).
Destacamos as canções “God Is Smiling”, “Break The Silence” e a que intitula o álbum “Kingdom Of Comfort”, todas as faixas são frutos de um trabalho primoroso de produção, a musicalidade é ainda o diferencial, sempre mantendo o ritmo, e sem provocar repetições melancólicas. Um som tipicamente britânico e influenciado pelo Whorship moderno.
Muito se ouve que tentaram repetir a dose dos discos antecedentes, mas percebe-se que não há motivo para tal, pois, assim como as bandas: Jars of Clay, Third Day, M.W Smith, sempre mantiveram a mesma essência que os consagraram, contudo, em cada novo disco inserem algo arrojado e desafiador, Delirious? Segue a mesma essência.
O álbum tornou-se necessário a todos os admiradores e adoradores do moderno ritmo de Adoração.
Enfim, é com muita tristeza que dizemos Adeus! Tenho certeza que quando velhos ainda teremos como referência de qualidade musical a banda Delirious?. Recebe assim a homenagem de um país chamado Brasil.
O atual trabalho acaba de ser lançado no país pelo Ministério Joyce Meyer, aproveitem.
Por: Ederson dos Reis
Sugestões: ed19br@gmail.com
Se você também escreve resenhas de álbuns, envie-as para oi@dotgospel.com.
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RESENHA: Third Day - Revelation
Publicada por RenatoCavallera em 31 de Julho de 2008 às 21:22:33 na categoria Reviews de CDs
Chega às lojas um dos trabalhos mais aguardados do ano, “Revelation”, da banda norte americana Third Day. Já se fazia três anos desde o último disco com inéditas (sem referência ao Christmas em 2006), demonstrando assim a importância deste novo álbum, para os fãs e admiradores.
A carreira do grupo já está consolidada, o que percebemos a grande influência que a música Cristã sofre com cada lançamento do grupo. Assim, destacamos a reportagem da revista americana Billboard, a qual reservou a capa de seu editorial no mês de junho, enfatizando a primeira banda Cristã a figurar no manto da revista mundialmente conhecida e referenciada quando se fala de música secular. Testemunho de fé e respeito ao trabalho.
Ocorre que, diante todo o alarde gerado pela mídia pensei que o disco não representaria o que realmente o grupo precisava, um disco com qualidade igual ao dos anteriores “Wire” e “Wherever You Are”, contudo, fui surpreendido.
Com lançamento previsto para 29 de Julho, quase um mês depois da aparição da banda na capa da revista Billboard, o disco fomentou minha curiosidade e ao escutá-lo percebi que realmente não foi em vão todo destaque que deram ao trabalho.
Um álbum sem exageros, simples e de melodias fáceis. Treze faixas que farão do disco um destaque de vendas e de boas criticas. Trilhas com peso do álbum “Wire” e outras com instrumentalidade dos trabalhos “Offerings”. Trabalho de louvor e adoração com rock de excelente qualidade e produção.
Destaques para as faixas “Run to You” e “Born Again” que traz como participação especial da vocalista da multi-platinada banda Flyleaf, Lacey Mosley. Canções adoráveis e fortes.
Um disco sem defeitos, seguindo um ritmo cativante e sistemático de produção, o qual sem dúvidas tornará uma referência quando falarmos em bons discos. O vocal não falhou, forte e calibrado. Enfim, “Revelation” é sem dúvida um momento de louvor a Deus.
Aguardamos o lançamento desse disco no Brasil, como também oramos para que um dia recebamos a vista da banda para alguns shows.
Por Ederson dos Reis
ed19br@gmail.com
Se você também escreve resenhas de álbuns, envie-as para oi@dotgospel.com.
Jars of Clay - EP Closer
Publicada por luciana em 22 de Julho de 2008 às 22:16:32 na categoria Reviews de CDs
Jars of Clay, agora "Mais perto"
O Jars of Clay lançou seu último CD de estúdio em Setembro de 2006 (Good Monsters), o qual dividiu ainda mais opiniões de fãs e críticos, mas antes de seu próximo lançamento, a banda não se envolveu apenas com turnês insanas, projetos pessoais em áreas necessitadas da África ("1000 Wells Project" da Blood:Water Mission), lançamento de livros e família.
A curiosidade dos fãs já aumentava desde o lançamento do estiloso cover de "Drive", original da banda The Cars. Ainda sem tomar fôlego, junto com a turnê Good Monsters, duas versões do EP Live Monsters foram lançadas, a primeira extinta (trazia Love me ao vivo, antes apenas disponível no iTunes e sua versão de estúdio) e outra ainda disponível em seu site, com a diferença de 2 faixas substitutivas. Por detrás das cortinas, a banda trabalhava em um projeto do programa de TV infantil "Come on Over", com duas faixas em seu segundo CD: "I Love My Triangle" e "When you're with your band", cujos clips estão disponíveis no Youtube, que não poderiam ser usados para parametrizar um possível estilo de som, para dar seqüência a Good Monsters. Neste meio tempo, já se ouviam rumores do encerramento do contrato da banda com sua primeira e até então única gravadora, Essential, o que era certo que seria como sal na boca dos fãs, com sede por criatividade puramente jarsofclayana, sem os limites impostos pela gravadora durante os longos anos de contrato. Finalmente, a banda começou a atuar com seu próprio selo: "Gray Matters", com apoio da Nettwerk Music Group O primeiro trabalho desta nova junção chegou às lojas em Outubro 2007, seu amplamente aguardado álbum de Natal, Christmas Songs. "Enquanto seguimos com o objetivo de fazer mais música, sendo criativos de várias maneiras, Gray Matters poderá facilitar quaisquer idéias a que desejemos dar vida,” observa Dan Haseltine. e distribuição pelo sistema Provident/Integrity, tanto para revendedores cristãos como para o mercado geral.
"Esta será uma ótima maneira de trazermos mais arte e música à existência. Podemos colaborar com novos artistas e executar idéias que antes pareciam ficar 'presas' no atoleiro da tradicional gravadora, assim poderemos nos certificar de que estes projetos terão uma chance de serem ouvidos. Este é o começo de uma estação bastante criativa. Gray Matters será uma maneira fantástica de compartilharmos nossa filosofia artística, podendo dar a outros artistas e pensadores criativos, uma porta para suas idéias."
"Christmas Songs é o primeiro passo em seu desabrochar e os caras se sentiram bastante livres, dando aos fãs o cd de Natal que eles esperaram por anos”, comentou o gerente da Nettwerk, Michael Corcoran. Causando uma 'organizada confusão' de nomes na cabeça do público, duas coletâneas também estavam por chegar às lojas. A primeira coletânea "The Essential Jars of Clay", 2 discos com lista abrangente de faixas comuns e raridades, lançada em Setembro de 2007, muito merecida e honrosamente dedicada à banda, colocou o JoC como a primeira banda cristã a receber um álbum da série "Essential Music" da Sony BMG's, pela Legacy Recordings (aqueles de capa preta e branca igual para todos os cds da série). Em Abril de 2008, a segunda coletânea "The Jars of Clay Greatest Hits" (um disco) foi lançada pela ex-gravadora, com uma lista seleta (porém não-satisfatória) de jóias da banda, que demonstrou ser apenas um cumprimento de contrato da gravadora, sem compromisso com a banda, sem dar a ela e aos fãs o merecido cd de melhores hits de sua carreira. O cd deixou de lado vários dos grandes hits, mas trouxe faixas re-masterizadas e uma canção nova, "Love is the Protest" (disponível no MySpace), que já podia ser conferida nos shows da turnê desde o início deste ano. Segundo Dan Haseltine, o conceito original do cd havia mudado e nenhuma das faixas extra, raridades, remixes etc faria parte do cd, "portanto, o cd é simplesmente o que ele implica ser e nada mais que isso". A banda, que teve influência em sua elaboração, declara que ficou satisfeita com o cd e que sua expectativa estava bem alta, pois o cd soa bem aos ouvidos, da maneira como as faixas foram dispostas. Em resumo, o cd duplo da Sony faz mais jus à carreira da banda, que o cd da ex-gravadora e serve melhor como forma de introduzir a banda a novos ouvintes, porém "The JoC Greatest Hits" não deixa de ser um item importante no catálogo. Não bastavam todos os projetos da banda, casados com seus esforços na África, a banda criava neste período a trilha sonora do documentário "Sons of Lwala", com uma faixa original para o documentário, chamada "Prisoner of Hope", que seria futuramente lançada no iTunes, com toda renda revertida para ajudar a clínica em Lwala, de que fala o documentário. "Queríamos muito trabalhar neste projeto e isto significou que muita coisa tinha que estar envolvida. Literalmente, separamos 5 ou 6 dias de nosso verão, quando poderíamos entrar de cara nisto e trabalhar no projeto. Como eu disse, isto ocupou bastante nosso verão, mas valeu a pena. Adoramos a história e foi muito divertido fazer algo diferente. Fazer a trilha de um filme é uma experiência musical diferente, é uma área legal e criativa e acho que foi um trabalho gratificante para nós." diz Charlie. O documentário já foi lançado e "Prisoner of Hope" está no próximo EP da banda, Closer, que será lançado digitalmente no iTunes no dia 5 de Agosto e nas lojas, no dia 19 de Agosto. Para nós brasileiro, um fato marcante sobre a banda em 2008, foi o cancelamento dos shows com datas previstas, porém sem locais confirmados, devido a complicações que surgiram no agenciamento de viagem e produção, por parte do Brasil. A concretização dos shows de fato nunca ficou clara com a banda, nem em suas tentativas anteriores, apesar do desejo e esforços da banda para tocarem no Brasil. Os demais países propostos para a turnê internacional foram atendidos com sucesso. Segundo Dan, mesmo sabendo que esta situação prejudica muito a banda, o que lamentam muito, eles continuarão se empenhando em busca de oportunidades para tocarem aqui, cabe a nós sermos compreensivos e fazermos melhor a nossa parte. Quando interrogado sobre a perceptível metamorfose da banda de cd para cd, porém mais presente em Good Monsters e sobre os planos para o futuro, Charlie responde, "Acredito que é aí que Good Monsters representa um álbum pivot em termos de letra, provavelmente mais em termos de letra do que quanto à música em si. Isto é interessante para que sejamos capazes de explorar diferentes texturas e nos conectar com diferentes tipos de arranjos musicais. Porém, quanto à letra, isto constitui uma nova forma de se conectar e se identificar com as pessoas. Eu posso afirmar que isto não é apenas algo temporário. Mas é uma forma de seguir adiante, se é que isto faz sentido." Depois deste flash-back, meu foco será portanto o "seguir adiante", ou melhor "seguindo adiante", pois a banda tem planos de lançar o próximo cd de estúdio e segundo pela Gray Matters, apenas em Março de 2009, mas não vai deixar os fãs aguardando algo novo por tanto tempo assim. Podemos dizer que no mês que vem teremos um "senhor-tapa-buraco", pois o mini-cd "Closer" terá muito a dizer sobre como o Jars of Clay vem se esticando musicalmente, e continuará neste laboratório criativo até o lançamento do cd em si, em 2009. A banda está trabalhando com o reputado Ron Aniello (Lifehouse, Guster, Barenaked Ladies, Madonna etc), que está dando acabamento no novo cd. O JoC não deu folga, desde o início deste mês eles vêm dando pitadas de boas notícias, com fotos no blog, lançamento da faixa "Closer" no iTunes no dia 8 de Julho, anúncios do lançamento do EP Closer, cuja faixa título também já pode ser ouvida inteira no Myspace da banda . Mas o Steve sabia bem o que dizia quando disse "o melhor ainda está por vir."
Closer vai trazer duas canções novinhas em folha ("Closer" e "Safe To Land") que eventualmente serão incluídas no novo cd, além de novas versões de duas das faixas prediletas dos fãs "Flood" e "Love Song For A Savior." "Prisoner of Hope", conforme dito acima, também estará no EP. Logo o track-list: 1) Closer2) Safe To Land3) Love Song For A Savior 084) Flood (New Rain)5) Prisoner of Hope (gravada para o documentário "Sons of Lwala"). Juntamente com o lançamento de Closer, está nos planos da banda a turnê "Music Builds Tour", iniciando em Agosto, indo até Outubro. Closer Closer é uma música que mexe no fundo, pois a letra dá uma impressão inicial de ser ilusória demais, em sua simplicidade. Porém sabemos que o Dan escreve letras criteriosas e poéticas, logo dizer que ele escreveu algo simplista ou inferior é uma conclusão incorreta. A letra discorre sobre a tentativa desesperada de alguém de comunicar um sentimento esmagador, porém ele luta para encontrar as palavras certas condutoras deste sentimento, portanto acabam sendo palavras de um homem comum - o tipo de pessoa que não consegue articular poeticamente seus sentimentos e, em vez disso, solta uma cadeia de palavras, metáforas e fantasias mal elaboradas: "Você é as lágrimas, eu sou a maça do rostoSou um balde em seu barco com vazamentosem alto mar por semanas" Se pensarmos que a definição de fantasia é uma combinação de imagens soltas, das quais temos que dar uma similitude quando estamos em estado consciente, logo as figuras de linguagem começam a fazer um pouco mais de sentido - a letra pode ser entendida como algo que se aproxima de caminhos confusos indiretos, para completar a criatividade do autor, tentando se aproximar do tema de isolação que a música parece lidar: "quero as linhas de sua pipa entrelaçadas em minhas árvores, totalmente enroladas" (o que explicaria o desenho da capa). Ainda sobre a letra, Closer fala sobre a luta ineficaz para articular a idéia de ter sido feito para outra pessoa, porém o resultado acaba sendo algo peculiar e estranho, tentando encontrar as metáforas poéticas corretas: "Você é o tic-tac, eu sou a bombaVocê é o "L" e o "V"(L-O-V-E)Eu sou o "O" e o "E"Estou sendo claro?" Os elementos dos anos 80 contidos em Closer emprestam à canção uma qualidade do romantismo, apesar de que isto não constitui uma experimentação por parte da banda, mais do que a incorporação de elementos musicais já existentes, que a banda ainda não tenha utilizado de modo oficial. (vale lembrar que 'Drive' representou muito mais esta experimentação no sentido que ela carregou o som de volta aos elementos dos anos 80 e o aproximou de uma programação rítmica minimal, porém 'Drive' claramente nunca foi proposta para tocar nas rádios, enquanto Closer poderia facilmente se emplacar com seu estilo híbrido 80's/rock/eletrônico, atualmente popular). Não culpo a banda por experimentar este som para crescimento - é preciso antes de tudo estender-se sobre a linha entre o que é cultura popular e permanecer fiel aos seus próprios valores e ideais, para se criar arte do ponto de vista significativo - foi por isso que 'Flood' foi e ainda é um sucesso. Além desta resposta mais crítica à música, Closer é bastante diferente, tanto na letra como no som, mas não se trata do tipo de rock em que a banda apenas aumenta as guitarras no máximo e tenta se divertir, este tipo de música perde em sofisticação, falta uma certa dimensão emocional, de certa forma necessária na música. 'Closer' tem este contexto emocional que canções como 'Revolution' não têm. Closer consegue ser descentralizada o bastante para fazer com que ela se destaque, mesmo assim é familiar o bastante para não se tornar alienada demais. A progressão do coro é bem carregada, garantindo este vigor emocional, com introdução das guitarras ao fundo, em vez de ter uma energia simplesmente musical, à qual a letra tem que ser aplicada por necessidade.
"Safe to Land" descreve alguém voando solitário em céus escuros de um relacionamento conturbado, empenhando-se para encontrar um lugar de reconciliação para pousar. Os elementos de dúvida, dor e confusão são ventos que a pequena aeronave tem que enfrentar para não colidir. Esta música parece com um sonho: atmosférico, etéreo, quase surrealista. A estrutura não segue a forma estrofe+ponte+coro e se parece mais com uma efusão de corrente de melodias e pensamentos num "diálogo interior". O final é uma determinação de permanecer lutando para continuarem juntos até um final doloroso. "Não desceremos, mesmo se as coisas piorarem." Este verso não é algo que se possa chamar de cativante, mas possui um senso de gravidade emotiva que te envolve. Pianos e sons elaborados com sintetizador se desenvolvem em violões e guitarras, preenchidos como baterias e baixos. Não há muito o que comentar sobre "Love song for a Savior". Esta versão na verdade não é tão diferente da versão de Furthermore, apenas os backs variam bastante, mais preenchidos, mais bem definidos e há uma nova tecnologia presente, claro. Começam com um coro accapella, então entram violões mais nítidos, mágicos, palmas como percussão. A qualidade de produção geral e de som é notável. Usam também o sintetizador de fundo e no final retomam o acústico, antes de uma sucessão de "I want to fall" como back, costurada com melodias variadas do Dan.
"Flood (New Rain)" também não teve nada incrivelmente diferente, porém é uma versão bastante original, mesmo não sendo fácil fazer várias versões de uma mesma música e assim mesmo ter algo novo ou muito especial. Esta começa com uma introdução breve usando sons mais misteriosos de sintetizador e já cantam o primeiro verso. Os violões são menos encorpados durante as estrofes. O coro é que ficou mais diferente, principalmente a progressão nos acordes. Usam muito o baixo e guitarras que soam distorcidas (me faz lembrar algumas trilhas de jogos). A melodia é a mesma em partes, mas a produção no todo está muito melhor. Vocais mais nítidos, menos "alternativo anos 90" no tom e o Dan prolonga e projeta muito mais sua voz, não intercepta imediatamente a cada verso, incrementando mais este estado de atualidade da música, o que a deixa bem mais contemporânea. Entre estrofes e coro, solos instrumentais com sintetizador enfeitam o conjunto. "Prisoner of Hope", do documentário Sons of Lwala lembra algo como uma mensagem de Deus ao oprimido, para não desistir do amor e perseverança no meio do sofrimento. "Fique perto de mimÀ sombra de minhas asas, à sombra de minhas asas,Ainda que as águas estejam envenenadas e suas feridas sejam tudo que consegue sentirhá música em seu redor e as promessas são reais" Não há tanta variação e o coro, cantado repetidas vezes, toma quase metade da música. Os back-vocais são profundos e soam como almas cantando, fantasmas que estão bem próximos e presentes e não intangíveis, em algum lugar nas nuvens ou debaixo d'água. É uma faixa abismal, como correr numa grande e densa floresta com a luz da lua dançando no chão, ou como estar à beira da morte, poucos minutos antes de seguir adiante. A letra é sobre esperança, mas a melodia e a música capturam um senso de melancolia.
Claro, tem muito mais a observar no CD novo (2009), este é só um esboço do que está por vir. Talvez haverá músicas que trarão um pouco do antigo molde dos Vasos de Barro, mas estas novas músicas podem ser uma indicação do que o cd completo será. Em geral, o som é mais sombrio, eletrônico e quase alucinógeno. É uma mudança monumental desde Work, Good Monsters, Dead Man? Oh My God, Surprise, There is a river? Ainda ouvimos os violões, porém mesmo os violões que soam familiar, têm um som estrangeiro, dando um acabamento em cada faixa e os pianos acrescentaram uma atmosfera interessante. Esta não pode ser vista como evolução da banda, talvez uma re-criação. Categorizar apenas como um afastamento do que fizeram no passado seria uma declaração banalizadora, pouco elaborada. Como é de esperar, a banda está oferecendo algo novo de si, a se analisar cuidadosamente em seu próprio estado isolado, sem comparações. O JoC tem feito sucesso até hoje, por serem tão bons no que fazem, não importando se o estilo musical já existia até certo ponto. Eles conseguem re-interpretar estilos de forma tão confidente e competente que chega a soar pioneiro. Eles nunca trabalharam algo que já não fosse popular para época em que o cd associado foi lançado, logo não estão se esforçando para reavivar estilos, ou propor algo nunca inventado, mas é a maneira como eles recriam estilos que os confere esta marca particular, que é algo divisório, como sempre pareceu ser desde, digamos, Much Afraid. Parabéns sempre para JoC por ampliar cada vez mais sua experiência, sempre únicos, inesperados e estimuladores do pensamento. Espere por boa música, nova e interessante.
Juca-de-barro
Earthen Vessels
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Site Metal Blessing publicou resenha do Underdot Vol.1
Publicada por RenatoCavallera em 28 de Junho de 2008 às 16:27:02 na categoria Reviews de CDs
Um dos maiores sites de Rock Cristão, o Metal Blessing, publicou recentemente uma resenha do álbum virtual Underdot oferecido gratuitamente pelo dotGospel na integra para download. Confira uma pedaço:
Underdot é uma coletânea de bandas brasileiras. Já podemos adiantar que é, de fato, uma proposta fantástica! E além de fantástica, é uma alavanca sem igual para os participantes se firmarem na cena musical. Um verdadeiro empreendimento, que merece mais do que a atenção neste review, merece entrar nos seus ouvidos, de fato! Neste volume I, constatamos uma grande predominância do Rock Alternativo entre as sonoridades das bandas.
Destaques e surpresas agradáveis se sobressaem com esta face "Alternativa", como os catarinenses do...
Para terminar de ler a resenha, acesse o site do Metal Blessing.
A equipe do dotGospel agradece muito ao site e ao usuário Anberlin que escreveu a resenha.
RESENHA: Demon Hunter - Storm The Gates of Hell
Publicada por RenatoCavallera em 08 de Abril de 2008 às 19:14:43 na categoria Reviews de CDs
Já se passou cinco anos desde que a banda Demon Hunter lançou seu primeiro álbum. Neste período o grupo conquistou espaço entre as melhores bandas do Metal/Hardrock, do cenário musical secular e cristão. Com três discos lançados o reconhecimento cresce, as vendagens de cd’s são significativas, isto é, um ótimo resultado para um estilo que não é focado para massa, mas para seletos ouvintes.
Caracterizada por um estilo agressivo nos instrumentos e por um vocal que equilibra agressividade e a balada, a banda vem se aperfeiçoando, resultando assim na aquisição de novos admiradores e o imenso reconhecimento da critica musical.
"Storm The Gates Of Hell" é o mais recente disco do grupo e o melhor produzido. As faixas foram perfeitamente colocadas em ordem, o que não deixou os ouvintes entediados ou até mesmo enjoados pela mesmice que muitas bandas querem disponibilizar para seus fans.
Destacamos no disco a faixa que intitula o álbum, Storm The Gates Of Hell que mistura a velocidade das batidas e os gritos, os quais só encontramos com o Demon Hunter. Contudo, o grupo neste disco foi mais comedido na agressividade excessiva de trabalhos anteriores, pois disponibilizou mais vocais entoados suavemente com o hardrock, deixando mais nítidas as mensagens transmitidas. Nisso, separamos a trilha Lead Us Home.
Sixteen e Fading Away é a demonstração clara da intensão da banda em ser mais aceita no mercado fonográfico, ou seja, canções mais aceitáveis no mercado e mais acessíveis a aqueles que não são puramente fãs do estilo. Todavia, esse novo sentido não afastou a continuidade do trabalho que há anos é feito com perfeição.
Muitos não concordam com a nova caminhada do grupo nesse novo disco, pois apesar de permanecer com o ritmo veloz e “brutalidade” nos vocais em algumas faixas, poucas, ou seja, o que prevaleceu foram as baladas. Trilhas mais ritmadas foram o que caracterizou a compilação, por isso separamos Carry Me Down uma canção com batidas rápidas e um vocal calmo, sem exageros, rock and roll simplesmente.
Entretanto, a faixa que mais brilho foi Thorns, trilha que você repete quantas vezes possível e não consegue descartar. Canção que sem dúvida está entre as melhores já produzidas pela banda. Sem exageros, piano misturado a batidas e vocais bem executados.
Enfim, Demon Hunter é um dos grandes destaques do Metal e Hardrock no mundo, absorveram profundos elogios pela crítica especializada, inserindo-os na lista da melhores bandas de seu estilo.
É complicado buscar entendimento razoável nas letras das canções, mas saibam que o amor, alegria e luta são as mensagens constantemente citadas pelo grupo. Deus é citado, mas de forma poética, não muito clara, contudo, com um bom e razoável interprete conseguimos perceber que a mensagem de Deus jamais foi esquecida.
Assim como diversas bandas, que tem seus integrantes cristãos e são citadas principalmente nesse seguimento, mas preferem se afastar desse rótulo, o Demon Hunter preferiu momentaneamente não se abster desse título mercadológico e, prossegue em se preocupar, fazendo rock e cantando com inspiração em Cristo.
"Storm The Gates Of Hell" tornou sem dúvida alguma um dos melhores lançamentos do cenário metal dos últimos anos, tanto no meio secular e principalmente no lado cristão. Se chegará ao Brasil? Pensem se bandas mais aceitáveis no nosso país não tem seus discos aqui vendidos, ainda mais do Demon Hunter, que tem seu estilo musical muito reprimido! Oremos.
Por: Ederson dos Reis
Contato e sugestões: ed19br@gmail.com
Se você também quer ter uma resenha de álbum publicada aqui no dotGospel, envie o texto para oi@dotgospel.com.
Compare preços de CDs de Demon Hunter
Anberlin Vs Relient K
Publicada por dan em 12 de Junho de 2007 às 14:43:57 na categoria Reviews de CDs
Inicialmente, gostaria de destacar o novo estilo de redação para as resenhas de álbuns, serão dois discos e uma análise, aproximarei e transformarei em um embate entre eles, mostrando os pontos em que cada um se destacar paralelamente às linhas negativas. Chegando ao final um vencedor. Por exemplo: letras e melodia. E assim por diante.
Espero que tenham entendido.
Nesse mês, dois grandes nomes da Christian Music estão em xeque. Com lançamentos em fevereiro e março, são eles Anberlin e Relient K. Estilos diferentes, contudo produções da qualidade inquestionável.
Clique em Leia Mais para continuar.
Anberlin, com três discos lançados, sentiu o gosto do reconhecimento com seu segundo disco, em 2005.
| Relient k, cinco trabalhos nas lojas, mostraram-se para a mídia com seu terceiro disco, em 2003.
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Pode ter sido estranho ler uma resenha neste estilo, contudo a intenção foi instigar a mente de todos conhecerem trabalhos que dificilmente chegarão às lojas brasileiras.
Neste embate, ficou difícil encontrar deslizes que fariam uma produção não ser boa e encontrar um vencedor. Anberlin procurou incrementar sua compilação de discos com um trabalho sincero e bem produzido. Já Relient K foi mais tímido, contudo apresentou um álbum sem enjôos, punk com destino específico, por isso, mas que não fizeram vencer este pequeno embate.
Assim, o vencedor dessa “fantasia” de embate é a banda Anberlin, com uma pequena vantagem. Mas, não pense que Relient K deixou a desejar, foram corretos e demonstraram que a música cristã está e sempre estará bem servida de excelentes músicos. Anberlin 9,8 Vs 9,4 Relient K. (deixem seu vencedor com a nota atribuída).
Por Ederson dos Reis Bastos
Críticas e sugestões: ed19br@gmail.com
Anberlin
1. Intro
2. Godspeed
3. Adelaide
4. A Whisper And A Clamor
5. The Unwinding Cable Car
6. There Is No Mathematics To Love A
7. Hello Alone
8. Reclusion
9. Alexithymia
10. Inevitable
11. Dismantle.Repair.
12. (Fin)
13. Uncanny
14. There is a light that never goes dope
15. The promise
Relient K
1. Pleading the fifth (a_cappella)
2. Come right out and say it
3. I need you
4. The best Thing
5. Forgiven
6. Just have done something right
7. Give until theres nothing left
8. Devastation and Reform
9. Im taking you with me
10. Faking my own suicide
11. Crayons can melt on us for all I care
12. Bite my tongue
13. Up and up
14. Deathbed
15. Up And Up Acoustic
Portable Sounds / Toby Mac
Publicada por webmaster em 27 de Fevereiro de 2007 às 16:57:05 na categoria Reviews de CDs
Portable Sounds / Toby Mac
Este ano Deus nos proporcionará adquirir grandes álbuns e o mês de fevereiro é o marco inicial para isso. Assim, e já antecipando um pouco a expectativa de todos, estamos aguardando lançamentos de bandas como: Relient K, P.O.D., Project 86, Third Day, EveryDay Sunday e dentre outros grandes grupos. Contudo, este inicio de ano parece ser o grande destaque de 2007, pois, Toby McKeehan retorna depois de dois anos do seu segundo sucesso “Welcome Deversity City” em 2005.
Pode assim dizer que Toby Mac tornou-se, sem dúvida alguma, um dos artistas cristãos mais conhecidos das últimas décadas no mundo. Ele é membro do grupo, quase extinto, Dc Talk, banda que nos anos 90 foi primordial para renascimento do rock cristão, a qual depois da separação dos seus membros permanece inerte. Toby Mac que foi o celebro do grupo permaneceu firme nos seus estilos musicais, com sua criatividade e dedicação fizeram de seus álbuns solo sucesso em críticas e vendas. Ou seja, em todos os seus discos ele tentou enfrentar seus próprios limites e expandir seus horizontes musicais. Ele conseguiu.
Todavia, “Portables Sounds” é o disco mais maduro do artista, canções diversificadas e alegres advindas da mistura Rock, Hip Hop, Eletronic, Rap e Funk. Este novo trabalho conseguiu conglomerar os mais diversos estilos musicais de Toby Mac, sendo moldadas com a habilidade de um grande compositor. As trilhas foram listadas na seqüência ideal para que todos curtam na maior intensidade possível. A primeira faixa “One World” é divertida, incrementada presença de vocais femininos em perfeita harmonia com as batidas, característica básica de Mac. Foi o single que Toby destacou neste álbum, feita para ser sucesso nas rádios. No mais, um detalhe que podemos destacar neste álbum, predominância da guitarra (Riffs fortes) e a conjuntura melodicidade do pop/rock. Em seguida destacamos “Made to Love” toques mais simples e suaves, o que nada se compara a “Boomin'”e “Ignition” as quais significam uma seqüência ao disco de estréia, “Momentum”, um rock diversificado e veloz. “I'm For You” e “Suddenly” balada pop/rock. O detalhe de todo o trabalho é que não se percebia este estilo em discos anteriores do cantor e, assim como “Face Of The Earth / Chuck” tiveram um som experimental e bem executada. Sem exageros.
O álbum é cheios de brincadeiras, ao final da “Boomin'” temos a “Opera Trip Interlude” vocal lírico com fundo musical HipHop. Ainda, a faixa “Hype Man (truDog '07)” em que o filho de Toby, Truett, o qual fez participação desde do primeiro disco do pai, fez a canção mais bem trabalhada de sua pequena carreira, claro ele está crescendo. “Mr. Talkbox Interlude” esta brincadeira com certeza tirará sorrisos de muitos. Brincadeira sobre a caixa postal telefônica de Toby. E claro, não podemos esquecer da participação especial de Kirk Franklin na trilha “Lose My Soul”, faixa que finaliza o disco com um ar de louvor e agradecimento a Deus, com estilo.
Toby estar mais confiante, fez deste trabalho um instrumento de divulgação do amor de Cristo. Forte liricamente e divertido nas batidas. Um álbum que não deixa seus fãs decepcionados, estilo agressivo e na mesma proporção tranqüilo. É sempre um deleite ouvir coisas novas desta mente criativa, assim como o prazer em indica-lo a todos. Assim, isso que movimentará o disco ao topo em sucesso de vendas. No mais, não sabemos se algum dia esse estará a venda pelo Brasil, porém, depois do brilhante desempenho do cd “Welcome Deversity City” é bom não ficarmos surpresos se assim encontrarmos em lojas.
Por Ederson dos Reis
Sugestões e mais criticas; ed19br@gmail.com
- One World
- Made to Love
- Boomin' / Opera Trip Interlude
- I'm For You
- Face Of The Earth / Chuck @ Artist Development Interlude
- No Ordinary Love
- Ignition
- Hype Man (truDog '07)
- Suddenly
- All In / Mr. Talkbox Interlude
- Feelin' So Fly
- No Signal
- Lose My Soul
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Reviews: Switchfoot / Oh! Gravity
Publicada por webmaster em 14 de Janeiro de 2007 às 22:09:37 na categoria Reviews de CDs
Era de se esperar que depois do lançamento do disco “Nothing is Sound” a banda Switchfoot não iria demorar em liberar mais uma compilação de inéditas. Não deixariam o mercado enfraquecer. Neste sentido, e um ano após seu último disco, chega às lojas em 26 de Dezembro de 2006 o novo álbum do grupo, intitulado “Oh! Gravity”. Sexto trabalho de uma das maiores bandas cristãs da atualidade, respeitada no cenário secular e cristão na mesma proporcionalidade. E que podemos nos justificar com as várias apresentações do grupo em importantes programas televisivos, canções em trilhas sonoras de filmes e séries e as vendas de milhões de discos pelo mundo.
Switchfoot é exemplo de dedicação ao rock cristão, sempre estiveram valorizando este selo de banda cristã e nunca deixaram que as vendas e o sucesso com a entrada no mainstream os afastassem disso. Deus os abençoou e assim continua.
Assim, o novo trabalho diferentemente dos álbuns anteriores, “Oh! Gravity” se caracteriza pela nova roupagem musical da banda, ou seja, agressividade dos instrumentos e vocais. Melodias mais simples e rápidas, as quais não se aprofundaram nas melodias dos discos “The Beautiful Letdown” e “ Learning To Breath” . Percebe-se uma linguagem mais forte e relacionada à política e ao materialismo, deixando os temas de amor e espiritualidade abafados. Contudo, este afastamento dos temas que antes foram pilares de quase todos os discos da banda é justificável, sempre em algum momento bandas com renome tentam se reinventar musicalmente, apresentando materiais mais diversos.
Todo trabalho é muito bem produzido, com canções diferenciadas nas melodias que não nos deixam enjoados depois de escutá-las várias vezes. A primeira faixa intitula o álbum, “oh! Gravity”, rápida com batidas simples e com um vocal mais agressivo, impondo-se em relação aos instrumentos. Ela assim diz em seu refrão; “Oh! Gravidade! Por que não podemos manter juntos? Filhos de meus inimigos, por que não podemos mantê-la junto? Por que esta tragédia?”. “American Dream” e “Amateur Lovers” seguindo a nova roupagem dos vocais, as guitarras são utilizadas nos mais diversos tons, um rock muito bem executado. Esta canção sai da mesma forma da primeira trilha. “Dirty Second Hands” é a melhor faixa do álbum, diversificada e visivelmente agressiva, simplificada pela ótima produção. Essas primeiras faixas são as que representam o novo caminho do Switchfoot.
Considerando aquelas canções como “I Dare You To Move”, “Learning To Breath”, “You”, “Company Car” e etc, as novas músicas não conseguem identificar o verdadeiro Switchfoot. Passam perto com a faixa “Circles”, mas infelizmente nada de se comparar há quatro anos atrás e os mais de dez anos de carreira do grupo. Quiseram acrescentar algo frenético ou muito empolgante nos shows, uma alegria maior, mas esqueceu-se que Switchfoot é mais do que simples pulos ou gritaria, acredita-se que seja sentimento. “Faust, Midas And Myself” e “Yesterdays” foram feixes de luz que esperávamos deste no trabalho, baladas sem exageros, mas são solitárias quanto à musicalidade.
Enfim, ainda restou a canção “Revenge” uma trilha bônus que não acompanha o disco, exclusiva para compra on line. Acústica e que indevidamente ficou de fora do álbum, uma balada bem aconchegante.
Todavia, não pense que o disco é ruim ou falta criatividade, nada disso, “Oh! Gravity” representa um rock alternativo de boa qualidade. Contudo, para o que representa a banda Switchfoot não chegou a ser o melhor do grupo. Faltou brilho, e aquelas faixas mais apaixonantes, mas é claro, o disco pode ter tido seus momentos e algumas intenções boas, mas não é provavelmente o melhor álbum do grupo. E ainda, o mais importante, a sempre e perfeita poesia de Jon para falar do amor de Deus, apesar de que a trilha “Let Your Love Be Strong” nos leve a pensar que ele assim quis fazer “... Deixe o mundo cair distante... todos meus descansos da vida em cima do amor, o qual criou cada respiração que me foi entregue”, mas não convenceu. Liricamente todo disco é estranho e sem um pouco de nexo em suas mensagens.
Para o rock cristão é um grande lançamento de 2006/2007, em contrapartida para o Switchfoot é um pequeno deslize, que acredito não valeu a pena deixar seus pilares ruírem. “Nothing is Sound” está disponível para a compra no Brasil. “Oh! Gravity” pode demorar um pouco mais a chegar.
Por Ederson dos Reis
Sugestões e criticas – ed19br@gmail.com
- Oh! Gravity.
- American Dream
- Dirty Second Hands
- Awakening
- Circles
- Amateur Lovers
- Faust, Midas, And Myself
- Head Over Heels (In This Life)
- Yesterdays
- Burn Out Bright
- 4:12
- Let Your Love Be Strong
- Revenge (bônus Track)

Selo: Prata.
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Cut & Move / Day of Fire
Publicada por webmaster em 10 de Novembro de 2006 às 10:17:26 na categoria Reviews de CDs
Agora, em junho de 2006 Day of Fire lança sua segunda compilação com músicas inéditas, intitulado “Cute & Move”, esse álbum marca a crescente e moderna evolução musical que o grupo está passando. Todos os fãs do grunge/rock e amantes do rock and roll e, que são influenciados por Audioslave e Nikelback perceberão a qualidade de todos os integrantes neste novo disco.
O cenário do rock cristão estar se aperfeiçoando, não limitando tão somente à bandas com renome, Day of Fire é a comprovação disso, sem muitos anos de estrada, mas com uma nítida e confiável forma de adorar a Deus. “Cute & Move” é forte e notável, não apela a instrumentos ou computação sem importância, fazendo assim aumentar velocidade das canções com um som “cru”, utilizando para isso guitarras com riffs “poderosos”.
A primeira faixa “Love” em poucas palavras “...quando está em mim eu grito, onde está o amor?/me ultrapassando, onde está o amor?/grito para fora de mim, onde está o amor?. Assim como todas as trilhas, as guitarras foram o alicerce para o sucesso geral do álbum, Greg Hionis e Joe Pangallo (guitarristas) foram audazes ao utilizarem todos os seus dons, criatividade e inspiração para o rock. Já o vocal Josh foi capaz de traduzir a liberdade de criação do grupo, ele foi seguro e não falhou. E para quem conhece o grupo Audioslave poderá comparar e perceber as semelhanças entre as duas.
O tempo total do disco não chega aos 40 minutos, faixas curtas em minutos e velozes em sonoridade. A segunda música “Run” poderia expressar e explicar tudo isso. Peso nos vocais e agressividade nos instrumentos. Simples como deve ser feito no rock. “Hole in my Hand” percebe-se o interesse de transmitir a mensagem de Deus, por mais que sua letra não seja muito clara. A banda tomou uma iniciativa que muitas bandas cristãs tem seguido, linguagens para todos os segmentos da sociedade, sejam; no segmento cristão ou no secular. Nessa canção as batidas são mais suaves, típica balada, mas com muito estilo. E, seguindo a mesma musicalidade “Cut & Move” que intitulou o álbum, nela as guitarras foram os pesos necessários para a execução de um rock and roll genial, riffs e pequenos solos apimentaram a canção. “Wake Me” tem o mesmo peso, em seu refrão as batidas simples não se perdem; “...me desperte quando isto acabar”.
No mais, essas canções iniciais, por si só, foram necessárias para compreender todo este álbum. Uma produção capaz de caminhar e não se perder. Sendo assim, todo disco representou uma aproximação as fãs seculares, mensagens não tão diretas, porém claras em seu significado, “Hole in my Hand” justifica-se ao dizer: “...com um furo em minha mão, e uma força em meu carrinho/com uma chama em meu coração, e outra vez em mim uma queimadura". A subsequente “Regret” o ritmo cai, porém, a sonoridade permanece, forte. “Far & Gone” continua a batida rápida, deixando que as guitarras se destaquem.
"When The Light” é a mais lenta e melódica do trabalho, ela diz: "... quando brilhar a luz em minha face para o mundo, e se tornar assim pequena/quando a noite me encontrar nesta maneira, eu sei, eu não estou sozinho/quando a luz brilhar em minha face...". Agora, para encerrar o disco “Frustating” e “Reborn” essas faixas finalizaram com brilhantismo, caracterizando-as pelos muitos solos de guitarra, gritos e batidas fortes de bateria, tudo isso deu um movimento harmônico e rapidez as trilhas.
Enfim, todas as canções foram executadas com substâncias necessárias para serem destaques deste ano. Músicas executadas com simplicidade e envolvidas em batidas certas, o que não as deixaram enjoativas. Uma capa que também chamou a atenção pela criatividade, utilizando o símbolo da banda para estampá-la, sem ser árduo.
Assim, todos aqueles que escutaram e adquiriram o primeiro álbum do grupo e em conseqüência disso aguardava pelo seu subsequente, não se decepcionou. Rock and Roll com produção de qualidade. “Cut & Move” e seu anterior já estão a venda no Brasil e será um ótima compra, sem dúvida alguma.
Por Ederson dos Reis Bastos
Sugestões e qualquer dúvida – ed19br@gmail.com

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Faixas
1. Love
2. Run
3. Hole in my Hand
4. Cut & Move
5. Wake Me
6. Regret
7. Far & Gone
8. When The Light
9. Frustating
10. Reborn
Selo .gospel:
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Good Monsters / Jars Of Clay
Publicada por leone em 26 de Outubro de 2006 às 22:17:36 na categoria Reviews de CDs
Em 95, foi intitulada banda “alterna-folk”, devido a seu álbum de estréia 'Jars of Clay'. Em 99, 'If I Left The Zoo' oferecia desde experimentos 'retrô a la Beatles' a rock alternativo. Os trabalhos mais recentes foram relativamente 'suaves', incluindo um cd acústico de estúdio, 'Furthermore: From the Studio', uma turnê acústica, sons bluegrass e country-folk em 2003, com 'Who We Are Instead' e um cd de hinos re-interpretados, 'Redemption Songs', em 2005.
No entanto, é o lançamento de seu 7° álbum de estúdio, “Good Monsters”, que finalmente eleva o ecletismo estilístico da banda ao foco comercial e astutamente criativo.
Desde antes de seu lançamento em 05 de Setembro, já era considerado o melhor álbum do ano pela revista CCM Magazine. Certos de que eles não estavam enganados com esta definição, a publicação saiu imediatamente, acreditando ser este um lançamento histórico para a música cristã. Todos os seis membros da equipe de edição concordam que este é o álbum mais profundo lançado nos muitos últimos anos pela comunidade cristã. A revista dedicou 7 páginas ao cd em sua edição de Setembro, incluindo a página do editor. Considerado pelo veterano jornalista de música Brian Quincy Newcomb, como o melhor cd da banda e o mais inteligente cd cristão, de maior apelo musical e conceitual que ele já ouviu durante muito tempo, portanto deu nota A+, depois de muitos anos sem dar esta nota a algum cd e diz: “rock sem sacrificar a inteligência e profundidade do gênio lírico poético de Dan Haseltine”.
“Eu sei o que você está pensando - O álbum decisivo da carreira do Jars of Clay foi seu álbum de estréia, extensamente distribuído (Jars of Clay Self-tittled). Por 10 anos, eu pensei a mesma coisa... até ouvir o novo trabalho ‘Good Monsters’. “Jars of Clay me impressionou muitas vezes ao longo dos anos, mas minha opinião final é esta: ‘Good Monsters’ é a primeira obra-prima da banda. Não é apenas um passo além de qualquer coisa que o Jars of Clay já tenha feito liricamente e musicalmente, é um salto além. Acredito que este não será apenas um álbum que definirá a banda, já no estágio em que se encontra, mas será também um dos projetos mais importantes na história da música cristã.” Editor da CCM, edição Agosto.
O que torna este cd particularmente muito impressionante, é que além de trazer músicas muito bem projetadas e cativantes, “Good Monsters” ainda explora assuntos pessoais, temas sociais e teológicos com maior profundidade do que em qualquer outro álbum do Jars of Clay.
Charlie Lowell, tecladista da banda, diz: “Sinto como se tivéssemos escrito este cd mais para nós mesmos, do que para o nosso público, na esperança de que se estas canções mexerem comigo e com a banda, certamente irá repercutir entre pessoas de nossa idade, que estão passando pelas mesmas coisas, ou tentando viver de maneira similar a nossa”.
Dan Haseltine, vocalista e compositor, fala sobre o álbum: “Há maior urgência nestas canções. Há mais honestidade. De certa forma, colocamos mais peso em discussões mais relevantes, das quais nos mantivemos fora, durante muito tempo. Abordagens sobre relacionamentos e justiça social, no entanto reconhecendo que nós não temos que ser a voz da igreja”.
Ao mesmo tempo, grande parte do conteúdo lírico em “Good Monsters”, partiu de emoções muito íntimas. “Bem no começo, tive uma conversa com Matt sobre as letras, sobre como algumas das faixas focavam em uma quantia de emoção muito pequena”, Dan continua “o Jars tem tentado ao extremo focar em algumas idéias de grande abrangência. Quando escrevemos nossas canções, as letras podem tender a algo muito superior e esta estação representou ficarmos mais confortáveis em não compartilhar o todo da extremidade dianteira ou da extremidade posterior da história, compartilhando no entanto, o momento em que você está.”
Durante um tempo, de maneira crescente, a banda estava se sentido desconfortável com seu papel, observado como um tipo de porta-voz dos cristãos. “Penso que temos sido uma banda que, seja por auto-indicação ou por circunstância, teve que ser a voz da comunidade cristã”, diz Haseltine. “Após agir desta forma por um bom tempo, você começa a sentir que é assim que você deve escrever, pois você acaba forçado a entrar nesta perspectiva e começa a ter que apresentar um contexto para toda afirmação que você faz. Para todas as letras, é como se tivesse que ter um tipo de correlato bíblico. O que acabei percebendo é que não é assim que eu vivo a minha vida; não é assim que nenhum destes caras vivem suas vidas. Nós passamos por lutas. Cometemos erros. Eu cometo erros. Quando escrevemos apenas canções que podem apresentar um contexto, um argumento para algo, desta forma não estamos de fato compartilhando estes momentos.”
Steve Mason, guitarrista, acrescenta “Estamos tentando trazer para a música o peso e autoridade totais do evangelho. Há uma tendência de se condensar as Escrituras, principalmente o que Davi disse; pegar o Salmo 119 e condensá-lo a alguns momentos de crise. Porém houve vários momentos tristes, várias trevas que ele havia entrado, mas, por ser um homem segundo o coração de Deus, ele pediu coisas que poderiam ser consideradas questões insensíveis de Deus, pelos padrões atuais. Acredito que o Evangelho possui implicações muito mais intimidantes, se realmente acreditamos nisso até a morte - que Deus verdadeiramente vai nos ressuscitar dos mortos. Há implicações que alcançam pontos mais distantes, que nós raramente acessamos e raramente nos permitimos acessar.”
“Good Monsters”, completamente produzido pela banda, foi gravado à moda antiga, com a banda toda no estúdio, tocando as canções em uma única tomada. A banda fez algumas pré-produções, escreveu as canções tempos antes e investiu mais tempo ensaiando juntos, para então entrarem no estúdio. As músicas foram gravadas uma a uma e o material completo de todas as músicas foi finalmente coletado. O resultado é uma coletânea marcante de modern rock, com influências 80's e indie, bem salpicado com faixas cuja melodia é suave, que fixam na cabeça à primeira ouvida.
Mason diz que o retorno ao rock “lhes pareceu muito certo”, e disse que “Good Monsters” demonstra os benefícios de se tocar materiais mais suaves por alguns anos.
“Você aprende o seu instrumento e passa a conhecer a sua habilidade, mas ninguém de fato diz a você como se deve ouvir”, diz Mason. “Parte deste tempo foi para aprender a ouvir e a se dedicar a cada música melhor. No passado, nos sentimos obrigados a dosá-las com vários elementos e agora, considero que estamos bem quanto a nos privarmos e deixar os instrumentos falarem e os momentos serem o que são, para experimentá-los em seu devido tempo”.
“Eu não estava certo sobre como todas as experiências dos últimos anos se traduziriam na música”, Haseltine compartilha. “Tem acontecido tantas coisas para se ver e descrever. Parte deste cd é uma confissão, parte é um poema eufórico de amor, parte é como um amargo divórcio e parte é a graça divina. Nasceu de muitas experiências e conversas entre vícios, erros, amantes, solitários, cristãos e mendigos. Portanto a linguagem de restauração e o discurso honesto sobre as nossas tentativas de vivermos distante de Deus e longe uns dos outros, é um contexto musical. Unir pessoas que estão fazendo o trabalho duro de entregarem as suas vidas ao próximo e evitar a isolação, permitiu-me ver que há uma mistura de um mal imensurável e de um bem insondável por debaixo de minha própria pele e é esta Graça, Misericórdia e Liberdade que me permitem não ser simplesmente um monstro, mas um bom monstro”.
Nas três primeiras semanas após seu lançamento, o disco já vendeu mais de 35 mil cópias, número que se torna ainda mais interessante, quando associado à campanha que a banda abraça com a empresa Coca-Cola, que estendeu sua iniciativa durante todo o inverno americano, atendendo ao chamado global em favor de água limpa para as comunidades africanas. A Coca-Cola está doando 1 (um) dólar, para cada cópia de “Good Monsters” vendida neste período, o que deve somar até $100,000. Eles esperam encorajar outras corporações, para conseguirem chegar a este total. O objetivo é chegar a $300,000, para projetos pro-água.
Com 11 canções originais e um cover do hino de Julie Miller “All My Tears,” “Good Monsters” ainda traz contribuições brilhantes de alguns convidados inspiradores: Kate York, cantora e compositora de Nashville, participa de forma extraordinária em “Even Angels Cry” e ela, que antigamente era da banda Sixpence None the Richer, Leigh Nash, canta em “Mirrors and Smoke”, enquanto isso “Light Gives Heat” traz um coral de crianças africanas.
Sobre arte visual, o design dos cds do Jars sempre têm muito a analisar. Desta vez, foi o já conhecido Jonathan Richter (SNTR Best of), o responsável pela concepção, direção de arte e ilustração dos impressos de “Good Monsters”, com foto de capa de Wolf Hoffman. A inspiração da capa veio da comédia 'Monty Python and the Holy Grail' [ver detalhe no site http://www.jonathanrichter.com/]. Richter utilizou características minimalistas, com esquema de cores contrastantes de verde-maçã claro e tons escuros, também visto no make-up e figurino da banda, retratando um lado sujo, monstro do ser humano. Visual disperso, caracterizando uma nova simplicidade, limpa, modernizada. Aparentemente a preocupação da gravadora foi tornar o encarte o mais economicamente viável possível, o papel em si é bem simples, poucas páginas, poucos detalhes, porém vários pequenos erros nas letras podem ser encontrados e a fonte é muito pequena. A resolução da foto de capa está melhor que das fotos internas.
“Work” foi o primeiro single no meio secular, disponibilizado para as rádios convencionais (CHR) em 23 de Junho e online (AC) em 7 de Julho.
Estrategicamente, lançaram no meio cristão “Dead Man”, que chegou ao Top 10 nas rádios CHR com 7 semanas apenas e estava subindo rapidamente nos charts de rádios AC também. Na Billboard, o álbum emplacou a posição #58 no Top 200, enquanto nos charts específicos, emplacou #8 no Top de Álbuns Digitais, #2 de Álbuns Independentes e #3 de Álbuns Cristãos.
A banda também produziu vídeos de “Good Monsters” e “Work”, que já podem ser visualizados no site oficial e estão disponíveis no youtube (Good Monsters e Work).
“Entramos no tanque cinco vezes para gravações do vídeo (contando com a elevação adequada da água) se não subisse corretamente, tínhamos que sair do tanque... secar os instrumentos, secar as roupas, secar o cabelo... refazer a maquiagem... passar as gravatas... limpar as lentes... entrar no tanque e fazer tudo de novo... Foi o vídeo mais divertido que eu já fiz durante um bom tempo, apesar de que o vídeo de “Good Monsters” foi muito divertido também. Levou aproximadamente 9hs para finalizar este vídeo. Tivemos que boiar o tempo todo... bebemos muita água suja do tanque. Eu ainda devo morrer por ter ingerido algo naquelas gravações... temos apenas que esperar para ver. A idéia de fazer apenas uma câmera tornou as gravações problemáticas, pois não poderíamos editar entre uma tomada e outra... tivemos todos que fazer tudo certo ao mesmo tempo... não foi fácil de coordenar. De qualquer forma, foi muito válido.” diz Dan, sobre a gravação do vídeo de Work.
Nos novos vídeos aparecem também o novo Baixista, Gabe Rushavul e novo Baterista, Jeremy Lutito, que se uniram à banda, nesta nova turnê.
No início da turnê, a banda estava tocando com Leigh Nash, que infelizmente se afastou por assuntos familiares e agora a banda está viajando apenas com Matt Wertz (dados da turnê no site oficial)
“Good Monsters” vai fundo musicalmente e emocionalmente, oferecendo doze faixas-clímax de rock que conseguem tanto animar, quanto acalmar.
1. Work
Desde os primeiros momentos elétricos da faixa controversial que abre o cd “Work”, já é possível perceber que a banda assumiu um caminho diferente com este projeto e seu prazer em ir além é contagioso, espalhando honestidade e liberdade fresca, sobre cada faixa seguinte. Uma abordagem honesta da escolha do homem de se isolar e não criar situações de relacionamentos e crescimento, ao passo que nos prendemos em “espaços vazios”, sozinhos, nos propomos a uma perda daquilo que encontramos dentro dos relacionamentos.
“O evangelho não nos chama para vivermos nossas vidas individualmente, mas o individualismo e o isolacionismo deram um jeito de entrar em nossa idéia sobre o que seria uma vida Cristã digna - que ela é cheia de momentos de silêncio, onde estamos a sós com Deus. (...) percebo que estou sozinho ali, usando meu próprio conhecimento ao invés de tentar viver livre em comunhão com as pessoas. (...) Quando você está viajando, você se dá o luxo de ter um certo nível de isolação. Logo quando começamos a banda, eu era uma espécie de negociante, o contato entre a banda e a gravadora. Então de certa forma criei esta imagem, onde o motivo para eu não me relacionar bem com as pessoas e para não querer sair com elas, era por que eu tinha que lidar com toda a parte de negociações da banda. O que acabou se tornando nesta espécie de mentalidade-vítima. Mas também se tornou em uma ótima desculpa, para não ser conhecido de verdade, para não permitir que as pessoas entrassem em meu mundo. (...) E esta é uma voz crítica, repugnante e confusa na maioria das vezes. Eu sou minha própria pior estação de rádio, dizendo constantemente a mim mesmo, aquilo que eu quero ouvir - e trazendo métodos criativos para fazê-lo.”
2. Dead Man {carry me}
Misturando a sensibilidade do rock antigo, com uma pulsação poppy, intelectualismo e tendência britânica, a ritmada “Dead Man (Carry Me)”, eleva o cd e ao mesmo tempo intriga com versos como “Acordei de um sonho sobre um funeral vazio/ mas estava melhor que uma festa cheia de pessoas que eu de fato não conhecia”, que Dan explica “Eu fui a um funeral e estava lá sentado; foi um evento incrível, pois pessoa após pessoa se levantava e descrevia o defunto e você podia perceber que aquelas pessoas realmente o conheciam. E naquele momento, tive uma crise, 'quem me conhece? Quem se levantaria em meu funeral para dizer aquelas coisas por mim?' Eu não sabia e não conseguia pensar em ninguém. Então fui às pessoas que estão próximas de mim e minha perspectiva estava um tanto distorcida, pois tenho uma sensação de que as pessoas me conhecem bem menos do que eles pensam que realmente conhecem. Minha própria família, muitas vezes ficarei surpreso quando vir o que eles sabem sobre mim. Mas, na maioria das vezes, tenho uma sensação de que eu vivi uma vida protegida e eu reconheço que há muita tolice e um vazio nisto. Logo, especialmente esta parte da letra era uma forma de dizer ‘eu não sei o que é melhor - não ter ninguém para ir ao meu funeral, ou ter várias pessoas que não me conhecem’. Steve concordou para reforçar que “tudo isto estava disposto em um pano de fundo musical com uma guitarra bastante envolvente!”
3. All My Tears
Em destaque no cd, a banda faz um cover enriquecedor de “All My Tears”, de Julie Miller, que por muito tempo já vinha cantando em seus shows. “Esta foi uma música que assustava tentar fazer. Achamos melhor adaptá-la para torná-la um pouco mais rock e ficamos muito receosos, pois queríamos honrar como esta música fora originalmente escrita, o cantor e escritor Mark Heard e Julie, que passou por tanta dor crônica em sua vida. Todos estes aspectos vão com a música e quando concluímos, achamos que ela ficou muito boa, mas foi realmente assustador fazê-la desta forma. Buddy Miller, marido de Julie, um aclamado guitarrista e compositor, veio ao estúdio, todos se reuniram e tocamos a música para ele. Ele amou e disse: 'Para Julie esta música será um grande presente'. Isto permitiu que tivéssemos mais confiança com relação à música”.
4. Even Angels Cry
“Even Angels Cry” contribui com um momento de transição para outro humor presente no cd e tem participação de Kate York, de Nashville. Esta música deixa pra mim uma idéia de conforto que vem de alguém querido, tentando lembrar que apesar de todo o sofrimento, não é preciso se preocupar, se você está mal, desesperançoso, com medo, você não é único em seu sofrimento, todos sofrem, erram, precisam de ajuda, de pessoas, de amor, de milagres, de conforto... Gosto de ler “anjos” na música como “humanos”, “meu próximo”, “meu igual”, como se alguém dissesse à outra pessoa que está tudo bem expressarmos a nossa humanidade, quando as paredes estiverem caindo. O termo “anjo”, para mim, é uma figura usada para dizer à “irmã” (que assume o lugar de qualquer pessoa querida, amigo, amiga, irmão, pai, mãe...), que é normal se ela se encontrar em uma situação desesperadora e preocupante. A tendência é sempre pensar em anjos como seres invisíveis romantizados, que aparecem nas músicas cristãs ou seculares, quando a Bíblia os descreve como seres poderosos, que fazem parte de uma milícia celestial, ou são mensageiros a serviço de Deus. É uma poesia muito frágil e humana para mim, os sofrimentos abordados, o desespero da sobrevivência, as portas fechadas que encontramos na vida, o cansaço, o desgaste, a solidão, as pessoas queridas distantes, esquecidas, abandonadas, sem identidade. No meio de um campo de guerra, ali existe cada um por si, mas todos são seu próximo, todos são companheiros numa luta por sobrevivência, você vai querer ouvir de qualquer pessoa algo que alimente sua esperança, ou mesmo quando sua própria casa não é mais um lugar seguro, confortável, passa a ser tão alvo de uma destruição global, como qualquer outro lugar exposto, de paredes derrubadas. As palavras de conforto virão, mas e o cumprimento delas? Não é certo, eu gosto desta proposta de encarar a realidade dura como ela é, avisando-nos que devemos estar preparados para momentos mais difíceis ainda em nossas vidas. Tudo isto envolvido com a emoção que é desenvolvida pela guitarra e a repetição dos versos, parecendo se prolongar pelo pensamento.
5. There is A River
Este cd despiu o Jars of Clay emocionalmente falando, corajoso nos temas e exótico na expressão, com o sentimento de quem está vivendo o momento presente, especialmente forte em “There is a river”, ritmo alegre dos anos 70, rock acústico, que nos convida a “desistir e nos render, estas são coisas que você não estava designado a assumir”. A letra apesar de parecer ser das mais óbvias no cd, há controvérsias no sentido que não é o tipo de música que se canta domingo numa congregação. “There is a river” possui um tom bastante reverente e aberto sobre a Graça de Deus e sobre a direção que a fé da banda tem seguido nos últimos anos, abordando ainda referências a histórias de famílias, maldição passada por gerações, o pecado do pai para o filho etc...
6. Good Monsters
A vibrante faixa-título possui um entusiasmo incontido, que surge da melancolia do espírito e resume nossa dicotomia, mas “Good Monsters” reconhece que inclusive os questionamentos são uma forma de entrega. Nossa luta não será removida de nossa vida de fé, contudo é um elemento inerente da verdade que de alguma forma, devemos tentar sustentar, todos os conceitos falados sobre o cd num todo, aplicam-se a esta música.
7. Oh My God
A apreensiva “Oh My God” é uma das faixas




